Quixotando

Jogando com a Vida (Jinxed! 1982)

Publicado em ANOS 80, COMÉDIA, GATOS, IMPRESSÕES, SCREENSHOT por Adriana Scarpin em Novembro 26, 2009

Working with star-actresses is demanding in terms of time and attention, and, yes, coddling, sometimes. People like Streisand and Goldie Hawn require reassurance, and they need to know their imput is valuable and possible. That’s why I don’t think male chauvinists can successfully direct strong females, as Don Siegel found out with Bette Midler in Jinxed! - Howard Zieff

Jinxed! (1982) POSTER

É apenas coincidência, mas aparentemente estou numa fase “grandes diretores parceirinhos às voltas com estrelas de grande ego”, o mote da vez é Don Siegel encontra Sam Peckinpah. Tudo começou por conta de uns problemas cardíacos sofridos por Siegel durante as filmagens de Jinxed! e, apesar de uma comédia de humor negro ter pouco a ver com as escolhas profissionais de Peckinpah, estava lá Bloody Sam para dar uma mão ao amigo e mentor, assumindo teoricamente como diretor de segunda unidade, mas indo um pouco além de tal responsabilidade. Na verdade a parceria dos dois começou lá nos anos 50, quando Peckinpah começou a aprender tudo que deveria com Siegel, mas dividindo a direção, esta é a primeira, última e única vez, se bem me lembro eles não se juntavam profissionalmente desde quando o Peckinpah resolveu ser ator em Vampiros de Almas.
A trama começa basicamente como algo saído de um filme noir: loira fatal, cantora em Las Vegas, é maltratada por marido jogador e abusivo (Rip Torn), mas em dado momento conhece um dos desafetos do marido, o crupiê vivido por Ken Wahl (O Homem da Máfia! céus, que homem lindo) a quem Rip Torn está tentando destruir por meio de “má-sorte” (jinx), uma espécie de “maldição” que certos crupiês sofrem quando de alguma forma não conseguem ganhar do jogador oponente no blackjack, ou seja, o tal do jinx é uma dominação dos diabos que certos jogadores tem o poder de exercer, mais ou menos o mesmo que meu Parmera sofreu no final desse brasileirão.
O tal crupiê gostosão e a maltratada cantora acabam se conhecendo e todo mundo já sabe onde isso vai parar… mas ao contrário do tom mais sério do início do filme, a segunda parte se transforma completamente numa comédia, com direito a cameo do próprio Siegel como o dono de uma livraria pornográfica e porteiro de um peep show. É aí que está o problema, o tom de comédia não foi adequadamente colocado, a coisa parece não pegar no tranco, especialmente porque Ken Wahl e Bette Midler como um casal é de uma implausibilidade extrema, a falta de química é tão evidente que nem é necessário saber que Wahl chegou a dizer que preferia beijar um cachorro do que os lábios de Miss Midler, talvez alguém como a Dolly Parton fosse mais plausível como cantora com ares de loira de cinema noir (e com isso quero dizer apelo sexual!) e pouco tempo antes ela já provara que tinha dom certeiro para comédia com o Nine to Five, se Parton estivesse no lugar de Midler poderia haver mais afinidade entre a equipe e talvez o filme se desenrolasse melhor.
Tudo deu errado não só por conta do resultado capenga que vemos na tela, mas também no set de filmagens, provando que com esse lance de gato preto e má sorte é melhor não arriscar: os protagonistas se odiavam e o diretor sofreu um ataque cardíaco. É impossível imaginar Bette Midler num mesmo set de filmagens que o Sam Peckinpah, é o mesmo que tentar conceber a Barbra Streisand num filme do Russ Meyer, mas num filme do Siegel a coisa não parecia tão despropositada, muito embora o desafeto aconteceu mesmo quanto ao relacionamento de Midler com Siegel, com a diva chegando a tornar público que o diretor era tão hostil quanto Wahl. Anos depois Siegel rebateu dizendo que a experiência de trabalhar com Midler foi “extremamente desagradável”, o que prontamente acredito, afinal, o homem teve problemas cardíacos e se aposentou em definitivo do cinema, marcando o amaldiçoado Jinxed! como seu testamento final, mesmo que o lendário cineasta ainda levasse uma década para perecer.
No mais, sempre há coisas a serem aproveitadas, como a exuberância de Ken Wahl, as intervenções musicais de Bette Midler e o nosso rouba-show favorito que atende pelo nome de Rip Torn, um peculiar espancador de gatinhos e mulheres. A participação de Jack Elam também seria grande se não fosse a presença histérica de Miss Midler, mas como mulheres histéricas era um vício horroroso de boa parte do cinema dos anos 80, acho que pelo menos este lapso há de ser perdoado, especialmente se por outro lado Midler pôde proporcionar o que seria o ponto alto do filme, no melhor estilo “Um Morto Muito Louco” com a devida ajuda do insuperável Rip Torn.
O que realmente aprendemos com Jinxed? Jamais maltrate o gato de seu cônjuge, você pode acabar com veneno no seu whisky e, mais importante, essa mesma regra vale também para cineastas e suas divas num set de filmagens.

Rosita (1923)

Publicado em ANOS 20, IMPRESSÕES, MUDOS, SCREENSHOT por Adriana Scarpin em Novembro 19, 2009

Rosita (Ernst Lubitsch Raoul Walsh, 1923)

“I parted company with him as soon as I could. I thought he was very unispired director. He as a director of doors. Everybody came in and out of doors… He’s a good man’s director – good for Jannings and people like that. But for me he was terrible. To tell the truth, I never saw his later pictures, because my miserable experience in Rosita. He was very self-assertive, but then all little men are…” - Mary Pickford esbanjando orgulhosamente toda sua sabedoria a respeito de Ernst Lubitsch.

Finalmente este maldito caiu nas minhas garras. Como se não bastassse ser o primeiro filme do Lubitsch nos EUA, porque a tia Pickford viu o trabalho dele na Alemanha e ficou enlouquecida, mandando buscá-lo imediatamente para tirar casquinha de seu talento, Rosita acopla a bizarra parceria de Raoul Walsh com Ernst Lubitsch. Bizarra no bom sentido, pois o “Walsh touch” é deveras distinto do aclamado toque de Lubitsch, da mesma forma que uma luta de boxe é distinta de um tapa com luva de pelica. Walsh serviu mais como uma muleta para o alemão recém chegado, ajudando com os possíveis entraves culturais, além de ter funcionado como rota de fuga para os desejos de Madame Pickford, ajeitando uma coisa aqui e alí durante a pós-produção devido aos atritos constantes do diretor alemão com a estrela produtora que sempre mandara nos seus próprios filmes e até então só trabalhara com diretores passivos.
Mas comecemos a saga de Lubitsch na América do princípio, em 1921 ele aportou nos EUA depois do convite de Mary Pickford para trabalhar na United Artists filmando Dorothy Vernon of Haddon Hall, um épico elizabetano, com a Primeira Guerra terminada há pouco, os alemães não eram muito bem recebidos não só em Hollywood, mas em toda extensão do país, assim Lubitsch começou a receber “recados” e ser alvo de comportamento bem pouco amistoso por parte de alguns americanos, fazendo com que tomasse um navio de volta para a Alemanha. Além dos entraves do pós-guerra, na época a UFA era a supremacia do cinema mundial, tudo que havia de melhor no cinema saía de lá, atores, técnicos e cineastas saíam de seus países de origem para aprenderem cinema com os alemães (que o diga Hitchcock), sendo assim, Hollywood e seu ego enorme já em tenra idade não via com bons olhos os germânicos adentrando seu território sagrado para tirar emprego dos “bons americanos” que sabiam do ofício tão bem quanto os chucrutes. Mary Pickford tanto insistiu que Lubitsch acabou retornando para os EUA, mas não mais queria filmar o tal do Dorothy Vernon, o que ele queria mesmo fazer era uma versão de Fausto sob o ponto de vista da Margarida, onde a angelical Pickford seria a própria, projeto que igualmente não vingou porque a mãe da atriz-produtora mais poderosa de sua época metia o bedelho em demasia na carreira da filha e sob hipótese alguma deixaria que se enveredasse num papel de mãe-solteira-assassina-de-bebês-às-voltas-com-o-demo.
Depois de muitos pés batendo no chão, chegou-se a um consenso: a adaptação do livro Don Cesar de Bazon, a história da cantora espanhola Rosita envolvida com um rei e um condenado à pena de morte. Mary Pickford era a maldita Regina Duarte do cinema mudo e a intenção era transformar Rosita na sua Viúva Porcina, apesar de na época ser casada com o “energético” Douglas Fairbanks, Pickford era vista como sexualmente sem sal (ao menos para os não-pedófilos), especialmente se comparada a outros ícones fatais da época como Theda Bara e logo mais Clara Bow, além da habitué lubitschiana Pola Negri que também migrara naquele mesmo ano para os EUA. Com uns bons anos de experiência nas costas, Rosita poderia ter sido uma extensão de grande superioridade da versão que Lubitsch fizera de Carmen em 1918 com Pola Negri no papel título, é claro que ninguém iria deixar Mary Pickford com o fogo nas ventas próprio de Negri, mesmo os filmes de Lubitsch com a mais bem comportada Ossi Oswalda eram selvagens perto da aura que a americana passava. Rosita foi mesmo um passo adiante na carreira de madame Pickford, coisa que ela jogou no lixo com a mania estapafúrdia de não deixar-se dominar por um cineasta, jogando sempre na cara de Lubitsch que o dinheiro era dela e que ele não poderia fazer absolutamente nada sem sua aprovação plena, esquecendo o fator número um de qualquer relacionamento, seja profissional ou pessoal: troca baseada em respeito mútuo. Pickford não conseguia entender que o Lubitsch da UFA era sensacional porque lá ele expressava a sua arte como queria e quem acabava lucrando mesmo com isso eram os atores, coisa que ela prontamente fez questão de desperdiçar.
Dona Mary não gostava da forma que Lubitsch filmava, chegando a renegar o filme em questão porque “Lubitsch não gostava de filmar atores, mas sim portas!”, mas há de se concordar que as portas de Lubitsch passaram mais emoção que 99% dos atores do mundo desde então, se bem que sempre achei que seu forte eram as janelas. Esse despeito veio à tona apenas depois da estréia extensiva do filme pelos EUA, enquanto Rosita foi bem recebido nos grandes centros urbanos clamando um tipo de sofisticação que sempre faltara nos filmes anteriores de Pickford, nas pequenas cidades interioranas a insatisfação foi geral para com a mudança de estilo da namoradinha da América, ou seja, Pickford ganhou um novo público mais sofisticado, mas caiu em desgraça com os antigos fãs do povão.
Essa experiência foi tão estressante para o tio Ernst que imediatamente quis voltar para a Alemanha, mas felizmente não o fez, porque poucos anos depois ele teria que retornar com o rabo entre as pernas vocês-sabem-porque-e-por-causa-de-quem. Ao ser convidado a dirigir The Marriage Circle (1924) para a Warner as coisas entraram nos eixos, Lubitsch entrou definitivamente na gloriosa segunda fase de sua carreira, ficou feliz, nós ficamos felizes, o mundo ficou mais bonito e brilhante por conta disso.

Nota: Aparentemente Ramon Novarro deveria interpretar o amante condenado à morte, mas foi batido pelo irmão caçula de Raoul, George Walsh. Sorte de Novarro que trabalharia mais tarde com Lubitsch em situação muito mais auspiciosa, no caso, o mais belo papel de sua carreira: O Príncipe Estudante (The Student Prince in Old Heidelberg, 1927), ao lado de Norma Shearer – a substituta de Pickford como “namoradinha da américa”. Ah, ele também deu um chute na bunda do George, ganhando o papel de Ben-Hur que seria interpretado pelo caçula da família Walsh.

Whose little cat are you, blue eyes?

Publicado em ANOS 80, GATOS, SCREENSHOT por Baronesa de Charlus em Novembro 18, 2009

Morning After (1986) Jeff BridgesMorning After (1986) GATOMorning After (1986) Jane FondaMorning After (1986) CATSomebody’s cat. A goddamn blue-eyed cat.

*A Manhã Seguinte (The Morning After, Sidney Lumet, 1986)

Nota: Não há prova maior do know-how de um cineasta do que um gato, a qualidade de um diretor é proporcional à maneira que ele mostra um gato em cena, este é um filme que pouco me agrada, mas a forma que Lumet filma aquele gato é algo que facilmente o levaria para o topo da cadeia cinematográfica, esse momento em direção da porta é deveras uma coisa linda.

Inferninho

Publicado em ANOS 70, DOWNLOAD, SCREENSHOT por Georgina Spiggott em Novembro 16, 2009

Agora sim saiu a versão restaurada da obra prima!

Cem anos de Sadao Yamanaka

Publicado em ANOS 30, COMÉDIA, DRAMA, GATOS, IMPRESSÕES, SCREENSHOT por Adriana Scarpin em Novembro 7, 2009
Yamanaka & Ozu. Sadao é o mais gato, é claro.

Yamanaka & Ozu. Sadao é o que não se parece com um pescador.

É quase impossível localizar a importância do cinema de Yamanaka de forma precisa, justamente porque apenas três dos seus dezenas de filmes podem ser vistos hoje, mas é consensual de que foi um dos mestres construtores do jidaigeki em seu princípio – coisa que pode ser facilmente notado apenas assistindo Ninjo Kami Fusen (1937), Kōchiyama Sōshun (1936) e Tange Sazen Yowa (1935), mas em que pé está a influência de quem para quem nessa história é impossível dizer, pois o número de filmes perdidos é demasiado grande para ser ignorado, embora Kurosawa nunca deixasse de mencionar Yamanaka como uma de suas maiores influências, enquanto o jovem roteirista-convertido-diretor Sadao andasse de braços dados com Ozu, Inagaki e Mizoguchi naqueles anos 30.
Ao final da mesma década, um dos mais promissores e brilhantes cineastas de uma geração foi para a guerra e não retornou, morrendo de disenteria aos 28 anos – isso que é tragédia ou tão tragicômico quanto o próprio cinema de Yamanaka, ou do que restou dele.

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Tange Sazen Yowa: Hyakuman Ryo no Tsubo / The Pot Worth a Million Ryo (1935)Tange Sazen yowa Hyakuman ryo no tsubo (1935) meninoTange Sazen yowa Hyakuman ryo no tsubo (1935) roupaTange Sazen Denjirô ÔkôchiTange Sazen yowa Hyakuman ryo no tsubo (1935) manekinekoEste foi o primeiro filme que vi de Yamanaka e imediatamente me proporcionou um tipo de adoração cinéfila comparável ao que sinto vendo o trabalho de Chaplin ou Lubitsch, é deliciosamente poético e engraçado, até icônico, construindo e evidenciando pequenos detalhes que fazem a alegria de qualquer cinéfilo: um samurai caolho e sem braço (Sazen Tange), uma peça de roupa como transição, um leitmotif verbal que serve como descontrução da própria cultura nipônica, o manekineko essencial… É tudo um encanto, puro e simples.

Kochiyama Soshun / Priest of Darkness (1936)Kochiyama Soshun - gatoKochiyama Soshun - casalKochiyama Soshun - sakeKochiyama Soshun - meninoO gênero jidaigeki se apóia nas tradições acima de tudo, mas cada cineasta é facilmente singularizado pelas suas preferências em mostrá-las, Yamanaka gostava mesmo de bebedores de saquê, a embriaguez é um ponto constante no seu cinema mais do que qualquer outra reiteração da cultura tradicional japonesa, é sempre a partir do kampai que as coisas começam a se desenrolar em seus filmes, se é que se poder analisar tal coisa conhecendo apenas três deles. Kochiyama Soshun é o que menos gosto, o que não é nenhuma tragédia, se aproxima dos dilemas morais e composição de Ninjo Kami Fusen, mas sem a mesma intensidade.

Ninjo kami fusen / Humanity and Paper Balloons (1937)Ninjo Kami Fusen - balõesNinjo Kami Fusen - pésNinjo Kami Fusen - bonecaNinjo Kami Fusen - dueloO mais melancólico e conhecido rebento sobrevivente de Yamanaka San. Particularmente considero Tange Sazen Yowa sua maior obra prima, mas o lirismo que aqui está envolto em harakiris recorrentes, ronins desacreditados, amantes em fuga, esposas decepcionadas e balões de papel não pode passar desapercebido.

Links sobre o cinema de Yamanaka pela internet:

Ninjo kami fusen (1937)
Retroprojecção
Nihon Cine Art
Midnight Eye – The Latest and Best in Japanese Cinema
The Taste of Cinema
Wildgrounds
The Masters of Cinema Series
Cacophone
Arsenevich
Strictly Film School
Lard Biscuit Guide to Samurai Cinema
Someday I’ll Think of A Title – Exactly what the title just said
Some Words Some Places
Narrative In Japanese Film 3: Yamanaka
DVD Outsider
YouTube (filme completo com legendas em inglês)

Kochiyama soshun (1936)
Cinema Talk – Film-related blabbering…
The three-film universe of Sadao Yamanaka

Tange Sazen (1935)
Cinema Talk
Lard Biscuit
Hkmania – Le Blog – La Passion du Cinéma Asiatique
Wildgrounds – Treasures of Asian Cinema
Cineblog
Some Words Some Places – Japanese and Chinese Film Reviews
Rare Classics of Japanese Cinema
Roslindale Monogatari – Rambling observations of a Roslindale fan of Asian films
Freak Movie Team – Cine Oriental y Asiático
Film Preservation Society

Assassina cruel e sanguinolenta

Publicado em ANOS 30, SCREENSHOT por Georgina Spiggott em Novembro 6, 2009

Shirley TempleShirley Temple em tempos de Baby Take a Bow (Harry Lachman, 1934)

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O Homem Que Surgiu De Repente (La Course du Lièvre à Travers les Champs, 1972)

Publicado em ANOS 70, POLICIAL, SCREENSHOT por Georgina Spiggott em Outubro 7, 2009

Existem pecados infindáveis no mundo. O desprezo por La Course du Lièvre é um dos mais enigmáticos. Por que este filme não é incluído entre os melhores policiais dos anos 70? Aliás, por que não é incluso como um dos melhores policiais não só dos anos 70, mas de sempre? Por que não é apontado como brilhante na forma que mistura David Goodis, Sergio Leone, Marcel Proust e Lewis Carroll? Por que desprezam um filme neo-noir narrado como se fosse um western escrito por um poeta? Por que não é apontado como melhor filme de René Clement quando é superior a outros mais famosos do diretor? Por que ninguém menciona que a trilha sonora deste filme é a melhor composta por Francis Lai em toda sua carreira? Por que não tem gente se debulhando em lágrimas por ser a última colaboração da clássica duplinha motherfucker Ray-Ryan? Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.

Nota: Vi este filme ontem e tive que compartilhar com o mundo a minha empolgação, mas o recesso continua.

Momento Alex Cox

Publicado em DICAS, SCREENSHOT por Georgina Spiggott em Setembro 22, 2009

Sid and Nancy (1986)El patrullero (1991)Straight to Hell (1987)Só para lembrar que este mês é dedicado ao homem n’O Dia da Fúria

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Momento Brian De Palma

Publicado em DICAS, SCREENSHOT por Georgina Spiggott em Setembro 10, 2009

The Black DahliaThe FuryThe UntouchablesSó para lembrar que está rolando um blog-a-thon imperdível do homem no Cinema Viewfinder

Ewan & George

Publicado em ANOS 90, SCREENSHOT, SERIADOS por Georgina Spiggott em Setembro 2, 2009

Vendo o trailer dos bodes lembrei de algo bem peculiar: George Clooney e Ewan Mcgregor já trabalharam juntos. No Plantão Médico. Ewan estava com o corte de cabelo de Por Uma Vida Menos Ordinária e temos o prazer de ver George dizendo que vai entubá-lo. Glorioso.

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Simon Dee (1935 – 2009)

Publicado em ANOS 60, MUSOS, SCREENSHOT por Georgina Spiggott em Agosto 30, 2009

The Italian Job (1969) Simon DeeNão interessa se ele foi bambambam da rádio e TV britânica, o que importa é que ele vestiu Charlie Croker em Um Golpe à Italiana (The Italian Job, Peter Collinson, 1969).

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Get that drunken cat off the bar

Publicado em ANOS 40, GATOS, SCREENSHOT, WESTERN por Georgina Spiggott em Agosto 28, 2009

*Cidade Sem Lei (San Antonio, David Butler/Robert Florey/Raoul Walsh, 1945)

Nota: Já que o assunto são gatos e bares, atente para os “perigos” da prostituição felina no Japão.

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Semana John Hughes: #1 Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off, 1986)

Publicado em ANOS 80, COMÉDIA, DOWNLOAD, SCREENSHOT, SOUNDTRACK, VIDEOS por Adriana Scarpin em Agosto 16, 2009

Ferris Bueller's Day Off (1986)Ferris Bueller's Day Off (1986) Matthew BroderickFerris Bueller's Day Off (1986)Ferris Bueller's Day Off (1986)Ferris Bueller's Day Off (1986)Ferris Bueller's Day Off (1986) Alan RuckFerris Bueller's Day Off (1986) drogasFerris Bueller's Day Off (1986) aulaFerris Bueller's Day Off (1986) ShermerFerris Bueller's Day Off (1986) Jeffrey JonesUn dimanche après-midi à l'Île de la Grande Jatte - Georges Seurat (1884) Ferris Bueller's Day Off (1986) Charlie SheenFerris Bueller's Day Off (1986) Ferrari, Ferris & CameronFerris Bueller's Day Off (1986) Ben SteinFerris Bueller's Day Off (1986) Abe FromanFerris Bueller's Day Off (1986) Jennifer GreyFerris Bueller's Day Off (1986) Ruck - FryeFerris Bueller's Day Off (1986) quadroFerris Bueller's Day Off (1986) Mia SaraFerris Bueller's Day Off (1986) por um fioFerris Bueller's Day Off (1986) Cindy Pickett & Lyman WardFerris Bueller's Day Off (1986) RooneyFerris Bueller's Day Off (1986) Richard Edson & Larry Flash JenkinsFerris Bueller's Day Off (1986) CameronFerris Bueller's Day Off (1986) JeannieFerris Bueller's Day Off (1986) kmFerris Bueller's Day Off (1986) Inspetor BugigangaFerris Bueller's Day Off (1986) rooneyFerris Bueller's Day Off (1986)Not that I condone fascism, or any -ism for that matter. -Ism’s in my opinion are not good. A person should not believe in an -ism, he should believe in himself. I quote John Lennon, “I don’t believe in Beatles, I just believe in me.” Good point there. After all, he was the walrus.

Ferris Bueller's Day Off (1986) Jennifer Grey & Charlie SheenYou wear too much eye make-up. My sister wears too much. People think she’s a whore.

Ferris Bueller's Day Off (1986) Grace - Edie McClurgOh, he’s very popular Ed. The sportos, the motorheads, geeks, sluts, bloods, waistoids, dweebies, dickheads – they all adore him. They think he’s a righteous dude.

Ferris Bueller's Day Off (1986) nurseI heard that you were feeling ill. Headache, fever, and a chill. I came to help restore your pluck, cause I’m the nurse who likes to…

Ferris Bueller's Day Off (1986) Jonathan SchmockThe Sausage King of Chicago?

Ferris Bueller's Day Off (1986) Kristy SwansonMy best friend’s sister’s boyfriend’s brother’s girlfriend heard from this guy who knows this kid who’s going with the girl who saw Ferris pass out at 31 Flavors last night.

Ferris Bueller's Day Off (1986) Ed RooneyOh, Ed. You just sounded like Dirty Harry just then.

Ferris Bueller's Day Off (1986) duchaI do have a test today, that wasn’t bullshit. It’s on European socialism. I mean, really, what’s the point? I’m not European. I don’t plan on being European. So who gives a crap if they’re socialists? They could be fascist anarchists, it still doesn’t change the fact that I don’t own a car.

Ferris Bueller's Day Off (1986) Cameron FryeYou hit me. Look don’t make me participate in your stupid crap if you don’t like the way I do it. You make me get out of bed, you make me come over here. You make me make a phony phone call to Edward Rooney? The man could squash my nuts into oblivion. And-and-and then, and then, you deliberately hurt my feelings.Ferris Bueller's Day Off (1986) Ferrari

Roteiro

Soundtrack

*Da série: Este post foi programado, eu não estou aqui!

Semana John Hughes: #2 Clube dos Cinco (The Breakfast Club, 1985)

Publicado em ANOS 80, COMÉDIA, DOWNLOAD, DRAMA, IMPRESSÕES, SCREENSHOT, SOUNDTRACK, VIDEOS por Adriana Scarpin em Agosto 15, 2009

Com a morte de Hughes alguma coisa boa virá a acontecer. Eu pressinto. Clube dos Cinco tinha originalmente duas horas e meia de duração, coisa que foi para o beleléu na hora da distribuição, a única cópia completa que existia era a pertencente ao próprio Hughes, com sua morte o mínimo que se pode fazer é uma bela restauração e um tremendo lançamento em disco, quiçá, até nas telonas no melhor estilo The Breakfast Club Redux.
Porque, minha gente, este é um baita filme sobre e para adolescentes, fazendo com que me incline a dizer que The Breakfast Club é obra prima absoluta e ninguém usava melhor estereótipos para trazer a verdade das pessoas do que o Hughes, além de ter sido de grande importância pessoal quanto a formação do meu caráter. O cinema de Hughes teve mais influência sobre mim do que o meu próprio pai, ao menos no sentido benéfico da coisa, Hughes possuía um sentido de empatia tão único e abismal para com os adolescentes e suas dores, fazendo com que eu sinta até vergonha de estar hoje no hall dos balzaquianos cuzões, onde nem sequer lembro qual a diferença de sentimentos de quando estive no colegial para quando estive na universidade. Enfim, o que quero mesmo dizer é que o homem era mestre no que se propunha a fazer.The Breakfast Club (1985) Judd NelsonThe Breakfast Club (1985) Ally SheedyThe Breakfast Club (1985) Anthony Michael HallThe Breakfast Club (1985) Molly RingwaldThe Breakfast Club (1985) Emilio EstevezThe Breakfast Club (1985) BowieThe Breakfast Club (1985) Paul GleasonThe Breakfast Club (1985) armarioThe Breakfast Club (1985) Molly Ringwald & Ally SheedyThe Breakfast Club (1985) wallThe Breakfast Club (1985) Mercedes Hall, Anthony Michael Hall & Mary ChristianThe Breakfast Club (1985)The Breakfast Club (1985) Judd Nelson & Molly RingwaldThe Breakfast Club (1985)The Breakfast Club (1985) Emilio Estevez & Ron DeanThe Breakfast Club (1985) queenThe Breakfast Club (1985) Anthony Michael HallThe Breakfast Club (1985) esportesThe Breakfast Club (1985) John KapelosThe Breakfast Club (1985) lancheThe Breakfast Club (1985) maconhaThe Breakfast Club (1985) desenhoThe Breakfast Club (1985) Estevez - AndrewThe Breakfast Club (1985) brincoThe Breakfast Club (1985) Sheedy - AllisonThe Breakfast Club (1985) fagThe Breakfast Club (1985) Ringwald - ClaireThe Breakfast Club (1985)The Breakfast Club (1985) Richard VernonThe Breakfast Club (1985) olhoThe Breakfast Club (1985) sem saídaThe Breakfast Club (1985) bolsaThe Breakfast Club (1985) Judd NelsonSweets. You couldn’t ignore me if you tried.

The Breakfast Club (1985) Ally SheedyI’m not a nymphomaniac. I’m a compulsive liar.

The Breakfast Club (1985) Claire StandishDo you know how popular I am? I am so popular. Everybody loves me so much at this school.

The Breakfast Club (1985) Emilio EstevezWe’re all pretty bizarre. Some of us are just better at hiding it, that’s all.

The Breakfast Club (1985) Allison ReynoldsWhen you grow up, your heart dies.

The Breakfast Club (1985) John BenderNaked blonde walks into a bar with a poodle under one arm, and a two-foot salami under the other. The bartender says, I guess you won’t be needing a drink. Naked lady says…

The Breakfast Club (1985) Brian JohnsonSaturday, March 24,1984. Shermer High School, Shermer, Illinois, 60062.
Dear Mr. Vernon, We accept the fact that we had to sacrifice a whole Saturday in detention for whatever it was we did wrong. What we did *was* wrong. But we think you’re crazy to make us write an essay telling you who we think we are. What do you care? You see us as you want to see us – in the simplest terms, in the most convenient definitions. You see us as a brain, an athlete, a basket case, a princess and a criminal. Correct? Does that answer your question? Sincerely yours… The Breakfast Club.
The Breakfast Club (1985) Shermer

Roteiro

Soundtrack

Nota: Isso me fez lembrar algo que havia esquecido – o quanto o Judd Nelson era gato – e com gato quero dizer gostosopacaraleo. Já que a expressão Eat my Shorts foi devidamente roubada pelo Bart Simpson, também dou um dedinho que o Nelson possui esse nome em homenagem ao Judd Nelson. Ícone total.

*Da série: Este post foi programado, eu não estou aqui!

Semana John Hughes: #3 Gatinhas & Gatões (Sixteen Candles, 1984)

Publicado em ANOS 80, COMÉDIA, DOWNLOAD, IMPRESSÕES, SCREENSHOT, SOUNDTRACK por Adriana Scarpin em Agosto 14, 2009

Vinte e quatro horas na vida de uma mulher em formação. Hughes é o Zweig dos pubescentes, é o Joyce dos espinhentos. Hughes era também um homem fiel. Em seu primeiro filme escala Molly Ringwald e Anthony Michael Hall e com isso passaria os próximos anos escrevendo filmes especialmente para eles, mesmo ambos nem sempre aceitando os gloriosos papéis (é, Cameron Frye foi escrito especialmente para Hall). No mais, Anthony Michael Hall é o senhor do universo e sempre rouba todas as cenas de todos em tudo, não é qualquer moleque que tem tamanha desenvoltura preparando martinis ao som de Frank Sinatra enquanto discorre sobre mulheres.Sixteen Candles (1984) Molly RingwaldSixteen Candles (1984) Michael Schoeffling & Molly RingwaldSixteen CandlesSixteen Candles (1984)Sixteen Candles (1984) Molly RingwaldSixteen Candles (1984) Haviland Morris & Anthony Michael HallSixteen Candles (1984) John Cusack & Darren HarrisSixteen Candles - Michael SchoefflingSixteen Candles (1984) Joan CusackSixteen Candles (1984)Sixteen Candles (1984) Anthony Michael HallSixteen Candles (1984) Zelda RubinsteinSixteen Candles (1984) Gedde WatanabeSixteen Candles (1984) Molly Ringwald & Anthony Michael HallSixteen Candles (1984) festaSixteen Candles (1984) Michael SchoefflingSixteen Candles (1984) Haviland Morris & Anthony Michael HallSixteen Candles (1984) Molly RingwaldSixteen Candles (1984) John CusackSixteen CandlesSixteen Candles (1984) Michael Schoeffling & Molly RingwaldGedde WatanabeSixteen Candles (1984) Haviland Morris, Jami GertzSixteen Candles (1984) John Kapelos & Blanche BakerSixteen Candles (1984) Molly RingwaldSixteen Candles (1984) Justin HenrySixteen Candles (1984) Anthony Michael Hall & Molly RingwaldSixteen CandlesCan I borrow your underpants for ten minutes?

Sixteen Candles (1984) John Cusack, Anthony Michael Hall & Darren HarrisRelax, would you? We have seventy dollars and a pair of girls underpants. We’re safe as kittens.

Sixteen Candles (1984) Michael Schoeffling & Anthony Michael HallGirls will do that, Jake. You know? They know that guys are like in perpetual heat, right? They know they shit, and they enjoy pumping us up. It’s pure power politics. I’m telling you. Games, Jake. Silly torturous games. You know how many times I’ve gone without lunch because some bitch borrows my lunch money? Any halfway decent girl can rob me – blind! Because I’m too torked up to say no. It’s heinous, I’m telling you.16 Candles

Soundtrack

*Da série: Este post foi programado, eu não estou aqui!