450 anos de William Shakespeare

william-shakespeare
Então top-dúzia de suas adaptações para cinema:

1- Falstaff (Chimes at Midnight, Orson Welles, 1965)
2- Planeta Proibido (Forbidden Planet, Fred M. Wilcox, 1956)
3- Othello (Orson Welles, 1952)
4- Ran (Akira Kurosawa, 1985)
5- Noite Insana (All Night Long, Basil Dearden, 1962)
6- Trono Manchado de Sangue (Throne of Blood, Akira Kurosawa, 1957)
7- Hamlet (Laurence Olivier, 1948)
8- Macbeth (Roman Polanski, 1971)
9- Sonhos de uma Noite de Verão (A Midsummer Night’s Dream, William Dieterle/Max Reinhardt, 1935)
10- Garotos de Programa (My Own Private Idaho, Gus Van Sant, 1991)
11- Hamlet (Kenneth Branagh, 1996)
12 – A Última Tempestade (Prospero’s Books, Peter Greenaway, 1991)

Mickey Rooney (1920 – 2014)

Sonho de uma Noite de Verão (A Midsummer Night's Dream, William Dieterle/Max Reinhardt, 1935)

Sonho de uma Noite de Verão (A Midsummer Night’s Dream, William Dieterle/Max Reinhardt, 1935)

José Wilker (1947 – 2014)

Bye Bye Brazil - José Wilker

Bye Bye Brasil (Cacá Diegues, 1979)

Centenário de Marguerite Duras

Marguerite Duras and cat

Hoje é centenário de uma das minhas musas, Marguerite Duras, que na literatura ficou entre os existencialistas e a galera do Nouveau roman sem de fato pertencer a nenhuma das duas categorias, sendo uma entidade única e inalcançável de enorme talento não só para literatura, mas também como cineasta… Depois de ser roteirista de obras primas como Hiroshima, Mon Amour de Alain Resnais e Mademoiselle de Tony Richardson, ela também notou que ninguém conseguia passar decentemente suas obras para a película como foram os casos de Peter Brook e do próprio Tony Richardson, então nada mais certo do que a própria Duras transformormar-se em cineasta. Herdeira direta de Resnais, Duras filmou alguns dos mais literários filmes que vi, seja seus curtas experimentais com uma prosa poética avassaladora, seja seus longas com situações de mulheres problemáticas à sua própria existência. Enfim, recomendo com veêmencia a literatura e cinema de Marguerite Duras.

Top 5, então:

1- As Mãos Negativas (Les Mains négatives, 1978) https://www.youtube.com/watch?v=rQCgI-QH-Uk

2- Cesárea (Cesarée, 1978) https://www.youtube.com/watch?v=IxvjJCOfxHA

3- India Song (1975) https://www.youtube.com/watch?v=41g1MlO3nis

4- Agatha e as Leituras Ilimitadas (Agatha et Les Lectures illimitées, 1981) https://www.youtube.com/watch?v=T0MP08XmxyI

5- Nathalie Granger (1972) https://www.youtube.com/watch?v=DyT2cY_QuMo

Centenário de Sir Alec Guinness

Alec Guinness Top dúzia, então:

1- Lawrence of Arabia (David Lean, 1962)
2- As Oito Vítimas (Kind Hearts and Coronets, Robert Hamer, 1949)
3- Trilogia Star Wars (Lucas/Kershner/Marquand, 1977/1980/1983)
4- Doctor Zhivago (David Lean, 1965)
5- Quinteto da Morte (The Ladykillers, Alexander Mackendrick, 1955)
6- A Ponte do Rio Kwai (The Bridge on the River Kwai, David Lean, 1957)
7- O Espião que Sabia Demais (Tinker, Tailor, Soldier, Spy, John Irvin, 1979)
8- O Homem do Terno Branco (The Man in the White Suit, Alexander Mackendrick, 1951)
9- Maluco Genial (The Horse’s Mouth, Ronald Neame, 1958)
10- As Aventuras do Padre Brown (Father Brown, Robert Hamer, 1954)
11- A Morte não Manda Aviso (The Quiller Memorandum, Michael Anderson, 1966)
12- O Estranho Caso do Conde (The Scapegoat, Robert Hamer, 1959)

Nota: Que fique claro que não assisti nem Oliver Twist, nem Grandes Esperanças, se eu soubesse de antemão que hoje seria o seu centenário, teria sanado esses pecados de não tê-los assistido.

Top 5: Filmes para se assistir no Dia Internacional da Mulher

1- Kill Bill Volume 1 e 2 (Quentin Tarantino, 2003/2004)

1- Kill Bill Volume 1 e 2 (Quentin Tarantino, 2003/2004)

2- Série Alien (Ridley Scott, James Cameron, David Fincher, Jean Pierre Jeunet, 1979/1986/1992/1997)

2- Série Alien (Ridley Scott, James Cameron, David Fincher, Jean Pierre Jeunet, 1979/1986/1992/1997)

3- Thelma & Louise (Ridley Scott, 1991)

3- Thelma & Louise (Ridley Scott, 1991)

4- Foxy Brown (Jack Hill, 1974

4- Foxy Brown (Jack Hill, 1974

5- Gravidade (Gravity, Alfonso Cuarón, 2013)

5- Gravidade (Gravity, Alfonso Cuarón, 2013)

Infelizmente todos os diretores são homens, ano que vem faço um top de filmes dirigidos por mulheres…

Muriel ou o Tempo de um Retorno (Muriel ou Le temps d’un retour, Alain Resnais, 1963)

Em honra de Alain Resnais (1922 – 2014)

Filmografia para baixar no Making Off: Alain Resnais.

Paco de Lucia (1947 – 2014)

Feitiço do Tempo (Groundhog Day, Harold Ramis, 1993)

Em honra de Harold Ramis (1944 – 2014)

William S. Burroughs: A Man Within (Yony Leyser, 2010)

Em honra do Centenário de Burroughs

Philip Seymour Hoffman (1967–2014)

seymour-hoffmanTop dúzia, então:

1- O Grande Lebowski (The Big Lebowski, Coen Brothers, 1998)
2- Magnolia (Paul Thomas Anderson, 1999)
3- Boogie Nights (Paul Thomas Anderson, 1997)
4- Quase Famosos (Almost Famous, Cameron Crowe, 2000)
5- O Mestre (The Master, Paul Thomas Anderson, 2012)
6- Embriagado de Amor (Punch-Drunk Love, Paul Thomas Anderson, 2002)
7- Felicidade (Happiness, Todd Solondz, 1998)
8- Antes que o Diabo Saiba que você está Morto (Before the Devil Knows You’re Dead, Sidney Lumet, 2007)
9- Jogada de Risco (Hard Eight, Paul Thomas Anderson, 1996)
10- Deu a Louca nos Astros (State and Main, David Mamet, 2000)
11- Capote (Bennett Miller, 2005)
12- O Talentoso Ripley (The Talented Mr. Ripley, Anthony Minghella, 1999)

Eduardo Coutinho (1933 – 2014)

eduardo-coutinho Filmografia dele pra baixar no Making Off: Eduardo Coutinho

O Dia da Ira (I giorni dell’ira, Tonino Valerii, 1967)

Riz Ortolani (1931–2014)

85 anos de Sergio Leone

Sergio LeoneHoje Sergio Leone faria 85 anos, top 5 então!

 1- Era uma Vez no Oeste (Once Upon a Time in the West/C'era una volta il West, 1968)


1- Era uma Vez no Oeste (Once Upon a Time in the West/C’era una volta il West, 1968)

 3- Três Homens em Conflito (The Good, the Bad and the Ugly/Il Buono, il Brutto, il Cattivo, 1966)


3- Três Homens em Conflito (The Good, the Bad and the Ugly/Il Buono, il Brutto, il Cattivo, 1966)

3- Era uma Vez na América (Once Upon a Time in America/C'era una volta in America, 1984)

3- Era uma Vez na América (Once Upon a Time in America/C’era una volta in America, 1984)

4- Por uns Dólares a Mais (For a Few Dollars More/Per Qualche Dollaro in Più, 1965)

4- Por uns Dólares a Mais (For a Few Dollars More/Per Qualche Dollaro in Più, 1965)

5- Por um Punhado de Dólares (A Fistful of Dollars/Per un Pugno di Dollari, 1964)

5- Por um Punhado de Dólares (A Fistful of Dollars/Per un Pugno di Dollari, 1964)

24 Frames: O Cavalo de Turim (A torinói ló, Béla Tarr, 2011)

“In Turin on 3rd January, 1889, Friedrich Nietzsche steps out of the doorway of number six, Via Carlo Albert. Not far from him, the driver of a hansom cab is having trouble with a stubborn horse. Despite all his urging, the horse refuses to move, whereupon the driver loses his patience and takes his whip to it. Nietzsche comes up to the throng and puts an end to the brutal scene, throwing his arms around the horse’s neck, sobbing. His landlord takes him home, he lies motionless and silent for two days on a divan until he mutters the obligatory last words, and lives for another ten years, silent and demented, cared for by his mother and sisters. We do not know what happened to the horse.”

“Turim, 3 de Janeiro de 1889. O filósofo Friedrich Nietzsche sai de casa. Ali perto um camponês luta com a teimosia do seu cavalo, que se recusa a obedecer. O homem perde a paciência e começa a chicotear o animal. Nietzsche aproxima-se e tenta impedir a brutalidade dos golpes com o seu próprio corpo. Naquele momento perde os sentidos e é levado para casa onde permanece em silêncio por dois dias. A partir daquele trágico evento Nietzsche nunca mais recuperará a razão, ficando aos cuidados da sua mãe e irmãs até ao dia da sua morte, a 25 de Agosto de 1900.”

Joan Fontaine (1917 – 2013)

Joan FontaineTop-dúzia, então:

1- Carta de uma Desconhecida (Letter from an Unknown Woman, Max Ophuls, 1948)

2- As Mulheres (The Women, George Cukor, 1939)

3- Suspeita (Suspicion, Alfred Hitchcock, 1941)

4- Gunga Din (George Stevens, 1939)

5- Rebecca (Alfred Hitchcock, 1940)

6- Cativa e Cativante (A Damsel in Distress, George Stevens, 1937)

7- Jane Eyre (Robert Stevenson, 1944)

8- Alma sem Pudor (Born to Be Bad, Nicholas Ray, 1950)

9- Ilha nos Trópicos (Island in the Sun, Robert Rossen, 1957)

10- Suave é a Noite (Tender Is the Night, Henry King, 1962)

11- O Bígamo (The Bigamist, Ida Lupino, 1953)

12- Ivanhoe (Richard Thorpe, 1952)

Peter O’Toole (1932 – 2013)

Peter O'TooleO último dos hellraisers… Top-dúzia, então:

1- Lawrence of Arabia (David Lean, 1962)

2- Ratatouille (Brad Bird/Jan Pinkava, 2007)

3- O Substituto (The Stunt Man, Richard Rush, 1980)

4- Como Roubar Um Milhão de Dólares (How to Steal a Million, William Wyler, 1966)

5- Sangue Sobre a Neve (The Savage Innocents, Nicholas Ray, 1960)

6- Um Cara Muito Baratinado (My Favorite Year, Richard Benjamin, 1982)

7- Lord Jim (Richard Brooks, 1965)

8- O Último Imperador (The Last Emperor, Bernardo Bertolucci, 1987)

9- Venus (Roger Michell, 2006)

10- Loucos e Decadentes (Bright Young Things, Stephen Fry, 2003)

11- O Que é que há, gatinha? (What’s New, Pussycat, Clive Donner/Richard Talmadge, 1965)

12- Caligula (Tinto Brass, 1979)

Sob a face disfarçada intuiu a dor
Sentiu-se só, desgraçada
Catapultou o universo ,
Selou as chagas e se foi.
Isso não vai passar, é recorrente
Não importa quantas pessoas encontre,
Sempre estará lá
E minha paranoia e desilusão sempre estará cá,
Camuflada em indiferença,
Mas com um sentimento torpe e mesquinho
Viverei na ilusão de que não estou só,
Mas sozinha me faço e me condeno a uma vida inteira.

- Adriana Scarpin

Jung e la cultura del XX secolo: Cinema (Aldo Carotenuto)

Il rapporto del cinema con la psicologia del profondo appare complesso ma innegabile. Viaggio nell’immaginario, il cinema, più delle altre arti, per la peculiarità della sua fruizione – una sala buia dove lo spettatore è sovrastato dalle gigantesche immagini che appaiono sullo schermo – è stato accostato da gran parte della critica al mondo onirico. Studiosi autorevoli come Eliade e Campbell, hanno poi sottolineato la parentela del cinema con il mito e la sua narrazione, sostituendo lo schermo cinematografico con gli antichi aedi. Nella polifonia che caratterizza i diversi modi di far cinema, il linguaggio dei grandi maestri appare però caratterizzato da un addentrarsi nei meandri della psiche. Proprio lo scavo psicologico dei personaggi realizzato da questa giovane forma d’arte, nata alla fine del secolo scorso e quindi coeva alla psicologia del profondo, ha reso i rapporti tra le due discipline quanto mai intensi. Cinema espressionista e “Kammerspiel” (il cinema da camera) in particolare costituiscono un esempio di questo legame. Incubi, ossessioni, fantasmi, ‘doppi’, sono i temi dei film di questa corrente.
A partire dalla famosa collaborazione tra Abraham, Sachs e Pabst per la realizzazione de “I misteri di un’anima” (“Geheimnisse einer Seele”, 1926), il cinema ha attinto a piene mani alla psicoanalisi (Argentieri, Sapori 1988). Sono stati soprattutto gli Stati Uniti a divulgare il verbo freudiano, basti citare per tutti due famosi film di Alfred Hitchcock: “Io ti salverò” (“Spellbound”, 1945) e “Marnie” (idem, 1964). Da Hitchcock a Woody Allen il rapporto privilegiato del cinema con la psicoanalisi non si è mai interrotto: portando all’attenzione dello spettatore lettini e terapie analitiche più o meno ortodosse: come quelle alle quali fa riferimento, ne “Il diavolo in corpo” (1986) e ne “La visione del sabba” (1987), il regista italiano Marco Bellocchio, legato all’analista “outsider” Fagioli. Se dunque appare fortemente radicato il legame del cinema con la psicologia del profondo, lo specifico influsso di Jung, come nel caso delle altre arti, va rintracciato seguendo due binari di analisi: un’influenza diretta e dimostrabile, e un’altra più sottile e indiretta che fa del pensiero junghiano un elemento dello “Zeitgeist” contemporaneo.
Meno fortunata di Freud, del cui pensiero il cinema hollywoodiano si è impadronito molto presto, la penetrazione dell’opera di Jung appare più tarda, anche se si lega alla produzione di due maestri del cinema come Ingmar Bergman e Federico Fellini. Fin dai suoi primi film, il cinema bergmaniano è caratterizzato da uno scavo impietoso dell’interiorità dei personaggi, che nelle opere della maturità assume un tono sempre più drammatico. Ricollegandosi al “Kammerspiel” tedesco con le sue atmosfere rarefatte e chiuse, il cinema del regista svedese – che ha fatta sua la lezione di un altro nordico scrutatore d’anime, Theodor Dreyer – è un addentrarsi in un mondo di incubi e allucinazioni, un mondo sempre più al limite della follia. Togliere la maschera e mostrare il vero volto del personaggio, quello accuratamente celato, rivelare l’Ombra negata, è il fine che Bergman persegue implacabilmente. Si va così precisando il legame tra Bergman e Jung, un legame che fa del cinema bergmaniano, come di quello di altri cineasti, un’autoterapia, un lungo esorcismo.
Se da una parte la discesa nelle profondità dell’inconscio che caratterizza la produzione bergmaniana, produzione nata da un progressivo scardinamento dell’identità e dall’irruzione nella coscienza di fantasmi minacciosi quali sono ad esempio quelli che appaiono ne “L’ora del lupo” (“Vargtimmen”, 1967) può, come quella di altri registi, essere analizzata da una prospettiva junghiana (Schillirò 1990a; 1990b; 1991a; 1991b; 1992), dall’altra la “nekyia” bergmaniana contiene al suo interno dei precisi riferimenti all’opera di Jung. E’ il caso in particolare del film “Persona” (1965) dove il titolo e la trama che su questo si intreccia, vengono mutuati dal concetto junghiano di Persona come maschera, come archetipo che struttura l’adattamento sociale, un archetipo che può inflazionare l’Io, generando un’identificazione tra la propria personalità e il proprio ruolo – che è quanto accade ad Elisabeth Vogler, l’attrice mutacica protagonista del film. Il legame tra Bergman e Jung appare inoltre riconosciuto in una lunga intervista concessa dal regista, nel corso della quale Torsten Manns definisce Bergman un regista «junghiano» (Björkman, Manns, Sima 1970, 219).
Nel loro lento ma inarrestabile addentrarsi nelle zone più oscure e inquietanti della psiche, i film del regista svedese esplorano i laceranti rapporti che legano tra loro i diversi personaggi, come ad esempio Johan e Marianne in “Scene da un matrimonio” (“Scener ur ett äktenskap”, 1974) o come Eva e Charlotte, madre e figlia in “Sinfonia d’autunno” (“Herbstsonate”, 1978), in un inferno privato che eguaglia quello sartriano. Parallelo al progredire in quest’universo di incomunicabilità e violenza familiare è l’assalto sempre più massiccio di fantasmi e paure che finiscono per dissolvere il confine tra immaginario e realtà, come accade non solo ne “L’ora del lupo” o in “Sussurri e grida” (“Visningar och rop”, 1972) ma anche in “Fanny e Alexander” (“Fanny och Alexander”, 1983) e ne “Il segno” (“De tv saliga”, 1985). Tra i registi che più hanno dato voce all’anima e alle sue ombre, Bergman si distingue per il suo talento psicologico, un talento che tuttavia condivide con altri registi quali Fellini, Kurosawa, Buñuel, Tarkovskij.
Abbiamo nominato Fellini, indubbiamente il regista italiano più visibilmente influenzato dal pensiero junghiano. Ma prima di approfondire il rapporto tra l’universo felliniano e Jung, ci sembra giusto citare – nel panorama del cinema italiano – un caso assolutamente singolare: quello di un film esplicitamente ‘junghiano’ fin dal titolo «Anima persa», ispirato all’omonimo romanzo di Giovanni Arpino e girato da Dino Risi nel 1976. Gran parte della critica lo scambiò per un “thriller”, parlò di “horror”, di “noir”, di “gotico”; e invece era una precisa, corretta parabola junghiana. C’era il ‘doppio’, c’era l”ombra’ e la ‘maschera’, c’era persino la ‘controparte femminile’ del protagonista – appunto l”anima» del titolo. Il romanzo di Arpino consentiva già questa lettura; il film la pretendeva, grazie anche all’apporto dello sceneggiatore Bernardino Zapponi, non a caso collaboratore prediletto, da anni, di Federico Fellini.
E veniamo all’universo onirico felliniano: che sembra disegnare l’immaginario attraverso i tratti di un bambino. Grotteschi, surreali i personaggi felliniani evocano il mondo magico dell’infanzia – un mondo che ricorda i quadri di Chagall – non soltanto per l’emergere di ricordi e fantasie, come in “Amarcord” (1973), ma anche per la prospettiva volutamente distorta e aberrante che, deformando corpi e ambienti – come accade allo smarrito Snaporaz che vaga ne “La Città delle donne” (1979) – allude alla prospettiva visuale ed emotiva del bambino che guarda il mondo degli adulti. Nel caso di Fellini il rapporto con il pensiero di Jung, che segna una netta svolta nel suo cinema, appare mediato non solo da un accostamento teorico, ma anche e soprattutto dagli incontri del regista con Ernst Bernhard (Carotenuto 1977, 137-143; Fellini 1983, 183; Kezich 1987, 302-307), che introdusse in Italia la psicologia analitica. E’ lo stesso Fellini a sottolineare il suo legame con Jung.

«La lettura di qualche libro di Jung, la scoperta della sua visione della vita, ha avuto per me un carattere di una gioiosa rivelazione, una entusiasmante, inattesa, straordinaria conferma di qualcosa che mi sembrava di avere in piccola parte immaginato. [...] Jung è un compagno di viaggio, un fratello più grande, un saggio, uno scienziato veggente [...] L’umiltà scientifica di Jung [rispetto a Freud] di fronte al mistero della vita mi sembra più simpatica. I suoi pensieri, le sue idee, non pretendono di diventare dottrina, ma solo di suggerire un nuovo punto di vista, un diverso atteggiamento che potrà arricchire ed evolvere la personalità, guidandoti verso un comportamento più consapevole, più aperto, e riconciliandoti con le parti rimosse, frustrate, mortificate, malate di te stesso. Indubbiamente Jung è più congeniale, più amico, più nutriente per chi crede di dover realizzarsi nella dimensione di una fantasia creativa. Freud con le sue teorie ci obbliga a pensare; Jung invece ci permette di immaginare, di sognare, e ti sembra, addentrandoti nell’oscuro labirinto del tuo essere, di avvertire la sua presenza vigile e protettrice» (Fellini 1983, 129-131).

A partire dal novembre del 1960 gli incontri informali con Bernhard – incontri che avvengono a volte nella pizzeria sotto casa dell’analista – punteggiano la vita del regista in un periodo nel quale la crisi interiore si era fatta sempre più acuta. Senza costituire una vera e propria analisi, questi colloqui con un uomo che sa contattare l’universo interiore del regista gli offrono forse un mezzo per far parlare i suoi fantasmi, mezzo che Fellini trasferirà coscientemente nel suo modo di far cinema.
Dopo le due amare favole “La strada” (1954) e “Le notti di Cabiria” (1957) e dopo gli sdoppiamenti autobiografici de “I vitelloni” (1953) e de “La dolce vita” (1959), il cinema di Fellini si apre al sogno, a quel mondo notturno che ora il regista annota con cura nel suo «libro dei sogni», una serie di quaderni nei quali nel corso degli anni, dopo l’incontro con Bernhard, Fellini ha descritto e a volte illustrato i suoi sogni. Bernhard rappresenta dunque per Fellini il padre, la guida che può aiutarlo a percorrere i labirinti della sua anima. Da “Otto e mezzo” (1963) e da “Giulietta degli spiriti” (1965) fino ai film più recenti come “E la nave va” (1983) e “La voce della luna” (1990), l’universo onirico felliniano è un continuo giocare con simboli e immagini che trova nell’approccio junghiano al simbolo come via, come «mezzo per realizzare l’inesprimibile» (Ibidem, 132) un valido apporto teorico, un’intelaiatura concettuale alla sua opera cinematografica.
Laddove appare un mondo visionario, un mondo mitico che scardina i confini tra reale e immaginario, l’ombra di Jung fa comunque direttamente o indirettamente capolino, sia nella lettura che si può tentare del film, più facilmente interpretabile da un’angolazione junghiana, sia nella lenta infiltrazione di un pensiero che dà al sogno, al mito, all’immaginario un posto centrale nell’economia psichica, sia infine nella comune trama che ancora lo “Zeitgeist” all’inconscio collettivo. E’ questo il caso di registi come Akira Kurosawa, Luis Buñuel ed Andrej Tarkovskij. Il rapporto di questi registi con il pensiero junghiano va segnato nell’ambito di una comune simmetria, di un percorso interiore che segue itinerari paralleli.
Definito l’imperatore del cinema giapponese, Kurosawa si è sempre mosso lungo due sentieri: il mondo mitico, avventuroso e spettacolare dei samurai – “I sette samurai” (“Shichinin no samurai”, 1954), “Ran”, 1985, “Kagemusha. L’ombra del guerriero” (“Kagemusha. The Warrior Shadow”, 1980) – e l’esplorazione degli universi interiori dei suoi personaggi – “L’angelo ubriaco” (“Yoidore Tenshi”, 1948), “Rashômon” (idem, 1950). E’ in quest’ultimo filone, spesso intessuto di richiami al teatro No e Kabuki, che Kurosawa svela le tenebre ulteriori che avvolgono i suoi uomini del sottosuolo. Il viaggiare tra l’Oriente giapponese e l’Occidente che nutre il suo immaginario – come mostrano le trasposizioni dostoevskijane e shakespeariane de “L’idiota” (“Hokuchi”, 1951), de “Il trono di sangue” (“Kumonosu-jo”, 1957) rifacimento del “Macbeth” e di “Ran” tratto da “Re Lear” – rende possibile ipotizzare, nella frequentazione della psicologia del profondo, anche un contatto con il mondo junghiano. L’universo archetipico che Kurosawa traccia soprattutto attraverso i suoi film in costume, emerge poi prepotentemente nel film “Sogni” (“Dreams”, 1990). La realtà onirica di “Sogni” si apre infatti a una visione dell’inconscio che non è solo personale, ma che radica le sue immagini nel fondo collettivo della psiche.
Una dimensione nettamente onirica è anche quella che emerge nel primo Buñuel di stampo surrealista – “Un chien andalou” (1929), realizzato in collaborazione con Dalí, film che Jung, con la stessa incomprensione mostrata nei confronti di artisti come Joyce e Picasso, definisce «una bella dimostrazione di “dementia praecox”» (Buñuel 1982, 225) e “L’âge d’or” (“L’età dell’oro”, 1930) – e nelle opere mature quali “Il fascino discreto della borghesia” (“Le charme discret de la bourgeoisie”, 1972), “Il fantasma della libertà” (“Le fantôme de la liberté”, 1974), “Quell’oscuro oggetto del desiderio” (“Cet obscur objet du désir”, 1977). Se la concatenazione associativa, tecnica cardine delle opere surrealiste, dimostra il rapporto con la psicoanalisi, il mondo di simboli che emerge in queste opere si apre a profonde implicazioni archetipiche.
Lo scardinamento della barriera tra reale e immaginario, che Buñuel realizza nella messa in scena dell’assurdo, caratterizza in modo diverso anche l’universo visionario di Andrej Tarkovskij. Tra Jung e il regista russo esiste una profonda simmetria che si rivela nella comune ricerca di una congiunzione degli opposti – basti pensare all’unione acqua-fuoco in “Stalker” (1979) – nella tensione verso la totalità, nella concezione dell’unità uomo-cosmo – l’”unus mundus” di Jung (Schillirò 1991a; 1991b). Da “Andrej Rublëv” (1969) e da “Solaris” (“Soljaris”, 1972), fino a “Sacrificio” (“Sacrificatio”, 1986), passando per “Lo specchio” (“Zerkalo”, 1974), “Stalker” e “Nostalghia” (1982) – il percorso tarkovskiano nell’inconscio – simboleggiato dall’oceano del pianeta Solaris o dalla misteriosa Zona in perpetua trasformazione di “Stalker” – segue una via che, recuperando una visione religiosa, cerca di raggiungere quello stato di illuminazione che in una prospettiva junghiana equivale al Sé come pienezza e integrazione psichica e come elevazione della coscienza al suo massimo livello (Schillirò 1990b; 1991a).
Se la trama onirica del cinema tarkovskiano rappresenta l’irruzione di un universo visionario in cui l’elemento personale è chiaramente sovrastato da quello archetipico (Ibidem), l’abbattimento del confine tra reale ed immaginario segna anche, “mutatis mutandis”, l’evoluzione di Woody Allen. Inizialmente vicino alla psicoanalisi freudiana con il suo mondo di nevrosi e di problematiche edipiche e sessuali – che appare in “Provaci ancora Sam” (“Play It Again Sam”, 1972), “Amore e guerra” (“Love and Death”, 1975) “Manhattan” (1979), “Io e Annie” (“Annie Hall”, 1977) – il viaggio di Allen nell’inconscio si arricchisce di nuove suggestioni, addentrandosi in territori popolati da temibili fantasmi e da sconosciuti ‘doppi’, come accade in “Interiors” (1979), “Settembre” (“September”, 1987), “Un’altra donna” (“Another Woman”, 1989). E’ proprio questo scavo, che erode la comicità alleniana volgendola al dramma, a contribuire alla contaminazione tra reale ed immaginario.
Dal vorticoso intrecciarsi di piani in “Stardust memories” (1980) alle camaleontiche trasformazioni di “Zelig” (1983) – il buffo omino privo di una propria identità – al continuo scambio tra personaggi della “fiction” e della realtà in “La rosa purpurea del Cairo” (“The Purple Rose of Cairo”, 1985) fino ad “Alice” (1990), nel cinema di Allen si possono rintracciare i fili di una possibile contaminazione junghiana, che appare ancora più verosimile se si considera l’assidua frequentazione del regista statunitense del mondo della psicologia del profondo. Il rapporto di Jung con il cinema non è limitato però all’elaborazione e realizzazione di opere cinematografiche, ma – come si è detto – anche alla lettura che di esse si può fare. Guardare il cinema da un’angolazione junghiana significa sia evidenziare la dimensione archetipica e simbolica che vi emerge, sia – come ha sottolineato nei suoi lavori la mia allieva Cristina Schillirò (1988; 1990a; 1990b; 1991a; 1991b; 1991c) – riconoscere il rapporto tra processo creativo e processo di individuazione, scorgendo nella produzione filmica di un autore i successivi passi di un suo personale cammino di trasformazione.

Centenário de Vivien Leigh

Vivien Leigh (Waterloo Bridge)

Top 5, então:

1- …E O Vento Levou (Gone With The Wind, Victor Fleming/George Cukor/Sam Wood, 1939)
2- Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire, Elia Kazan, 1951)
3- A Ponte de Waterloo (Waterloo Bridge, Mervyn LeRoy, 1940)
4- Em Roma, na Primavera (The Roman Spring of Mrs. Stone, José Quintero, 1961)
5- Fogo Sobre a Inglaterra (Fire Over England, William K. Howard, 1937)

Centenário de Burt Lancaster

Burt LancasterTop-dúzia, então!

1- A Embriaguez do Sucesso (Sweet Smell of Success, Alexander Mackendrick, 1957)
2- O Leopardo (Il Gattopardo, Luchino Visconti, 1963)
3- Baixeza (Criss Cross, Robert Siodmak, 1949)
4- Assassinos (The Killers, Robert Siodmak, 1946)
5- Vera Cruz (Robert Aldrich, 1954)
6- A Um Passo da Eternidade (From Here to Eternity, Fred Zinnemann, 1953)
7- Uma Vida Por um Fio (Sorry, Wrong Number, Anatole Litvak, 1948)
8- 1900 (Novecento, Bernardo Bertolucci, 1976)
9- Julgamento em Nuremberg (Judgment at Nuremberg, Stanley Kramer, 1961)
10- Vidas Separadas (Separate Tables, Delbert Mann, 1958)
11- Os Profissionais (The Professionals, Richard Brooks,1966)
12- O Casal Osterman (The Osterman Weekend, Sam Peckinpah, 1983)

20 anos sem Federico Fellini

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Conheci Fellini ainda na adolescência, por volta dos 15 anos, não me recordo se assisti primeiro ao Otto e Mezzo na CNT ou o Amarcord nas madrugadas da Globo (sim, naquela época ainda se passava esse tipo de filme na TV aberta), mas ambos me marcaram justamente pelo que eu viria a saber que era “felliniano”: a cena dos chicotes em Otto e Mezzo e a das grandes mamas de Amarcord… Ah, havia também a inesquecível Saraghina em Otto e Mezzo, o Rosebud de Fellini! Pode –se dizer que nesses vinte anos cresci com a aura de Fellini me acompanhando, assistindo cada filme como algo paralelo que surgia em minha vida, desde o surgimento de Jung na obra dele a partir de Otto e Mezzo que é um divisor de águas em sua cinematografia até o meu feminismo culminado paralelamente a Julieta dos Espíritos, sua obra de declaração de liberdade à Giulietta Massina da sociedade patriarcal italiana com seus ramos religiosos e morais… Nesse filme em especial ele diz à sua esposa que esta deveria ser tão livre quanto ele e solta as amarras do que poderia ter sido considerado misoginia em seu cinema.
Fellini, esse selvagem dono da lua e das estrelas, esse esteta anárquico que tanto nos insufla à alegria, esse concupiscente ferozcom suas formas e sons voluptuosos. Esse Fellini rei do que é onírico, belo e desembaraçado, esse Fellini moldou a minha vida, me encheu de momentos de espectro telúrico e dispensou-me epifanias tais.

Top-dúzia, então!

1- 8½ (Otto e Mezzo, 1963)
2- As Noites de Cabiria (Le Notti di Cabiria, 1957)
3- Amarcord (1973)
4- La Dolce vita (1960)
5- A Estrada da Vida (La Strada, 1954)
6- Julieta dos Espíritos (Giulietta degli spiriti, 1965)
7- Histoires extraordinaire: Toby Dammit (1968)
8- E la Nave va (1983)
9- A Voz da Lua (La voce della luna, 1990)
10- Os Boas-Vidas (I Vitelloni, 1953)
11- Satyricon (1969)
12- Il Casanova di Federico Fellini (1976)

8º Curta Ourinhos

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Centenário de Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes

24 Frames: Breaking Bad – Felina (Vince Gilligan, 2013)

Guess I got what I deserved
Kept you waiting there too long, my love
All that time without a word
Didn’t know you’d think that I’d forget or I’d regret
The special love I had for you, my baby blue

All the days became so long
Did you really think, I’d do you wrong?
Dixie, when I let you go
Thought you’d realize that I would know
I would show the special love I have for you, my baby blue

What can I do, what can I say
Except I want you by my side
How can I show you, show me the way
Don’t you know the times I’ve tried?

Guess that’s all I have to say
Except the feeling just grows stronger every day
Just one thing before I go
Take good care, baby, let me know, let it grow
The special love you have for me, my Dixie, dear.

Badfinger – Baby Blue

Centenário da padroeira deste blog: Frances Farmer

Frances Farmer

“Frances Farmer Will Have Her Revenge on Seattle”

It’s so relieving
To know that you’re leaving as soon as you get paid
It’s so relaxing
To hear that you’re asking whenever you get your way
It’s so soothing
To know that you’ll sue me, this is starting to sound the same

I miss the comfort in being sad

In her false witness, we hope you’re still with us,
To see if they float or drown
My favorite patient, a display of patience,
Disease-covered Puget Sound
She’ll come back as fire, And burn all the liars,
Leave a blanket of ash on the ground

I miss the comfort in being sad

Centenário de Alan Ladd

this gun for hireTop 5:

1- Os Brutos Também Amam (Shane, George Stevens, 1953)

1- Os Brutos Também Amam (Shane, George Stevens, 1953)

 2- Alma Torturada (This Gun For Hire, Frank Tuttle, 1942)

2- Alma Torturada (This Gun For Hire, Frank Tuttle, 1942)

3- Dália Azul (The Blue Dahlia, George Marshall, 1946)

3- Dália Azul (The Blue Dahlia, George Marshall, 1946)

4- O Grande Gatsby (The Great Gatsby, Elliott Nugent, 1949)

4- O Grande Gatsby (The Great Gatsby, Elliott Nugent, 1949)

5- Botany Bay (John Farrow, 1953)

5- A Nau dos Condenados (Botany Bay, John Farrow, 1953)

Menção Honrosa: “Participação” em Cliente Morto não Paga (Dead Men Don’t Wear Plaid, Carl Reiner, 1982)

40 anos sem John Ford

john ford alamoTop dúzia:

Man Who Shot Liberty Valance

1- O Homem Que Matou o Facínora (The Man Who Shot Liberty Valance, 1962)

The Searchers (1956)

2- Rastros de Ódio (The Searchers, 1956)

How Green Was My Valley

3- Como era Verde meu Vale (How Green Was My Valley, 1941)

The Grapes of Wrath

4- Vinhas da Ira (The Grapes of Wrath, 1940)

The Quiet Man

5- Depois do Vendaval (The Quiet Man, 1952)

Prisoner of Shark Island

6- O Prisioneiro da Ilha dos Tubarões (The Prisoner of Shark Island, 1936)

My Darling Clementine

7- Paixão dos Fortes (My Darling Clementine, 1946)

3 godfathers

8- O Céu Mandou Alguém (3 Godfathers, 1948)

Rio Grande

9- Rio Grande (1950)

Stagecoach

10- No Tempo das Diligências (Stagecoach, 1939)

Fort Apache

11- Sangue de Heróis (Fort Apache, 1948)

Young Mr. Lincoln (1939)

12- A Mocidade de Lincoln (Young Mr. Lincoln, 1939)

Quem tem medo de Wilhelm Reich? (Wer hat Angst vor Wilhelm Reich? Nicolas Dabelstein/Antonin Svoboda, 2009)

Elmore Leonard (1925 – 2013)

Elmore Leonard (October 11, 1925 – August 20, 2013)

Top 5 no cinema:

1- Galante e Sanguinário (3:10 to Yuma, Delmer Daves, 1957)

1- Galante e Sanguinário (3:10 to Yuma, Delmer Daves, 1957)

2- Jackie Brown (Quentin Tarantino, 1997)

2- Jackie Brown (Quentin Tarantino, 1997)

3- Irresistível Paixão (Out of Sight, Steven Soderbergh, 1998)

3- Irresistível Paixão (Out of Sight, Steven Soderbergh, 1998)

4- Joe Kidd (John Sturges, 1972)

4- Joe Kidd (John Sturges, 1972)

5- Hombre (Martin Ritt, 1967)

5- Hombre (Martin Ritt, 1967)

80 anos de Roman Polanski

The Fearless Vampire KillersTop 5 então!

1- Repulsa ao Sexo (Repulsion, 1965)

1- Repulsa ao Sexo (Repulsion, 1965)

2- O Bebê de Rosemary (Rosemary's Baby, 1968)

2- O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby, 1968)

3- Chinatown (1974)

3- Chinatown (1974)

4- O Inquilino (The Tenant, 1976)

4- O Inquilino (The Tenant, 1976)

5- Macbeth (1971)

5- Macbeth (1971)

70 anos de Robert De Niro

Robert De niroTop-dúzia então!

1- Era uma Vez na América (Once Upon a Time in America, Sergio Leone, 1984)

1- Era uma Vez na América (Once Upon a Time in America, Sergio Leone, 1984)

 2- O Poderoso Chefão 2 (The Godfather: Part II, Francis Ford Coppola, 1974)

2- O Poderoso Chefão 2 (The Godfather: Part II, Francis Ford Coppola, 1974)

 3- Os Bons Companheiros (Goodfellas, Martin Scorsese, 1990)

3- Os Bons Companheiros (Goodfellas, Martin Scorsese, 1990)

4- Taxi Driver (Martin Scorsese, 1976)

4- Taxi Driver (Martin Scorsese, 1976)

 5- Touro Indomável (Raging Bull, Martin Scorsese, 1980)

5- Touro Indomável (Raging Bull, Martin Scorsese, 1980)

6- Fogo Contra Fogo (Heat, Michael Mann, 1995)

6- Fogo Contra Fogo (Heat, Michael Mann, 1995)

7- Caminhos Perigosos (Mean Streets, Martin Scorsese, 1973)

7- Caminhos Perigosos (Mean Streets, Martin Scorsese, 1973)

8- Os Intocáveis (The Untouchables, Brian De Palma, 1987)

8- Os Intocáveis (The Untouchables, Brian De Palma, 1987)

9- Jackie Brown (Quentin Tarantino, 1997)

9- Jackie Brown (Quentin Tarantino, 1997)

10- Cassino (Casino, Martin Scorsese, 1995)

10- Cassino (Casino, Martin Scorsese, 1995)

11- O Franco Atirador (The Deer Hunter, Michael Cimino, 1978)

11- O Franco Atirador (The Deer Hunter, Michael Cimino, 1978)

12- O Rei da Comédia (The King of Comedy, Martin Scorsese, 1983)

12- O Rei da Comédia (The King of Comedy, Martin Scorsese, 1983)

50 anos de Quentin Tarantino

Grind House (Death Proof)Top 5, então:

Kill Bill Volume 2 (2004)

1- Kill Bill Volume 2 (2004)


2- Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, 1992)

2- Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, 1992)


3- Tempo de Violência (Pulp Fiction, 1994)

3- Tempo de Violência (Pulp Fiction, 1994)


4- Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, 2009)

4- Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, 2009)


5- À Prova de Morte (Death Proof, 2007)

5- À Prova de Morte (Death Proof, 2007)

Centenário de René Clément

Jeux interdits - Brigitte Fossey - René ClémentTop dúzia, então:

Brinquedo Proibido (Jeux Interdits, 1952)

1- Brinquedo Proibido (Jeux Interdits, 1952)

O Homem Que Surgiu De Repente (La Course du Lièvre à Travers les Champs, 1972)

2- O Homem Que Surgiu De Repente (La Course du Lièvre à Travers les Champs, 1972)

Jaula Amorosa (Les Félins, 1964

3- Jaula Amorosa (Les Félins, 1964

O Sol Por Testemunha (Plein soleil, 1960)

4- O Sol Por Testemunha (Plein soleil, 1960)

Um Amante Sob Medida (Monsieur Ripois, 1954)

5- Um Amante Sob Medida (Monsieur Ripois, 1954)

Gervaise, a Flor do Lodo (Gervaise, 1956)

6- Gervaise, a Flor do Lodo (Gervaise, 1956)

Os Malidtos (Les maudits, 1947)

7- Os Malditos (Les maudits, 1947)

O Passageiro da Chuva (Le Passager de la pluie, 1970)

8- O Passageiro da Chuva (Le Passager de la pluie, 1970)

Três Dias de Amor (Au delà des grilles, 1949)

9- Três Dias de Amor (Au delà des grilles, 1949)

Paris Está em Chamas? (Paris brûle-t-il, 1966)

10- Paris Está em Chamas? (Paris brûle-t-il, 1966)

Que Alegria Viver (Quelle joie de vivre, 1960)

11- Que Alegria Viver (Quelle joie de vivre, 1960)

La Baby Sitter (1975)

12- La Baby Sitter (1975)

Plus: Soigne ton gauche (1936)

Psicanálise Passo-a-Passo

Top-dúzia Alfred Hitchcock

1- Um Corpo que Cai (Vertigo, 1958)

1- Um Corpo que Cai (Vertigo, 1958)

2- Janela Indiscreta (Rear Window, 1954)

2- Janela Indiscreta (Rear Window, 1954)

3- Pacto Sinistro (Strangers on a Train, 1951)

3- Pacto Sinistro (Strangers on a Train, 1951)

4- Psicose (Psycho, 1960)

4- Psicose (Psycho, 1960)

5- Intriga Internacional (North by Northwest, 1959)

5- Intriga Internacional (North by Northwest, 1959)

6- O Homem Errado (The Wrong Man, 1956)

6- O Homem Errado (The Wrong Man, 1956)

7- Os Pássaros (The Birds, 1963)

7- Os Pássaros (The Birds, 1963)

8- Festim Diabólico (Rope, 1948)

8- Festim Diabólico (Rope, 1948)

9- Sombra de uma Dúvida (Shadow of a Doubt, 1943)

9- Sombra de uma Dúvida (Shadow of a Doubt, 1943)

10- Ladrão de Casaca (To Catch a Thief, 1955)

10- Ladrão de Casaca (To Catch a Thief, 1955)

11- Interlúdio (Notorious, 1946)

11- Interlúdio (Notorious, 1946)

12- O Terceiro Tiro (The Trouble with Harry, 1955)

12- O Terceiro Tiro (The Trouble with Harry, 1955)

Porque o Vlademir Lazo fez e sou invejosa, ué.

A Sombra e o Mal no Hobbit de J. R. R. Tolkien

Tudo que é bom vem aos pares: Benedict Cumberbatch & Hugh Laurie

Meus dois Sherlocks como pai e filho em Fortysomething (2003). Plus Video.

24 Frames: Drive (Nicolas Winding Refn, 2011)

“Think Virginia Woolf with dead bodies and car chases.” - James Sallis

Jung on Film (1957)

24 Frames: Django (Sergio Corbucci, 1966)

O Caderno Rosa de Lori Lamby – Hilda Hilst

24 Frames: O Espião que Sabia Demais (Tinker Tailor Soldier Spy, Tomas Alfredson, 2011)

Quanto maior o número de identidades que uma pessoa tem, mas elas expressam aquilo que essa pessoa oculta.

Poucas pessoas são capazes de resistir ao impulso de dar expressão a seus anseios quando estão fantasiando a respeito de si mesmas.

- John Le Carré

Centenário de Loretta Young

Loretta Young in Man's Castle by George Hurrell

By George Hurrell

Top-dúzia:

Heroes for Sale (William A. Wellman, 1933)

1- Heroes for Sale (William A. Wellman, 1933)

Man's Castle (Frank Borzage, 1933)

2- Man’s Castle (Frank Borzage, 1933)

Laugh, Clown, Laugh (Herbert Brenon, 1928)

3- Laugh, Clown, Laugh (Herbert Brenon, 1928)

O Estranho (The Stranger, Orson Welles, 1946)

4- O Estranho (The Stranger, Orson Welles, 1946)

 Quatro Homens e uma Prece (Four Men and a Prayer, John Ford, 1938)

5- Quatro Homens e uma Prece (Four Men and a Prayer, John Ford, 1938)

 Um Anjo Caiu do Céu (The Bishop's Wife, Henry Koster, 1947)

6- Um Anjo Caiu do Céu (The Bishop’s Wife, Henry Koster, 1947)

Suez (Allan Dwan, 1938)

7- Suez (Allan Dwan, 1938)

As Cruzadas (The Cruzades, Cecil B. DeMille, 1935)

8- As Cruzadas (The Cruzades, Cecil B. DeMille, 1935)

Pistoleiro do Destino (Along Came Jones, Stuart Heisler, 1945)

9- Pistoleiro do Destino (Along Came Jones, Stuart Heisler, 1945)

Loira e Sedutora (Platinum Blonde, Frank Capra, 1931)

10- Loira e Sedutora (Platinum Blonde, Frank Capra, 1931)

O Grito das Selvas (The Call of the Wild, William Wellman, 1935)

11- O Grito das Selvas (The Call of the Wild, William A. Wellman, 1935)

The Accused (William Dieterle, 1949)

12- The Accused (William Dieterle, 1949)

24 frames: Um Método Perigoso (A Dangerous Method, David Cronenberg, 2011)

“Sometimes when a person is not being heard, it is appropriate to blame him or her. Perhaps he or she is speaking obscurely; perhaps he is claiming too much; perhaps she is speaking rather too personally. And one can, perhaps, charge Spielrein on all three counts. But, on balance, her inability to win recognition for her insight into repression was not her fault; it was Freud’s and Jung’s. Preoccupied with their own theories, and with each other, the two men simply did not pause even to take in the ideas of this junior colleague let alone to lend a helping hand in finding a more felicitous expression for her thought. More ominously still, both men privately justified their disregard by implicitly casting her once more into the role of patient, as though that role somehow precluded a person from having a voice or a vision of his or her own. It was and remains a damning comment on how psychoanalysis was evolving that so unfair a rhetorical maneuver, one so at odds with the essential genius of the new therapeutic method, came so easily to hand. In the great race between Freud and Jung to systematize psychoanalytic theory, to codify it once and for all, a simpler truth was lost sight of: Sometimes a person is not heard because she is not listened to.”

A Most Dangerous Method: The Story of Jung, Freud & Sabina Spielrein by John Kerr

“Algumas vezes, quando uma pessoa não consegue se fazer entender, é possível que a culpa seja dela própria. Talvez por estar falando de forma obscura; talvez por reclamar demais; talvez por falar de forma muito pessoal. E, talvez, Spielrein pudesse ser incluída nos três casos. Mas, analisando bem, não se pode culpá-la por sua incapacidade de conquistar o reconhecimento para suas conclusões sobre a repressão; os culpados foram Freud e Jung. Preocupados com suas próprias teorias, e cada um com o outro, os dois simplesmente não se dispuseram a acolher as idéias dessa jovem colega, e muito menos a oferecer ajuda para que ela encontrasse uma expressão apropriada para seus pensamentos. Pior ainda, ambos em particular justificaram seu descaso, recolocando-a implicitamente no papel de paciente, como se isso de alguma forma impedisse alguém de ter sua própria opinião ou visão. O fato de uma manobra retórica tão desleal, tão em desacordo com a vocação essencial do novo método terapêutico, ter sido empregada tão facilmente, foi e ainda é um aspecto negativo na história da evolução da psicanálise. Na grande disputa entre Freud e Jung para sistematizar a teoria psicanalítica, para codificá-la de uma vez por todas, perdeu-se de vista uma verdade mais simples: algumas vezes, uma pessoa não é entendida porque não recebe a devida atenção.”

Um Método Muito Perigoso – Jung, Freud e Sabina Spielrein: A História Ignorada dos Primeiros Anos da Psicanálise de John Kerr

Charles Durning (1923 – 2012)


Top-dúzia:

1- Um Dia de Cão (Dog Day Afternoon, Sidney Lumet, 1975)

1- Um Dia de Cão (Dog Day Afternoon, Sidney Lumet, 1975)

2- Irmâs Diabólicas (Sisters, Brian De Palma, 1973)

2- Irmâs Diabólicas (Sisters, Brian De Palma, 1973)

3- E aí meu Irmão, Cadê Você? (O Brother, Where Art Thou? Coen Brothers, 2000)

4- Tootsie (Sydney Pollack, 1982)

4- Tootsie (Sydney Pollack, 1982)

Na Roda da Fortuna (The Hudsucker Proxy , Coen Brothers, 1994)

5- Na Roda da Fortuna (The Hudsucker Proxy , Coen Brothers, 1994)

6- A Primeira Página (The Front Page, Billy Wilder, 1974)

A Fúria (The Fury, Brian De Palma, 1978)

7- A Fúria (The Fury, Brian De Palma, 1978)

8- Golpe de Mestre (Sting, George Roy Hill, 1973)

8- Golpe de Mestre (Sting, George Roy Hill, 1973)

9- Scarface (Brian de Palma, 1983)

9- Scarface (Brian de Palma, 1983)

10- Confissões Verdadeiras (True Confessions, Ulu Grosbard, 1981)

10- Confissões Verdadeiras (True Confessions, Ulu Grosbard, 1981)

11- Sou ou não Sou (To Be or Not to Be, Mel Brooks, 1983)

11- Sou ou não Sou (To Be or Not to Be, Alan Johnson, 1983)

12- Feriados em Família (Home for the Holidays, Jodie Foster, 1995)

12- Feriados em Família (Home for the Holidays, Jodie Foster, 1995)

Tudo que é bom vem aos pares: Benedict Cumberbatch & Tom Hiddleston

*Cavalo de Guerra (War Horse, Steven Spielberg, 2011)

24 Frames Firefly 10 anos: Serenity (Joss Whedon, 2002)

Que personagem de Wes Anderson é você?

O meu é o Pagoda do Tenenbaums.

<Via>

24 Frames Firefly 10 anos: Objects in Space (Joss Whedon, 2002)

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