Quixotando

The Cat Piano (2009)

Posted in ANIMAÇÃO, ANOS 00, CURTAS, GATOS, NOIR, POESIA, VIDEOS by Baronesa de Charlus on November 25, 2009

The Cat Piano by Eddie White

Long ago my city’s luminous heart, beat with the song of four thousand cats.
Crooners who shone in the moonlight mimicry of the spotlight.
Jazz singers. Hip cats that went ‘Scat!’
Buskers with open-mouthed hats hungry for a feed.
Parlours paraded purring glamorous songstresses.
Smoky hookahs and smoking hookers.
Strays strummed string and sung a cocktail of cat’s tails.
A decadent party of meowing sound.
A bohemian behemoth, post-midnight soiree.

Amongst the chorale ‘o tuneful ones was one fair queen who drew me from o’er the way.
Her fur, an amorous white and a voice that made all the angels of eternity sound tone deaf.
Blind with love at first sight, touched by the taste of her sound,
I longed to be the microphone she cradled near her breast.

‘Twas our Shang-ri-la of sound,
A paradise found where nothin’ could stop us.
Or so it seemed.

Singers began to vanish like sailors lost at sea.
Snatched from stage alley way
Shanghai’d from behind scarlet curtain.
Into thin air they disappeared without a single cry.
Police study the clues.
Foot-prints from human shoes.

So you’ve heard of every instrument but?
Torn from your history books is this pianola,
This harpsichord of harm.
The cruellest instrument to spawn from man’s grey cerebral soup.
The Cat Piano.

Confined were the cats in a row of cages.
With each note struck upon it’s ivory tusks,
A sharpened nail would pierce each cat’s tail,
Forcing a note from each pitch on the scale.

I ran my cursed writer’s run to tell her beware.
She wasn’t there.
My soul capsized.
Like a fish, paralysed.
On a chopping board, its spinal cord ripped forth from its body,
Her vocals the last the thief had needed,
A rare celestial pitch that would complete his collection.

The city in unrest.
Fights broke out in its sleep.
I couldn’t dream anymore.
There was a hole in my heart and everything fell out of it.
All music forbidden.
Keep your lullabies hidden.
And your A and E minors off the street after dark.

My town grew cold and bitter.
In icy hibernation was the once thumping heart.
Now seizing up.
Freezing up.

Katzenklavier.
The torturous worm of sound burrowed deep into my ears.
Le Piano du chat
I thought of Van Gogh.
Neko Piano.
I’d put an end to this incessant, inescapable drone.
Mao Gang Qin

I enlisted an army of the brave and I their general declared war.
Poised with tooth and fire in paw.
We would finally settle this musical score.
Eyes with fierce intent that glowed.
Through tempestuous waters we rowed.
Storming the shores,
Swarming in scores,
Scaling its walls with well-sharpened claws,
We invaded the tower through all its doors.

Up the winding stairs,
To meet him with blinding stares.
There he sat.
The organ grinder.

He turned, we pounced, we scratched and bit.
He stumbled.
Fell through the window.
Screaming into the indigo waters below.

We freed the chain gang from their jail.
Cremated the piano.
And for home we set sail.

The city had reclaimed its vestal muse.
It would live again.
Beat again.
Cats would sing in the street again.
And I in anonymity as I had been long before this soliloquy,
Could sit and listen from afar.
The Cat Piano, now a healed over wound.
And this ode its fading scar.

The Cat Piano

Herbert Richers (1923 – 2009)

Posted in ANIMAÇÃO, ANOS 70, CURTAS, INFANTO-JUVENIL, VIDEOS by Georgina Spiggott on November 22, 2009

Snoopy na versão brasileira Herbert Richers!
Há mais de onde veio este.

Quando passamos boa parte de nossas vidas ouvindo certas dublagens como a de Goonies, Duro de Matar, Máquina Mortífera, A Gata e o Rato, Caverna do Dragão, He-Man, Thundercats, Snoopy, entre outros, chega a ser desconfortável assistí-los com o som original. Por isso, mesmo indiretamente, Herbert Richers teve um papel importantíssimo na vida de milhares de pessoas que cresceram e aprenderam a gostar de cinema e cultura pop em geral através dessas boas e certeiras dublagens clássicas. Que puxa!

O Coração Delator (The Tell-Tale Heart, 1953)

Posted in ANIMAÇÃO, ANOS 50, CURTAS, HORROR, LEGENDADO, VIDEOS by Georgina Spiggott on May 14, 2009

Ninguém estremece ao som da voz de Mr Mason.

Garfield and Friends: The Cartoon Cat Conspiracy (1992)

Posted in ANIMAÇÃO, ANOS 90, CURTAS, GATOS, VIDEOS by Georgina Spiggott on December 10, 2008

Sempre achei estranho esse lance de gatos nos desenhos, no cinema também, eles sempre são bobalhões ou vilões, mas há sempre Garfield para honrar a classe e colocar às claras toda a conspiração por trás disso.

Nota: A Turma do Manda Chuva também honrava a classe ao contrário daquela outra desgraça da Hanna-Barbera.

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Centenário de Mae Questel

Posted in ANIMAÇÃO, ANOS 30, COMÉDIA, CURTAS, MUSAS, MUSICAL, PRE-CODE, VIDEOS by Georgina Spiggott on September 13, 2008

Tudo bem Olívia Palito, mas Mae é mesmo Betty Boop por toda eternidade.

A Grande Abóbora (It’s the Great Pumpkin, Charlie Brown, 1966)

Posted in ANIMAÇÃO, ANOS 60, COMÉDIA, CURTAS, VIDEOS by Georgina Spiggott on September 2, 2008

Morreu Bill Melendez (1916 – 2008)

Popeye Soundtrack ( 1980 )

Posted in ANIMAÇÃO, ANOS 30, ANOS 80, COMÉDIA, CURTAS, DICAS, DOWNLOAD, MUSICAL, MÚSICA, SOUNDTRACK, VIDEOS by Georgina Spiggott on July 1, 2008

POPEYE - 1980 - POSTER

Various Artists – Popeye Soundtrack LP

Harry Nilsson – Popeye demos

Não, não faço coro com as pessoas que odeiam este filme, muito pelo contrário, Popeye foi parte essencial da infância e talvez por isso nunca tenha achado tão ruim como as pessoas pintavam. Tolices, tolices, o filme do Altman me lembra dos Popeyes musicados do Max e Dave Fleischer nos anos 30 como o magnífico The Man on the Flying Trapeze, que talvez seja a melhor animação de Popeye que já tenha visto.

Mais das coisas sensacionais a serem encontradas no Egg City Radio.

Submarino Amarelo (The Beatles’ Yellow Submarine, 1968)

Posted in ANIMAÇÃO, ANOS 60, COMÉDIA, FANTASIA, LONGAS, MUSICAL, ROCK, VIDEOS by Georgina Spiggott on June 28, 2008

Kachi-Kachi Yama (1965)

Posted in ANIMAÇÃO, ANOS 60, CONFIDÊNCIAS, CURTAS, DICAS, POP ART, VIDEOS by Georgina Spiggott on June 18, 2008

Que um dos maiores artistas do Japão represente aqui o centenário, especialmente por esse curta ser tão ocidental.

É claro que não ia esquecer de um dia que me dá vontade sair na rua vestida de gueixa (tá, não faço estilo gueixa e me sentiria mais à vontade de samurai com uma katana bem grande) cheia de saquê e gritando meu amor aos japas. Apesar de completamente italiana e mesmo assim ser confundida como nikkei (especialmente por verdadeiros nikkeis), é na cultura nipônica que está minha grande influência e a grande parte das pessoas mais importantes que passaram e que continuam na minha vida. Por isso, não tem como não ficar feliz porque alguém do Japão resolveu vir para este país “exótico” há 100 anos e com ele trazendo sua comida, sua filosofia e o amor de seus descendentes. Afinal, o que seria da minha vida sem o budismo, o sushi e os amigos?

Para quem não é nipofílico ainda, nunca é tarde para se tornar um e o site do Daniel Ferraz pode ser um belo início: NIPOFILIA.

A animação intangível de Wladyslaw Starewicz (a.k.a. Ladislas Starevitch)

Posted in ANIMAÇÃO, ANOS 10, ANOS 20, ANOS 30, ANOS 40, CONTOS, FANTASIA, IMPRESSÕES, INFANTO-JUVENIL by Adriana Scarpin on June 10, 2008

O animador franco-russo-polonês Wladyslaw Starewicz é quase um desconhecido até para os aficionados pela sétima arte quando deveria estar no top 5 dos maiores e mais importantes cineastas das primeiras décadas do cinema. Pessoas conceituadas como Terry Gilliam clamam por seu nome ao citar os maiores animadores de todos os tempos, mas clamá-lo-ei não como um dos melhores, mas como o melhor num puro estado singular.
Eis que se apresenta o gênio primordial da animação em stop motion, o russo Wladyslaw Starewicz. Nascido no mesmo ano de gênios literários como Virginia Woolf e James Joyce em uma parte da Polônia na época pertencente à Russia, Starewicz estava também destinado a ser um artista revolucionário da linguagem, mas de uma distinta arte, a do cinema. Tão importante para a história da sétima arte como George Mélies, D.W. Griffith, Chaplin ou Eisenstein, Starewicz é quase desconhecido do grande público e até mesmo entre os estudiosos e profissionais de cinema.
Filho de pais poloneses e vindo ao mundo no ano de 1882, Starewicz passou a infância mudando da Lituânia para a Estônia, estudou artes em São Petersburgo, voltou para a Lituânia e assumiu a direção do Museu de História Natural de Kaunas onde deu início à sua mistura de arte com entomologia em pequenos curtas documentais sobre o assunto produzidos para o museu.
A primeira década do século XX foi um tempo de grande experimentação no stop motion com pequenos e decisivos curtas, derivados do trabalho de gente como Émile Cohl e Segundo de Chomón, em uma época que o cinema ainda era a 16 quadros por segundo nem por isso tornava a animação de objetos manualmente frame-by-frame menos trabalhosa ou restrita a poucos experimentalistas. Reconhecendo a grande arte que havia no trabalho de Émile Cohl, Starewicz voltou para a Rússia e juntou-se a Aleksandr Khanzhonkov na primeira companhia de cinema russa resolvido a fazer parte deste seleto grupo de artesões de grande paciência, exercendo sua criatividade narrativa em pequenas histórias populares de grande verniz literário.
Pioneiro do uso de motion blur aliado à animação stop motion, que é a técnica fotográfica que capta não apenas o espaço, mas também o tempo da imagem, por essa técnica Starewicz pôde manusear os insetos com arames escondidos tornando mais eficaz a ilusão do movimento de cada frame sem que os fios aparecessem e apaixonado por entomologia desde a infância, seu estudo sobre insetos ajudou-o a modelar alguns de seus bonecos depois que deixou de usar reais animais mortos em seus filmes, além de outros modelos de animais feitos em couro e feltro.
Desse período em Moscou trabalhou em dezenas de filmes para diversas companhias e chegou a ser condecorado pelo Czar Nicolai II pelo seu desempenho nas artes russas, mas quando eclodiu a Revolução de 1917 na Rússia deu-se o posterior embate entre o Exército Vermelho e o Exército Branco, tendo este último o apoio dos cineastas russos, Starewicz precisou fugir da Rússia com sua família depois da supremacia conquistada pelos Vermelhos na luta pelo poder.
Refugiado na França, Starewicz se tornou um cineasta ainda mais artesanal e familiar, mesmo recebendo convites de grandes estúdios americanos, estabeleceu-se numa comuna nos subúrbios de Paris, onde a ajuda de sua esposa Anna e sua filha Irina foram amplamente essenciais para o seu amadurecimento e sofisticação como cineasta, além da fácil assimilação da cultura francesa transposta visivelmente para a atmosfera de seus filmes, cultura esta que o acolheu até o fim da vida no ano de 1965.

Então que fique aqui uma singela seleção de alguns dos melhores e mais conhecidos curtas do gênio Ladislas para aqueles que desejam conhecer seu essencial trabalho:

Mest Kinematograficheskogo Operatora (1912): Um conto picaresco de ciúme e traição, onde Starewicz chega ao ápice de sua animação utilizando insetos demonstrando características humanas num estudo sobre sexo e infidelidade na hipócrita sociedade russa da época. Não é o melhor, mas é certamente o mais impressionante curta de Starewicz, pela enorme expressividade nos movimentos corporais dos insetos mortos e pelo exímio estudo das relações humanas apresentada na narrativa.

Rozhdestvo Obitateley Lesa (1913): Um belo conto de Natal em que insetos celebram a festa com a ajuda do pequeno papai Noel da árvore de natal de um recato familiar. A narrativa tem um refrescante humor pré-revolução russa e a utilização de insetos mortos ainda está lá.

Strekoza i muravey (1913): Versão russa da fábula de Esopo, também recontada por La Fontaine e Krylov “A Cigarra e a Formiga”, segue a mesma técnica dos insetos com comportamento humano e grande expressividade nos movimentos belamente orquestrados.

Liliya Belgii (1915): Em uma alegoria política, Starewicz toma as dores da recém invadida Bélgica durante a Primeira Guerra Mundial, mostrando um embate entre os intolerantes insetos invasores e os pacíficos moradores de uma bela floresta, onde o lírio como símbolo universal é a representação máxima da paz, beleza e tolerância. É um dos seus primeiros filmes a mesclar pessoas em filmagem live action com as figuras animadas do stop motion, mesmo que sejam em distintas locações.

Les Grenouilles qui Demandent un Roi (1923): No mais político dos curtas de Starewicz, vemos a transposição da fábula As Rãs em Busca de um Rei de Esopo, por mais que se possa encontrar a sombra de um recém expatriado da Revolução Russa na posição de um povo sempre insatisfeito com seu governante ou até com a falta do mesmo, a intenção alude à insatisfação permanente do ser humano e consiste em uma fábula política para qualquer geração.

La Voix du Rossignol (1923): Com a participação de sua filha Irina apenas como atriz assinando o nome Nina Star, é um conto libertário, ecológico e de grande melancolia. Utiliza pássaros moldados que parecem empalhados tamanho o primor artesanal e foi belamente colorido a mão.

La Petite Chanteuse des Rues (1924): Um belo conto de pura poesia onde uma família pobre é ajudada por um macaquinho, curiosamente é um dos curtas que menos se aprofundam em fantasia e com pouco uso de stop motion, pois o boneco-macaco divide os méritos com um animal vivo a interagir com um elenco predominantemente de carne e osso.

Le Rat de Ville et le Rat des Champs (1927): Os mesmos bonecos perfeitamente moldados como ratos misturados a gatos vivos e movimentos de grande expressividade são suas críveis personagens, esta é outra rendição à La Fontaine com a fábula O rato da cidade e o do campo. Aqui Starewicz se rende a comédia pastelão, satirizando a excessiva e mesquinha vida que levam os que moram nas metrópoles em relação aos que vivem no campo.

L’Horloge Magique ou La Petite Fille qui Voulait être Princesse (1928): Já se aventurando em projetos de uma duração maior, este média-metragem é um sofisticado projeto que une brilhantemente o live-action ao stop-motion, fazendo uso da técnica de Model Animation recém vista no filme The Lost World de 1925. É quase como um laboratório para o que viria a ser Le Roman de Renard e funciona como dois curtas amarrados pela presença de Nina Star, na primeira metade a ação se desenrola a partir da visão de Nina sobre o relógio mágico construído pelo avô que dá vida a uma fábula medieval, na segunda metade o onírico toma seu lugar, durante seu sono tem pesadelos de que está sendo atacada por árvores e seres da floresta.

La Petite Parade (1928): Baseado no conto O Soldado de Chumbo de Hans Christian Andersen, fazendo alusão a outros contos do mesmo como A Pequena Sereia e uso de pequenos detalhes tétricos que tanto aprazia ao cineasta.

Le Roman de Renard (1930): Baseado na versão de Goethe para a fábula medieval de Renard, a velha raposa, é o mais ambicioso dos filmes de Starewicz. Pela primeira vez co-dirigindo com sua filha Irene e usando a sua habitual técnica de movimentos, ele nos traz seu primeiro e único longa, que levou 10 longíquos anos para estar pronto e cujos bonecos foram feitos em estatura humana tornando-os mais fáceis de manuseá-los, mas nem por isso mais práticos de serem animados. Comédia picaresca por excelência, nossa cínica Raposa é retratada com o habitual humor ferino de Starewicz, golpeada com uma atemporal sátira política e seguindo os mesmos motes narrativos do romance pícaro onde acompanhamos a evolução imoral do anti-herói nas suas traquinagens de mentir, dissimular e roubar.

Le Lion Devenu Vieux (1932): Mais uma vez Starewicz se rende a La Fontaine na terra natal do mesmo, aqui a versão mistura o stop motion de animais de pano com seus ainda amados insetos para contar uma das melhores fábulas do francês: O Leão Decrépito.

Fétiche (1934): Considerado por muitos a obra prima de Starawicz, é o mais original e bem narrado de seus curtas, mistura bonecos de couro e feltro com figuras humanas em live action. Conta a saga de um cãozinho de brinquedo perdido nas ruas de uma metrópole querendo voltar para sua antiga e pobre dona para entregar-lhe uma laranja. Uma bela alegoria para a depressão que também atingiu a Europa e com grande sentido de caridade. Tecnicamente é um dos mais perfeitos trabalhos da animação em stop motion já produzidos, a famosa sequência de Baile do Diabo peca pelo primor e torna ainda mais visível a grande influência em gente como Jiří Trnka, Norman McLaren, Jan Svankmajer, Brothers Quay e Henry Selick.

Fétiche en Voyage de Noces (1936): Em parte um musical cômico, parte aventura, feito em parceria de sua filha Irene durante a fase francesa, o uso do stop motion se faz com bichinhos de pano ferozmente detalhistas aludindo às suas personalidades e seus comportamentos durante uma viagem de navio.

Fleur de Fougère (1949): Baseado num conto do novelista russo Józef Ignacy Kraszewski que trata do mito eslavo de que na noite de São João um tipo de samambaia floresce e quem conseguir colher tal flor antes do cantar do galo terá tudo que mais lhe aprouver. É mais um conto moral de que nada adianta viver num mundo de fantasia cheio de luxos materiais se o amor verdadeiro não está presente. A paciência e técnica de Ladislas ainda fazem corar aqueles que em tempos de computador podem ter qualquer Stop Motion Pro para disfarçar a mediocridade artística da contemporaneidade.

Carrousel Boréal (1958): É o canto do cisne de Ladislas, com ele vem mais um belo conto infantil sobre amizade, trabalho e fugacidade do tempo. É também o que mais se aproxima do stop motion contemporâneo em técnica e estilo, tais como James e o Pêssego Gigante e O Estranho Mundo de Jack.

Les Contes de l’Horloge Magique (2003): Recompilação de La petite fille qui voulait être princesse, Petite Chanteuse des Rues e Petite Parade, editados e restaurados pelo contemporâneo animador francês Jean Rubak, adicionando a narração do cultuado ator Rufus.

Wladyslaw Starewicz

Posted in ANIMAÇÃO, ANOS 10, ANOS 20, ANOS 30, ANOS 40, CURTAS, DOWNLOAD, DRAMA, FANTASIA, MUDOS, SÁTIRA, VIDEOS by Georgina Spiggott on June 9, 2008

Está para estreiar minha coluna na sessão de cinema do OPS (é, já estou cansando de blog e de tudo que resta na vida blá blá blá), convido todos a dar uma passada por lá de vez em quando, pois alí estarei a escrever umas coisas menos ruins do que escrevo por aqui e menos pessoais (querendo ou não essa purrinha é um blog pessoal). Meu primeiro assunto é o quase-desconhecido animador franco-russo-polonês Wladyslaw Starewicz (Ladislas Starevitch, Starewicz, Ladislaw Starewitch, Starewitsch etc tetc…) quando ele deveria estar no top 5 dos maiores e mais importantes cineastas das primeiras décadas da sétima arte.
Pessoas conceituadas como Terry Gilliam clamam por seu nome ao citar os maiores animadores de todos os tempos, mas clamá-lo-ei não como um dos melhores, mas como o melhor num puro estado singular.

A Vingança do Cameraman (Mest Kinematograficheskogo Operatora, 1912)

E alguns de seus outros filmes que podem ser encontrados online:

O Natal dos Insetos (Rozhdestvo Obitatelei Lesa, 1913)

A Cigarra e a Formiga (Strekoza i muravey, 1913)

A Voz do Rouxinol (La Voix du Rossignol, 1923)

As Rãs à Procura de um Rei (Les Grenouilles qui Demandent un Roi, 1923)

O Rato da Cidade e o Rato do Campo (Le Rat de Ville et le Rat des Champs, 1927)

O Leão Decrépito (Le Lion Devenu Vieux, 1932)

O Mascote (Fétiche, 1934)

O Navegador (Fétiche en Noyage de Noces, 1936)

Flor de Samambaia (Fleur de fougère, 1949)

E os que são encontrados no Emule:

Lírio da Bélgica (Liliya Belgii, 1915)

O Conto da Raposa (Le Roman de Renard,1930)

Carrossel Boreal (Carrousel Boréal, 1958)

Contos do Relógio Mágico (Les Contes De L’horloge Magique, 2003)

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25 Maneiras para Deixar de Fumar (25 Ways To Quit Smoking, 1989)

Posted in ANIMAÇÃO, ANOS 80, COMÉDIA, CURTAS, LEGENDADO, SÁTIRA, VIDEOS by Georgina Spiggott on June 8, 2008

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Centenário de Mel Blanc

Posted in ANIMAÇÃO, ANOS 50, COMÉDIA, CURTAS, MUSICAL, VIDEOS by Georgina Spiggott on May 30, 2008

Fato: Mel Blanc é deus e ponto. 2008 é um ano de muitos centenários de gente boa do cinema, mas Mel Blanc é essencial acima de qualquer coisa. E é claro que é cinema, antes de desenho animado virar coisa de “criança” como seriados na televisão, eles eram feitos como curtas para adultos que passavam entre a sessão de um longa ou outro, isso no tempo em que se podia pagar para entrar e passar o dia todo na sala de cinema assistindo todas as sessões possíveis.
Mel Blanc foi um dos piores casos de personalidade múltipla da história da psiquiatria, dentro dele havia Pernalonga, Patolino, Frangolino, Gaguinho, Eufrazino, Frajola, Piu-Piu, Barney Rubble e Dino, Cosmo Spacely, Marvin, Pépe Le Gambá, Papa-Léguas e Coiote, Hortelino, Ligeirinho, Diabo da Tazmania, Capitão Caverna, até a porcaria do Pica-Pau, Tom e Jerry.
Por isso a inclusão do video acima, a obra prima da parceria entre Chuck Jones e Mel Blanc: Rabbit of Seville, é claro. Se isso não prova a sua deidade, nada mais o faz.

Nota 1: Só lembrando que esta animação é praticamente um plágio de um desenho do Pica-Pau feito alguns anos antes, mas não preciso dizer que o tio Bugs é muito melhor.

Nota 2: Post em homenagem a um dos amores de mi vida que também faz anos hoje.

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Cinco Livros

Essas coisinhas são legais quando se está inspirado, como não ando muito, cairei mais uma vez nos meandros da minha própria mediocridade porque o assunto deste meme em especial indicado por Leo vale a pena, e como ele puxou a sardinha para si próprio não vejo porque não mimetizá-lo e puxar o tal do peixinho também direto para minha sacolinha. Então, eis que escolho livros ligados ao cinema, não livros teóricos sobre o assunto, mas sim grandes adaptações de grandes livros, pois ao contrário do que o bom e velho Hitch pregava sobre grandes livros darem filmes medíocres e livros medíocres darem grandes filmes, também há suas exceções. Mas sabe-se lá o que o bom Hitchcock chamava de medíocre, não é mesmo?

1- Onde os Velhos Não Têm Vez – Cormac Mccarthy
Sailing To Byzantium (William Butler Yeats)
That is no country for old men. The young
In one another’s arms, birds in the trees
- Those dying generations – at their song,
The salmon-falls, the mackerel-crowded seas,
Fish, flesh, or fowl, commend all summer long
Whatever is begotten, born, and dies.
Caught in that sensual music all neglect
Monuments of unageing intellect.

An aged man is but a paltry thing,
A tattered coat upon a stick, unless
Soul clap its hands and sing, and louder sing
For every tatter in its mortal dress,
Nor is there singing school but studying
Monuments of its own magnificence;
And therefore I have sailed the seas and come
To the holy city of Byzantium.

O sages standing in God’s holy fire
As in the gold mosaic of a wall,
Come from the holy fire, perne in a gyre,
And be the singing-masters of my soul.
Consume my heart away; sick with desire
And fastened to a dying animal
It knows not what it is; and gather me
Into the artifice of eternity.

Once out of nature I shall never take
My bodily form from any natural thing,
But such a form as Grecian goldsmiths make
Of hammered gold and gold enamelling
To keep a drowsy Emperor awake;
Or set upon a golden bough to sing
To lords and ladies of Byzantium
Of what is past, or passing, or to come.

São poucos os livros que li e que foram captados em total essência para o cinema, mas cada pedaço de entranha do livro de Mccarthy foi parar no filme dos Coen crua e irretocavelmente, estética e moralmente, por isso o filme se fez um dos mais profundos que assisiti nos últimos anos. Mccarthy é um grande autor, embora tenha lido apenas dois livros dele, ele trata de assuntos que muito me apetecem, como os rumos incompreenssíveis da violência numa sociedade pseudo-racional que está devoluindo em nome de sua própria racionalidade de que o homem acima de tudo ainda é um animal e deve agir como tal, além do peso do tempo no âmbito do indivíduo analogamente com o da sociedade.
E também vou aproveitar para reclamar da tradução do nome do filme que simplesmente destrói todo o sentido da história de Mccarthy, além de deturpar o poema do Yeats no qual o título foi baseado, que terra é essa em que fraco é sinônimo de velho?

Ele olhou pra ela. Depois de algum tempo disse: Não é sobre saber onde você está. É sobre pensar que chegou ali sem levar nada junto. Suas noções sobre começar de novo. Ou a de qualquer pessoa. Você não começa de novo. Essa é a verdade. Cada passo que você dá é para sempre. Não pode fazer com que desapareça. Nenhum deles. Entende o que eu estou dizendo?
Acho que sim.
Sei que você não acredita mas deixa eu tentar mais uma vez. Você acha que quando acorda de manhã o ontem não conta. Nas o ontem é tudo que conta. O que mais existe? Sua vida é feita dos dias de que ela é feita. Mais nada.

2- Horton Choca um Ovo – Dr. Seuss
He held his head high
And he threw out his chest
And he looked at the hunters
As much as to say:
‘Shoot if you must
But I won’t run away!
I mean what I said
And I said what I meant….
An elephant’s faithful
One hundred per cent!

Dr. Seuss é um dos meus heróis, além de fazer excelente poesia ele o faz para crianças e não há nada mais altruísta em uma pessoa de real talento do que se dedicar à literatura infantil. Aliás, eu iria dedicar essa listinha apenas à autores de literatura infanto-juvenil que foram adaptados para o cinema, mas no último minuto resolvi democratizar a coisa.
Horton Hatches the Egg foi o primeiro livro de Seuss em que Horton aparecia como protagonista, seu assunto primordial é a adoção e Horton é visualizado como o exemplo máximo de lealdade, tolerância, carinho e devoção. Não por acaso, de todos personagens conhecidos criados por Dr Seuss, Horton é de longe o meu favorito.
Ocorreram apenas duas versões deste Horton, só assisti a primeira de 1942 dirigida por Robert Clampett para a Warner Bros e que é por si só uma obra prima, mas com o sucesso do recente e bom longa Horton e o Mundo dos Quem! (que já fora adaptado de forma ainda mais feliz por Chuck Jones em 1970) não duvido que apareça logo uma outra versão de Horton e seu amado ovo.
Acho que também não preciso falar nada sobre o nome da primeira edição do Horton aqui no Brasil: Tonho Choca Ovo. Silêncio. Mas fala a verdade, o Horton tem a maior cara de Tonho, né não?

3 – Lavoura Arcaica – Raduam Nassar
Para deixar às claras, meu livro favorito do Nassar é Um Copo de Cólera com todo seu poderio passional rápido e rasteiro, mas como este se converteu num filme meia boca, então fiquemos com o Lavoura Arcaica que é obra prima e rendeu uma obra prima cinematográfica ainda maior. Lavoura Arcaica é um condensado épico psicológico, digo condensado não só porque é escrito em razoáveis poucas páginas, mas porque a sua densidade emocional é inversamente proporcional ao número de linhas que a descrevem, como é bem típico do autor.
Ah, quanto à adaptação, acho que não preciso dizer que Luiz Fernando Carvalho foi foda.

4- O Homem Que Ri – Victor Hugo
Esqueçam O Corcunda, Os Miseráveis ou a pqp, a grande obra mestra de Hugo foi O Homem que Ri e certamente Gwynplaine é uma das mais emblemáticas e trágicas figuras literárias de sempre. O livro funciona como um desabafo crítico à infindável relação espinhosa que Hugo tinha com o sistema político francês, onde o sempre triste Gwynplaine com sua face desfigurada pelo riso eterno é obrigado a fazer parte da câmara dos lordes que o transformara nesse personagem de freakshow.
Paul Leni fez uma adaptação muda com Conrad Veidt, mantendo quase toda a ironia trágica do livro, mas com um inaudito final feliz, em contrapartida pode-se dizer que Conrad Veidt tem uma das 10 melhores atuações da história do cinema neste filme. E sim, Bob Kane se inspirou no Veidt para desenhar seu Coringa original.

5- Os Mortos (Os Dublinenses) – James Joyce
Tinha prometido a eu mesma que não colocaria nenhum dos meus autores-xodó, mas abrirei uma exceção para este conto, não só porque é o melhor conto que Joyce escreveu, tanto em estilo quanto em nuances psicológicas das eternas sombras do passado, como rendeu o derradeiro e um dos melhores filmes de John Huston, então fica aqui a dica dupla.
A verdade é que essa lista já me encheu, ao contrário do que diz o senso comum, muitos livros renderam grandes adaptações e seria até fácil citar algumas dezenas entre curtas, adaptações não-oficiais, quadrinhos, poesia, etc etc, o difícil é escolher quais citar, então C-A-N-S-E-I. Por isso mesmo que chutei Orson Welles e Shakespeare dessa lista, oras. hehehe

Passando o cetro… Eu passo o cetro deste meme a todos que o estão lendo e que fiquem à vontade de fazer suas próprias listas, como eu devo ter sempre deixado bem claro não sou do tipo que prefere uma pessoa à outra e ficar escolhendo pessoas não muito me apetece, afinal ou se ama todo mundo ou se odeia todo mundo e qualquer meio termo seria hipocrisia para mim, assim como eu jamais conseguiria escolher entre a vida de alguém que conheço e admiro e a de um desconhecido. É, sou uma “velha” mesmo e acordei melancólica.

Red Hot Riding Hood (1943)

Posted in ANIMAÇÃO, ANOS 40, CURTAS, MUSICAL, VIDEOS by Georgina Spiggott on February 26, 2008

Centenário de Tex Avery

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