Quixotando

Cem anos de Benny Goodman

Publicado em ANOS 40, JAZZ, MUSICAL, MÚSICA, SWING por Georgina Spiggott em Maio 30, 2009

Benny Goodman com apoio de Lionel Hampton, Mel Powell, Louie Bellson, Tommy Dorsey, Charlie Barnet, Louis Armstrong e mais um punhado de gente boa em A Canção Prometida (A Song Is Born, Howard Hawks, 1948). Hawks era cheio dos remakes dos próprios filmes, o da vez é esta refilmagem de Bola de Fogo (Ball of Fire, 1941) e de novo não economizou nas lendas do jazz.

Centenário de Joseph L. Mankiewicz

Publicado em ANOS 50, ANOS 70, COMÉDIA, DRAMA, IMPRESSÕES, MUSICAL por Georgina Spiggott em Fevereiro 11, 2009
Joseph L. Mankiewicz, Ava Gardner - The Barefoot Contessa (1954)

Mankiewicz a ensinar Ava Gardner como é que se faz em A Condessa Descalça (The Barefoot Contessa, 1954), filme este veladamente inspirado na vida de Rita Hayworth.

Top 5 do homem:

1- Trama Diabólica/Jogo Mortal (Sleuth, 1972)Laurence Olivier, Michael Caine - SLEUTH (1972)Laurence Olivier e Michael Caine num duelo até a morte? Aqui Mankiewicz levou ao topo sua obsessão com o tema de duelo de egos que perpassou toda a sua carreira, nada mais adequado do que transitar a vida real para o cinema quando Sir Olivier era o grande astro da atuação inglesa e Sir Caine era a ameaça para roubar-lhe o trono.

2- A Malvada (All About Eve, 1950)ANNE BAXTER & BETTE DAVIS - All About Eve (1950)Outrora seu irmão Herman ajudara a debicar o casal Hearst/Davies em Cidadão Kane, agora era vez de Joseph mexer com certos egos Hollywoodianos, mas especificamente o casal Tallulah Bankhead e Lizabeth Scott. A inspiração é tão descarada que até o figurino de Miss Davis chega a ser cópia exata de roupas que Bankhead outrora usara, sem mencionar o cabelo, a maquiagem, o modo de falar e até o jeito de segurar o cigarro, enquanto Anne Baxter se esbalda no jeito aparentemente doce de Miss Scott. Mas estamos em 1950 e o código ainda era vigente em Hollywood, portanto os resquícios de homossexualismo só ficam à mercê dos mais atentos.

3- Eles e Elas (Guys and Dolls, 1955)MARLON BRANDO, JEAN SIMMONS, FRANK SINATRA & VIVIAN BLANE (Guys and Dolls)Alguém que não canta nem dança tem que ter muito culhão para aceitar fazer um musical ao lado de Frank Sinatra. Marlon Brando teve. É quase como se Mankiewicz quisesse nos mostrar se Brando estava mesmo apto a ser o astro do momento, dois anos antes já o obrigara a encarar Shakespeare ao lado de James Mason e Sir John Gielgud em Julio Cesar, agora o colocara a cantar ao lado de Sinatra. Ao contrário do que possa aparentar, Mankiewicz não queriar derrubar Brando com tais desafios, mesmo porque feio não fez em nenhum deles e só ajudou a firmá-lo como o maior astro de todos os tempos.

4- De Repente, no Último Verão (Suddenly, Last Summer, 1959)Suddenly, Last Summer (1959) - ELIZABETH TAYLORNos anos 50 Hollywood estava obcecada por Tennessee Williams, o que lhes fez muito bem como transição para a saída completa do agonizante Código Hays. Gore Vidal ficou com o roteiro, este que sempre fora perito em destrinchar roteiros sobre homossexualismo velado, aqui se esbaldou por ser muito mais às claras do que todos estavam acostumados. Ó meu deus, comeram o Sebastian! Tolinhos.

5- Ninho de Cobras (There Was a Crooked Man… 1970) There Was a Crooked Man... (1970) KIRK DOUGLAS & HENRY FONDAHenry Fonda! Warren Oates! Kirk Douglas! Burgess Meredith! Hume Cronyn! Michael Blodgett pelado! É Mankiewicz juntando todo esse povo bom num western/men in prison para falar sobre onde começa e termina a moralidade do ser humano, quanto a aplicabilidade de circunstâncias e a área limítrofe onde se coloca em xeque toda a sua forma de pensar até então. Ah, é deveras divertido também.

Cem anos de Carmen Miranda

Publicado em ANOS 40, COMÉDIA, IMPRESSÕES, MUSAS, MUSICAL por Georgina Spiggott em Fevereiro 9, 2009

Carmen MirandaÉ claro que ela era aquariana, só um aquariano colocaria uma salada de frutas na cabeça e ainda seria feliz com isso. Por que gosto tanto da Carmen? Porque a Carmen é precursora das mulheres-drag, pode não parecer, mas existem poucas drags que sejam efetivamente queens. Não confunda mulher-drag com pirua, piruas são frescas, existem aos borbotões, seguem tendências e são um saco, mulheres-drag são um L-U-X-O, originais, são poucas e para poucos.

Top da portuguesa:

1- Entre a Loura e a Morena (The Gang’s All Here, Busby Berkeley, 1943)The Gang’s All HereImpressionante como Carmen é a cara de Busby Berkeley. Para quem não liga o nome à pessoa, Busby foi o mais extravagante coreógrafo da era de ouro de Hollywwod, era psicodélico antes da psicodelia e se já fazia miséria com os musicais preto/branco dos anos 30 imagine com todo esse technicolor, só não recomendo assistir tais coreografias coloridas sob o efeito de drogas, pois as chances de que ocorra uma bad trip são gigantescas. Além da presença visivelmente ímpar de Carmen, ela ainda divide o palco com Benny Goodman e sua gangue, Alice Fay e dois dos mais engraçados caras que o cinema já viu: Eugene Pallette e Edward Everett Horton. O único porém que tenho contra este filme é o fato dele ser veículo para venda de bonus de guerra e isso é altamente broxante.

2- Minha Secretária Brasileira (Springtime in the Rockies, Irving Cummings, 1942)Edward Everett Horton & Carmen Miranda (Springtime in the Rockies)Aqui Carmen realmente mostra seu grande talento para comédia, as cenas em que divide com Edward Everett Horton (por acaso um dos meus atores cômicos favoritos) são absolutamente hilariantes. Carmen além de voltar a contracenar com Betty Grable e ser dirigida por Irving Cummings, também volta a estar ao lado de Cesar Romero que viria a ser um dos seus melhores amigos nos EUA. Como nem só de Bando da Lua vive o ser humano, Carmen também dá o ar da graça ao lado de Harry James e sua orquestra (Harry que acabou por casar com Grable no ano seguinte). No StinkyLulu há algumas considerações bacanas sobre a participação de Carmen neste filme.

3- Uma Noite no Rio (That Night in Rio, Irving Cummings, 1941)That Night in Rio - CARMEN MIRANDA & DON AMECHEPáaara tudo, é Don Ameche! Quem liga para Carmen Miranda quando Mr Ameche está presente? Nem todos os cachos de banana do mundo vão eclipsar o homem mais fofo do universo. E em dose dupla! E cantando Chica Chica Boom Chic! E apanhando de Carmen o filme inteiro! Aposto que fizeram That Night in Rio para uma concorrência com a obra-prima Lubitschiana Ser ou Não Ser, onde dividem situaçãos parecidas, embora muito mais leve do que a duplicação de nazistas. Bom para Ameche que caiu nas graças de Lubitsch e acabou por protagonizar o filme seguinte do diretor com uma aparência envelhecida deveras similar.

4- Morrendo de Medo (Scared Stiff, George Marshall, 1953)Scared StiffEsse é do tempo em que Martin & Lewis ainda formavam uma das maiores duplas cômicas do mundo, é o último filme feito por Carmen e também um dos melhores que participou, muito me incita a dizer que vários pontos deste filme serviram de inspiração para Mr Wilder e seu Some Like It Hot. Uma das cenas mais famosas da carreira de Jerry Lewis é a sua imitação de Carmen Miranda neste filme, embora Mickey Rooney já tivesse feito algo semelhante dez anos antes.

5- Aconteceu em Havana (Week-End in Havana, Walter Lang, 1941)Week-End in Havana - Carmen Miranda, Cesar RomeroÉ o máximo ver esses filmes pré-revolução mostrando americanos indo passar o fim de semana em Cuba como se esta fosse o sítio da tia. Carmen está tentando colocar seu homem na linha, mas quando este é o grudado ao bigode indecente de Cesar Romero, então as coisas são mais difíceis. Menção indispensável ao lendário Hermes Pan a coreografar as cenas de dança, assim como o fez em That Night in the Rio.

6- O Príncipe Encantado (A Date with Judy, Richard Thorpe, 1948)Selena Doyle, Wallace Beery, Carmen Miranda (A Date With Judy)Filme deveras engraçado e prova de que Jane Powell definitivamente tinha talento para tudo. Powell e Liz Taylor, ainda adolescentes, confrontando Carmen por supostamente ser amante do pai de uma delas, estranhamente ela não coloca as pirralhas para correr e ainda se comporta como uma lady, algo bastante unusual às suas personagens que curtiam rodar literalmente a baiana. Mas falemos do que importa: como Robert Stack era gato, não?

7- Romance Carioca (Nancy Goes to Rio, Robert Z. Leonard,1950)Nancy Goes to RioDivertidíssimo musical da MGM, Jane Powell (que bem era a cara de Hayden Panettiere) arrasa nos números musicais seguida de uma eternamente deslumbrante Ann Sothern, enquanto Carmen dá o ar da graça em dois números e no flerte com Louis Calhern. O achado aqui são as adaptações para o inglês de clássicos nacionais tal como Carinhoso transmutada na bela Love Is Like This e que pode ser conferida no Loronix.

8- Serenata Tropical (Down Argentine Way, Irving Cummings, 1940)Down Argentine Way (1940) CARMEN MIRANDA & BANDO DA LUAAh! Don Ameche de novo! E argentino! E lindo como sempre! O primeiro filme hollywoodiano de Carmen é um samba do crioulo doido estilístico, um tipo de coisa usual aos musicais do período, em especial aos da Fox,  empresa sempre meio destoante comparada ao desbunde da MGM que tinha em mãos roteiros claramente mais elaborados com Gene Kelly e Judy Garland. Conta com um deslumbrante número dos Nicholas Brothers, enquanto Carmen canta ao lado do Bando da Lua como em praticamente todos seus filmes futuros. O que me agoniza é a falta do tango, Ameche e Betty Grable a praticar o ato seria mais do que interessante e Carmen adorava o tango.

9- Sonhos de Estrela (Doll Face, Lewis Seiler, 1946)Doll Face (1946)Baseado numa peça de Gypsy Rose Lee, como sempre com seus devidos traços autobiográficos, é um dos raros filmes pé-no-chão de que Carmen participou, mesmo sendo o nome de sua personagem um dos mais bizarros que já ouvi: Chita Chula. Você não estranharia alguém com tal nome, meu deus? Apesar da presença sempre deslumbrante de Vivian Blaine, é um filme bastante esquecível, especialmente para os fãs de Carmen, pois há bem pouco de sua presença.

10- Copacabana (Alfred E. Green, 1947)Copacabana - Groucho Marx, Carmen MirandaEste promete mais do que cumpre, único filme de Miss Carmen como protagonista, dividindo o crédito com ninguém menos que Marx, o Groucho. Depois que acabou-se a política da boa vizinhança de Roosevelt, era natural que Carmen fosse jogada para escanteio em Hollywood e esta foi sua última chance de se firmar como protagonista, por n razões este filme não emplacou e com isso praticamente esvaiu-se suas chances em Hollywood num período em que sua deterioração física já era ascendente.

11- Quatro Moças num Jeep (Four Jills In A Jeep, William A. Seiter, 1944)Four Jills and a JeepUm daqueles filmes estranhos que os estúdios americanos gostavam de fazer durante a Segunda Guerra, com um monte de astros “interpretando a si próprios” divertindo soldados no front. A verdade é que esse tipo de filme me irrita deveras, mas ainda se salva a participação de Carmen e a de Jimmy Dorsey e sua orquestra que bem estavam usando penicos no trompete que eu sei!

Nota: É claro que não vi vários dos filmes com Carmen, especialmente os que fez em solo brasileiro que bem sabemos não é um país que preserva com muito esmero o seu passado fílmico e os americanos que tantas coisas preservam dela não fazem a mínima idéia do quão importante e revolucionária foi esta grande mulher aqui no Brasil. Esses que citei não têm ordem clara de preferência, pois alguns deles assisti há muitos anos e mal me lembro. Ah, também faltou um outro filme que ela fez com o Don Ameche, até saiu no Box dela nos EUA, mas esse não perdôo.

Sonhos de Estrela (Doll Face, 1946)

Publicado em ANOS 40, LONGAS, MUSICAL, VIDEOS por Georgina Spiggott em Novembro 16, 2008

Centenário de Kay Thompson

Publicado em ANOS 50, MUSICAL, VIDEOS por Georgina Spiggott em Novembro 9, 2008


Cantando Think Pink em Cinderela em Paris (Funny Face, 1957)

Etiquetado como:,

Centenário de Carole Lombard – Parte 5

Publicado em ANOS 30, AÇÃO, COMÉDIA, DRAMA, FOTOGRAFIA, GUERRA, HORROR, IMPRESSÕES, MUSAS, MUSICAL, MUSOS, POSTERS, PRE-CODE, ROMANCE, SCREENSHOT, SCREWBALL, SUSPENSE por Adriana Scarpin em Outubro 6, 2008

16- Suprema Conquista (Twentieth Century, Howard Hawks, 1934)Filme responsável por minha paixão simultânea e avassaladora por John Barrymore e Carole Lombard, primeiro filme que assisti de ambos, embora já conhecesse o trabalho do primo de Carole, Mr Howard Hawks. Não só é meu filme preferido com Lombard e seu primeiro grande papel, como é considerado a primeira comédia screwball do cinema e o melhor filme que fez segundo o próprio Barrymore. Também pudera, com esse elenco, roteirização de Ben Hecht, Charles MacArthur e Preston Sturges e batuta de Hawks, seria inadmissível não pecar pela excelência.

17- Cupido Ao Leme (We’re Not Dressing, Norman Taurog, 1934)Esse filme é um pé no meu saquinho. Veículo absoluto para o Bing Crosby sair cantando e ir com a Lombard para uma ilha deserta, alguma ou outra cena divertida mas nada muito relevante. Menção honrosa ao casal George Burns e Gracie Allen quando estavam no auge e um Ray Milland em início de carreira no papel de um dos príncipes a disputar a bela náufraga Lombard com o marinheiro Crosby.

18- Bolero (Wesley Ruggles / Mitchell Leisen,1934)Outro filme realmente ruim e veículo para que George Raft saísse do estigma de gangster tornando-se aos olhos do público o que realmente era: um dançarino. Neste filme tentaram transformar Carole numa espécie de Jean Harlow, com o cabelo platinado e uma maquiagem que tirava toda sua natural beleza classuda. O filme só é realmente sensacional em seu momento derradeiro, a famosa cena do Bolero de Ravel em que Lombard e Raft dançam lindamente uma coreografia que só podia ser vista num filme pre-code. A curiosidade fica por conta de algumas semelhanças da personagem de Raft com a vida de Rodolfo Valentino, especialmente quanto ao vislumbre gigolô-dançarino e morte prematura.

19- Supernatural (Victor Halperin, 1933)Ótimo horror do início dos anos 30 orquestrado pelo mesmo realizador de White Zombie, um dos primeiros classicaços sobre zumbis que se tem notícia. Aqui Halperin flerta com zumbizagem, possessão e charlatanismo num quase-precursor de Brinquedo Assassino. Carole é a atriz principal e tem a primeira grande mostra de seu talento nas cenas em que sua personagem é possuída por uma maníaca, mas os méritos também devem ser dados especialmente ao Alan Dinehart (o espiritualista), Vivienne Osborne (a condenada à morte) e, especialmente, Beryl Mercer (a vizinha chantagista). Randolph Scott aparece aqui num dos seus primeiros papéis de certa notoriedade.

20- Os Dragões da Noite / A Águia e o Gavião (The Eagle and the Hawk, Stuart Walker, 1933)No ano anterior quando Carole e Cary fizeram um filme juntos, mal se notava Grant nos créditos e em cena, aqui é o nome dela que diminiu nos letreiros e o de Grant equiparou-se com o do astro consumado Fredric March. Um grande filme de macho e antibelicista em que Carole só é enfeite.

Centenário de Joshua Logan

Publicado em ANOS 60, COMÉDIA, FOTOGRAFIA, MUSICAL, MUSOS, SERIADOS, SIMPSONS, VIDEOS, WESTERN por Georgina Spiggott em Outubro 5, 2008

Os Aventureiros do Ouro / Os Maridos de Elizabeth (Paint Your Wagon, 1969)

Logan foi o filho da puta que colocou o Lee Marvin junto ao Clint Eastwood num faroeste musical, nisso quem saiu ganhando é a Jean Seberg, mais uma vez encarnando a musa libertária dos anos 60, casando com Clint e Lee ao mesmo tempo. Muitos o classificam como pior musical de todos os tempos, do que discordo prontamente não apenas porque o adoro, mas principalmente porque o pior musical de todos os tempos é Xanadu.
Só porque Logan tinha colocado o Richard Harris para cantar em Camelot (o Franco Nero não, ele fora dublado) achou que podia com tudo, Férias de Amor (Picnic) e Nunca Fui Santa (Bus Stop) se tornam irrelevantes perto do mito Paint Your Wagon. Por alguma razão desconhecida Logan ficou traumatizado e nunca mais pisou num set de filmagem depois deste filme. E se você não gosta dele, MORRA!

Nota: Essa obra prima rendeu um dos melhores momentos dos Simpsons, s9e11 All Singing, All Dancing,
com um bônus do Lee Van Cleef

Fergie é Saraghina em Nine?

Publicado em ANOS 00, ANOS 60, MUSICAL por Georgina Spiggott em Setembro 19, 2008

Depois do “caso Guido” de Javier Bardem versus Daniel Day Lewis, que bem pouco me preocupou pois o que saísse dalí seria lucro, fica a certeza que Fergie será a Saraghina. Que maravilha, não perco esse filme por nada no mundo.

Centenário de Mae Questel

Publicado em ANIMAÇÃO, ANOS 30, COMÉDIA, CURTAS, MUSAS, MUSICAL, PRE-CODE, VIDEOS por Georgina Spiggott em Setembro 13, 2008

Tudo bem Olívia Palito, mas Mae é mesmo Betty Boop por toda eternidade.

Mamma Mia! (2008)

Publicado em ANOS 00, ANOS 70, COMÉDIA, DOWNLOAD, IMPRESSÕES, MUSICAL, MÚSICA, SOUNDTRACK, VIDEOS por Georgina Spiggott em Setembro 12, 2008

Minha gente, nunca passei tanto aperto numa sala de cinema. Quando Julie Walters e Christine Baranski iniciaram Dancing Queen logo mais acompanhadas por Meryl Streep comecei a suar e lacrimejar de desespero para sair pulando e soltando a franga, fiquei com o chamado “cu na mão”. Mas não saí dançando e cantando por vergonha não, acredite já fiz coisa bem pior, foi por respeito aos presentes, se bem que havia lá umas tias velhas loucas para soltarem seus verdadeiros eus.
Mas este filme me deu ainda um outro cagaço, o de sair correndo sem rumo para reencontrar meus amigos espalhados pelo mundo, aqueles que sei que cantarão e dançarão Dancing Queen comigo, que sempre aturaram minhas oscilações e mesmo longe e fora do país sempre arrumam tempo de me chamarem de vaca. Mamma Mia é acima de tudo uma ode à amizade.
Aproveitando o excesso de ABBA do post de ontem unido ao meu excesso na sala de cinema hoje, taí a TRILHA SONORA. É só pular aquela pirralhada irritante, o que vale aqui são os medalhões Meryl Streep (deusa!), Pierce “buzunguice de mamãe” Brosnan, Julie Waters, Stellan “nunca tão interessante quanto aqui” Skarsgard, Christine Baranski e Colin “buzunguice de mamãe” Firth. Mas só elas são cantoras (e todo mundo está cansado de saber que Meryl é uma puta cantora), eles só estão lá de enfeite, se bem que o James Bond (cuspite Daniel Craig) não faz feio e ninguém rebola melhor que o Mr Darcy (cuspite Matthew Macfadyen).
Enfim se joga, nem que seja na missa de sétimo dia do Waldick Soriano, já é tempo de se entregar.

Quando eu tiver 60 anos quero ser assim:

Nota 1: Melhores créditos finais de todos os tempos sanando meu desepero pela falta de Waterloo, só não coloquei aqui porque só há imagem tosca de CAM no youtube, esperarei o dvd para ver e rever aqueles créditos à exaustão!

Nota 2: Já que nos últimos anos foram abertas as portas da percepção, quero um filme com músicas do Queen! EU QUERO! Em todo caso dá para voltar aos anos 70 e rever Tommy, Quadrophenia e 200 Motels.

Nota 3: Estou tendo algum tipo de déjà vu com este post. Não sei.