Quixotando

Centenário de Carole Lombard – Parte 3

Publicado em ANOS 30, COMÉDIA, FOTOGRAFIA, IMPRESSÕES, MUSAS, MUSOS, POSTERS, ROMANCE, SCREENSHOT, SCREWBALL por Adriana Scarpin em Outubro 6, 2008

6- Nada é Sagrado (Nothing Sacred, William A. Wellman, 1937)

Nada é Sagrado é tido não só como um dos melhores filmes de Carole, como um das melhores comédias de sempre, por pecado meu ou não, este é um filme que não significa muito para mim. Apesar de ser fã de Carole e Fredric March, tendo eles uma química incrível em cena e mesmo com aquela famosa sequência de espancamento, não é um filme que coloque nem no meu top 5 de Miss Lombard.

7- Começou no Trópico (Swing High, Swing Low, Mitchell Leisen, 1937)Mais um filme de Mitchell Leisen com seu muso-mor MacMurray e novamente ao lado de Lombard. Miss Carole arrasa de novo com aquelas oscilações do cômico para o dramático como só ela sabia fazer com a classe que lhe era natural, embora seja um filme menor de sua filmografia e a de Leisen, ganha pontos por ter MacMurray tocando trompete enquanto Carole finge que sabe cantar.

8- Confissão de Mulher (True Confession, Wesley Ruggles, 1937)O que acontece quando colocam a Carole no papel de uma mentirosa compulsiva com a Una Merkel como sua melhor amiga, Fred MacMurray como o marido honestíssimo e John Barrymore como um bêbado (!!!) escroque? Coisas impensáveis, oras. Gosto desse filme particularmente pelo tique de Carole ao mentir, algo que ela faz com a boca como prenúncio de mais uma daquelas barbaridades absurdas que sua personagem deixava fluir na imaginação. Não é um grande filme, mas Carole me fez rir com gosto.

9- Irene – A Teimosa (My Man Godfrey, Gregory La Cava, 1936)Sério candidato a melhor filme protagonizado por Carole, onde todos os personagens são completamente malucos e nos dando a concreta impressão que nada alí faz qualquer sentido. Um dos mais contundentes exemplos do quão nonsense e genial o gênero screwball pôde chegar nos anos 30, Carole volta a contracenar com o ex-marido William Powell e chega mesmo a bater a doidivanas da Katharine Hepbun em Levada da Breca como melhor personagem cômica feminina da década. Afinal, Godfrey loves me! He put me in the shower!

10- A Princesa do Brooklyn (The Princess Comes Across, William K. Howard, 1936)A graça desce filme reside única e exclusivamente na performance de Carole, que presta uma “homenagem” a Greta Garbo, só de lembrar o sotaque e as caras e bocas que Miss Lombard faz, já me dá vontade de rir. Ah, o par romântico é Fred MacMurray… again.

Centenário de Carole Lombard – Parte 4

Publicado em ANOS 30, COMÉDIA, DRAMA, FOTOGRAFIA, IMPRESSÕES, MUSAS, MUSOS, POSTERS, ROMANCE, SCREWBALL por Adriana Scarpin em Outubro 6, 2008

11- A Ceia das Donzelas (Love Before Breakfast, Walter Lang, 1936)Nos anos 30 era praxe colocar mulher sendo espancada como alívio cômico, na verdade bem pouco me recordo desse filme e só lembro do Preston Foster socando Carole sem querer, Cesar Romero bancando seu habitual latin lover e Carole encarnando a mulher geniosa com extração das corriqueiras gargalhadas sinceras.

12- Corações Unidos (Hands Across the Table, Mitchell Leisen, 1935)Ah, esse eu adoro. Primeiro filme que vi com o duo Lombard-MacMurray, aqui, longe do que era habitual, Fred é quem encarna o maluquete da dupla, um milionário falido completamente irresistível. Daquelas comédias românticas que só os anos 30 sabiam produzir.

13- The Gay Bride (Jack Conway, 1934)Carole volta a ser par de Chester Morris com quem trabalharara em Tu és a Única. Filme de gângster decente no auge do gênero só que num clima mais Tiros na Broadway do que Scarface e, putz, o Chester Morris era um cara bacana e devia mesmo ter se tornado um grande astro.

14- Lady by Choice (David Burton, 1934)Último filme de Carole na Columbia antes de ir para a Paramount e se tornar uma estrela A. É um filme chatinho, mas Carole é glamour até a medula como uma dançarina.

15- Agora e Sempre (Now and Forever, Henry Hathaway, 1934)Seria um filme bacana se a Shirley Temple não existisse, pode me chamar de sem caráter e sem coração (até parece), mas a Shirley Temple sempre me irritou profundamente, na verdade crianças-prodígio me dão calafrios porque sempre lembro da Baby Jane e tenho vontade de socar os pais que entram nessa roda de exposição-exploração. Mas voltando ao filme, Gary Cooper, Henry Hathaway e Carole podiam ter combinado coisa melhor.

Centenário de Carole Lombard – Parte 5

Publicado em ANOS 30, AÇÃO, COMÉDIA, DRAMA, FOTOGRAFIA, GUERRA, HORROR, IMPRESSÕES, MUSAS, MUSICAL, MUSOS, POSTERS, PRE-CODE, ROMANCE, SCREENSHOT, SCREWBALL, SUSPENSE por Adriana Scarpin em Outubro 6, 2008

16- Suprema Conquista (Twentieth Century, Howard Hawks, 1934)Filme responsável por minha paixão simultânea e avassaladora por John Barrymore e Carole Lombard, primeiro filme que assisti de ambos, embora já conhecesse o trabalho do primo de Carole, Mr Howard Hawks. Não só é meu filme preferido com Lombard e seu primeiro grande papel, como é considerado a primeira comédia screwball do cinema e o melhor filme que fez segundo o próprio Barrymore. Também pudera, com esse elenco, roteirização de Ben Hecht, Charles MacArthur e Preston Sturges e batuta de Hawks, seria inadmissível não pecar pela excelência.

17- Cupido Ao Leme (We’re Not Dressing, Norman Taurog, 1934)Esse filme é um pé no meu saquinho. Veículo absoluto para o Bing Crosby sair cantando e ir com a Lombard para uma ilha deserta, alguma ou outra cena divertida mas nada muito relevante. Menção honrosa ao casal George Burns e Gracie Allen quando estavam no auge e um Ray Milland em início de carreira no papel de um dos príncipes a disputar a bela náufraga Lombard com o marinheiro Crosby.

18- Bolero (Wesley Ruggles / Mitchell Leisen,1934)Outro filme realmente ruim e veículo para que George Raft saísse do estigma de gangster tornando-se aos olhos do público o que realmente era: um dançarino. Neste filme tentaram transformar Carole numa espécie de Jean Harlow, com o cabelo platinado e uma maquiagem que tirava toda sua natural beleza classuda. O filme só é realmente sensacional em seu momento derradeiro, a famosa cena do Bolero de Ravel em que Lombard e Raft dançam lindamente uma coreografia que só podia ser vista num filme pre-code. A curiosidade fica por conta de algumas semelhanças da personagem de Raft com a vida de Rodolfo Valentino, especialmente quanto ao vislumbre gigolô-dançarino e morte prematura.

19- Supernatural (Victor Halperin, 1933)Ótimo horror do início dos anos 30 orquestrado pelo mesmo realizador de White Zombie, um dos primeiros classicaços sobre zumbis que se tem notícia. Aqui Halperin flerta com zumbizagem, possessão e charlatanismo num quase-precursor de Brinquedo Assassino. Carole é a atriz principal e tem a primeira grande mostra de seu talento nas cenas em que sua personagem é possuída por uma maníaca, mas os méritos também devem ser dados especialmente ao Alan Dinehart (o espiritualista), Vivienne Osborne (a condenada à morte) e, especialmente, Beryl Mercer (a vizinha chantagista). Randolph Scott aparece aqui num dos seus primeiros papéis de certa notoriedade.

20- Os Dragões da Noite / A Águia e o Gavião (The Eagle and the Hawk, Stuart Walker, 1933)No ano anterior quando Carole e Cary fizeram um filme juntos, mal se notava Grant nos créditos e em cena, aqui é o nome dela que diminiu nos letreiros e o de Grant equiparou-se com o do astro consumado Fredric March. Um grande filme de macho e antibelicista em que Carole só é enfeite.

Um Casal do Barulho (Mr. & Mrs. Smith, 1941)

Publicado em ANOS 40, COMÉDIA, LONGAS, ROMANCE, SCREWBALL, VIDEOS por Georgina Spiggott em Outubro 1, 2008

É outubro e mês do centenário de Carole Lombard, durante este mês estarei postando coisas com e sobre minha musa-mor por aqui, começando com seu penúltimo filme.

Este Mundo é um Hospício (Arsenic and Old Lace, 1944)

Publicado em ANOS 40, COMÉDIA, LONGAS, SCREWBALL, SUSPENSE, VIDEOS por Georgina Spiggott em Setembro 5, 2008

Centenário de Fred MacMurray

Publicado em ANOS 30, ANOS 40, ANOS 60, COMÉDIA, DRAMA, FOTOGRAFIA, MUSAS, MUSOS, NOIR, ROMANCE, SCREWBALL por Georgina Spiggott em Agosto 30, 2008

Barbara Stanwyck e Fred McMurray em Pacto de Sangue

Top 5 MacMurray
1- Pacto de Sangue (Double Indemnity, Billy Wilder, 1944)
2- Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment, Billy Wilder, 1960)
3- Corações Unidos (Hands Across the Table, Mitchell Leisen, 1935)
4- Ela e o Secretário (Take a Letter, Darling, Mitchell Leisen, 1942)
5- Lembra-te Daquela Noite (Remember the Night, Mitchell Leisen, 1940)

Nota: MacMurray foi o ator que mais química teve com minha musa-mor Carole Lombard nas telas, muito mais até que o próprio Clark Gable, depois de 4 filmes juntos era difícil não ver Fred-Carole como um dos melhores duos screwball dos anos 30. MacMurray também fez alguns filmes ao lado da minha segunda musa-mor, Barbara Stanwyck, também não há como negar que a química entre eles fosse menos que perfeita.

Irene, A Teimosa (My Man Godfrey, 1936)

Publicado em ANOS 30, COMÉDIA, LONGAS, ROMANCE, SCREWBALL, VIDEOS por Georgina Spiggott em Maio 30, 2008

O Solteirão Cobiçado (The Bachelor and the Bobby-Soxer, 1947)

Publicado em ANOS 40, COMÉDIA, LONGAS, SCREWBALL, VIDEOS por Georgina Spiggott em Março 30, 2008

A Noiva Caiu do Céu (The Bride Came C.O.D., 1941)

Publicado em ANOS 40, COMÉDIA, LONGAS, ROMANCE, SCREWBALL, VIDEOS por Georgina Spiggott em Março 20, 2008

Levada da Breca (Bringing Up Baby, 1938)

Publicado em ANOS 30, COMÉDIA, LONGAS, ROMANCE, SCREWBALL, VIDEOS por Georgina Spiggott em Fevereiro 26, 2008