24 Frames especial 100 anos de Mario Bava: Lisa e o Diabo (Lisa e Il Diavolo, 1973)

Centenário de Woody Strode

Woody Strode - hotTop-dúzia, então:

1- Era uma Vez no Oeste (C’era una volta il West, Sergio Leone, 1968)
2- O Homem que Matou o Facínora (The Man Who Shot Liberty Valance, John Ford, 1962)
3- La Mala Ordina (Fernando Di Leo, 1972)
4- Sentado à sua Direita (Seduto alla sua destra, Valerio Zurlini, 1968)
5- Aldazes e Malditos (Sergeant Rutledge, John Ford, 1960)
6- Spartacus (Stanley Kubrick, 1960)
7- Os Profissionais (The Professionals, Richard Brooks, 1966)
8- Keoma (Enzo G. Castellari, 1976)
9- Sete Mulheres (7 Women, John Ford, 1966)
10- Cidade Submersa (City Beneath the Sea, Budd Boetticher, 1953)
11- Os Dez Mandamentos (The Ten Commandments, Cecil B. DeMille, 1956)
12- Scipione detto anche l’africano (Luigi Magni, 1972)

Centenário de Suso Cecchi D’Amico

Suso Cecchi D'AmicoO top dúzia eu faço no próximo fim de semana.

James Garner (1928 – 2014)

JAMES-GARNERTop-dúzia, então:

1- Fugindo do Inferno (The Great Escape, John Sturges, 1963)
2- Vítor ou Vitória (Victor/Victoria, Blake Edwards, 1982)
3- Infâmia (The Children’s Hour, William Wyler, 1961)
4- A Hora da Pistola (Hour of the Gun, John Sturges, 1967)
5- Não Podes Comprar o Meu Amor (The Americanization of Emily, Arthur Hiller, 1964)
6- Grand Prix (John Frankenheimer, 1966)
7- Cowboys do Espaço (Space Cowboys, Clint Eastwood, 2000)
8- Passaporte Para o Perigo (A Man Could Get Killed, Ronald Neame & Cliff Owen, 1966)
9- Uma Cidade Contra o Xerife (Support Your Local Sheriff! Burt Kennedy, 1969)
10- Eu, Ela e a Outra (Move Over, Darling, Michael Gordon, 1963)
11- Fogo no Céu (Fire in the Sky, Robert Lieberman, 1993)
12- Maverick (Richard Donner, 1994)

24 Frames especial 100 anos de Mario Bava: A Maldição do Demônio (La maschera del demonio, 1960)

Todos os Corações do Mundo (Murillo Salles, 1995)

Há exatos 20 anos o Brasil era Tetra na Copa do Mundo de Futebol, foi a primeira copa que acompanhei conscientemente, embora em 86 e 90 eu tenha torcido para a Argentina. Rá.

2014: Ano de ler mulheres # The Year of Reading Women: Gatos e mais Gatos de Doris Lessing

I must say. Damn good stuff, sir.

Em honra da Alemanha.

Gente foda usa tapa-olho: Vincent Price

*Bonecas Explosivas (Le spie vengono dal semifreddo, Mario Bava, 1966)

24 Frames especial 100 anos de Mario Bava: As Três Máscaras do Terror (I Tre Volti della Paura, 1963)

França x Alemanha

Mahler – Sinfonia de uma Paixão (Mahler, Ken Russell, 1974)

Em honra do aniversário de Ken Russell.

24 Frames especial 100 anos de Mario Bava: O Ciclo do Pavor (Operazione Paura, 1966)

A Máfia Nunca Perdoa (Across 110th Street, Barry Shear, 1972)

Em memória de Bobby Womack (1944 – 2014)

24 Frames especial 100 anos de Mario Bava: Olhos Diabólicos (La Ragazza che Sapeva Troppo, 1963)

Eli Wallach (1915 – 2014)

Tuco
Top dúzia, então:

1- Três Homens em Conflito (Il Buono, il Brutto, il Cattivo, Sergio Leone, 1966)
2- Os Desajustados (The Misfits, John Huston, 1961)
3- O Poderoso Chefão 3 (The Godfather: Part III, Francis Ford Coppola, 1990)
4- Boneca de Carne (Baby Doll, Elia Kazan, 1956)
5- Como Roubar um Milhão de Dólares (How to Steal a Million, William Wyler, 1966)
6- O Sádico Selvagem (The Lineup, Don Siegel, 1958)
7- Sete Homens e um Destino (The Magnificent Seven, John Sturges, 1960)
8- Morte no Inverno (Winter Kills, William Richert, 1979)
9- O Escritor Fantasma (The Ghost Writer, Roman Polanski, 2010)
10- Os Quatro da Ave Maria (I quattro dell’Ave Maria, Giuseppe Colizzi, 1968)
11- Lord Jim (Richard Brooks, 1965)
12- Sobre Meninos e Lobos (Mystic River, Clint Eastwood, 2003)

Nota: Logo mais à noite assistirei How the West Was Won em sua honra.

Muso absoluto da Copa: Andrea Pirlo

Andrea PirloMeu muso vai embora mais cedo. Ué.

50 anos de Joss Whedon

Joss Whedon by Steve SchofieldUma salva de palmas para o criador do Capitão Malcolm ‘Mal’ Reynolds e da Buffy Summers. Top 5, então:

1- Firefly (2002) / Serenity (2005)

1- Firefly (2002) / Serenity (2005)

2- Buffy The Vampire Slayer (1996 - 2003) / Angel (1999 - 2004)

2- Buffy The Vampire Slayer (1996 – 2003) / Angel (1999 – 2004)

3- Dr. Horrible's Sing-Along Blog (2008)  Commentary! The Musical (2008)

3- Dr. Horrible’s Sing-Along Blog (2008) / Commentary! The Musical (2008)

4- The Avengers (2012)

4- Os Vingadores (The Avengers, 2012)

5- Dollhouse (2009 - 2010)

5- Dollhouse (2009 – 2010)

24 Frames especial 100 anos de Mario Bava: Schock (1977)

Em honra do aniversário de Daria Nicolodi, hoje.

2014: Ano de ler mulheres # The Year of Reading Women: O Segundo Sexo de Simone de Beauvoir

O livro mais importante do século XX.

24 Frames especial 100 anos de Mario Bava: Hércules no Centro da Terra (Ercole al Centro della Terra, 1961)


Em honra do Itália X Inglaterra de logo mais, o qual estou louca pra ver e que também representam meus dois cinemas favoritos, aqui representados pelo Lee (Inglaterra) e pelo Bava (Itália).

Ruby Dee (1924 – 2014)

Ruby DeeTop 5:

1- A Marca de Pantera (Cat People, Paul Schrader 1982)
2- Faça a Coisa Certa (Do The Right Thing, Spike Lee, 1989)
3- O Gângster (American Gangster, Ridley Scott, 2007)
4- Febre da Selva (Jungle Fever, Spike Lee, 1991)
5- A Varanda (The Balcony, Joseph Strick, 1963)

Veronica Lazar (1938 – 2014)

Veronica Lazar - Inferno Top 5:

1- Último Tango em Paris (Ultimo tango a Parigi, Bernardo Bertolucci, 1972)
2- Terror nas Trevas (…E tu vivrai nel terrore! L’aldilà, Lucio Fulci, 1981)
3- Mansão do Inferno (Inferno, Dario Argento, 1980)
4- Assédio (L’assedio, Bernardo Bertolucci, 1998)
5- La Luna (Bernardo Bertolucci, 1979)

Rik Mayall (1958 – 2014)

Aka Lord Flasheart em tempos de Blackadder.

2666 de Roberto Bolaño e Robert Rodríguez.

El-Mariachi-Movie-Poster

Charly Cruz perguntou se ele gostava de Spike Lee. Sim, disse Fate, se bem que na verdade não gostasse.
– Parece mexicano – disse Charly Cruz.
– Pode ser – disse Fate – , é um ponto de vista interessante.
– E Woody Allen?
– Gosto – respondeu Fate.
– Esse também parece mexicano, mas um mexicano do DF ou de Cuernavaca – disse Charly Cruz.
– Mexicano de Cancún – disse Chucho Flores.
Fate riu sem entender nada. Pensou que estavam de gozação.
– E Robert Rodriguez? perguntou Charly Cruz.
– Gosto – respondeu Fate.
– Esse panaca é dos nossos – disse Chucho Flores.
– Tenho um filme em vídeo do Robert Rodriguez – disse Charly Cruz – que muito pouca gente viu.
– El Mariachi? – perguntou Fate.
– Não, esse todo mundo viu. Um anterior, quando Robert Rodriguez não era ninguém. Um puto de um chicano morto de fome. Um cara que encarava qualquer trabalho – explicou Charly Cruz.
– Vamos nos sentar e você conta pra gente a história – disse Chucho Flores.
– Boa ideia – disse Charly Cruz -, já estava me cansando de ficar tanto tempo em pé.
A história era simples e inverossímil. Dois anos antes de rodar El Mariachi Robert Rodriguez viajou para o México. Por uns dias vagabundeou pela fronteira entre Chihuahua e o Texas, depois desceu para o sul, até o DF, onde se dedicou a tomar drogas e a beber. Estava tão no fundo, disse Charly Cruz, que entrava numa pulqueria antes do meio-dia e só saía quando fechavam e o expulsavam a ponta-pés. Acabou vivendo num congal, isto é, num bule, isto é, num berreadero, isto é, na mina das bondosas, isto é, num bordel, onde ficou amigo de uma puta e do seu cafetão, que chamavam de Pino, que seria como se apelidassem o cafifa de Pênis ou Vara. Esse tal de Pino simpatizou com Robert Rodríguez e se comportou bem com ele. Às vezes tinha que arrastá-lo pelas escadas até o quarto onde dormia, outras vezes ele e sua puta tinham de despí-lo e enfiá-lo debaixo do chuveiro porque Robert Rodríguez perdia a consciência com facilidade. Uma manhã, uma dessas raras manhãs em que o futuro diretor de cinema estava meio sóbrio, Pino lhe contou que tinha uns amigos que queriam fazer um filme e perguntou se ele se achava capaz de fazê-lo. Robert Rodríguez, como vocês podem imaginar, disse okay maguey, e o Pino se ocupou das questões práticas.
A filmagem durou três dias, creio eu, e Robert Rodríguez estava sempre de porre e drogado quando ia para atrás da câmera. Claro, nos créditos não aparece seu nome. O diretor se chama Johnny Mamerson, o que evidentemente é uma piada, mas quem conhece o cinema de Robert Rodríguez, sua maneira de fazer um enquadramento, seus planos e contraplanos, seu senso de velocidade, não tem dúvida, é ele. A única coisa que falta é sua maneira pessoal de montar um filme, pelo que fica claro que nesse filme a montagem foi feita por outra pessoa. Mas o diretor é ele, disso tenho certeza.

Tradução de Eduardo Brandão.

Versão em espanhol: Películas de Bolaño (II)

Nota: Mais à frente tem o Fate assistindo o filme e a descrição cena por cena dele, também há um momento que Bolaño volta a falar de Woody Allen, quando Fate rememora uma entrevista em que os caras falavam que Hollywood era tomada pela Ku Klux Klan e que Allen era um exemplo claro disso porque não havia negros nos filmes dele. Rá!

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