Os Filmes Bacanas de Cada Ano que o Cinema Viveu: 1977
1- Cruz de Ferro (Cross of Iron, Sam Peckinpah)
Bloody Sam causando arrepios. Quantos filmes americanos sobre a Segunda Guerra você conseguiu assistir sem que os Alemães dessem a impressão de terem parte com o demo? Se Cruz de Ferro não prova a genialidade do meu sanguinário favorito, nada mais o faz, Bloody Sam não é culhônico porque faz filme de macho, Bloody Sam é culhônico porque tem coragem de parar com a palhaçada e mostrar o que é, sem frescura, sem auto-promoção, sem hipocrisia, sem essa afetação corriqueira que dá no saco. A arte de Bloody Sam me remoi as entranhas tanto quanto as que vemos remoídas na tela, mas não por enjôo e sim por mera paixão mesmo.
2- Martin (George Romero)
Talvez o segundo melhor filme de vampiro já feito, perdendo obviamente para o Nosferatu de 22. A perspectiva psicológica adotada é uma das mais interessantes e emblemáticas.
3- Esposamante (Mogliamante, Mario Vicario)
Um dos filmes mais eróticos que já vi, a tensão sexual alcançada aqui é quase inigualável. Vicário, um notório exemplar da pornochanchada italiana, fez deste o seu filme mais classudo, talvez as presenças de Marcello Mastroianni e Laura Antonelli tenham ajudado neste quesito, não que eu não adore uma pornochanchada, é claro.
4- Love Letters of a Portuguese Nun (Die Liebesbriefe Einer Portugiesischen Nonne, Jesus Franco)
Não é apenas a obra prima do tio Jess, como é a obra prima do gênero nunsploitation (a não ser que The Devils do Ken Russell – que muito influenciou este – conte como nunsploitation, mas aí já é covardia), além de paraíso inato a sadomasoquistas em geral. E não, ao contrário do que diz o título e os créditos, tal filme nada tem a ver com o clássico literário Cartas Portuguesas de Mariana Alcoforado, é só outra picaretagem do Franco mesmo.
5- Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall, Woody Allen)
Meu primeiro Woody Allen. Sim, a madrastra é bem mais interessante que a Branca de Neve. Sim, foi alí que teve início toda uma era de “eu tenho medo do Christopher Walken”.
6- 007 O Espião que me Amava (The Spy Who Loved Me, Lewis Gilbert)Melhor James Bond com Roger Moore e não, Moore não é o meu segundo Bond em preferência, meu segundo preferido é o Pierce Brosnan. Ah, melhor canção tema de toda a franquia também, graças a Carly Simon.
7- Valentino: O Ídolo, O Homem (Ken Russell)
União de duas de minhas paixões: Rodolfo Valentino e Ken Russell. Em que outro lugar você poderia ver Rudy dançando tango com Nijinsky? A grande sacada aqui é a recriação visual e exagerada de muitos dos filmes com Valentino, além de coroar outros atores como Fat Arbuckle ou a exuberante entrada em cena de Leslie Caron encarnando Alla Nazimova e suas camélias.
Real Melhor Filme do Ano: Suspiria (Dario Argento)
Impressionante como tem uns cineastas bem sem graça no mundo.
Nota: O primeiro Guerra nas Estrelas foi bastante importante na minha infância (o holograma da Princesa Leia pairou muito na minha memória), mas enfim, chega de Guerra nas Estrelas. Se bem que seria um bom pretexto para outra foto do Harrison Ford.
Nuuuuuuuuuuusssssa o Han Solo atira primeiro.










