Quixotando

Centenário de Carole Lombard – Parte 5

Publicado em ANOS 30, AÇÃO, COMÉDIA, DRAMA, GUERRA, HORROR, IMPRESSÕES, MUSAS, MUSICAL, PRE-CODE, ROMANCE, SCREWBALL, SUSPENSE por Adriana Scarpin em Outubro 6, 2008

16- Suprema Conquista (Twentieth Century, Howard Hawks, 1934)Filme responsável por minha paixão simultânea e avassaladora por John Barrymore e Carole Lombard, primeiro filme que assisti de ambos, embora já conhecesse o trabalho do primo de Carole, Mr Howard Hawks. Não só é meu filme preferido com Lombard e seu primeiro grande papel, como é considerado a primeira comédia screwball do cinema e o melhor filme que fez segundo o próprio Barrymore. Também pudera, com esse elenco, roteirização de Ben Hecht, Charles MacArthur e Preston Sturges e batuta de Hawks, seria inadmissível não pecar pela excelência.

17- Cupido Ao Leme (We’re Not Dressing, Norman Taurog, 1934)Esse filme é um pé no meu saquinho. Veículo absoluto para o Bing Crosby sair cantando e ir com a Lombard para uma ilha deserta, alguma ou outra cena divertida mas nada muito relevante. Menção honrosa ao casal George Burns e Gracie Allen quando estavam no auge e um Ray Milland em início de carreira no papel de um dos príncipes a disputar a bela náufraga Lombard com o marinheiro Crosby.

18- Bolero (Wesley Ruggles / Mitchell Leisen,1934)Outro filme realmente ruim e veículo para que George Raft saísse do estigma de gangster tornando-se aos olhos do público o que realmente era: um dançarino. Neste filme tentaram transformar Carole numa espécie de Jean Harlow, com o cabelo platinado e uma maquiagem que tirava toda sua natural beleza classuda. O filme só é realmente sensacional em seu momento derradeiro, a famosa cena do Bolero de Ravel em que Lombard e Raft dançam lindamente uma coreografia que só podia ser vista num filme pre-code. A curiosidade fica por conta de algumas semelhanças da personagem de Raft com a vida de Rodolfo Valentino, especialmente quanto ao vislumbre gigolô-dançarino e morte prematura.

19- Supernatural (Victor Halperin, 1933)Ótimo horror do início dos anos 30 orquestrado pelo mesmo realizador de White Zombie, um dos primeiros classicaços sobre zumbis que se tem notícia. Aqui Halperin flerta com zumbizagem, possessão e charlatanismo num quase-precursor de Brinquedo Assassino. Carole é a atriz principal e tem a primeira grande mostra de seu talento nas cenas em que sua personagem é possuída por uma maníaca, mas os méritos também devem ser dados especialmente ao Alan Dinehart (o espiritualista), Vivienne Osborne (a condenada à morte) e, especialmente, Beryl Mercer (a vizinha chantagista). Randolph Scott aparece aqui num dos seus primeiros papéis de certa notoriedade.

20- Os Dragões da Noite / A Águia e o Gavião (The Eagle and the Hawk, Stuart Walker, 1933)No ano anterior quando Carole e Cary fizeram um filme juntos, mal se notava Grant nos créditos e em cena, aqui é o nome dela que diminiu nos letreiros e o de Grant equiparou-se com o do astro consumado Fredric March. Um grande filme de macho e antibelicista em que Carole só é enfeite.

Plymouth Fury 1970 preto, Jeff, Clint, o cara biruta de Deliverance e os malditos coelhos de O Último Golpe (Thunderbolt and Lightfoot, 1974)

Publicado em ANOS 70, AÇÃO, COMÉDIA, VIDEOS por Georgina Spiggott em Agosto 31, 2008

Você pensa em coisas bem estranhas quando a primeira coisa que se vê é Clint de óculos pregando num púlpito em plenos anos 70, mas tudo volta ao normal quando Jeff adentra nosso campo de visão vestindo uma calça de couro, fingindo ter uma perna postiça e roubando um carro. Filme da época em que Michael Cimino era fodão e estreante na direção, Jeff Bridges tinha 25 aninhos e Clint Eastwood estava no auge.

Trovão Tropical (Tropic Thunder, 2008)

Publicado em ANOS 00, AÇÃO, COMÉDIA, SÁTIRA por Georgina Spiggott em Agosto 29, 2008

Rá! É lógico que eu estaria na primeira fila de Tropic Thunder. Lógico porque arrasto um bonde pelo Ben Stiller como diretor/roteirista (vide a obra-master Zoolander), lógico porque o amigo-de-Stiller-muso-de-David-Lynch Justin Theroux resolveu ajudá-lo com o roteiro, lógico porque tem Robert Downey Jr negão, lógico, oras.
O único porém que tenho quanto a este filme é ausência de Owen Wilson, todo maldito filme em que Stiller está no elenco espero vê-lo nem que seja numa participação ínfima, lembro-me até que enquanto assistia Meet The Fockers entrei em pânico porque não apareceu até as cenas finais, mas no caso de Tropic Thunder há uma justificativa mais que plausível, as filmagens ocorreram naquela fase difícil que ele passou ano passado e a participação dele foi transferida para o Matthew McConaughey, mas convenhamos, não é a mesma coisa.
No mais o que importa é o Bob, o filme é todo e exclusivamente do Downey, com uma maquiagem sensacional não tem como ele não passar por um negão blaxploitation, como bem li em algum lugar, Bob não apenas convence como negão, como ainda está parecendo o Fred Williamson. Afinal, hoje já disse que amo o Bob?

Encurralado (Duel, 1971)

Publicado em ANOS 70, AÇÃO, FILMES B, LONGAS, SUSPENSE, VIDEOS por Georgina Spiggott em Julho 23, 2008

Desejo Assassino / Suor Frio / Visitante na Noite (Cold Sweat / De la Part des Copains, 1970)

Publicado em ANOS 70, AÇÃO, DRAMA, LONGAS, SUSPENSE, VIDEOS por Georgina Spiggott em Julho 16, 2008

Grindhouse TV: Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965) / The Mack (1973)

Publicado em ANOS 60, AÇÃO, BLAXPLOITATION, DRAMA, EXPLOITATION, FILMES B, LONGAS, POLICIAL, VIDEOS por Georgina Spiggott em Julho 10, 2008

Fuga Alucinada (Dirty Mary Crazy Larry, 1974)

Publicado em ANOS 70, AVENTURA, AÇÃO, POLICIAL por Georgina Spiggott em Junho 5, 2008

DIRTY MARY CRAZY LARRY

Olha as bobagens que fazemos na vida… Demorar tanto tempo para assistir uma jóia dessas! A vantagem é que temos de dar tempo para uma pérola se formar dentro da nossa ostra pessoal, por isso às vezes depreciamos coisas que para o molusco que existe em nós é ainda um reles grão de areia. É, é uma metáfora brega (ou kitsch como dizem as pessoas finas), mas eu sou brega e gosto de coisas bregas, pelo menos aos olhos do senso comum.
Tudo que quero dizer é que Dirty Mary Crazy Larry é um filmaço. Tão filmaço que eu não esperava assistir um dos grandes filmes da década de 70, o que se ouvia era sobre grandes corridas de carro alí contidas, o quão cult era e convenhamos que ser objeto de culto nunca foi sinônimo de qualidade, nisso me surpreendi com a cinematografia de qualidade, diálogos espertos e interpretações passionais nesse belo pedaço do mais puro cinema culhônico dos anos 70.
É de longe o melhor filme da carreira de Peter Fonda, na pele de Larry soa mais como um irmão maluco de Clint Eastwood do que um filho de Henry Fonda. Mas quem rouba todas as cenas é Susan George com seu espírito ciclônico e ímpar, firmando-se como uma das grandes musas do cinema de macho dos 70, com o porém deste não ser seu melhor trabalho em virtude de um certo filme, de um certo David Samuel Peckinpah, ter sido produzido alguns anos antes.
Pensando melhor, não sei porque esta pérola fatalista tanto me surpreendeu quando no ano anterior o diretor John Hough já havia nos brindado com o excelente horror A Casa da Noite Eterna protagonizado por Roddy McDowall (que faz uma participação chave não creditada neste Fuga…), Hough tem aquele poder de deixar o público eletrizado do início ao fim, no melhor estilo “mijar nas calças para não perder um só minuto”, nunca fica chato, nunca corta o clima do suspense ou, neste caso, da ação e se há porventura pausa na correria, as personagens entram com seu carisma banhado a diálogos espertinhos. É, pode colocar Dirty Mary Crazy Larry na minha lista dos cultuados pois esse faz o meu tipo. Nota 1: A personagem de Bridget Fonda em Jackie Brown é total e obviamente calcada na Mary de Susan George. Do fio de cabelo até o figurino.

Nota 2: Morbidamente Vic Morrow passa quase o filme todo dentro de um helicóptero. Para quem não se lembra, o pai de Jennifer Jason Leigh morreu num acidente de helicóptero durante as filmagens de Twilight Zone – O Filme, no segmento de John Landis.

Nota 3: Dessas curiosidades inúteis, mas no mínimo bizarras, Susan George namorou o Príncipe Charles (é, o próprio) nos anos 70. Provavelmente foi o casal mais estranho de todos os tempos.

Nota 4: Os carros? Um Dodge Charger no melhor estilo Bullit e um Impala 60’s azul. Melhor design não há.

DODGE CHARGER - CHEVY IMPALA - DIRTY MARY CRAZY LARRY

Os Implacáveis (The Getaway, 1972)

Publicado em ANOS 70, AÇÃO, DRAMA, LONGAS, POLICIAL, VIDEOS por Georgina Spiggott em Maio 21, 2008

O Inferno é para os Heróis (Hell Is for Heroes, 1962)

Publicado em ANOS 60, AÇÃO, DRAMA, GUERRA, LONGAS, VIDEOS por Georgina Spiggott em Maio 15, 2008

O Trem (John Frankenheimer’s The Train, 1964)

Publicado em ANOS 60, AÇÃO, GUERRA, LONGAS, VIDEOS por Georgina Spiggott em Fevereiro 19, 2008