Jogando com a Vida (Jinxed! 1982)
Working with star-actresses is demanding in terms of time and attention, and, yes, coddling, sometimes. People like Streisand and Goldie Hawn require reassurance, and they need to know their imput is valuable and possible. That’s why I don’t think male chauvinists can successfully direct strong females, as Don Siegel found out with Bette Midler in Jinxed! - Howard Zieff
É apenas coincidência, mas aparentemente estou numa fase “grandes diretores parceirinhos às voltas com estrelas de grande ego”, o mote da vez é Don Siegel encontra Sam Peckinpah. Tudo começou por conta de uns problemas cardíacos sofridos por Siegel durante as filmagens de Jinxed! e, apesar de uma comédia de humor negro ter pouco a ver com as escolhas profissionais de Peckinpah, estava lá Bloody Sam para dar uma mão ao amigo e mentor, assumindo teoricamente como diretor de segunda unidade, mas indo um pouco além de tal responsabilidade. Na verdade a parceria dos dois começou lá nos anos 50, quando Peckinpah começou a aprender tudo que deveria com Siegel, mas dividindo a direção, esta é a primeira, última e única vez, se bem me lembro eles não se juntavam profissionalmente desde quando o Peckinpah resolveu ser ator em Vampiros de Almas.
A trama começa basicamente como algo saído de um filme noir: loira fatal, cantora em Las Vegas, é maltratada por marido jogador e abusivo (Rip Torn), mas em dado momento conhece um dos desafetos do marido, o crupiê vivido por Ken Wahl (O Homem da Máfia! céus, que homem lindo) a quem Rip Torn está tentando destruir por meio de “má-sorte” (jinx), uma espécie de “maldição” que certos crupiês sofrem quando de alguma forma não conseguem ganhar do jogador oponente no blackjack, ou seja, o tal do jinx é uma dominação dos diabos que certos jogadores tem o poder de exercer, mais ou menos o mesmo que meu Parmera sofreu no final desse brasileirão.
O tal crupiê gostosão e a maltratada cantora acabam se conhecendo e todo mundo já sabe onde isso vai parar… mas ao contrário do tom mais sério do início do filme, a segunda parte se transforma completamente numa comédia, com direito a cameo do próprio Siegel como o dono de uma livraria pornográfica e porteiro de um peep show. É aí que está o problema, o tom de comédia não foi adequadamente colocado, a coisa parece não pegar no tranco, especialmente porque Ken Wahl e Bette Midler como um casal é de uma implausibilidade extrema, a falta de química é tão evidente que nem é necessário saber que Wahl chegou a dizer que preferia beijar um cachorro do que os lábios de Miss Midler, talvez alguém como a Dolly Parton fosse mais plausível como cantora com ares de loira de cinema noir (e com isso quero dizer apelo sexual!) e pouco tempo antes ela já provara que tinha dom certeiro para comédia com o Nine to Five, se Parton estivesse no lugar de Midler poderia haver mais afinidade entre a equipe e talvez o filme se desenrolasse melhor.
Tudo deu errado não só por conta do resultado capenga que vemos na tela, mas também no set de filmagens, provando que com esse lance de gato preto e má sorte é melhor não arriscar: os protagonistas se odiavam e o diretor sofreu um ataque cardíaco. É impossível imaginar Bette Midler num mesmo set de filmagens que o Sam Peckinpah, é o mesmo que tentar conceber a Barbra Streisand num filme do Russ Meyer, mas num filme do Siegel a coisa não parecia tão despropositada, muito embora o desafeto aconteceu mesmo quanto ao relacionamento de Midler com Siegel, com a diva chegando a tornar público que o diretor era tão hostil quanto Wahl. Anos depois Siegel rebateu dizendo que a experiência de trabalhar com Midler foi “extremamente desagradável”, o que prontamente acredito, afinal, o homem teve problemas cardíacos e se aposentou em definitivo do cinema, marcando o amaldiçoado Jinxed! como seu testamento final, mesmo que o lendário cineasta ainda levasse uma década para perecer.
No mais, sempre há coisas a serem aproveitadas, como a exuberância de Ken Wahl, as intervenções musicais de Bette Midler e o nosso rouba-show favorito que atende pelo nome de Rip Torn, um peculiar espancador de gatinhos e mulheres. A participação de Jack Elam também seria grande se não fosse a presença histérica de Miss Midler, mas como mulheres histéricas era um vício horroroso de boa parte do cinema dos anos 80, acho que pelo menos este lapso há de ser perdoado, especialmente se por outro lado Midler pôde proporcionar o que seria o ponto alto do filme, no melhor estilo “Um Morto Muito Louco” com a devida ajuda do insuperável Rip Torn.
O que realmente aprendemos com Jinxed? Jamais maltrate o gato de seu cônjuge, você pode acabar com veneno no seu whisky e, mais importante, essa mesma regra vale também para cineastas e suas divas num set de filmagens.
Whose little cat are you, blue eyes?



Somebody’s cat. A goddamn blue-eyed cat.
*A Manhã Seguinte (The Morning After, Sidney Lumet, 1986)
Nota: Não há prova maior do know-how de um cineasta do que um gato, a qualidade de um diretor é proporcional à maneira que ele mostra um gato em cena, este é um filme que pouco me agrada, mas a forma que Lumet filma aquele gato é algo que facilmente o levaria para o topo da cadeia cinematográfica, esse momento em direção da porta é deveras uma coisa linda.
Mary Ellen Mark: Seen Behind the Scene #4
Francis Bacon (1988)
Em homenagem ao centenário do homem.
Nota: Também nunca é demais indicar o Love Is the Devil: Study for a Portrait of Francis Bacon (John Maybury, 1998), cinebio focada no seminal relacionamento do pintor com o seu trágico amante bipolar, onde Derek Jacobi interpreta Bacon, Daniel Craig faz as vezes de George Dyer e Tilda Swinton encarna a lendária Muriel Belcher.
Mary Ellen Mark: Seen Behind the Scene #2

Edward Furlong e as Irmãs da Perpétua Indulgência no set de Nada a Perder (American Heart) - Seattle, EUA, 1991

Catherine Deneuve no set de A Sereia do Mississippi (La Sirène du Mississipi) - Grenoble, França, 1969
Patrick Swayze (1952 – 2009)
Dirty Dancing, porra! Só deus sabe quantas vezes tive que assistir isso porque uma amiga com quem morei era viciada neste filme, não que eu reclamasse, é claro. O homem foi um dos maiores pedaçudos dos anos 80.
Jim Carroll (1949 – 2009)
The Jim Carroll Band participando de O Rebelde (Tuff Turf, Fritz Kiersch, 1985)
Coming Around Again – Carly Simon
Porque tia Carly é rainha e não tem pra ninguém. Além de tudo estou saudosista lembrando de uma madrugada com um monte de mulher louca correndo para cozinha fazer macarrão alho & óleo só porque as mesmas estavam assistindo A Difícil Arte de Amar e a Meryl Streep comia feito uma alucinada naquele filme.
Mary Ellen Mark: Seen Behind the Scene #1

Diane Lane e Francis Ford Coppola no set de O Selvagem da Motocicleta (Rumble Fish) - Tulsa, Oklahoma, 1983

Dustin Hoffman e Lawrence Olivier no set de Maratona da Morte (Marathon Man) - Central Park, New York, 1976

Donald Sutherland no set de O Dia do Gafanhoto (The Day of the Locust) - Los Angeles, California, 1974

Jack Nicholson, Candice Bergen e Art Garfunkel no set de Ânsia de Amar (Carnal Knowledge) - Vancouver, Canadá, 1971

John Schlesinger e seu elefante de Uma Estrada Muito Doida (Honky Tonk Freeway) - Sarasota, Florida, 1980
Nota: Só lembrando que a foto do Sutherland foi alvo de releitura por parte de Annie Leibovitz e Angelina Jolie.
Semana John Hughes: #1 Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off, 1986)




























Not that I condone fascism, or any -ism for that matter. -Ism’s in my opinion are not good. A person should not believe in an -ism, he should believe in himself. I quote John Lennon, “I don’t believe in Beatles, I just believe in me.” Good point there. After all, he was the walrus.
You wear too much eye make-up. My sister wears too much. People think she’s a whore.
Oh, he’s very popular Ed. The sportos, the motorheads, geeks, sluts, bloods, waistoids, dweebies, dickheads – they all adore him. They think he’s a righteous dude.
I heard that you were feeling ill. Headache, fever, and a chill. I came to help restore your pluck, cause I’m the nurse who likes to…
My best friend’s sister’s boyfriend’s brother’s girlfriend heard from this guy who knows this kid who’s going with the girl who saw Ferris pass out at 31 Flavors last night.
Oh, Ed. You just sounded like Dirty Harry just then.
I do have a test today, that wasn’t bullshit. It’s on European socialism. I mean, really, what’s the point? I’m not European. I don’t plan on being European. So who gives a crap if they’re socialists? They could be fascist anarchists, it still doesn’t change the fact that I don’t own a car.
You hit me. Look don’t make me participate in your stupid crap if you don’t like the way I do it. You make me get out of bed, you make me come over here. You make me make a phony phone call to Edward Rooney? The man could squash my nuts into oblivion. And-and-and then, and then, you deliberately hurt my feelings.
Roteiro
Soundtrack
*Da série: Este post foi programado, eu não estou aqui!
Semana John Hughes: #2 Clube dos Cinco (The Breakfast Club, 1985)
Com a morte de Hughes alguma coisa boa virá a acontecer. Eu pressinto. Clube dos Cinco tinha originalmente duas horas e meia de duração, coisa que foi para o beleléu na hora da distribuição, a única cópia completa que existia era a pertencente ao próprio Hughes, com sua morte o mínimo que se pode fazer é uma bela restauração e um tremendo lançamento em disco, quiçá, até nas telonas no melhor estilo The Breakfast Club Redux.
Porque, minha gente, este é um baita filme sobre e para adolescentes, fazendo com que me incline a dizer que The Breakfast Club é obra prima absoluta e ninguém usava melhor estereótipos para trazer a verdade das pessoas do que o Hughes, além de ter sido de grande importância pessoal quanto a formação do meu caráter. O cinema de Hughes teve mais influência sobre mim do que o meu próprio pai, ao menos no sentido benéfico da coisa, Hughes possuía um sentido de empatia tão único e abismal para com os adolescentes e suas dores, fazendo com que eu sinta até vergonha de estar hoje no hall dos balzaquianos cuzões, onde nem sequer lembro qual a diferença de sentimentos de quando estive no colegial para quando estive na universidade. Enfim, o que quero mesmo dizer é que o homem era mestre no que se propunha a fazer.































Sweets. You couldn’t ignore me if you tried.
I’m not a nymphomaniac. I’m a compulsive liar.
Do you know how popular I am? I am so popular. Everybody loves me so much at this school.
We’re all pretty bizarre. Some of us are just better at hiding it, that’s all.
When you grow up, your heart dies.
Naked blonde walks into a bar with a poodle under one arm, and a two-foot salami under the other. The bartender says, I guess you won’t be needing a drink. Naked lady says…
Saturday, March 24,1984. Shermer High School, Shermer, Illinois, 60062.
Dear Mr. Vernon, We accept the fact that we had to sacrifice a whole Saturday in detention for whatever it was we did wrong. What we did *was* wrong. But we think you’re crazy to make us write an essay telling you who we think we are. What do you care? You see us as you want to see us – in the simplest terms, in the most convenient definitions. You see us as a brain, an athlete, a basket case, a princess and a criminal. Correct? Does that answer your question? Sincerely yours… The Breakfast Club.
Roteiro
Soundtrack
Nota: Isso me fez lembrar algo que havia esquecido – o quanto o Judd Nelson era gato – e com gato quero dizer gostosopacaraleo. Já que a expressão Eat my Shorts foi devidamente roubada pelo Bart Simpson, também dou um dedinho que o Nelson possui esse nome em homenagem ao Judd Nelson. Ícone total.
*Da série: Este post foi programado, eu não estou aqui!





















































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