Quixotando

Filmes bacanas de cada ano que o cinema viveu: 1965

Publicado em ANOS 60, CURTAS, MELHORES FILMES, VIDEOS por Georgina Spiggott em Julho 13, 2009

1- Faster, Pussycat! Kill! Kill!/Mudhoney/Motor Psycho (Russ Meyer)Motor Psycho (1965)Ôpa ôpa ôpa! Russ Meyer em dose tripla naquele ano.

2- Monitor: The Debussy Film (Ken Russell)Debussy FilmDebussy, Ollie, Russell e um maluquete adorador de Wagner que gosta de atirar em gatos. Basta.

3- Ipcress – Arquivo Confidencial (The Ipcress File, Sidney Furie)The Ipcress File (1965)A pergunta é: como o Sidney Furie conseguiu fazer essa pequena obra prima da espionagem e depois se tornaria um cineasta de merda nos anos subsequentes?

4- Darling – A que Amou Demais (John Schlesinger)Darling - Julie Christie & Dirk BogardeDirk Bogarde não leva puta em taxi. Simples assim. Não sei qual é do preconceito, mas essa sentença me marcou. Mas coloquemos os pingos nos is, este é um filme importantíssimo da british new wave, em 1965 o homossexualismo ainda era considerado crime na Inglaterra, então John Schlesinger e seus asceclas fazem o quê? Pegam a historinha de um rapaz conhecido no bas-fond londrino, dão uma lapidada, transformam-no numa mulher com pele de Julie Christie, juntam mais um punhado de atores do babado (Dirk Bogarde, Roland Curram, Laurence Harvey) e finalmente se dá um dos melhores trabalhos de Schlesinger, que sempre se preocupou em retirar o gay do armário cinematográfico e passaria a próxima década quebrando barreira atrás de barreira neste quesito. Antes um esclarecimento: Laurence Harvey não era propriamente homo ou bissexual, só quando lhe convinha.

5- The Dot and the Line: A Romance in Lower Mathematics (Chuck Jones/Maurice Noble) Chuck Jones versão experimental.

Real Melhor Filme do Ano: Não sei e não quero saber, estou de saco cheio dessas listas e ainda tenho 70 anos delas pela frente. Portanto a partir de agora os filmes voltarão a ser restritos a top 5, embora tenha a leve impressão de que quando chegar os anos 30/40 voltarei a ficar empolgada em demasia.Falstaff - Campanadas a medianoche (1965) ORSON WELLES[blá: Bunny Lake Is Missing (Preminger), Chimes at Midnight (Welles), For A Few Dollars More (Leone), The Hill (Lumet), Pierrot le fou (Godard), Repulsion (Polanski), Red Beard (Kurosawa), São Paulo - S/A (Person)]

Gente foda usa tapa-olho: John Ford

Publicado em ANOS 60, FOTOGRAFIA, TAPA-OLHO por Georgina Spiggott em Julho 7, 2009

Liberty Valance - James Stewart, John Ford, John WayneEm tempos de O Homem que Matou o Facínora (The Man Who Shot Liberty Valance, 1962)

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Perry Salles (1939 – 2009)

Publicado em ANOS 60, MORTES por Georgina Spiggott em Junho 17, 2009

Perry Salles (Marcelo) e Miriam Mehler (Verônica) 1969Perry Salles e Miriam Mehler em 1969

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Yasuharu Hasebe (1932 – 2009)

Publicado em ANOS 60, MORTES, SCREENSHOT por Georgina Spiggott em Junho 14, 2009

Ore ni sawaru to abunaize (1966) 1Ore ni sawaru to abunaize (1966) 2Ore ni sawaru to abunaize (1966) 3Ore ni sawaru to abunaize (1966) 4Ore ni sawaru to abunaize (1966) 5Ore ni sawaru to abunaize (1966) 6Ore ni sawaru to abunaize (1966) 7Ore ni sawaru to abunaize (1966) 8Ore ni sawaru to abunaize (1966) 9Ore ni sawaru to abunaize (1966) 10Ore ni sawaru to abunaize (1966) 11Ore ni sawaru to abunaize (1966) 12Ore ni sawaru to abunaize (1966) 13Ore ni sawaru to abunaize (1966) 14Ore ni sawaru to abunaize (1966) 15Ore ni sawaru to abunaize (1966) 16Ore ni sawaru to abunaize (1966) 17Ore ni sawaru to abunaize (1966) 18Ore ni sawaru to abunaize (1966) 19Ore ni sawaru to abunaize (1966)

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Centenário de Henry Levin

Publicado em ANOS 60, FANTASIA por Georgina Spiggott em Junho 5, 2009

grimm Buddy Hackettgrimm Laurence HarveyRuss Tamblyn, Clinton Sundberg, Yvette Mimieux, Jim BackusThe Wonderful World of the Brothers Grimm (1962)  - Buddy HackettThe Wonderful World of the Brothers Grimm (1962)O Mundo Maravilhoso dos Irmãos Grimm (The Wonderful World of the Brothers Grimm, Henry Levin/George Pal, 1962)

*Da série: Este post foi programado, eu não estou aqui!

The films of Stanley Kubrick

Publicado em ANOS 50, ANOS 60, ANOS 70, ANOS 80, ANOS 90, VIDEOS por Georgina Spiggott em Maio 28, 2009

Todos os arrepios não serão suficientes. Trabalho de edição desse cara AQUI

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Filmes bacanas de cada ano que o cinema viveu: 1966

Publicado em ANOS 60, MELHORES FILMES, SCREENSHOT por Georgina Spiggott em Maio 24, 2009

1- O Incrível Exército de Brancaleone (L’ Armata Brancaleone, Mario Monicelli)L'armata Brancaleone (1966)Antes de Monty Python houve Mario Monicelli & Co. Top 5 melhores comédias de sempre, sátira política ácida e obra prima da linguagem cômica. Este blog deveria se chamar Brancaleonando e não Quixotando em homenagem ao personagem ainda mais patético do que o próprio Quixote.

2- Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland, Jonathan Miller)The Wednesday Play - Alice in Wonderland (1966)Peter Sellers, Peter Cook, Michael Redgrave, John Gielgud, Michael Gough, Finlay Currie, Leo McKern, Wilfrid Brambell, Alan Bennett, Eric Idle, Wilfrid Lawson e Jonathan Miller? Não à toa esta é a maior adaptação da obra de Lewis Carroll e o Tim Burton vai ter que pastar muito para alcançar a mesma excelência, nem que consiga uma Alice tão depressiva e fantasmática quanto esta aqui. De brinde ainda podemos ver Cook e Sellers dividindo cena pela segunda vez no mesmo ano, além daquele impagável momento de The Wrong Box. Coisa da BBC.

3- Uma Bala para o General (El Chuncho, quien sabe? Damiano Damiani)El chuncho, quien sabe (1966)Se é do Damiani não é necessário dizer que é político, não? Se o Faccia a Faccia do Sollima estava para Dostoiévski, este do Daminani está para Shakespeare na mesma proporção. Embora lotado de personagens emblemáticas, a personagem de Klaus Kinski é a mais interessante, não só porque o homem nasceu para fazer cara de fanático religioso, mas porque a sua posição dentro da narrativa é a mais complexa. É lógico que o Kinski é o irmão do Volontè, não está na cara?

4- Deliciosas Loucuras de Amor (Morgan: A Suitable Case for Treatment, Karel Reisz) Morgan A Suitable Case for Treatment - David WarnerFato: David Warner é espetacular. Warner é Morgan, um cara obcecado por gorilas e comunismo, é doentiamente engraçado, possui falas sensacionais e não vive no que se pode chamar de “realidade”. Nada paga esse tipo de exemplar da british new wave, extremamente influenciado por gente como Spike Milligan, Peter Cook e Richard Lester, esse trabalho de Reisz é criminosamente esquecido quando não odiado.

5- It’s the Great Pumpkin, Charlie Brown! (Bill Melendez)
Linus é rei.

6- Batman: The Movie (Leslie H. Martinson)BATMANAquele tubarão é uma das coisas que mais me fizeram rir assintindo a um filme. Impagável.

7- Made in U.S.A. (Jean-Luc Godard)Made in USANum dos mais divertidos filmes de Godard, ele presta homenagem ao que há de melhor no cinema e literatura pulp norte-americano. Não por acaso Godard pegou o papa pulp Donald Westlake e converteu a seus propósitos. Também marca a morte do cinema de Godard pelo qual tenho apreço, ou seja, sem casamento com Karina = sem alma.

8- Como Roubar Um Milhão de Dólares (How to Steal a Million, William Wyler)How to Steal a Million - Eli Wallach & Audrey HepburnNão existe nada mais charmoso do que Audrey Hepburn e Peter O’Toole nos anos 60, tá bom, talvez só Audrey Hepburn e Cary Grant, tá bom de novo, no mesmo ano também há Michael Caine e Shirley MacLaine no similar Gambit. E é lógico que todos vemos a Audrey Hepburn casada com o Eli Wallach. Eli não deveria querer casar com a Audrey e sim comigo.

9- O Dia da Desforra (La Resa dei Conti, Sergio Sollima) La resa dei conti (1966)Ninguém atira faca na testa das pessoas como Tomas Millian. Só para lembrar o especial Sollima d’O Dia da Fúria!

10- Modesty Blaise (Joseph Losey)Modesty Blaise - Dirk BogardeEsse é um daqueles filmes onde tudo que houve de melhor nos anos 60 se une: Monica Vitti, quadrinhos, Joseph Losey, kitsch, Terence Stamp em tempos de homem mais lindo do mundo, espionagem, Tina Aumont, auto-sátira, Harry Andrews, cenários delirantes, Scilla Gabel, figurinos espalhafatosos e Dirk Bogarde mais bichona do que nunca!

Real melhor filme do ano: Persona (Ingmar Bergman)Persona (1966)Persona é mesmo o meu terceiro favorito de sempre. Mas no mesmo ano ainda consta obras indefectíveis tais como: Au hasard Balthazar (Bresson), La battaglia di Algeri (Pontecorvo), Blow-Up (Antonioni), Who’s Afraid of Virginia Woolf? (Nichols), Django (Corbucci), Seconds (Frankenheimer), Operazione Paura (Bava) e, lógico, Il Buono, il Brutto, il Cattivo (Leone)

Nota update: Que conste aqui o falecimento de meu avô de 101 anos. O fim de uma era.

Homosexuality and the Italian Spaghetti Western

Publicado em ANOS 60, DICAS, GLBT, SPAGHETTI, WESTERN por Georgina Spiggott em Maio 24, 2009

Homosexuality and the Italian Spaghetti Western by Jenna Bond

Se Sei Vivo Spara (Giulio Questi) BananaSergio Leone’s The Good, The Bad and The Ugly (1966)
Damiano Damiani’s A Bullet for the General (1966)
Giulio Questi’s Django Kill…If You Live, Shoot! (1967)

Nota: A respeito do filme do Questi não tem nem o que discutir porque é abertamente gay e apesar de compreender o que a autora quis dizer a respeito do filme do Leone, não é uma linha que eu seguiria com muito entusiasmo. A parte interessante mesmo fica por conta do filme do Damiani que desde a primeira vez que o assisti me deu essa impressão inata de relação homoerótica, mesmo porque a assimilação imediata das personagens de Volontè e Castel foi um paralelo inevitável entre Falstaff e Henry de Shakespeare, personagens de vasta interpretação homossexual, que o diga Gus van Sant e seu Garotos de Programa.El chuncho, quien sabe? (1966)

Momento paixão: Jean Seberg

Publicado em ANOS 50, ANOS 60, DICAS, FOTOGRAFIA, MUSAS por Georgina Spiggott em Maio 21, 2009
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La Verifica Incerta (1965)

Publicado em ANOS 60, CURTAS, EXPERIMENTAL, VIDEOS por Georgina Spiggott em Maio 18, 2009

PARTE 2 PARTE 3

Em princípios dos anos 60, se encontrava em pleno apogeu uma corrente – então exclusivamente cinematográfica, mas que depois se ampliaria ao vídeo – denominada found footage que construía suas obras a partir de fragmentos de filmes e programas televisivos – documentários, programas educativos, séries B – assim como todo tipo de restos cinematográficos.Muitos dos realizadores que se dedicaram a esse tipo de prática começaram colecionando fragmentos descartados, ou filmes completos menosprezados por outros cineastas, que encontravam entre os restos da sala de montagem e nas latas de lixo. Para realizar La Verifica Incerta (color, 1964-65), por exemplo, Gianfranco Baruchello e Alberto Grifi editaram 150.000 metros de filmes comerciais americanos em cinemascope, dos anos 50 aos 60, que haviam sido descartados. Nessa montagem os realizadores revisaram todos os clichês do cinema americano servindo-se de uma edição acelerada, salpicada de numerosas revisões sistemáticas. Segundo Stephen Dwoskin “o filme se baseia no clichê de Hollywood, já que os realizadores se apropriaram de vários clichês hollywoodianos e condensaram os gestos fílmicos similares em cada sessão. Os filmes de que extraíram o material iam desde westerns até o Egito Antigo e cavaleiros medievais, passando por gângsters e romances. A estrutura de La Verifica Incerta é a tradicional dos filmes-espetáculo, mas demonstrando que não importa o período que se apresente, já que o clichê se repete de qualquer forma e a narrativa permanece igual, incluso se os egípcios atacam os cowboys e são pegos pelos gângsters no final. O resultado, incluindo os créditos – MGM saindo da 20th Century Fox, Cinemascope saindo de trás da Columbia – é um reflexo fiel da morte de Hollywood.”

El Vídeo y las Vanguardias Históricas de Laura Baigorri Ballarín

Mais sobre o filme:

Breve Sguardi al Cinema Sperimetale

La verifica incerta – Alberto Grifi Site

Costruens e Destruens: LA VERIFICA INCERTA di Grifi e Baruchello. Del riciclaggio delle immagini.