The Cat Piano (2009)
The Cat Piano by Eddie White
Long ago my city’s luminous heart, beat with the song of four thousand cats.
Crooners who shone in the moonlight mimicry of the spotlight.
Jazz singers. Hip cats that went ‘Scat!’
Buskers with open-mouthed hats hungry for a feed.
Parlours paraded purring glamorous songstresses.
Smoky hookahs and smoking hookers.
Strays strummed string and sung a cocktail of cat’s tails.
A decadent party of meowing sound.
A bohemian behemoth, post-midnight soiree.
Amongst the chorale ‘o tuneful ones was one fair queen who drew me from o’er the way.
Her fur, an amorous white and a voice that made all the angels of eternity sound tone deaf.
Blind with love at first sight, touched by the taste of her sound,
I longed to be the microphone she cradled near her breast.
‘Twas our Shang-ri-la of sound,
A paradise found where nothin’ could stop us.
Or so it seemed.
Singers began to vanish like sailors lost at sea.
Snatched from stage alley way
Shanghai’d from behind scarlet curtain.
Into thin air they disappeared without a single cry.
Police study the clues.
Foot-prints from human shoes.
So you’ve heard of every instrument but?
Torn from your history books is this pianola,
This harpsichord of harm.
The cruellest instrument to spawn from man’s grey cerebral soup.
The Cat Piano.
Confined were the cats in a row of cages.
With each note struck upon it’s ivory tusks,
A sharpened nail would pierce each cat’s tail,
Forcing a note from each pitch on the scale.
I ran my cursed writer’s run to tell her beware.
She wasn’t there.
My soul capsized.
Like a fish, paralysed.
On a chopping board, its spinal cord ripped forth from its body,
Her vocals the last the thief had needed,
A rare celestial pitch that would complete his collection.
The city in unrest.
Fights broke out in its sleep.
I couldn’t dream anymore.
There was a hole in my heart and everything fell out of it.
All music forbidden.
Keep your lullabies hidden.
And your A and E minors off the street after dark.
My town grew cold and bitter.
In icy hibernation was the once thumping heart.
Now seizing up.
Freezing up.
Katzenklavier.
The torturous worm of sound burrowed deep into my ears.
Le Piano du chat
I thought of Van Gogh.
Neko Piano.
I’d put an end to this incessant, inescapable drone.
Mao Gang Qin
I enlisted an army of the brave and I their general declared war.
Poised with tooth and fire in paw.
We would finally settle this musical score.
Eyes with fierce intent that glowed.
Through tempestuous waters we rowed.
Storming the shores,
Swarming in scores,
Scaling its walls with well-sharpened claws,
We invaded the tower through all its doors.
Up the winding stairs,
To meet him with blinding stares.
There he sat.
The organ grinder.
He turned, we pounced, we scratched and bit.
He stumbled.
Fell through the window.
Screaming into the indigo waters below.
We freed the chain gang from their jail.
Cremated the piano.
And for home we set sail.
The city had reclaimed its vestal muse.
It would live again.
Beat again.
Cats would sing in the street again.
And I in anonymity as I had been long before this soliloquy,
Could sit and listen from afar.
The Cat Piano, now a healed over wound.
And this ode its fading scar.
O Homem Que Surgiu De Repente (La Course du Lièvre à Travers les Champs, 1972)
Existem pecados infindáveis no mundo. O desprezo por La Course du Lièvre é um dos mais enigmáticos. Por que este filme não é incluído entre os melhores policiais dos anos 70? Aliás, por que não é incluso como um dos melhores policiais não só dos anos 70, mas de sempre? Por que não é apontado como brilhante na forma que mistura David Goodis, Sergio Leone, Marcel Proust e Lewis Carroll? Por que desprezam um filme neo-noir narrado como se fosse um western escrito por um poeta? Por que não é apontado como melhor filme de René Clement quando é superior a outros mais famosos do diretor? Por que ninguém menciona que a trilha sonora deste filme é a melhor composta por Francis Lai em toda sua carreira? Por que não tem gente se debulhando em lágrimas por ser a última colaboração da clássica duplinha motherfucker Ray-Ryan? Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.
Nota: Vi este filme ontem e tive que compartilhar com o mundo a minha empolgação, mas o recesso continua.
Public Enemies (2009)







Só em julho.
Nota: Só avisando que Super Léo (que de inimigo não tem nada!) deu um bico no blogger e mudou de casa, agora estará recebendo o povo bacana e sem frescura no {[TRESH]}.
Cadáveres Ilustres (Cadaveri Eccellenti, 1976)
Ou: A verdade nem sempre é revolucionária e é tudo culpa do Voltaire. Ainda bem.
Quase nos mesmos moldes de A Conversação datado de dois anos antes e como não poderia deixar de ser vindo do duo Francesco Rosi/Tonino Guerra, Cadaveri Eccellenti é um poliziesco político que atira para todos os lados e que toma assento durante o caos aflorado na Itália em meados dos anos 70 e que viria mais tarde culminar no caso Aldo Moro.
O filme mostra bem o clima de insanidade sócio-política que o país vivia naqueles idos, a partir de um suposto caso de vingança pessoal, somos levados a entrar numa narrativa que privilegia as amostras do caos estudantil, mafioso, policial, político e jornalístico, onde a única personagem a aparentemente enxergar as coisas claras e como verdadeiramente são é a vivida por Lino Ventura, um oásis de sensatez no meio daquela paranóia, manipulação e conflito a explodir por todo lado, ao evoluir de uma investigação corriqueira onde o investigador se mostra a peça central de sua própria investigação desenbocada em intrigas.
Menções especiais às participações de Tina Aumont mais linda do que nunca interpretando uma prostituta e ao discurso nem tão indelével de Max Von Sydow sobre como Voltaire começou toda aquela balbúrdia.
Esse filmaço me fez lembrar de pequenas verdades entranhadas em meu ser: não há nada como o cinema italiano e tal nacionalidade se converteu no tipo de cinema que mais me apetece, suas comédias são as melhores, seu cinema de horror, seus westerns e seu cinema político também, voltar ao cinema italiano, em especial o dos anos 60 e 70, é uma volta ao prazer da arte que há muito me escapava.
Nota: Tenho a ligeira impressão que envenenaram aquele gato de verdade. Ninguém é tão bom ator.
Centenário de Dana Andrews
Apesar do nome feminino, Dana Andrews foi um mais inesquecíveis caras durões do cinema, em especial do cinema noir. Provavelmente um dos caras mais subestimados da golden age hollywoodiana, em qualquer filme que esteja presente é o seu magnetismo que se sobressai em relação a qualquer outra pessoa em cena (à excessão de Babs Stawyck, cujo brilho nunca ninguém conseguiu tirar), Andrews foi a definição precisa de astro numa década em que só quem realmente tinha carisma alcançava o reconhecimento. Então vai aí vai meu top 5 do homem:
1- Laura (Otto Preminger, 1944)
Um desses noires-unanimidade, marca a bem sucedida parceria de Preminger-Andrews que renderia frutos até os anos 60.
2- Bola de Fogo (Ball of Fire, Howard Hawks, 1941)
Aqui Andrews é o gângster antagonista só para levar porrada do mega-nerd Gary Cooper (mmmm… Gary Cooper). Mas do que estou falando? Foda mesmo é a Babs, o filme todo é dela à excessão de uns poucos minutos roubados por Mr Gene Krupa.
3- Passos na Noite (Where the Sidewalk Ends, Otto Preminger, 1950)
Depois de tantas parcerias com Preminger e Gene Tierney, ainda fazem Andrews passa o filme todo com o cu na mão, ficticionalmente é claro. Num dos papéis mais tensos que fez, inaugura o filão do policial que tem que esonder a própria culpa durante as investigações.
4- Os Melhores Anos de Nossas Vidas (The Best Years of Our Lives, William Wyller, 1946)
Tudo bem que Fredric March rouba o filme para si como o usual, mas esse drama pós-guerra e anti-belicista entra fácil nas obras máximas de todos os envolvidos.
5- Êxtase de Amor (Daisy Kenyon, Otto Preminger, 1947)
Fugindo dos noires, é Andrews dividindo a tia Joan com Henry Fonda num filme do Preminger. Grande filme e quase ignorado hoje.
Plus: Anjo ou Demônio (Fallen Angel, Otto Preminger, 1945)
Olha lá o Preminger colocando Mr Andrews novamente numa fria em meio a mulheres fatais. A curiosidade aqui é a presença de Alice Faye num filme denso como este, quando até então só fizera leves musicais românticos, deve tê-la traumatizado pois só voltaria a filmar quase 20 anos depois.
Cais das Sombras (Le Quai des Brumes, 1938)
Não adianta, não tem para ninguém, nem Bogart, nem McQueen, nem Belmondo (provavelmente me arrependerei de dizer isso sobre Jean Paul), Jean Gabin é rei.
Em fins dos anos 30 Gabin moldou boa parte de seus grandes papéis, seja sob a batuta de Jean Renoir com A Grande Ilusão, Bas-Fonds, A Besta Humana, seja através de Julien Duvivier com Pépé le Moko, Camaradas ou, ainda, Marcel Carné com Trágico Amanhecer e este Cais das Sombras. Todos banhados pelo realismo poético francês, a maioria facilmente taxado como pré-noir. Gabin é o anti-herói noir primordial, não com a frieza cínica que caracterizou os anti-heróis do gênero no outro lado do Atlântico, Gabin é filho desse realismo cujos personagens eram marcados pelo instinto e pelo fogo nas entranhas.
Quai des Brumes é um conto de pessoas perdidas, seres desolados e sem rumo que convergem para um mesmo ponto, o porto de Le Havre, seja um cachorro, seja um desertor do exército, seja uma orfã abusada, todos se encontram na bruma e se sustentam no próprio desespero. Ninguém fotografou melhor e com mais expressividade a face do ser humano como os cineastas franceses dos anos 30, lá há os melhores ângulos e as melhores luzes, por consequência lá há as melhores densidades e personalidades e aqui Carné não é diferente.
Por fim, Robert Le Vigan comanda uma conversa de boteco entre Édouard Delmont, Raymond Aimos e Jean Gabin, Jacques Prévert escreveu os diálogos demonstrando bem o ar fatalista de todos os personagens e que pode de alguma forma resumir e dar a atmosfera vislumbrada no filme de Carné:
- Há gente aqui esta noite.
- Sim. E gente boa.
- Ah, não, as pessoas são más e criminosas… Dizem que existem coisas lindas, não sei.
- Pinte você o que é bom.
- Eu tentei… pintei flores, pintei mulheres, crianças… Foi como se pintasse o interior da maldade. Em cada lugar vejo a maldade.
- Isso é como pintar com uma navalha.
- O que é mais simples que uma árvore? Quando a pinto todos estão inquietos porque há alguém
escondido. Pinto as coisas escondidas atrás das coisas. Um nadador é um afogado para mim.
- Natureza morta, hein?
- Cala a boca, imbecil!
- Não, o imbecil sou eu… ao viver tão mal, sempre angustiado.
- Sim, mas tudo dará certo.
- Ainda pensa em se matar?
- Há aqueles que vão pescar, outros casam, outros vão para a guerra, outros cometem crimes passionais e há quem se suicida. Alguém deve morrer.
- É a vida!
- É.
- Ah sim, você bebe para matar algo que te chateia.
- Eu? Eu bebo é pra ficar bêbado.
- É o mesmo.
O Mulherengo (Lady Killer, 1933)
Cagney é um cara engraçado. Muito engraçado. Isso somado a todos os seus outros infinitos talentos em psicose dramática, canto e dança, o torna uma das mais irresistíveis e talentosas estrelas de sempre. Depois de toda aquele rebombar de caras durões no início dos anos 30 ele se joga nessa auto-sátira sobre o meliente que se torna estrela de cinema por fazer o tipo “durão” já que a mulherada não se interessa mais pelos bibelôs dos anos 20, as mulheres dos anos 30 queriam ir ao cinema para ver homem bancando o macho e estapeando quem quer que fosse.
Lady Killer muito me lembrou a vida do George Raft, que antes de ser um dos maiores gangsters do cinema, fora um novaiorquino que vivia entre a máfia e mesmo em Hollywood mantinha seus laços com Bugsy Siegel.
Há muitas pequenas piadas sobre o mundo do cinema na época, especialmente auto referentes ao Cagney como a famosa grapefruit na Mae Clarke de Inimigo Público e o crítico de cinema jantando com uma sósia da Jean Harlow, a mesma Harlow por quem Cagney trocou Clarke no supracitado filme. Isso me soou bem maldoso, pois dá a entender que Harlow só fazia sucesso porque se “dava bem” com os críticos. Outro momento que vale prestar atenção é o de um senhor reclamando que não estava passando nada do Mickey Mouse naquela sala de cinema, tanto Lady Killer quanto o próprio Cagney eram da Warner naqueles idos e esta ainda engatinhava no setor de animação com desenhistas surrupiados da empresa do tio Walt, tal piada soa como um ultimato ao público: ou vocês vão ver o tal do Mickey Mouse ou James Cagney e seus coleguinhas animados plagiados do tio Disney.
Mas é o duo Cagney-Clarke que mantêm a diversão mesmo, Mae que nessa época já tinha passado até pelas mãos do monstro de Frankenstein ainda sofria nas mãos do Jimmy, mas ao contrário de sua personagem no filme anterior que não merecia a toranjada na cara, esta vaca teve o esculacho merecido. No mais o filme é mediano, principalmente se constatarmos que é datado do mesmo ano da obra prima Footlight Parade com o mesmo Cagney e o fato de que muitas das piadas só surtirão efeito aos atentos pela carreira dele nessa época, além dos rituais do cinema pre-code. Céus, nenhum período de Hollywood foi melhor que a curta temporada pre-code entre o início do cinema falado e a ascensão de Will Hays e seus asseclas almofadinhas.
Mae e Jimmy no maior e melhor pé na bunda (literalmente) da história
Arquivo X: Jose Chung’s From Outer Space (The X-Files, 1993-2002)
Depois da decepcionante volta aos cinemas do meu, do seu, do nosso “Spooky” Mulder, nada mais prazeroso do que lembrar os melhores momentos do mais sensacional episódio do seriado, o totalmente alucinado e cômico Jose Chung’s From Outer Space. O que mais me deixa frustada quanto ao seriado, foi o fato do roteirista deste entre outros dos melhores episódios, Darin Morgan, ter escrito tão pouco. O meu segundo episódio em preferência é o não menos infame e também escrito por Morgan, War of the Coprophages, no melhor estilo “O ataque das baratas assassinas do espaço sideral”. Há outros do Morgan de que gosto bastante como aquele com a participação impagável de Peter Boyle, Clyde Bruckman’s Final Repose, uma outra grande homenagem ao cinema só que agora pendendo mais para o cinema mudo, ou ainda aquela declaração de amor a Tod Browning no episódio Humbug com direito àquele maldito anão de Twin Peaks e Carnivale.
Ok, Dana é ótima, mas não preciso pensar duas vezes para entender que sempre fora meu companheirinho arquetípico a chamar minha atenção e que Fox Mulder é o segundo melhor agente do FBI da cultura pop, só perdendo para o eternamente inatingível Dale Cooper de você-sabe-qual-série. O complemento de Scully e Mulder não é só necessário para arrematar a narrativa, como foi essencial para que a série fizesse sucesso com a perfeita união do manter os pés no chão de Dana para com Fox e o abrir de mentes de Fox para com Dana, algo que deveria ser mais comum no nosso dia-a-dia, mas que infelizmente pouco acontece por mero preconceito, superficialismo e crença em verdades absolutas.
Arquivo X foi uma das pouquíssimas séries que conseguiu prender a atenção do meu irrequieto espírito juvenil, não a ponto de acompanhá-la religiosamente, mas ao menos de lembrar de ligar a tv para assistí-la nas noites em que era exibida na Rede Record. É também o segundo melhor seriado americano dos anos 90, só perdendo para aquele você-sabe-qual e com lugar cativo naquela galeria seleta de culto de ficção científica ao lado de Jornada nas Estrelas no passado ou atualmente Lost. Seriados de grande sucesso hoje como Heroes, Lost, 4400, Supernatural muito devem a Arquivo X, este seria quase como o objeto de transição entre tais seriados e coisas passadas como Twilight Zone, Invaders, Kolchak (o original) e Alfred Hitchcock Presents.
Arquixo X estruturou-se de forma peculiar, alternando episódios que seguiam uma lineariedade factual sobre alienígenas e outros episódios isolados sobre outros mitos como pé grande, vampiros, lobisomens, zumbis, bruxas etc, mas o grande mistério essencial da série girava mesmo em torno dos alienígenas e a invasão dos mesmos no Planeta Terra.
O seriado é uma grande homenagem ao cinema B de ficção científica e horror, o clima de constante paranóia que assolou o gênero nos anos 50, de Don Siegel a Jack Arnold até o mais puro e delicioso trash a lá Gerardo de Leon, Bert Gordon, Roger Corman e Kurt Neumann, não deixando de avançar em homenagens claras à John Carpenter, Steven Spielberg, Tod Browning, James Whale (no também sensacional The Post-Modern Prometheus), Alfred Hitchcock, Nicolas Roeg, e Ridley Scott dos bons tempos, entre outros, especialmente em torno de Silêncio dos Inocentes, cujo personagem de Jodie Foster serviu como molde para o de Gillian Anderson, com sobras até para o melhor cinema conspiratório como Todos os Homens do Presidente, JFK, Sob o Somínio do Mal, A Conversação, Blow Out e Up. Até A Última Tentação de Cristo e Rashomon acabam por ter o seu pedaço desso bolo gigante, no caso do último através do vampiresco e ótimo Bad Blood.
O que me faz gostar tanto do Mulder é sua mente aberta sem nunca deixar de ser desconfiado e lógico, muito de qualquer tipo de iconoclastia é vulgar e irracional, pelo simples fato de tentar “debunkar” algo, de que é necessário uma prova irrefutável, mas tal prova não é encontrada também do contrário, muitas vezes esses mesmos que se proclamam tão racionais são os de atitude mais ilógicas e beirando ao fanatismo, particularmente não vejo distinção alguma entre um fanático religioso e um fanático cético, ambos estão tão imersos em suas próprias verdades que não conseguem ver nada além de seus umbigos, cá entre nós não dá para chamar de racional e lógico alguém que defente ferrenhamente a inexistencia de qualquer coisa sem as mesmas provas que este tipo de mentalidade tanto proclama.
O Mulder é lógico, mas para os padrões gerais ele é um “spooky” porque não ousa fechar sua mente para possiblidade alguma, acredita em tudo até que lhe provem o contrário, porque apesar da verdade estar lá fora, é bem difícil conseguir enxergá-la.
Nota 1: Sabe o que é mais estranho ao ver aquele longa praticamente uma década depois? É que justamente agora quando finalmente David Duchovny havia sublimado a aura de Fox para o público e se convertido no inesquecível Hanky Moody, o desgraçado volta ao Spooky. Por falar em Hank Moody, cadê a segunda temporada de Californication, jesuis?
Nota 2: O número do apartamento em que Mulder morava era 42. Claro.
Nota 3: Também nunca é tarde para relembrar a união dos dois melhores agentes do FBI dos anos 90 em Twin Peaks: Dale Cooper e Fox Mulder, no caso do último, ele ainda era da Narcóticos, travesti e dava uns apertos na Laura Palmer, o que não deixa de ser ainda mais memorável.
Nota 4: Eu juro que vi o John Locke e o Benjamin Linus em Arquivo-X. Eu Juro. Terry O’Quinn teve a petulância de interpretar 3 personagens diferentes durante a série, todos devidamente abigodados, incluso no longa de 1998 quando descobrimos onde arranjou aquela mania estranha de explodir tudo para um “bem maior”. E, céus, Michael Emerson foi um telecinético. O bacana é que o Locke é uma espécie de Fox Mulder de Lost, enquanto o Ben é tão memorável quanto o até então melhor vilão dos seriados de sempre: o Canceroso. Vai ver por isso são os meus preferidos.
Nota 5: Darin Morgan, o roteirista dos melhores episódios do seriado não foi apenas o mais inesquecível na escrita, ele também encarnou o tipinho mais repugnante e impressionante das nove temporadas: o Homem-Platelminto Mutante. Depois Morgan acabou voltando como ator no ótimo Small Potatoes, onde passava a perna no Fox e chegou mais perto da Scully do que ele em todos aqueles anos.
Nota 6: E um dos melhores episódios dos Simpsons, The Springfield Files, contém além das literais participações de Fox e Dana, foi apresentado por ninguém menos que Leonard Nimoy e com direito a participação velada do Canceroso. Ambos os seriados iam ao ar nas noites de sexta na Fox e a homenagem foi retribuída em Arquivo X na forma de um empregado de uma Usina Nuclear que ficava dormindo no serviço e atendia pelo distintíssimo nome de Homer.

























































































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