Quixotando

Anselmo Duarte (1920 – 2009)

Publicado em ANOS 50, ANOS 60, ANOS 70, MUSOS, NACIONAL por Georgina Spiggott em Novembro 7, 2009

Anselmo DuarteVamos colocar os pingos nos is. Todo mundo lembra de praias francesas e essas merdas, mas o povo esquece de lembrar o mais evidente: o quanto o tio Anselmo era gato. Bom ter reconhecimento e não ser mais um rostinho bonito na multidão, mas nem por isso devemos esquecer que Anselmo Duarte foi um dos caras mais bonitos do nosso cinema e que nos anos 50 ele só perdia para o inalcançável Alberto Ruschel.

Agora sim podemos mencionar seus outros talentos via top:

O Caso dos Irmaos Naves (1967)

1- O Caso dos Irmãos Naves (Luís Sérgio Person, 1967)

O Pagador de Promessas (1962)

2- O Pagador de Promessas (Anselmo Duarte, 1962)

3- Carnaval no Fogo (Watson Macedo, 1949)

Absolutamente Certo (1957)

4- Absolutamente Certo (Anselmo Duarte, 1957)

Appassionata (1952)

5- Apassionata (Fernando De Barros, 1952)

Tico-Tico no Fubá  (1952)

6- Tico-Tico no Fubá (Adolfo Celi, 1952)

Assim Era a Atlântida (1975)

7- Assim Era a Atlântida (Carlos Manga, 1975)

Sinhá Moça  (1953)

8- Sinhá Moça (Tom Payne/Oswaldo Sampaio, 1953)

O Descarte (1973)

9- O Descarte (Anselmo Duarte, 1973)

Aviso aos Navegantes (1950)

10- Aviso aos Navegantes (Watson Macedo, 1950)

11- Depois Eu Conto (José Carlos Burle/Watson Macedo, 1956)

Um Certo Capitão Rodrigo (1971)

12- Um Certo Capitão Rodrigo (Anselmo Duarte, 1971)

Zbigniew Ziembinski com Anselmo Duarte no filme Madona de Cedro

13- A Madona de Cedro (Carlos Coimbra, 1968)

Os Trombadinhas (1979)

14- Os Trombadinhas (Anselmo Duarte, 1979)

15- Independência ou Morte (Carlos Coimbra, 1972)

Cem anos de Sadao Yamanaka

Publicado em ANOS 30, COMÉDIA, DRAMA, GATOS, IMPRESSÕES, SCREENSHOT por Adriana Scarpin em Novembro 7, 2009
Yamanaka & Ozu. Sadao é o mais gato, é claro.

Yamanaka & Ozu. Sadao é o que não se parece com um pescador.

É quase impossível localizar a importância do cinema de Yamanaka de forma precisa, justamente porque apenas três dos seus dezenas de filmes podem ser vistos hoje, mas é consensual de que foi um dos mestres construtores do jidaigeki em seu princípio – coisa que pode ser facilmente notado apenas assistindo Ninjo Kami Fusen (1937), Kōchiyama Sōshun (1936) e Tange Sazen Yowa (1935), mas em que pé está a influência de quem para quem nessa história é impossível dizer, pois o número de filmes perdidos é demasiado grande para ser ignorado, embora Kurosawa nunca deixasse de mencionar Yamanaka como uma de suas maiores influências, enquanto o jovem roteirista-convertido-diretor Sadao andasse de braços dados com Ozu, Inagaki e Mizoguchi naqueles anos 30.
Ao final da mesma década, um dos mais promissores e brilhantes cineastas de uma geração foi para a guerra e não retornou, morrendo de disenteria aos 28 anos – isso que é tragédia ou tão tragicômico quanto o próprio cinema de Yamanaka, ou do que restou dele.

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Tange Sazen Yowa: Hyakuman Ryo no Tsubo / The Pot Worth a Million Ryo (1935)Tange Sazen yowa Hyakuman ryo no tsubo (1935) meninoTange Sazen yowa Hyakuman ryo no tsubo (1935) roupaTange Sazen Denjirô ÔkôchiTange Sazen yowa Hyakuman ryo no tsubo (1935) manekinekoEste foi o primeiro filme que vi de Yamanaka e imediatamente me proporcionou um tipo de adoração cinéfila comparável ao que sinto vendo o trabalho de Chaplin ou Lubitsch, é deliciosamente poético e engraçado, até icônico, construindo e evidenciando pequenos detalhes que fazem a alegria de qualquer cinéfilo: um samurai caolho e sem braço (Sazen Tange), uma peça de roupa como transição, um leitmotif verbal que serve como descontrução da própria cultura nipônica, o manekineko essencial… É tudo um encanto, puro e simples.

Kochiyama Soshun / Priest of Darkness (1936)Kochiyama Soshun - gatoKochiyama Soshun - casalKochiyama Soshun - sakeKochiyama Soshun - meninoO gênero jidaigeki se apóia nas tradições acima de tudo, mas cada cineasta é facilmente singularizado pelas suas preferências em mostrá-las, Yamanaka gostava mesmo de bebedores de saquê, a embriaguez é um ponto constante no seu cinema mais do que qualquer outra reiteração da cultura tradicional japonesa, é sempre a partir do kampai que as coisas começam a se desenrolar em seus filmes, se é que se poder analisar tal coisa conhecendo apenas três deles. Kochiyama Soshun é o que menos gosto, o que não é nenhuma tragédia, se aproxima dos dilemas morais e composição de Ninjo Kami Fusen, mas sem a mesma intensidade.

Ninjo kami fusen / Humanity and Paper Balloons (1937)Ninjo Kami Fusen - balõesNinjo Kami Fusen - pésNinjo Kami Fusen - bonecaNinjo Kami Fusen - dueloO mais melancólico e conhecido rebento sobrevivente de Yamanaka San. Particularmente considero Tange Sazen Yowa sua maior obra prima, mas o lirismo que aqui está envolto em harakiris recorrentes, ronins desacreditados, amantes em fuga, esposas decepcionadas e balões de papel não pode passar desapercebido.

Links sobre o cinema de Yamanaka pela internet:

Ninjo kami fusen (1937)
Retroprojecção
Nihon Cine Art
Midnight Eye – The Latest and Best in Japanese Cinema
The Taste of Cinema
Wildgrounds
The Masters of Cinema Series
Cacophone
Arsenevich
Strictly Film School
Lard Biscuit Guide to Samurai Cinema
Someday I’ll Think of A Title – Exactly what the title just said
Some Words Some Places
Narrative In Japanese Film 3: Yamanaka
DVD Outsider
YouTube (filme completo com legendas em inglês)

Kochiyama soshun (1936)
Cinema Talk – Film-related blabbering…
The three-film universe of Sadao Yamanaka

Tange Sazen (1935)
Cinema Talk
Lard Biscuit
Hkmania – Le Blog – La Passion du Cinéma Asiatique
Wildgrounds – Treasures of Asian Cinema
Cineblog
Some Words Some Places – Japanese and Chinese Film Reviews
Rare Classics of Japanese Cinema
Roslindale Monogatari – Rambling observations of a Roslindale fan of Asian films
Freak Movie Team – Cine Oriental y Asiático
Film Preservation Society

Festival Musos do Bachrach: Robert Mitchum

Publicado em ANOS 40, FOTOGRAFIA, MUSOS por Georgina Spiggott em Novembro 6, 2009

Robert Mitchum in Out of the Past by Ernest A. BachrachFoto promocional para Fuga do Passado (Out of the Past, Jacques Tourneur, 1947)

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Assassina cruel e sanguinolenta

Publicado em ANOS 30, SCREENSHOT por Georgina Spiggott em Novembro 6, 2009

Shirley TempleShirley Temple em tempos de Baby Take a Bow (Harry Lachman, 1934)

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Lá na minha sala pendurado na parede…

Publicado em ANOS 60, POSTERS, SPAGHETTI, WESTERN por Georgina Spiggott em Novembro 4, 2009

The Good
The Ugly
The Bad
São momentos como esse que o mercado de posters nos obriga a pensar em frases ridículas como “Ô lá em casa…”.
O problema é que eles estavam sendo vendidos num leilão cujo lance mínimo era de 8 mil dólares.
Se eu tivesse grana pagaria fácil, fácil.

Lá na minha cozinha fazendo um café…

Publicado em ANOS 00, BEEFCAKE, MUSOS por Georgina Spiggott em Novembro 4, 2009

Fish Tank - Fassbender sem camisaFish Tank - FassbenderFish Tank - Fassbender gostosopacaraleoFish Tank (2009) Michael FassbenderSão momentos como esse que o cinema nos obriga a pensar em frases ridículas como “Ô lá em casa…”.
Trocava minha cafeteira por um desses fácil, fácil.

*Fish Tank (Andrea Arnold, 2009)

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Filmes bacanas de cada ano que o cinema viveu: 1963

Publicado em ANOS 60, GATOS, MELHORES FILMES, VIDEOS por Adriana Scarpin em Novembro 2, 2009

Um Dia, Um Gato (Az Prijde Kocour, Vojtech Jasný)

Boca de Ouro (1963) Odete lara & Jece Valadão

Vidas Secas / Boca de Ouro (Nelson Pereira dos Santos)

The Great Escape (1963)

Fugindo do Inferno (The Great Escape, John Sturges)

Le Mépris - Jack Palance, Fritz Lang, Michel Piccoli

O Desprezo / Viver a Vida / O Pequeno Soldado (Le Mépris / Vivre Sa Vie / Le Petit Soldat, Jean-Luc Godard)

Charade - Cary Grant, Audrey Hepburn

Charada (Charade, Stanley Donen)

The Damned (1963) Oliver Reed

Os Malditos / O Criado (The Damned / The Servant, Joseph Losey)

Shock Corridor (1963)

Paixões que Alucinam (Shock Corridor, Samuel Fuller)

La frusta e il corpo (1963) - Daliah Lavi

O Chicote e o Corpo / As Três Máscaras do Terror / Olhos Diabólicos (La Frusta e il Corpo / I Tre Volti della Paura / La Ragazza che Sapeva Troppo, Mario Bava)

8½ (1963) - Eddra Gale & Barbara Steele

8½ (Federico Fellini)

A Casa é Escura (Khaneh Siah Ast, Forugh Farrokhzad)

Nota: Para manter viva esta série, agora não há mais anotações bobas, nem numeração, nem grau de importância pessoal, são só filmes que muito me apetecem por um motivo ou outro. Só não vale passar de 10.

Festival Posters Alberto Vargas: Shelley Winters

Publicado em ANOS 50, DESENHO, POSTERS por Yôko Minamida em Outubro 31, 2009

Temido e Desejado (Behave Yourself, George Beck, 1951)

Porque o doutor em pin-ups também ganhava um troco fazendo posters em Hollywood.

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Festival Musos do Bachrach: Fred Astaire

Publicado em ANOS 30, FOTOGRAFIA, MUSOS por Georgina Spiggott em Outubro 31, 2009

Fred Astaire by Ernest BachrachDepois de me dar conta que existem mais musas do que musos neste blog, resolvi fazer justiça com as próprias mãos, começando com uma ajudinha do senhor Ernest A. Bachrach que me forneceu um arsenal deveras grandioso.

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Gente foda usa tapa-olho: Raul Cortez

Publicado em ANOS 60, MUSOS, NACIONAL, TAPA-OLHO por Georgina Spiggott em Outubro 30, 2009

É óbvio que vou me abster de qualquer comentário.

*Pérola encontrado no indispensável The Tarnished Angels

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