Quixotando

Centenário de Wera Engels

Publicado em ANOS 20, ANOS 30, FOTOGRAFIA, MUSAS por Georgina Spiggott em Maio 12, 2009

Wera Engels

Etiquetado como:

A Serpente Emplumada

Publicado em ANOS 20, LIVROS por Adriana Scarpin em Abril 2, 2009

Quetzalcoatl tellerianoEstou enojado com a humanidade e a vontade humana, inclusive a minha. Compreendo que minha vontade, por mais inteligente que eu seja, não passa de mais uma irritação na face da terra, quando começo a exercê-la. E a vontade dos outros é ainda pior, cada ser humano exercendo constantemente a sua vontade contra as outras pessoas, contra si mesmo e quase sempre cheio de auto-justificativa. Durante algum tempo é divertido exercer a própria vontade e resistir à dos outros que pretendem impô-la a mim. Mas, a certa altura, a náusea me domina. Minha própria alma fica nauseada e diante de mim só existe a morte, a menos que eu descubra outra coisa. Minha própria vontade acaba tornando-se ainda mais repulsiva simplesmente como minha vontade, é ainda mais desagradável do que a vontade dos outros. Devo abdicar de ser deus de minha própria máquina ou morrer de nojo… nojo de mim mesmo.

David Herbert Lawrence

Etiquetado como:

Especial Verão: Rodolfo Valentino

Publicado em ANOS 20, BEEFCAKE, FOTOGRAFIA, MUSOS por Georgina Spiggott em Janeiro 10, 2009

RUDOLPH VALENTINONão disse que tudo que há de melhor no cinema veio da Itália?

Etiquetado como:

Centenário de Leone Lane

Publicado em ANOS 20, FOTOGRAFIA, MUSAS por Georgina Spiggott em Novembro 17, 2008

Etiquetado como:

Centenário de Sally O’Neil

Publicado em ANOS 20, FOTOGRAFIA, MUSAS por Georgina Spiggott em Outubro 23, 2008

Sally O'Neil Publicity Still by Clarence S. BullBy Clarence S. Bull

Centenário de Carole Lombard – Parte 6

Publicado em ANOS 20, ANOS 30, COMÉDIA, DRAMA, FOTOGRAFIA, IMPRESSÕES, MUSAS, MUSOS, POSTERS, PRE-CODE, ROMANCE por Adriana Scarpin em Outubro 6, 2008

21- Casar por Azar (No Man of Her Own, Wesley Ruggles, 1932)Mais um filme chatinho do Wesley Ruggles que bem pouco sal colocou em seus filmes, aliás, pimenta pois bem gosto de comida sem sal e com muita pimenta. Nem é preciso dizer que o interesse aqui é Miss Lombard formando um casal com Mr Gable anos antes deles serem atingidos por um raio saído sabe lá de onde e juntarem os trapinhos. Nessa época eles estavam compremetidos com outras pessoas e a única química existente era na tela.

22- Virtue (Edward Buzzell, 1932)Bom filme dramático de Miss Lombard, embora ela seja sofisticada demais para conseguir passar veracidade como prostituta de rua quando a única forma de vê-la é como prostituta de luxo.

23- Tu és a Única (Sinners in the Sun, Alexander Hall, 1932)Primeiro dos três filmes em que Carole atuou ao lado de Cary Grant, ela já conquistara certa notabilidade com mais de dez anos de carreira, mas Grant ainda estava no seu segundo papel de uma carreira razoavelmente meteórica, é quase inadimissível que os dois maiores atores screwball não tenham dividido um filme sequer do gênero. A vantagem aqui é que este é um bom filme e Alexander Hall é um diretor bacana. Foi com esse filme que descobri uma das artimanhas do pre-code: sempre que uma mulher troca de roupa o telefone toca para que ela atenda e passe o maior tempo possível de lingerie na tela, Carole foi uma das rainhas dessa tática, pois seu corpo era um dos mais belos da época só rivalizado pelos de Joan Crawford e Jean Harlow.

24- O Homem do Mundo (Man of the World, Richard Wallace / Edward Goodman, 1931)Segundo filme em que Carole trabalha com seu então marido William Powell, a quem ela chamava de “único ator inteligente que conheci” e O Homem do Mundo reflete bem a personalidade culta e sofisticada pertencente a Powell. Mais um filme para explorar o novo casal hollywoodiano do que qualquer outra coisa.

25- It Pays to Advertise (Frank Tuttle, 1931)Carole ao lado da não menos diva Louise Brooks (que não se deu bem em Hollywood porque não se encaixava no esquema dos fuinhas). A idéia de fazer algo sobre propaganda e hoax é boa, mas a realização é ruim, faltou maior exploração cômica quanto a venda de um produto que não existe e o carisma dos envolvidos ficou em débito, até a sempre reluzente Carole perdeu o brilho e a participação de Brooks pós-Pabst é ínfima, mesmo que interessante.

Centenário de Carole Lombard – Parte 7

Publicado em ANOS 20, COMÉDIA, CURTAS, DRAMA, FOTOGRAFIA, GANGSTER, IMPRESSÕES, MUSAS, POSTERS, ROMANCE, VIDEOS, ÉPICO por Adriana Scarpin em Outubro 6, 2008

26- Alta Voltagem (High Voltage, Howard Higgin, 1929)Típico filme de transição do cinema mudo para o falado onde ninguém sabia ao certo o que estava fazendo, o mote é bacana, uma espécie de “Lost das Neves” onde algumas pessoas ficam ilhadas numa cabana na neve e com o passar do filme as personalidades vão se delineando, inclusive Carole é uma prisioneira escoltada por um policial. O desenvolvimento e qualidade são terríveis da mesma forma que fora The Racketeer e cujo diretor é o mesmo.

27- O Gângster (The Racketeer, Howard Higgin, 1929)Horrível, horrível, horrível. Pior filme que vi com Carole e uma das suas primeiras incursões ao cinema falado.

28- Dynamite (Cecil B. DeMille, 1929)Tudo é meio nebuloso quanto a relação de Carole neste filme. Aparentemente ela foi substituída de um papel maior que mero extra, mas diz-se que ainda é possível vê-la em cena. Sinceramente não consegui encontrá-la, mas é o primeiro filme falado de DeMille da época em que ainda fazia lascivas películas hedonistas pre-code e o pedaçudo do Joel McCrea dá as caras, então valeu a pena.

29- Vamp do Campus (The Campus Vamp, Harry Edwards, 1928)Carole é a própria vamp universitária do título nesse curta, oras.

30- Run, Girl, Run (Alfred J. Goulding, 1928)

Carole é a atleta que não pode ficar gandaiando à noite neste que é um dos inúmeros curtas que fez sob a produção de Mack Sennett. Ótima oportunidade para ver Carole de shortinho com os pernões à mostra.

Centenário de Carole Lombard – Parte 8

Publicado em ANOS 20, ANOS 80, ANOS 90, COMÉDIA, CURTAS, DOCUMENTÁRIO, DRAMA, IMPRESSÕES, MUDOS, MUSAS, POSTERS, ROMANCE, SCREENSHOT, VIDEOS, ÉPICO por Adriana Scarpin em Outubro 6, 2008

31- A Melhor de Todas / Meu Único Amor (My Best Girl, Sam Taylor, 1927)Participação ínfima de Carole tentando roubar o Buddy Rogers da Mary Pickford, logo depois do acidente de carro que deixou marcas no rosto de Lombard. Esse é sim um filme que vale a pena e uma das glórias de Mary Pickford.

32- Ben-Hur: A Tale of the Christ (Fred Niblo/Christy Cabanne/Rex Ingram/Charles Brabin, 1925)Taí o segundo filme em que Carole trabalhou como extra na companhia de Gable. Até aí tudo certo, mas até os grandes astros do cinema mudo trabalharam como extras ao lado de futuros astros ainda desconhecidos, provavelmente a MGM arrastou toda a Califórnia para aparecer no filme, estão lá como extras: John e Lionel Barrymore, Gary Cooper, Joan Crawford, Marion Davies, Douglas Fairbanks, Janet Gaynor, Dorothy e Lillian Gish, John Gilbert, Myrna Loy, Mary Pickford, até o Samuel Goldwyn e sabe-se lá quem mais foi extra na primeira e melhor versão de Ben Hur!

33- The Plastic Age (Wesley Ruggles, 1925)Aqui Carole é extra na festa de república da Clara Bow, até aí tudo bem, ela foi extra em muitos filmes, o que faz este diferente é que em outra cena Clark Gable também é extra. Por um desses milagres da vida consegui encontrar os dois.

Off-topic:

Zelig (Woody Allen, 1983)É claro que Carole estava numa das glamourosas festas de William Randolph Hearst em San Simeon com Leonard Zelig. Uma desculpa para se dizer que a precursora de Diane Keaton também trabalhou com Allen.

Great Romances of the 20th Century: Carole Lombard and Clark Gable (1997) Episódio de um seriado documental britânico narrado por Robert Powell, apesar de curto dá uma boa visão do relacionamento entre Lombard & Gable.

Nota: Se tudo der certo e algum americano bonzinho gravar Fools For Scandals, Brief Moment, Vigil in the Night, No More Orchids do especial no TCM e colocar na rede, terei mais quatro na conta. Vergonhosamente poucos dos seus filmes foram lançados nesse país xulezento. Mas estou tranquila, sempre há um povo bom que dá uma força, especialmente as coleguinhas do YouTube.

Morre Anita Page (1910 – 2008)

Publicado em ANOS 20, ANOS 30, CHEESECAKE, FOTOGRAFIA, MORTES, MUSAS por Georgina Spiggott em Setembro 6, 2008

Etiquetado como:

O Caçador de Tigres (Where East Is East, 1929)

Publicado em ANOS 20, AVENTURA, IMPRESSÕES, MUDOS por Adriana Scarpin em Julho 27, 2008

Where East Is East - POSTERWhere East Is East é um conto de obsessão sexual e estranhamente quem rouba o filme não é Chaney nem Velez, o grande atrativo é a insinuante Estelle Taylor no papel da vaca-mor vietnamita e mãe que quer a todo custo roubar o namorado da filha, com ela aprendendemos o significado primordial da expressão “soltar a macaca” e temos uma das amostras bizarras de como Tod Browning gostava de tratar suas antagonistas maquiavélicas com finais pouco convencionais, vide Olga Baclanova em Freaks. Outro grande achado sobre obsessão sexual no filme é a “dama de companhia” da personagem de Estelle Taylor, claramente apaixonada pela patroa no melhor dos moldes Rebecca – A Mulher Inesquecível.
Confesso que esperava mais de uma parceria entre Tod Browning e Lon Chaney. Browning e Chaney eram o típico duo de diretor-ator feitos um para o outro, este foi o último filme que fizeram em parceria e infelizmente é pouco inesquecível, mesmo o fato de Chaney ser o rei eterno da maquiagem não lhe fez justiça aqui, aparentemente mostrando sua verdadeira face camuflada por inúmeras cicatrizes no rosto em um tipo de maquiagem bem mais sutil do que seu habitual. Quando morreu de câncer Chaney se preparava para estrelar Frankenstein e Drácula novamente ao lado de Bowning, a verdade é que depois da morte de Chaney foram poucos os filmes dirigidos pelo cineasta, como se verdadeiramente tivesse perdido seu muso inspirador.

Nota 1: Entre alguns dos filmes da parceria Browning/Chaney estão A Oeste de Zanzibar, o mitológico London After Midnight, The Big City, O Monstro do Circo, The Unholy Three (versão de 1925), The Road to Mandalay, The Blackbird e Foras da Lei. É nisso que dá a união de um dos melhores atores do cinema mudo com um dos melhores diretores.

Nota 2: Boris Karloff tinha uma face que muito lembrava a de Lon Chaney, talvez por isso (mais do que o famoso formato da cabeça de Boris) tenha sido a escolha imediata para viver Frankie. Quanto à transferência de Lon para Bela, também não é preciso conjecturar em demasia para se constatar que Chaney seria algo mais assustador vide o que restou do filme perdido London After Midnight.

Nota 3: Estelle Taylor foi a última pessoa a estar com Lupe Velez antes desta cometer suicídio em 1944.