Steve McQueen: A Essência do Formidável (The Essence of Cool, 2005)
A pistola do Yul Brynner é maior que a minha, buá! O James Garner é mais bonito que eu, buá! O Paul Newman tem mais falas que o meu personagem, buá! E eu que pensava que historinhas como estas eram apenas lendas e coisas de mulheres invejosas, prova de que é necessário ser um bebê chorão para se tornar um mito. Steve McQueen é diva!
Nota: Por falar em ataques de diva, deixe-me ter um rápido agora. O que acontece que só aparece exu na minha vida? Isa meu amor, você me cansa! Cresce! Pare de copiar tudo que vê neste blog, não é muito inteligente copiar até as minhas pequenas notas sobre filmes como se fossem suas e ainda colocar num lugar que frequento! Eu nem ligo se você tem a pistola maior que a minha, só me deixe em paz e vai procurar outra pessoa para sugar o sangue, tem tanto blog por aí para você vampirizar, afinal, você não vai querer arrumar encrenca comigo, ou vai?
Plus Carmen Miranda: Bananas Is My Business (1995)
Nota: Como tudo que acontece no youtube, este longa está com um trecho faltando, mas especificamente o seu início, mas ainda sobra bastante informação a ser degustada neste interessante documentário, embora o item realmente indispensável sobre a saga nem-tão colorida de Carmen seja o estupendo livro de Ruy Castro (outro, pois ele só escreve biografias estupendas e indispensáveis).
The Real Oliver Reed (2005)
Lembro de uma história sobre Ollie substituir Sean Connery como Bond em tempos de George Lazenby e talvez a tal da cicatriz tenha contado nessa questão mais do que o ser humano selvagem por baixo da elegância, pois, convenhamos, nenhum ator conseguia ser tão animalesco e ao mesmo tempo um lorde inglês como Ollie o foi.
Michael Winner me deu pão, mas Ken Russell me deu arte. – Oliver Reed
A Decade Under the Influence (2003)
Década fodona para o cinema merece, oras.
A parte que tinha cena de Tubarão a galera da Universal não deixou ficar no youtube, sabe como é, ninguém viu esse filme ainda e isso estragaria todo o clima. Que coisa feia.
Baadasssss Cinema (2002)
Dêem logo o documentário inteiro para Pam Grier, ela merece.
Exils: de Hitler à Holywood / Exiles in Hollywood (2006)
Ótimo documentário sobre o pessoal de cinema que teve de sair corrido da Europa em tempos de Hitler, seja por serem judeus, homossexuais ou simplesmente por não tolerarem viverem no mesmo continente que o tipinho de bigode caricatural. Não é segredo para ninguém que esses fugitivos foram os responsáveis por boa parte do que há de melhor no cinema americano dos anos 30 e 40, o gênero noir, por exemplo, foi moldado predominantemente por artistas exilados. Hitler praticamente destruiu o cinema alemão, tudo que havia de melhor na UFA era de ascendência judaica ou meramente de antipatizantes do nazismo, de que adianta se para cada Leni Riefenstahl ele impediu centenas de trabalharem e sabe-se deus quantos de nascerem.
Claro que muitos alemães e austro-hungaros já estavam em Hollywood antes da ascensão de Hitler, como Erich Von Stroheim e Ernst Lubitsch, mas nem por isso deixaram de lado seu passado na Alemanha, como é o caso do judeu Lubitsch que talvez tenha construído a maior das sátiras sócio-políticas com o seu Ser ou Não Ser exatamente sobre a atmosfera insana em que se transformara parte da Europa, embora nenhum filme do período tenha abrigado mais artistas anti-nazismo do que Casablanca de Michael Curtiz, este é outro que já curtia Hollywood há algum tempo.
Tanto Lubitsch quanto Marlene Dietrich foram abertamente contrários ao regime hitleriano desde o início e ativamente participantes na ajuda de refugiados migrados para os EUA, incluindo a fundação de uma organização secreta de ajuda onde conseguiam dinheiro para que os judeus fugissem através da Suiça, Lubitsch lotava seus filmes com técnicos e artistas expatriados de guerra, já que não era fácil para todo mundo conseguir emprego durante essa diáspora hollywoodiana. A própria Dietrich estava na lista negra pessoal de Hitler, não que fosse judia, mas porque ela era simplesmente foda mesmo.

Marlene Dietrich e Ernst Lubitsch durante as filmagens de Angel (1937) quando há muito já se preocupavam com a ascensão do nazismo
O que muito me espanta é a ausência de Max Ophuls neste documentário que, como muitos de seus compatriotas, fez a habitual escala cinematográfica na França antes de ir para os EUA quando Paris já não mais apresentava a segurança de outrora. Outro que não foi citado foi Otto Preminger, um protegido de Lubitsch desde o início.
Mas claro, nem tudo são rosas na terra do sol, os americanos não gostavam muito dessa invasão germânica e todos os empregos que eles supostamente tirariam e embora ninguém estivesse nem aí para o fato de ser judeu, católico ou protestante, o fato de ser alemão não era visto com bons olhos, mesmo antes de Pearl Harbor e a entrada dos EUA na guerra. Enfim, hoje nada mudou muito em qualquer lugar do mundo.
Nota: Sempre me causa alegria ver como Billy Wilder se refere a Lubitsch, é de um sentimento de adoração tão imenso que parece não haver nada mais grande e elevado na face da terra do que o tio Ernst. E é sempre assim, Wilder nunca perdeu a oportunidade em todas as suas entrevistas de dizer que Lubitsch era o maior de todos. Wilder, pode ser mais famoso e respeitado pelo público de hoje, mas pessoalmente ainda prefiro o cinema de Lubitsch, mesmo porque sem ele Wilder não seria Wilder.
Lucio (2007)
Lucio Urtubia es un Quijote que no luchó contra molinos de viento, sino contra gigantes de verdad. – Albert Boadella
Documentário fascinante sobre um homem ainda mais fascinante e vamos combinar que tem os melhores créditos iniciais do cinema em muito tempo, no todo é quase um renascimento do que há de melhor no cinema dos anos 70. Altamente recomendável, especialmente àqueles que tem uma visão equivocada do que vem a ser realmente o anarquismo. E, por favor, alguém dê a história do Urtubia para o Michael Mann ou o Scorsese filmar, pensaria em Jean-Pierre Melville e Elio Petri se estivessem vivos, mas nesse caso os dois americanos servem de bom grado.
Ennio Morricone (1995)
Nota: Agora vê a foto do Leone com o Morricone juntos quando eram crianças e tenta esconder o cisco no olho.
The Subject is Jazz: Introduction to Bop – Cannonball Adderley
Adderley estaria completando 80 anos hoje.




