Quixotando

Festival Musos do Bachrach: Boris Karloff

Publicado em ANOS 40, DICAS, FOTOGRAFIA, MUSOS por Baronesa de Charlus em Novembro 23, 2009

Boris Karloff photo by Ernest  Bachrach from Bedlam (1946)Foto promocional para Bedlam (Mark Robson, 1946)

Só para lembrar que está rolando um Blogathon do tio Karloff comandado pelo Frankensteinia, onde podem ser encontrados links de todos os blogs participantes. E porque hoje é aniversário dele e amanhã é o de mamãe, embora ela divida o nome e aparência com Elsa Lanchester. Ainda bem.

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Top dúzia: Robert Ryan

Publicado em ANOS 40, ANOS 50, ANOS 60, ANOS 70, BEEFCAKE, MUSOS por Adriana Scarpin em Novembro 11, 2009
Respirando e transpirando cinema noir. Sempre.

Respirando e transpirando cinema noir.

Max Reinhardt was the most tremendous and important person to have ever influenced my career and my work. - Bob Ryan provando que Reinhardt não fora apenas um dos pais do teatro moderno e do cinema alemão, mas dele também.
Sem Reinhardt não existiria Lang, Murnau, Lubitsch e outros desocupados, por consequência não existiria todo expressionismo alemão e cinema noir norte-americano. Sem Reinhardt não haveria o curso de teatro que fundou nos EUA, Ryan não teria encontrado um rumo para sua vida neste mesmo curso e todos perderíamos um ator estupendo imortalizando uma quantidade incalculável de grandes cenas do cinema, boa parte delas fazendo parte daquele mesmo cinema noir supracitado.
Mas Ryan era diferente de outros ícones noir, gente como Bogart, Ladd, Lancaster e Mitchum possuíam um tipo de aura heróica e dignidade que prevalecia mesmo nos mais profundos esgotos, Ryan não, ele ia mesmo fundo na podridão humana, se mesclamava na escória, rastejava nos dejetos e é aí que entra a influência de Reinhardt, ao abster-se da vaidade do astro de cinema para dar vazão à necessidade do ator, numa quase-versão sexy de Peter Lorre. Robert Ryan é pulp cinema em suor, sangue, penumbra, músculos, pistolas, cigarros e câncer no pulmão.

RR tem tanto filme excelente no currículo que dá impinge pensar em fazer um top de sua filmografia.

The Wild Bunch (1969)

1- Meu Ódio Será Tua Herança (The Wild Bunch, Sam Peckinpah, 1969)

2- Cinzas que Queimam (On Dangerous Ground, Nicholas Ray/Ida Lupino, 1952)

2- Cinzas que Queimam (On Dangerous Ground, Nicholas Ray/Ida Lupino, 1952)

The Set-Up (1949) Robert Ryan

3- Punhos de Campeão (The Set-Up, Robert Wise, 1949)

4- A Quadrilha Maldita (Day of the Outlaw, André De Toth, 1959)

4- A Quadrilha Maldita (Day of the Outlaw, André De Toth, 1959)

House of Bamboo - Cameron Mitchell, Robert Ryan

5- Casa de Bambu (House of Bamboo, Samuel Fuller, 1955)

6- Homens em Fúria (Odds Against Tomorrow, Robert Wise, 1959)

6- Homens em Fúria (Odds Against Tomorrow, Robert Wise, 1959)

O Preço de um Homem (The Naked Spur, Anthony Mann, 1953)

7 -O Preço de um Homem (The Naked Spur, Anthony Mann, 1953)

Rancor (Crossfire, Edward Dmytryk, 1947)

8- Rancor (Crossfire, Edward Dmytryk, 1947)

9- O Menino dos Cabelos Verdes (The Boy With Green Hair, Joseph Losey, 1948)

9- O Menino dos Cabelos Verdes (The Boy With Green Hair, Joseph Losey, 1948)

O Homem que Surgiu de Repente (La Course du Lièvre à Travers les Champs, René Clement, 1972)

10- O Homem que Surgiu de Repente (La Course du Lièvre à Travers les Champs, René Clement, 1972)

Act of Violence (1948) Robert Ryan & Janet Leigh

11- Ato de Violência (Act of Violence, Fred Zinnemann, 1948)

Robert Ryan and Aldo Ray in Men in War

12- Os Que Sabem Morrer (Men in War, Anthony Mann, 1957)

Nem só de sombras viveu um dos maiores motherfuckers do cinema, mais do que noir, Robert Ryan exalava testosterona. Desde os anos 40 Mr Ryan poderia entrar em qualquer antologia de cinema-de-macho, o homem trabalhou com Peckinpah, Fuller, Aldrich, Walsh, Boetticher, Winner, Frankenheimer, Anthony Mann, John Flynn e Sturges – ele também trabalhou com o resto da galera sem talento do outro lado como Lang, Tourneur, Losey, Ray, Ophuls, Lupino, Renoir, mas isso não tem a mínima importância. O que quero mesmo dizer é que o senhor Ryan tem todo direito de estar naquele seleto hall onde estão inclusos Clint Eastwood e Charles Bronson, com a diferença que Bob Ryan já era motherfucker antes que esse povo tivesse sonhado em ser tal coisa.
Apesar de RR ter sido separado de seu siamês Sterling Hayden logo após o nascimento, dessa galera macho-pra-dedéu o único ator páreo para ele no cinema americano era Lee Marvin – foram dois dos mais intensos, versáteis e talentosos atores evindeciados no pós-guerra – vai ver por isso fizeram quatro filmes juntos e Bloody Sam queria Marvin ao lado dele no Wild Bunch, em vez disso Marvin foi cantar com o Eastwood naquele outro filme… A verdade é que o duo Marvin-Ryan formam uma espécie de objeto transitório de anti-heróis com testosterona acima da média entre a geração Cagney-Bogart para o ciclo Eastwood-Bronson.

The Dirty Dozen - Robert Ryan & Charles Bronson

Eu sei que meus bíceps são irresistíveis, mas tenha respeito, Bronson!

Top “resto”:

13- Coração Prisioneiro (Caught, Max Ophüls/Robert Aldrich, 1949)
14- Só a Muher Peca (Clash by Night, Fritz Lang, 1952)
15- Os Doze Condenados (The Dirty Dozen, Robert Aldrich, 1967)
16- A Mulher Desejada (The Woman on the Beach, Jean Renoir, 1947)
17- O Mais Longo dos Dias (The Longest Day, Ken Annakin/Andrew Marton/Bernhard Wicki, 1962)
18- A Quadrilha (The Outfit, John Flynn, 1973)
19- Expresso Para Berlim (Berlin Express, Jacques Tourneur, 1948)
20- Billy Budd – O Vingador dos Mares (Peter Ustinov, 1962)
21- Rastros do Inferno (Inferno, Roy Ward Baker, 1953)
22- Conspiração do Silêncio (Bad Day at Black Rock, John Sturges, 1955)
23- The Iceman Cometh (John Frankenheimer, 1973)
24- Rei dos Reis (King of Kings, Nicholas Ray, 1961)
25- Uma Batalha no Inferno (Battle of the Bulge, Ken Annakin, 1965)
26- Os Profissionais (The Professionals, Richard Brooks, 1966)
27- Nas Garras da Ambição (The Tall Men, Raoul Walsh, 1955)
28- O Pequeno Rincão de Deus (God’s Little Acre, Anthony Mann, 1958)
29- A Batalha de Anzio (Lo Sbarco di Anzio, Duilio Coletti/Edward Dmytryk, 1968)
30- À Borda da Morte (The Proud Ones, Robert D. Webb, 1956)
31- Os Bravos Não se Rendem (Custer of the West, Robert Siodmak, 1967)
32- A Hora da Pistola (Hour of the Gun, John Sturges, 1967)
33- A Estrada Dos Homens Sem Lei (The Racket, John Cromwell/Nicholas Ray/Mel Ferrer, 1951)
34- Alma Sem Pudor (Born to Be Bad, Nicholas Ray, 1950)Born to Be Bad (1950) Robert Ryan & Joan Fontaine35- Mulheres de Ninguém (Tender Comrade, Edward Dmytryk, 1943)
36- Império do Pavor (Horizons West, Budd Boetticher, 1952)
37- O Assassinato de um Presidente (Executive Action, David Miller, 1973)
38- De Volta da Eternidade (Back from Eternity, John Farrow, 1956)
39- Escravo de Si Mesmo (Beware, My Lovely, Harry Horner, 1952)
40- Lonelyhearts (Vincent J. Donehue, 1958)
41- Tudo Por Ti (The Sky’s the Limit, Edward H. Griffith, 1943)
42- A Guerra Secreta (The Dirty Game, Christian-Jaque/Klingler/Lizzani/Terence Young, 1965)
43- O Homem da Lei (Lawman, Michael Winner, 1971)
44- Cidade Abaixo do Mar (City Beneath of Sea, Budd Boetticher, 1953)
45- Selvas Indomáveis (Escape to Burma, Allan Dwan, 1955)
46- O Melhor dos Homens Maus (The Best of the Badmen, William D. Russell, 1951)
47- Cada Vida… Seu Destino (The Secret Fury, Mel Ferrer, 1950)
48- Caçada ao Pistoleiro Escondido (Un Minuto per Pregare un Instante per Morire, Giraldi, 1968)
49- Horizonte de Glórias (Flying Leathernecks, Nicholas Ray, 1951)
50- A Volta dos Homens Maus (Return of the Bad Men, Ray Enright, 1948)
51- Capitão Nemo e a Cidade Submarina (Captain Nemo and the Underwater City, J. Hill, 1969)
52- Bombardeio (Bombardier, Richard Wallace/Lambert Hillyer, 1943)
53- Sem Deus e Sem Lei/O Passo do Ódio (Trail Street, Ray Enright, 1947)
54- Os Homens da sua Vida (Her Twelve Men, Robert Z. Leonard, 1954)
55- Marine Raiders (Harold D. Schuster, 1944)
56- Nuvens de Tempestade (The Woman on Pier 13/I Married a Communist, R. Stevenson, 1949)

Nota 1: Ninguém chuta a bunda de Deke Thornton, mas se não fosse pelo final, On Dangerous Ground seria talvez o primeiro dessa lista. O filme de  Ray sofreu exatamente a mesma coisa que The Magnificent Ambersons na década anterior, onde o final original foi refeito porque o estúdio assim quis e apesar do final imposto não ser uma tragédia, a situação original desejada por Ray era amplamente superior. Robert Ryan foi queridinho dos filmes B durante o reinado de terror de Howard Hughes na RKO, um bom motivo para que ele e Nicholas Ray se tornassem tão unidos no período, trabalhando juntos em quatro filmes seguidos (mais tarde tiveram um quinto filho temporão) – enquanto Hughes entrava de cabeça no macartismo, Ryan e Ray batiam o pé como notórios liberais, o que gerou todo aquele entrevero com John Wayne durante as filmagens de Flying Leathernecks, um filme cujo conteúdo belicista e de direita nada tinha a ver com suas visões.

Nota 2: Só as participações com no mínimo uma fala entraram no top, filme com participação ínfima deixei de fora, como é o caso de sua estréia em O Castelo Sinistro (The Ghost Breakers, George Marshall, 1940) onde fez figuração carregando uma maca (é, eu reconheço alguém com dois segundos em cena e praticamente de costas)God's Little Acre (1958) Buddy Hackett & Robert RyanNota 2: O maior choque que tive seguindo a carreira de Ryan foi quando assisti O Pequeno Rincão de Deus (God’s Little Acre, Anthony Mann, 1958) foi alí que me dei conta que estava diante de um dos maiores atores do mundo. Quando vi a cena em que sua personagem resolve raptar um albino não sabia se gritava, gargalhava ou chorava de emoção por estar diante de um gênio em sua arte. Mann havia começado essa tranformação de Ryan em Zé Buscapé já em O Preço de um Homem (The Naked Spur, 1953), onde em meio a uma atmosfera leoniana Ryan praticamente cria o pai do Tuco de Três Homens em Conflito.

Nota 3: O top é por qualidade geral dos filmes, mas se fosse eleger as 12 melhores atuações de RR, seriam estas: Odds Against Tomorrow, Billy Budd, Caught, God’s Little Acre, Custer of the West, Clash by Night, The Iceman Cometh, The Set-Up, Born to Be Bad, The Naked Spur, Inferno e On Dangerous Ground.

Nota 4: Presumo que o “Patch Pack” tinha uma queda pelo senhor Ryan – Walsh, Ray, De Toth e Lang trabalharam com ele, o único maldito de tapa-olho com quem não trabalhou foi o John Ford.

Nota 5: É fato – Ryan tem os melhores bíceps e tenho dito. É por isso que recomendo com veemência filmes em que aparece sem camisa ou de camiseta, também por isso Ed Dmytryk disse certa vez: Bob hit like a mule.

Nota 6: A minha “fase Jeff Bridges” do último semestre me levou, por consequência, a ver alguns filmes onde Robert Ryan esteve presente. JB tem RR como ator favorito e impusionou-me a ver o porquê foi tão importante como muso inspirador, além do fato de dois dos últimos filmes com Ryan terem sido também dois dos primeiros filmes com a presença de Bridges. Só depois de ter trabalhado ao lado de Ryan, Lee Marvin e Fredric March em The Iceman Cometh (John Frankenheimer, 1973) é que JB resolveu ser ator de verdade, coisa que até então ele só levara na brincadeira, tamanho o peso que tais homens tinham em cena, algo fácil de se perceber já que Ryan e Marvin jogam ping-pong com JB naquele filme, onde o então guri fica na função de bolinha. Também pudera, The Iceman Cometh é o último momento de Ryan no cinema, o câncer em estado bastante avançado acabou tornando seu personagem ainda mais melancólico do que dramaticamente já era e presumo que nenhum outro ator de qualquer montagem da peça de Eugene O’Neill tenha sido mais efetivo durante o final do terceiro ato.

Nota 7: Robert Ryan foi o único ator que vi eclipsando James Mason. Vi Mason de igual para igual com Alec Guinness, Peter Sellers e John Gielgud, mas a única presença que esteve um degrau acima de Mason numa cena foi o Robert Ryan em Caught – *Medo. Em compensação o Nemo de Ryan não chega aos pés do de Mason.

Coração Prisioneiro (Caught, Max Ophüls, 1949): Você é fodão, mas eu sou mais alto. mimimi

Você é fodão, mas eu sou mais alto. mimimi

Hughes called Ryan in and said “It’s okay if you play me, I don’t want them to put some other actor in there” – Robert Parrish, então editor de Caught (Max Ophüls, 1949) sobre o fato de Howard Hughes achar que apenas Robert Ryan seria digno de interpretá-lo - como se já não fosse suficientemente estranho o patrão deixar que um personagem pouco lisongeiro fosse inspirado nele.

Nota final: Hoje comemora-se cem anos do nascimento de RR, oras.

*Da série: Este post foi programado, eu não estou aqui!

Anselmo Duarte (1920 – 2009)

Publicado em ANOS 50, ANOS 60, ANOS 70, MUSOS, NACIONAL por Georgina Spiggott em Novembro 7, 2009

Anselmo DuarteVamos colocar os pingos nos is. Todo mundo lembra de praias francesas e essas merdas, mas o povo esquece de lembrar o mais evidente: o quanto o tio Anselmo era gato. Bom ter reconhecimento e não ser mais um rostinho bonito na multidão, mas nem por isso devemos esquecer que Anselmo Duarte foi um dos caras mais bonitos do nosso cinema e que nos anos 50 ele só perdia para o inalcançável Alberto Ruschel.

Agora sim podemos mencionar seus outros talentos via top:

O Caso dos Irmaos Naves (1967)

1- O Caso dos Irmãos Naves (Luís Sérgio Person, 1967)

O Pagador de Promessas (1962)

2- O Pagador de Promessas (Anselmo Duarte, 1962)

3- Carnaval no Fogo (Watson Macedo, 1949)

Absolutamente Certo (1957)

4- Absolutamente Certo (Anselmo Duarte, 1957)

Appassionata (1952)

5- Apassionata (Fernando De Barros, 1952)

Tico-Tico no Fubá  (1952)

6- Tico-Tico no Fubá (Adolfo Celi, 1952)

Assim Era a Atlântida (1975)

7- Assim Era a Atlântida (Carlos Manga, 1975)

Sinhá Moça  (1953)

8- Sinhá Moça (Tom Payne/Oswaldo Sampaio, 1953)

O Descarte (1973)

9- O Descarte (Anselmo Duarte, 1973)

Aviso aos Navegantes (1950)

10- Aviso aos Navegantes (Watson Macedo, 1950)

11- Depois Eu Conto (José Carlos Burle/Watson Macedo, 1956)

Um Certo Capitão Rodrigo (1971)

12- Um Certo Capitão Rodrigo (Anselmo Duarte, 1971)

Zbigniew Ziembinski com Anselmo Duarte no filme Madona de Cedro

13- A Madona de Cedro (Carlos Coimbra, 1968)

Os Trombadinhas (1979)

14- Os Trombadinhas (Anselmo Duarte, 1979)

15- Independência ou Morte (Carlos Coimbra, 1972)

Festival Musos do Bachrach: Robert Mitchum

Publicado em ANOS 40, FOTOGRAFIA, MUSOS por Georgina Spiggott em Novembro 6, 2009

Robert Mitchum in Out of the Past by Ernest A. BachrachFoto promocional para Fuga do Passado (Out of the Past, Jacques Tourneur, 1947)

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Lá na minha cozinha fazendo um café…

Publicado em ANOS 00, BEEFCAKE, MUSOS por Georgina Spiggott em Novembro 4, 2009

Fish Tank - Fassbender sem camisaFish Tank - FassbenderFish Tank - Fassbender gostosopacaraleoFish Tank (2009) Michael FassbenderSão momentos como esse que o cinema nos obriga a pensar em frases ridículas como “Ô lá em casa…”.
Trocava minha cafeteira por um desses fácil, fácil.

*Fish Tank (Andrea Arnold, 2009)

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Festival Musos do Bachrach: Fred Astaire

Publicado em ANOS 30, FOTOGRAFIA, MUSOS por Georgina Spiggott em Outubro 31, 2009

Fred Astaire by Ernest BachrachDepois de me dar conta que existem mais musas do que musos neste blog, resolvi fazer justiça com as próprias mãos, começando com uma ajudinha do senhor Ernest A. Bachrach que me forneceu um arsenal deveras grandioso.

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Gente foda usa tapa-olho: Raul Cortez

Publicado em ANOS 60, MUSOS, NACIONAL, TAPA-OLHO por Georgina Spiggott em Outubro 30, 2009

É óbvio que vou me abster de qualquer comentário.

*Pérola encontrado no indispensável The Tarnished Angels

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Centenário de Dieter Borsche

Publicado em ANOS 40, MUSOS por Baronesa de Charlus em Outubro 25, 2009

Dieter Borsche

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Todos os gatos do mundo de Vivien Leigh

Publicado em ANOS 40, FOTOGRAFIA, GATOS, MUSAS, MUSOS por Georgina Spiggott em Outubro 21, 2009

Vivien Leigh AND CATLaurence Olivier Vivien Leigh catActor Laurence Olivier relaxing w. his actress wife Vivien Leigh & their Siamese cat in living room at homeVivien Leigh gatoActor Laurence Olivier relaxing w. his actress wife Vivien Leigh & their Siamese cat in living room at home.gato Vivien LeighVivien Leigh catLaurence Olivier Vivien Leigh gatoIncluindo Larry, é claro.

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Momento Fassbender

Publicado em ANOS 00, FOTOGRAFIA, IMPRESSÕES, MUSOS por Georgina Spiggott em Outubro 19, 2009
Michael Fassbender

Muso do ano, é claro. Mesmo faltando dois meses para acabar.

Esta cena passada no bar La Louisiane, é como ‘Cães de Aluguel’, mas com Nazis e Alemães. A cena tem 23 minutos, toda passada num pequeno bar. La Louisiane foi muuuito importante. Considero como uma das cenas mais importantes de todos os meus filmes. Sempre disse que se fizessemos La Louisiane, todo o resto pareceria mais fácil. – Quentin Tarantino

Meu amor pelo cinema está escasso, quase extinto, minha vontade de manter um blog sobre cultura pop/cinema é nula, mas a lembrança da cena do La Louisiane me fez em estado de graça durante toda a última semana, trazendo um pouco de esperança para esse meu amor tão desgastado e maltratado. Agora tenho que me explicar do porquê Michael Fassbender ser o muso do ano. Não, eu não tenho que me explicar, mas quero. Gostosopacaraleo eu já sabia que era (vide 300), talentoso também (vide Angel e Hunger), então por que a sua presença em Inglourious Basterds caiu feito uma bomba atômica destruindo tudo perante os meus olhos?
É evidente o quanto admiro a classe européia dos anos 30 e 40, o estilo dos atores, a empostação de voz e a forma com que se movimentam em cena, sobretudo os nascidos na grande ilha. Ver Michael Fassbender na cena da taverna é o mesmo que ressucitar Laurence Olivier, James Mason, Cary Grant (de onde saiu o nome Archie), David Niven, George Sanders (russo, mas a maior inflência), Walter Pidgeon (canadense, com semelhança assustadora), Errol Flynn (australiano, mas facilmente irlandês), naquele momento eu posso ver todos esses atores surgindo deste homem e isso teve um impacto tão fulminante quanto o próprio fim do mundo teria, quando mais tarde saí do cinema o que surgia era o pensamento recorrente de “quero uma prequel de Archie Hickox”. Outra coisa que gerou esse impacto, foi o fato de Hunger ter sido a última coisa vista com ele antes dos Basterds e a diferença abismal entre ambos, Hunger me agrada em sua hora inicial, mas que me irrita na meia hora final, logo após o famoso “plano de 20 minutos” (que muito me apetece, por sinal) tanto o trabalho de Fassbender quanto o objetivo de Steve McQueen (!!!) possuem pouco da minha simpatia, especialmente porque Christian Bale já tirara tudo desse estilo de “interpretação extrema” no início da presente década.
Não que eu ache que Fassbender tenha sido melhor que os seus outros colegas de elenco no Basterds, mas o seu estilo é o que se adequa perfeitamente ao meu paladar e negar isso é o mesmo que ser forçada a comer strudel com creme, quando a inclusão do chantilly estragaria todo o meu prazer de saborear devidamente tal iguaria, ou seja, seria um estupro, um estupro psicológico, intelectual ou alegórico, mas ainda um estupro. Os demais atores acabam por englobar toda a história do cinema restante, Brad Pitt parece saído dos anos 50 (Dean, Brando, Clift), Til Schweiger dos anos 60 (Bronson, Eastwood), Eli Roth dos anos 70 e 80 (Pacino, De Niro), mas o único que parece ter uma aura realmente contemporânea é o senhor Christoph (salve! salve!) Waltz, o que pode explicar o hype em torno dele, essa aura de honestidade e originalidade em meio a tantas releituras e pós-modernismo.
Existe muito mais a ser dito sobre Archie Hickox (especialmente quanto ao fato dele ser crítico de cinema) e a cena do La Louisiana, mas aí o vôo alcançaria o filme como um tôdo quanto ao trabalho do Tarantino, coisa que não é minha intenção, ao menos não da minha maneira porca, já que o filme do homem conquistou o direito de que sejam escritos livros exclusivos sobre o mesmo, tamanha a quantidade de minúcias, referências e leituras postas à prova.Inglourious Basterds - La LouisianeNota 1: Agora vamos ao momento fofoca, mas que se for verdade afeta diretamente meus sonhos ilusórios de prequel com presença do senhor Archie Leech Douglas Hickox. Diz-se à boca pequena que o produtor-irmão de Tarantino, Lawrence Bender, estava num jogo de picuinha e vingança contra Fassbender, por este ter dado uns “pegas” na sua ex-mulher e que fez de um tudo para enterrar a carreira do meu atual irlandês favorito. Pode ser apenas fofoca saída sabe-deus-de-onde, mas algumas coisas dessa história fazem sentido, especialmente quanto à divulgação do filme, ou ninguém mais achou estranho o fato de Fassbender ser o único ator evidente do filme a não ganhar um teaser-poster? Inclusive vi a foto para o teaser-poster com ele de uniforme do commandos e bigodinho, mas o trabalho final não chegou às vias de fato. Viu que beleza? Além de encarnar um estilo anos 40 de atuação, até as picuinhas de produtor-ator dos bons tempos o moço tem a façanha de reviver.

Nota 2: Por enquanto vi o filme apenas uma vez, coisa que  consertarei com o tempo, mas espero ansiosamente o lançamento em DVD, não só porque haverá versão estendida (o que poderá sanar o meu desconforto para com a forma que o filme foi montado), mas porque poderei tirar screencaps do gato. Isso mesmo, finalmente há um gato num filme do Tarantino, o que é bem estranho para alguém que gosta tanto de cinema italiano. O que foi aquilo? Homenagem à França de Jean Vigo? Menção à elurofobia de Hitler? Ou um gato sendo quase atropelado, pura e simplesmente?

Top dúzia: Bastardos Gloriosos

Publicado em ANOS 00, BEEFCAKE, MUSOS por Georgina Spiggott em Outubro 13, 2009

Depois da overdose de mulherões que Tarantino promoveu em Kill Bill e Death Proof, fica aqui o meu agradecimento pela quantidade e qualidade dos homens presentes em Inglourious Basterds.

Michael Fassbender

1- Michael Fassbender - Sem bigode, uniforme alemão, bilingue.

Til Schweiger

2- Til Schweiger

Christoph Waltz

3- Christoph Waltz

Brad Pitt

4- Brad Pitt

Eli Roth

5- Derek Zoolander aka Eli Roth

6- Denis Menochet

6- Denis Menochet

GEDEON BURKHARD

7- Gedeon Burkhard

Jacky Ido

8- Jacky Ido

Daniel Brühl

9- Daniel Brühl

Alexander Fehling

10- Alexander Fehling

Ken Duken

11- Ken Duken

12- errr Michael Fassbender? Com bigode ou sem? Inglês ou alemão? Bebedor de scotch sempre.

12- errr Michael Fassbender? Com bigode. Bebedor de scotch - sempre.

rod taylor

Menção Honrosa: Rod Taylor - Porque nem sempre ele se pareceu com Churchill

Nota: Isso também foi um post de vida ou morte. É um bagulho muito importante. Muito importante. MESMO. Fortemente regozijo-me de sua importância.

Fassbender? Não? Última chance.

Fassbender? Não? Última chance.

É primavera

Publicado em ANOS 00, MUSOS, PETISCO ESCOCÊS por Georgina Spiggott em Setembro 22, 2009

Big Fish (2003)Tempo de flores, cervejas e nectares vários. E daí? Este blog entrará em recesso por tempo indeterminado. Tchau.

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Centenário de Allan ‘Rocky’ Lane

Publicado em ANOS 40, MUSOS, WESTERN por Georgina Spiggott em Setembro 22, 2009

Allan Lane in Stagecoach to Monterey from 1944Stagecoach to Monterey (Lesley Selander, 1944)

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John Hart (1917 – 2009)

Publicado em ANOS 50, MUSOS, WESTERN por Georgina Spiggott em Setembro 20, 2009

John Hart, the OTHER Lone Ranger

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International Talk Like a Pirate Day

Publicado em AVENTURA, BEEFCAKE, MUSOS por Georgina Spiggott em Setembro 19, 2009

Arrr! Damn ye, yellow-bellied sapsuckers, I’m a better man than all of ye milksops put together.

Tyrone Power em O Cisne Negro (The Black Swan, Henry King, 1942)

Tyrone Power em O Cisne Negro (The Black Swan, Henry King, 1942)

Burt Lancaster em O Pirata Sangrento (The Crimson Pirate, Robert Siodmak, 1952)

Burt Lancaster em O Pirata Sangrento (The Crimson Pirate, Robert Siodmak, 1952)

Matthew Modine & Geena Davis em A Ilha da Garganta Cortada (Cutthroat Island, Renny Harlin, 1995)

Matthew Modine & Geena Davis em A Ilha da Garganta Cortada (Cutthroat Island, Renny Harlin, 1995)

Sean Flynn em O Filho do Capitão Blood (Il figlio del capitano Blood, Tulio Demicheli, 1962)

Sean Flynn em O Filho do Capitão Blood (Il figlio del capitano Blood, Tulio Demicheli, 1962)

Jason Isaacs & Richard Briers em Peter Pan (P.J. Hogan, 2003)

Jason Isaacs & Richard Briers em Peter Pan (P.J. Hogan, 2003)

Stevve Reeves em O Rei dos Piratas (Morgan il Pirata, André De Toth/Primo Zeglio, 1960)

Steve Reeves em O Rei dos Piratas (Morgan il Pirata, André De Toth/Primo Zeglio, 1960)

John Matuszak em Goonies (Richard Donner, 1985)

John Matuszak em Goonies (Richard Donner, 1985)

Errol Flynn & Basil Rathbone em Capitão Blood (Captain Blood, Michael Curtiz, 1935)

Errol Flynn & Basil Rathbone em Capitão Blood (Captain Blood, Michael Curtiz, 1935)

Graham Chapman em O Pirata da Barba Amarela (Yellowbeard, Mel Damski, 1983)

Graham Chapman em O Pirata da Barba Amarela (Yellowbeard, Mel Damski, 1983)

Robert Newton em Barba Negra, O Pirata (Blackbeard - The Pirate, Raoul Walsh, 1952)

Robert Newton em Barba Negra, O Pirata (Blackbeard - The Pirate, Raoul Walsh, 1952)

Lisa Gastoni em Le avventure di Mary Read (Umberto Lenzi, 1961)

Lisa Gastoni em Le Avventure di Mary Read (Umberto Lenzi, 1961)

Douglas Fairbanks em O Pirata Negro (The Black Pirate, Albert Parker, 1926)

Douglas Fairbanks em O Pirata Negro (The Black Pirate, Albert Parker, 1926)

Johnny Depp em Pirtas do Caribe (Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl, Gore Verbinski, 2003)

Johnny Depp em Piratas do Caribe (Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl, Gore Verbinski, 2003)

Kabir Bedi em Corsário Negro (Il Corsaro Nero, Sergio Sollima, 1976)

Kabir Bedi em Corsário Negro (Il Corsaro Nero, Sergio Sollima, 1976)

Gene Kelly em O Pirata (The Pirate, Vincente Minnelli, 1948)

Gene Kelly em O Pirata (The Pirate, Vincente Minnelli, 1948)

Rod Taylor em O Pirata Real (Il Dominatore dei Sette Mari, Rudolph Maté/Primo Zeglio, 1962)

Rod Taylor em O Pirata Real (Il Dominatore dei Sette Mari, Rudolph Maté/Primo Zeglio, 1962)

Anthony Michael Hall em Piratas da Informática/Piratas do Vale do Silício (Pirates of Silicon Valley, 1999)

Anthony Michael Hall em Piratas da Informática/Piratas do Vale do Silício (Pirates of Silicon Valley, 1999)

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