Professor Severus Snape’s Sorcerer-Tastic, Muggalicious Mid-Summer Movie Quiz
Só porque o meu Sev é o padrinho deste quiz:
1) Second-favorite Stanley Kubrick film.
2) Most significant/important/interesting trend in movies over the past decade, for good or evil.
3) Bronco Billy (Clint Eastwood) or Buffalo Bill Cody (Paul Newman)?

5) Joseph Tura (Jack Benny) or Oscar Jaffe (John Barrymore)?
6) Has the hand-held shaky-cam directorial style become a visual cliché?
7) What was the first foreign-language film you ever saw?
8) Charlie Chan (Warner Oland) or Mr. Moto (Peter Lorre)?
9) Favorite World War II drama (1950-1970).
10) Favorite animal movie star.
11) Who or whatever is to blame, name an irresponsible moment in cinema.
13) Name the last movie you saw theatrically, and also on DVD or Blu-ray.
14) Second-favorite Robert Altman film.
15) What is your favorite independent outlet for reading about movies, either online or in print?
ZINGU!
16) Who wins? Angela Mao or Meiko Kaji?
17) Mona Lisa Vito (Marisa Tomei) or Olive Neal (Jennifer Tilly)?
18) Favorite movie that features a carnival setting or sequence.
19) Best use of high-definition video on the big screen to date.
20) Favorite movie that is equal parts genre film and a deconstruction or consideration of that same genre.
21) Best Film of 1979.
22) Most realistic and/or sincere depiction of small-town life in the movies.
23) Best horror movie creature (non-giant division).
24) Second-favorite Francis Ford Coppola film.
25) Name a one-off movie that could have produced a franchise you would have wanted to see.
26) Favorite sequence from a Brian De Palma film.
27) Favorite moment in three-strip Technicolor.
28) Favorite Alan Smithee film.
29) Crash Davis (Kevin Costner) or Morris Buttermaker (Walter Matthau)?
30) Best post-Crimes and Misdemeanors Woody Allen film.
31) Best Film of 1999.
32) Favorite movie tag line.
34) Overall, the author best served by movie adaptations of her or his work.
35) Susan Vance (Katharine Hepburn) or Irene Bullock (Carole Lombard)?
36) Favorite musical cameo in a non-musical movie.
37) Bruno (the character, if you haven’t seen the movie, or the film, if you have): subversive satire or purveyor of stereotyping?
38) Five film folks, living or deceased, you would love to meet.
Nota: As questões sem resposta ficarão sem resposta a menos que eu fique de bom humor e resolva respondê-las.
Achado bloguístico do dia: You’re Only as Good as Your Last Picture
You’re Only as Good as Your Last Picture
Blog especializado em analisar o trabalho derradeiro de atores, começou há pouco tempo, mas a idéia é incrível e merece ser acompanhada. O problema é que nem todo mundo é Carole Lombard e a maioria do povo acaba a carreira em filmes bem desprezíveis. Outro problema é que o último filme de John Wayne também deverá ser mudado, já que a tal ficção científica que ele gravou depois de O Último Pistoleiro será lançada.
Nota: Falando em filmes perdidos, coisa pela qual nutro uma certa obsessão, mal posso esperar para que os achados garajais com Peter Sellers iluminem minhas retinas.
25 atrizes
Tá rolando um meme nos blogs pelo mundo de atrizes favoritas, quem quiser que também o faça, as minhas não estão em ordem de preferência porque não sou louca de fazer uma coisa dessas, entre parenteses está meu filme favorito de cada uma delas e cujas fotos não tem a ver com os mesmos. São mulheres que aos meus olhos sobrepôem o nome de qualquer cineasta na minha ânsia por vê-las.

Bette Davis (O que terá Acontecido a Baby Jane?/What Ever Happened to Baby Jane?, Robert Aldrich, 1962)

Florinda Bolkan (Investigação Sobre um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita/Indagine su un cittadino al di sopra di ogni sospetto, Elio Petri, 1970)
Nota 1: Nem é preciso mencionar que cometi uns pecados cabeludos ao deixar muita gente de fora, para ficar satisfeita só 40.
Nota 2: Algumas outras listas bacanas que podem ser encontradas por aí: Self-Styled Siren, 1416 and Counting, Film Experience Blog, Video WatchBlog, Coffee, Coffee and More Coffee , Cinebeats, Stinky Lulu, Flickhead, You Can’t Eat the Venetian Blinds, Cinema Styles
MacMurray, Lombard e o pastelão corriqueiro entre um take e outro
Esse é para encerrar o mês de comemorações, nada melhor que bolo nas fuças para isso.
Nota 1: Claro que montei algumas coisas lá no CafePress este mês.
Caneca de Miss Lombard é tudo na vida de uma pessoa.
Nota 2: No embalo, que fique aqui os endereços de sites e produtos que abasteceram e abastecem minha adoração:
Gentlemen Prefer Blondes: Cary Grant, Clark Gable, Ricardo Cortez
A loira é Carole Lombard, claro.
I wish Carole Lombard would receive some of the attention lavished on Marilyn Monroe. They were so alike: blond, beautiful, sexy and at their best in comedy. They married famous men, and they died tragically young. The Monroe legend grows. Do people remember Lombard?
She was a better actress than Monroe, left more classic films, her artistry lives, and her best films continue to deliver joy. She threw herself exuberantly into parts and wasn’t afraid to look foolish for a laugh. In many ways, she served as an inspiration to Lucille Ball. – Hal Boedeker
Cary Grant, Groucho Marx, Carole Lombard, Chico Marx e Ronald Colman
Aquele tio alí do fundo não conheço, deve ser o apresentador do programa de rádio.
Esta foto muito me intriga. O que é este olhar de Cary para Groucho com a mão pronta para quebrar-lhe o pescoço? Imagino as barbaridades que saíram das bocas de Carole e Groucho juntos.
Foto roubada daqui
Carole Lombard por George Hurrell
The hollow cheeks of Carole Lombard demand full-face or full-profile. It’s the in between poses that are dangerous. Her face must be evenly lighted to avoid thinness. - George Hurrell
Descrição roubada de Gatochy’s Blog que por sua vez roubou do indispensável Trouble in Paradise
Centenário de Carole Lombard – Parte 1
Marvelous girl. Crazy as a bedbug. – Howard Hawks
Nascida a 6 de outubro, Jane Alice Peters, Hoosier Tornado, Profane Angel, Ma, Carol Lombard, Carole Lombard Gable, tanto faz como é chamada, ela foi e é a maior atriz cômica do cinema. Mas não é porque Carole era a maior comediante que não segurasse as pontas também no drama, ela podia ir da louca rainha do screwball à fragilidade sem pensar duas vezes, mesmo sendo um desperdício de talento. Linda, talentosa, charmosa e maluca, além de naturalmente radiante, é por isso que ela é a minha preferida, é por isso que nenhum outro astro de cinema de qualquer outro período ou nacionalidade se equipare a ela aos meus olhos, é por isso que de todas as mortes prematuras do mundo do cinema nenhuma me causa mais frustação do que a do Tornado de Indiana aos 33 anos.
Um dia Jane Peters, aos doze anos de idade, estava jogando baseball na rua com os irmãos e vizinhos em Los Angeles, um produtor de cinema passou, viu e a chamou para um teste, o resto é história.Em 1925, aos 16 anos, Carole assinou seu primeiro contrato com a Fox, sendo o mesmo anulado no ano seguinte por conta de um grave acidente de carro que ela sofreu e danificou seu rosto. Na época a evoluída medicina acreditava que uma cirurgia plástica de reconstrução sairia melhor sem anestesia e lá foi Carole fazê-la aguentando toda a dor necessária. Tal fatalidade poderia significar o caos para uma carreira que prezava a beleza acima de tudo tal como era o cinema dos anos 20, mas depois da cirurgia e sempre acompanhada dos melhores maquiadores para cobri-lhe os resquícios de cicatrizes na face, Carole seguiu em frente na produtora de Mack Sennett, onde fez inúmeros curtas cômicos e sem deixar de mostrar que estava alí uma ainda belíssima mulher.
Mas é na transição do cinema mudo para o falado que Carole começa a ser notada, com muitas das estrelas da velha guarda caindo por terem vozes pouco agradáveis, Carole começa a ter chance em longas por ter uma bela voz e leveza no falar somada às suas outras qualidades naturais.
No início dos anos 30 Carole se casa com o sofisticado William Powell, foi com ele que ela fez sua melhor cena, a memorável chuveirada de Irene – A Teimosa, papel este que lhe rendeu sua única e merecidíssima indicação ao Oscar de Melhor Atriz, mas acabou perdendo para Luise Rainer por seu papel em Ziegfeld – O criador de estrelas, que coincidentemente também tinha William Powell como ator principal. Carole se culpava pelo fim de seu casamento de dois anos, pois se dizia preocupada demais com a própria carreira deixando o relacionamento em segundo plano. Anos depois, na ocasião do casamento com Clark Gable, disse que este seria diferente e tornou-se famosa a frase “Pa comes first”, tanto foi verdade que durante esse casamento deu mais atenção em elevar a carreria do marido do que a sua própria. Nessa época ela também era a dona festança, uma party girl por excelência.

"We called her The Profane Angel because she looked like an angel but she swore like a sailor. She was the only woman I ever knew who could tell a dirty story without losing her femininity." - Mitchell Leisen
Em 1934 sua vida é novamente afetada por um acidente, seu primeiro relacionamento sério pós-divórcio, o crooner Russ Colombo, morre acidentalmente durante uma brincadeira de um amigo com pistolas de duelo. Mais marcante ainda é a reviravolta que sua carreira dá por conta de sua saída da Columbia Pictures, com o novo contrato da Paramount conseguiu o status de estrela de primeira grandeza em pouco tempo.
Em meados dos anos 30 Carole inicia o relacionamento com Clark Gable que por muito tempo foi mantido longe dos holofotes, pois a então esposa dele não queria lhe dar o divórcio. Formavam um casal tipicamente oposto, ela sempre libertária religiosa e moralmente, ele com a sua devida cota de conservadorismo e machismo. Em 1939 finalmente se casam e vão morar numa fazenda onde criam uma verdadeira arca de Noé. Carole extremamente decepcionada ao descobrir não poder ter filhos, se joga na vida campestre bem longe das noitadas que tanto lhe agradavam no início daquela mesma década, agora profissionalmente independente faz poucos filmes e só os que lhe apetecem fazer.
Chega a Segunda Guerra Mundial, logo após o término da colossal sátira To Be or Not To Be, sempre genuinamente preocupada com as pessoas, Carole resolve participar politicamente de tal período usando sua notoriedade na angariação de fundos e num estranho vôo datado de 16 de janeiro de 1942 o avião em que se encontrava ao lado de sua mãe bate numa montanha.
Algo me chama atenção: nunca li nenhuma palavra venenosa de Joan Crawford a respeito de Carole. Por quê? Crawford era aquela a chacoalhar o guizo para deus e o mundo e nos anos 30 fora apaixonadíssima por Gable, tanto que no fim de sua vida clamava que o único homem que realmente amou fora ele, talvez uma prova de que Carole era tão fascinantemente luminosa que tinha o respeito até da habitualmente venenosa Crawford ou simplesmente seu respeito por Clark era demasiado para se sentir à vontade com qualquer destilação, ou ainda ela era só mais uma dissimulada mesmo. Mas não só isso, Crawford foi quem segurou a onda de desespero de Gable após a morte de Carole e a substituiu no filme em que estava prestes a rodar, doando seu salário em nome de Lombard para a Cruz Vermelha. Outra historinha bacana é sobre Lucille Ball tendo um sonho com Carole, onde esta aconselhava Lucille a tentar a carreira na TV com I Love Lucy. Lucille seguiu os conselhos da falecida e deu no que deu.
O que se tornou mesmo lendário são as coisas que os amigos de Gable contavam sobre sua adoração pela esposa e como nunca mais foi o mesmo depois de sua partida, ou ainda, como na ocasião da morte de Carole em que ele foi até a montanha onde caiu o avião em que Carole se encontrava e em desespero absoluto apenas saiu de lá quando havia a certeza de que não a encontraria viva. Talvez algo de sentimento de culpa, pois Carole pegou aquele avião e não um trem como fora previamente planejado porque ouvira rumores de um suposto caso entre Gable e Lana Turner durante as filmagens de Ainda Serás Minha. Depois disso ele surtou, foi pra Guerra e só voltou ao cinema 3 anos depois entregando-se ao alcoolismo permanentemente.

Considerações de Carole após Clark ser coroado The King of Hollywood “If his pee-pee was one inch shorter, they’d be calling him the Queen of Hollywood.”
Então façamos um apanhado geral da carreira de Carole, primeiro os filmes em que ela aparece como personagem, depois os que fez e por último alguns documentários e filmes curiosos. Obviamante citarei apenas os que vi, pois não sou muito dada a falar de coisas que desconheço. A maior perda fica por alguns filmes dos anos 20 os quais participou, especialmente sua estréia em 1921 com A Perfect Crime aos doze anos, mas é realmente impossível encontrar certos filmes dessa década.
RKO 281 (Benjamin Ross, 1999)
Carole aparece como personagem neste filme sobre a vida e quase morte de Cidadão Kane. A verdade é que Carole é a principal culpada pela existência de Cidadão Kane, Orson Welles estrearia na direção com um filme chamado Smiler with a Knife, mas sob hipótese alguma ele o faria sem Lombard, mas esta sentindo o peso da responsabilidade de trabalhar com o mais novo queridinho da América com grandes chances de colocarem a ambos ardendo numa fogueira, resolveu ir em territórios mais calmos como o bom e velho Hitchcock e sua família Smith. O resto é história, essas são as vantagens em se ganhar um não de uma mulher.
Não só de esnobar Orson Welles ela viveu, deu também sua devida esnobadela em Howard Hawks (que era seu primo) pelo papel principal de Jejum de Amor e em Frank Capra por O Galante Mr. Deeds, quando finalmente Lombard poderia redimir os filmes meia-boca que fizera ao lado de Cary Grant e Gary Cooper. Hoje ninguém vê outra pessoa além de Rosalind Russell e Jean Arthur em tais papéis.
Os Ídolos Também Amam (Gable and Lombard, Sidney J Furie, 1976)
Carole é interpretada por Jill Clayburgh que realmente não se parece nada com ela e Gable é encarnado por James Brolin (hoje mais conhecido como pai-do-Josh-e-marido-da-Barbra) que ficou assustadoramente parecido, mais pela sua cota de charme do que pelo físico propriamente dito.
O diretor Sidney J. Furie acabou com a tal fama de ter enterrado a série de filmes do Superman nos anos 80 com aquele escabroso exemplar IV, mas antes de tudo isso ele realizara pelo menos dois filmes realmente díficeis de serem ignorados, o primeiro filme de Harry Palmer, Ipcress – O Arquivo Confidencial (1965) e o filme em que Diana Ross interpreta Billie Holliday, O Ocaso de uma Estrela (Lady Sings the Blues, 1972). Em Gable and Lombard as intenções são boas e ele nos deu um filme razoável em clima de screwball, algumas cenas com inspiração a partir de outras que os próprios Clark e Carole protagonizaram nas telas dos anos 30.
The Scarlett O’Hara War (John Erman, 1980)
Sim, Carole foi uma das zilhões de atrizes que disputaram a vaga de Scarlett enquanto seu marido era o Rett definitivo, hoje é difícil ver outra pessoa além de Vivien Leigh no papel, mas uma das poucas atrizes que poderiam ser insuportavelmente mimadas, fortes e manipuladoras tanto quanto Leigh seria Miss Lombard.
Just before her relationship with Clark Gable began in earnest, Carole read and loved the book “Gone With the Wind”. Excited, she sent a copy of the book to Gable, with a note attached reading “Let’s do it!”. Gable wrongly assumed she was making a sexual advance to him, and called Carole to organize a date. When he found out Carole wanted to make a film the book with him as Rhett Butler and herself as Scarlett, he refused, and kept the copy of the book she had given him thereafter in his toilet.
Nota: Para mais fatos e curiosidades sobre Lombard, recomendo o recém fundado Carole Lombard .org, ainda no início mas que promete grande conteúdo.
Update: Reiterando o caso Joan Crawford. hehehe Eu disse que a vaca não deixava passar ninguém.
Centenário de Carole Lombard – Parte 2
1- Ser ou Não Ser (To Be or Not to Be, Ernst Lubitsch, 1942)
Embora considere as obras máximas de Lubitsch saídas de sua fase pre-code, Ser ou Não Ser e A Oitava Esposa do Barba Azul constituem uma exceção aos meus olhos e Maria Tura é certamente não apenas a melhor personagem de Carole (e última) como uma das marcantes personagens femininas do século XX. O irônico é que tal personagem deveria ser da eterna xodó lubitschiana Miriam Hopkins, mas esta se recusou (!?!) a trabalhar com Jack Benny, enquanto Clark Gable era terminantemente contra (!?!) Carole tomar parte desse filme.
2- Um Casal do Barulho (Mr. & Mrs. Smith, Alfred Hitchcock, 1941)
Considerada a loira gelada hitchcockiana primordial, Carole foi a protagonista do mais singular dos Hitchcocks e sua silhueta foi alvo de uma obsessão à la Vertigo por décadas do tio Hitch por uma mulher morta.
3- Não Cobiçarás a Mulher Alheia (They Knew What They Wanted, Garson Kanin, 1940)
Filme chatinho, tem seus momentos, mas o fato de tê-lo visto com dublagem em espanhol não ajudou muito, nem para apreciar a adorável voz de Carole e nem distinguir o suposto sotaque italiano de Charles Laughton, este com sua linda personagem a salvar o filme. Foi o primeiro filme de Karl Malden que ainda está vivo aos 96 anos!
4- Esposa Só no Nome (In Name Only, John Cromwell, 1939)
Esse é o típico filme que me deixa puta por desperdício de talento, pegam o rei e rainha do screwball e colocam num melodrama xaroposo cujo atrativo-mor é justamente a antagonista vivida pela sempre excelente Kay Francis. Não, o filme não é ruim, é razoavelmente bom, mas ver dois dos meus maiores xodós eclipsados quando deveriam fazer uma senhora dupla, é dose. Há algo de pessoal no mote deste filme, Carole havia vivido algo parecido com Gable.
5- Nascidos para Casar (Made for Each Other, John Cromwell, 1939)
Aí ó, esse filme cai como uma luva para o James Stewart, mas não sei se Carole não era furacão demais para ele, Carole combina com Cary, com Fred, com Fredric, com Clark, com Jack, com Gary… o James precisa de uma mulher mais sossegada, talvez não seja um filme ruim, mas dá no meu saquinho.
Centenário de Carole Lombard – Parte 3
6- Nada é Sagrado (Nothing Sacred, William A. Wellman, 1937)
Nada é Sagrado é tido não só como um dos melhores filmes de Carole, como um das melhores comédias de sempre, por pecado meu ou não, este é um filme que não significa muito para mim. Apesar de ser fã de Carole e Fredric March, tendo eles uma química incrível em cena e mesmo com aquela famosa sequência de espancamento, não é um filme que coloque nem no meu top 5 de Miss Lombard.
7- Começou no Trópico (Swing High, Swing Low, Mitchell Leisen, 1937)
Mais um filme de Mitchell Leisen com seu muso-mor MacMurray e novamente ao lado de Lombard. Miss Carole arrasa de novo com aquelas oscilações do cômico para o dramático como só ela sabia fazer com a classe que lhe era natural, embora seja um filme menor de sua filmografia e a de Leisen, ganha pontos por ter MacMurray tocando trompete enquanto Carole finge que sabe cantar.
8- Confissão de Mulher (True Confession, Wesley Ruggles, 1937)
O que acontece quando colocam a Carole no papel de uma mentirosa compulsiva com a Una Merkel como sua melhor amiga, Fred MacMurray como o marido honestíssimo e John Barrymore como um bêbado (!!!) escroque? Coisas impensáveis, oras. Gosto desse filme particularmente pelo tique de Carole ao mentir, algo que ela faz com a boca como prenúncio de mais uma daquelas barbaridades absurdas que sua personagem deixava fluir na imaginação. Não é um grande filme, mas Carole me fez rir com gosto.
9- Irene – A Teimosa (My Man Godfrey, Gregory La Cava, 1936)
Sério candidato a melhor filme protagonizado por Carole, onde todos os personagens são completamente malucos e nos dando a concreta impressão que nada alí faz qualquer sentido. Um dos mais contundentes exemplos do quão nonsense e genial o gênero screwball pôde chegar nos anos 30, Carole volta a contracenar com o ex-marido William Powell e chega mesmo a bater a doidivanas da Katharine Hepbun em Levada da Breca como melhor personagem cômica feminina da década. Afinal, Godfrey loves me! He put me in the shower!
10- A Princesa do Brooklyn (The Princess Comes Across, William K. Howard, 1936)
A graça desce filme reside única e exclusivamente na performance de Carole, que presta uma “homenagem” a Greta Garbo, só de lembrar o sotaque e as caras e bocas que Miss Lombard faz, já me dá vontade de rir. Ah, o par romântico é Fred MacMurray… again.
Centenário de Carole Lombard – Parte 4
11- A Ceia das Donzelas (Love Before Breakfast, Walter Lang, 1936)
Nos anos 30 era praxe colocar mulher sendo espancada como alívio cômico, na verdade bem pouco me recordo desse filme e só lembro do Preston Foster socando Carole sem querer, Cesar Romero bancando seu habitual latin lover e Carole encarnando a mulher geniosa com extração das corriqueiras gargalhadas sinceras.
12- Corações Unidos (Hands Across the Table, Mitchell Leisen, 1935)
Ah, esse eu adoro. Primeiro filme que vi com o duo Lombard-MacMurray, aqui, longe do que era habitual, Fred é quem encarna o maluquete da dupla, um milionário falido completamente irresistível. Daquelas comédias românticas que só os anos 30 sabiam produzir.
13- The Gay Bride (Jack Conway, 1934)
Carole volta a ser par de Chester Morris com quem trabalharara em Tu és a Única. Filme de gângster decente no auge do gênero só que num clima mais Tiros na Broadway do que Scarface e, putz, o Chester Morris era um cara bacana e devia mesmo ter se tornado um grande astro.
14- Lady by Choice (David Burton, 1934)
Último filme de Carole na Columbia antes de ir para a Paramount e se tornar uma estrela A. É um filme chatinho, mas Carole é glamour até a medula como uma dançarina.
15- Agora e Sempre (Now and Forever, Henry Hathaway, 1934)
Seria um filme bacana se a Shirley Temple não existisse, pode me chamar de sem caráter e sem coração (até parece), mas a Shirley Temple sempre me irritou profundamente, na verdade crianças-prodígio me dão calafrios porque sempre lembro da Baby Jane e tenho vontade de socar os pais que entram nessa roda de exposição-exploração. Mas voltando ao filme, Gary Cooper, Henry Hathaway e Carole podiam ter combinado coisa melhor.
Centenário de Carole Lombard – Parte 5
16- Suprema Conquista (Twentieth Century, Howard Hawks, 1934)
Filme responsável por minha paixão simultânea e avassaladora por John Barrymore e Carole Lombard, primeiro filme que assisti de ambos, embora já conhecesse o trabalho do primo de Carole, Mr Howard Hawks. Não só é meu filme preferido com Lombard e seu primeiro grande papel, como é considerado a primeira comédia screwball do cinema e o melhor filme que fez segundo o próprio Barrymore. Também pudera, com esse elenco, roteirização de Ben Hecht, Charles MacArthur e Preston Sturges e batuta de Hawks, seria inadmissível não pecar pela excelência.
17- Cupido Ao Leme (We’re Not Dressing, Norman Taurog, 1934)
Esse filme é um pé no meu saquinho. Veículo absoluto para o Bing Crosby sair cantando e ir com a Lombard para uma ilha deserta, alguma ou outra cena divertida mas nada muito relevante. Menção honrosa ao casal George Burns e Gracie Allen quando estavam no auge e um Ray Milland em início de carreira no papel de um dos príncipes a disputar a bela náufraga Lombard com o marinheiro Crosby.
18- Bolero (Wesley Ruggles / Mitchell Leisen,1934)
Outro filme realmente ruim e veículo para que George Raft saísse do estigma de gangster tornando-se aos olhos do público o que realmente era: um dançarino. Neste filme tentaram transformar Carole numa espécie de Jean Harlow, com o cabelo platinado e uma maquiagem que tirava toda sua natural beleza classuda. O filme só é realmente sensacional em seu momento derradeiro, a famosa cena do Bolero de Ravel em que Lombard e Raft dançam lindamente uma coreografia que só podia ser vista num filme pre-code. A curiosidade fica por conta de algumas semelhanças da personagem de Raft com a vida de Rodolfo Valentino, especialmente quanto ao vislumbre gigolô-dançarino e morte prematura.
19- Supernatural (Victor Halperin, 1933)
Ótimo horror do início dos anos 30 orquestrado pelo mesmo realizador de White Zombie, um dos primeiros classicaços sobre zumbis que se tem notícia. Aqui Halperin flerta com zumbizagem, possessão e charlatanismo num quase-precursor de Brinquedo Assassino. Carole é a atriz principal e tem a primeira grande mostra de seu talento nas cenas em que sua personagem é possuída por uma maníaca, mas os méritos também devem ser dados especialmente ao Alan Dinehart (o espiritualista), Vivienne Osborne (a condenada à morte) e, especialmente, Beryl Mercer (a vizinha chantagista). Randolph Scott aparece aqui num dos seus primeiros papéis de certa notoriedade.
20- Os Dragões da Noite / A Águia e o Gavião (The Eagle and the Hawk, Stuart Walker, 1933)
No ano anterior quando Carole e Cary fizeram um filme juntos, mal se notava Grant nos créditos e em cena, aqui é o nome dela que diminiu nos letreiros e o de Grant equiparou-se com o do astro consumado Fredric March. Um grande filme de macho e antibelicista em que Carole só é enfeite.
Centenário de Carole Lombard – Parte 6
21- Casar por Azar (No Man of Her Own, Wesley Ruggles, 1932)
Mais um filme chatinho do Wesley Ruggles que bem pouco sal colocou em seus filmes, aliás, pimenta pois bem gosto de comida sem sal e com muita pimenta. Nem é preciso dizer que o interesse aqui é Miss Lombard formando um casal com Mr Gable anos antes deles serem atingidos por um raio saído sabe lá de onde e juntarem os trapinhos. Nessa época eles estavam compremetidos com outras pessoas e a única química existente era na tela.
22- Virtue (Edward Buzzell, 1932)
Bom filme dramático de Miss Lombard, embora ela seja sofisticada demais para conseguir passar veracidade como prostituta de rua quando a única forma de vê-la é como prostituta de luxo.
23- Tu és a Única (Sinners in the Sun, Alexander Hall, 1932)
Primeiro dos três filmes em que Carole atuou ao lado de Cary Grant, ela já conquistara certa notabilidade com mais de dez anos de carreira, mas Grant ainda estava no seu segundo papel de uma carreira razoavelmente meteórica, é quase inadimissível que os dois maiores atores screwball não tenham dividido um filme sequer do gênero. A vantagem aqui é que este é um bom filme e Alexander Hall é um diretor bacana. Foi com esse filme que descobri uma das artimanhas do pre-code: sempre que uma mulher troca de roupa o telefone toca para que ela atenda e passe o maior tempo possível de lingerie na tela, Carole foi uma das rainhas dessa tática, pois seu corpo era um dos mais belos da época só rivalizado pelos de Joan Crawford e Jean Harlow.
24- O Homem do Mundo (Man of the World, Richard Wallace / Edward Goodman, 1931)
Segundo filme em que Carole trabalha com seu então marido William Powell, a quem ela chamava de “único ator inteligente que conheci” e O Homem do Mundo reflete bem a personalidade culta e sofisticada pertencente a Powell. Mais um filme para explorar o novo casal hollywoodiano do que qualquer outra coisa.
25- It Pays to Advertise (Frank Tuttle, 1931)
Carole ao lado da não menos diva Louise Brooks (que não se deu bem em Hollywood porque não se encaixava no esquema dos fuinhas). A idéia de fazer algo sobre propaganda e hoax é boa, mas a realização é ruim, faltou maior exploração cômica quanto a venda de um produto que não existe e o carisma dos envolvidos ficou em débito, até a sempre reluzente Carole perdeu o brilho e a participação de Brooks pós-Pabst é ínfima, mesmo que interessante.
Centenário de Carole Lombard – Parte 7
26- Alta Voltagem (High Voltage, Howard Higgin, 1929)
Típico filme de transição do cinema mudo para o falado onde ninguém sabia ao certo o que estava fazendo, o mote é bacana, uma espécie de “Lost das Neves” onde algumas pessoas ficam ilhadas numa cabana na neve e com o passar do filme as personalidades vão se delineando, inclusive Carole é uma prisioneira escoltada por um policial. O desenvolvimento e qualidade são terríveis da mesma forma que fora The Racketeer e cujo diretor é o mesmo.
27- O Gângster (The Racketeer, Howard Higgin, 1929)
Horrível, horrível, horrível. Pior filme que vi com Carole e uma das suas primeiras incursões ao cinema falado.
28- Dynamite (Cecil B. DeMille, 1929)
Tudo é meio nebuloso quanto a relação de Carole neste filme. Aparentemente ela foi substituída de um papel maior que mero extra, mas diz-se que ainda é possível vê-la em cena. Sinceramente não consegui encontrá-la, mas é o primeiro filme falado de DeMille da época em que ainda fazia lascivas películas hedonistas pre-code e o pedaçudo do Joel McCrea dá as caras, então valeu a pena.
29- Vamp do Campus (The Campus Vamp, Harry Edwards, 1928)Carole é a própria vamp universitária do título nesse curta, oras.
30- Run, Girl, Run (Alfred J. Goulding, 1928)
Carole é a atleta que não pode ficar gandaiando à noite neste que é um dos inúmeros curtas que fez sob a produção de Mack Sennett. Ótima oportunidade para ver Carole de shortinho com os pernões à mostra.




























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