Filmes bacanas de cada ano que o cinema viveu: 1969
1- Um Beatle no Paraíso (The Magic Christian, Joseph McGrath)
Yul Brynner é uma drag cantando para um Roman Polanki bêbado, Laurence Harvey faz um show de striptease representando Hamlet, Richard Attenborough treina Graham Chapman em Oxford, Christopher Lee é um vampiro, Raquel Welch é a gostosa habitual, Spike Milligan é um guarda e Graham Stark é um garçon, ambos tentando fazer as vontades do milionário Peter Sellers e seu filho Ringo Starr. Meu coração palpita só de lembrar da cena do museu envolvendo Sellers, Ringo e John Cleese: um Goon, um Beatle e um Python. Qualquer pessoa que tenha um mínimo de apreço pela comédia britânica em toda sua anarquia e glória deve assistir tal filme, nesse caso o oportunista título nacional faz todo o sentido, é mesmo um paraíso.
2- A Mulher de Todos (Rogério Sganzerla)
Ela gosta é de boçaaaaaaal! Homem bacana dá muito trabalho. Aqui vê-se o porquê a Helena Ignez não tem espaço na mídia nacional de merda, essa mulher deveria ter uma estátua em cada canto desse país. Como Ignez e Florinda Bolkan (que trabalhou com os maiores cineastas europeus dos anos 60 e 70) pouco são lembradas só porque não fazem novelinhas da globo, enquanto a galera fica babando ovo de umas atrizinhas de merda. Na boa, creio piamente que Ignez é a maior atriz brasileira de sempre.
3- Uma Sobre a Outra (Una Sull’Altra, Lucio Fulci, 1969)
É uma espécie de remake de Vertigo. E que remake! Fulci adaptou o Vertigo de Hitchcock para a linha giallica, com tudo que tinha direito, inclusive locações em San Francisco, num suspense erótico que reina a deusa absoluta Marisa Mell, a mulher mais bonita que já vi não apenas no cinema, como em qualquer parte fora dele.
4- Mulheres Apaixonadas (Women in Love, Ken Russell)
UIA, mesmo que não seja apreciado como um tôdo, creio ser pouco provável não dar o braço a torcer ao menos com uma cena: aquela envolvente, espetacular e perfeita sequência homoerótica de machos suados lutando nus protagonizada por Alan Bates e Oliver Reed. É Russell envolvido com DH Lawrence mais uma vez e dá-se a impressão que o literato e o cineasta nasceram para tal união, cada qual no meu hall pessoal de autores favoritos em suas respectivas artes. O elenco perfeito não atrapalha.
5- Charity, Meu Amor (Sweet Charity, Bob Fosse)
Fosse quase não gostava de Fellini. Nessa versão musical de Cabiria, Shirley MacLaine mostra porque é uma estrela completa que dança, canta, sapateia e atua. A mulher é um monstro e hoje está relegada a papéis secundários em filmecos meia-boca.
6- The Bed Sitting Room (Richard Lester)
Não tem como não ser fã de um filme cujos créditos iniciais os atores aparecem em ordem de altura e pasmem: Rita Tushingham é mais baixa que Dudley Moore! Peter Cook é o mais alto, claro. Ficção Científica pós apocalíptica que mistura o melhor da comédia britânica dos anos 60, dos Goons, passando por Beyond the Fringe até o mestre absoluto que liga todo esse povo bom: Richard Lester, especialmente por ter criado toda a estrutura visual que revolucionaria o humor britãnico a partir dos anos 50. Indispenável para quem gosta de Monty Python mas não conhece toda essa galera que os influenciou.
7- Os Deuses Malditos (La Caduta degli dei, Luchino Visconti)
Incesto, Dirk Bogarde, orgias nazistas, Ingrid Thulin, pedofilia, Helmut Berger, traições, Florinda Bolkan, prostituição, Helmut Griem, travestis, Charlotte Rampling, assassinatos. Ah… toda essa decadência!
8- Orgasmo/Così Dolce… Così Perversa/Paranoia (Umberto Lenzi)
Não sei se é admissível ver o Lenzi sendo tratado como um cineasta podreira por uma porrada de gente, posso entender esse tratamneto para com o Jess Franco, mas não com o Lenzi. O homem sabia muito bem o que fazia e legou quantidade suficiente de obras que nos fazem cair o queixo, especialmente a série de filmes que fez com a Carroll Baker como protagonista, a qual teve início com esses Orgasmo, Così Dolce… Così Perversa e Paranoia. Lenzi e Baker ainda fariam um quarto filme em 72, mas este ainda não vi, embora ache pouco provável que tenha atingido a qualidade dessa trilogia que é mesmo o ápice da carreira do diretor. Nessa trilogia se encontra tudo que há de melhor do suspense francês, italiano e inglês, algumas cenas chegam a parecer refilmagem quadro-a-quadro de obras de cineastas que todos conhecemos (especialmente Hitchcock – o rei da influência giallica – Clouzot e Antonioni), mas de modo algum soa como plágio, mas sim como homenagem e aí que reside o talento de Lenzi, ele pega um imaginário que todo mundo conhece, costura tudo e monta um guarda roupa totalmente novo. Para diferenciar um filme do outro, lembre-se dos protagonistas masculinos: Orgasmo é com Lou Castel, Così dolce… così perversa é com Jean-Louis Trintignant e Paranoia é com Jean Sorel, este último é o meu Lenzi favorito e sempre foi confundido com Orgasmo por causa do título internacional.
9- Os Aventureiros do Ouro / Os Maridos de Elizabeth (Paint Your Wagon, Joshua Logan)AAAAAAAhhhhh! Clint cantando.
10- Um Golpe À Italiana (The Italian Job, Peter Collinson)AAAAAAAhhhhh! Caine cantando.
11- Vênus das Peles (Le Malizie di Venere, Massimo Dallamano)
Ainda com sua sina de adaptações literárias transpostas para o ambiente contemporâneo, Dallamano se joga em Sacher-Masoch numa das poucas adaptações para o cinema de alguma obra do autor e, ao meu ver, a melhor de todas. Belo tratado sobre obsessão, tendências e emoções da infância adaptadas à vida sexual adulta e a natureza das sensações. Não à toa Laura Antonelli é conhecida como deusa do sexo, é musa absoluta.
12- Cega Obsessão (Môjû, Yasuzo Masumura)
Continuando nos ensinamentos do seu Masoch, a verdade é que o filme do Dallamano parece filme da Disney comparado a esta pequena obra prima nipônica. Arte, obsessão e dor.
13- A Sereia do Mississipi (La Sirène du Mississipi, François Truffaut)
Truffaut volta a idolatrar Hitchcock e a seguir os passos de Cornell Woolrich. Meio inadmissível Belmondo ter trabalhado uma única vez com Truffaut.
14- Um Assaltante bem Trapalhão (Take the Money and Run, Woody Allen)
Primeiro filme dirigido por Allen e um dos mais engraçados, sem dúvida.
Real Melhor Filme do Ano: Meu Ódio será tua Herança (The Wild Bunch, Sam Peckinpah)
Peckinpah me cansa. mençoes honrosas para A paixão de Ana (Bergman), A Via Láctea (Buñuel), Matou a Família e Foi ao Cinema (Bressane), Akage (Okamoto), Z (Costa Gavras) e sabe-se lá mais o quê.
Os Filmes Bacanas de Cada Ano que o Cinema Viveu: 1973
1- A Menina e o Porquinho (Charlotte’s Web, Charles A. Nichols/Iwao Takamoto)
A Menina e o Porquinho foi a animação seminal da minha infância, coloca para correr qualquer filme dessa lista. O Wilbur chuta até a bunda do Warren Oates se ele der mole.
2- Irmãs Diabólicas (Sisters, Brian De Palma)
73 foi um ano de transição para o De Palma, passando a dar vazão à sua obsessão com temas hitchcockianos em Sisters, muito provavelmente influenciado pelo o que estava rolando na Europa em termos de cinema de horror. Não me lembro qual De Palma foi o meu primeiro, se Sisters ou Dublê de Corpo, mas Sisters causou-me imensa impressão na época e me causa ainda hoje.
3- Inverno de Sangue em Veneza (Don’t Look Now, Nicolas Roeg)
O que acontece com os anões psicopatas dos anos 70? Já não basta ter crescido com medo de anão por conta de um com cara de psicótico da minha terra natal? Anos depois o Cronenberg faria uma bela homenagem a Inverno de Sangue com o seu The Brood, nos ensinando a importante lição de não criar anões de frustração no sótão. Malditos monstrinhos de nós mesmos.
4- A Comilança (La Grande bouffe, Marco Ferreri)
Vamos deixar que o princípio do prazer domine a razão, vamos todos matar, trepar, comer e beber até morrer! Seremos hipócritas até o fim dizendo ser o homem um animal racional. Aêêê!
5- Coffy (Jack Hill)
Esqueça Richard Roundtree, Jim Brown, Fred Williamson e Rudy Ray Moore, o maior badass do blaxploitation foi Pam Grier, ela chuta a bunda deles e a sua também. Aquele cafetão é o mais bem vestido de sempre, quando crescer quero ser Robert DoQui. Tá bom, o Willie Dynamite é quase tão bem vestido quanto.
6- Amor e Anarquia (Film d’amore e d’anarchia, ovvero ’stamattina alle 10 in via dei Fiori nella nota casa di tolleranza…’, Lina Wertmüller)
É fato: Lina Wertmüller é a maior diretora do cinema. Sendo nascida num país machista como a Itália isso ganha contornos ainda mais dramáticos, seguindo uma profissão que, querendo ou não, era e ainda é predominantemente misógina tal afirmação vai às raias do dantesco. Nos anos 70 Lina marcava uma obra prima ao ano, coisa que nem o Woody Allen dos bons tempos conseguia fazer, sempre usando Giancarlo Giannini para se vingar dos macho-chos italianos (e a gente agradece!) com seus personagens predominantemente ridículos, aliás, todos os personagens de Lina, salvo raras exceções, eram ridículos independentes de sexo, credo ou posição política e social, ela não poupava ninguém. Amor e Anarquia evidentemente segue nesse seu hall de obras primas.
7- Female Prisoner Scorpion: Beast Stable/#701’s Grudge Song (Joshuu sasori: Kemono-beya/701-gô urami-bushi, Shunya Ito/Yasuharu Hasebe)
Estes dois últimos filmes da série Sasori tendo Meiko Kaji como protagonista estão aquém da excelência dos dois primeiros, especialmente o Grudge Song, único não-dirigido por Ito com Kaji no papel título, mas algumas coisas são dificilmente ignoradas, tal como a intro de Beast Stable com Sasori correndo algemada a um braço amputado ao som de sua música-tema ou o belo e doloroso momento de sua vingança final em Grudge Song.
8- Revolver (Sergio Sollima)
Um dos mais notáveis poliziescos setentistas. Mais notável ainda é ter certeza de que Ollie poderia ser tudo, de bruto do oeste americano à policial italiano, nada impedia a excelência de Oliver Reed. Também fica evidente o fato de Fabio Testi ser tudo na vida de uma mulher.
9- O Magnífico (Le Magnifique, Philippe de Broca)
Tudo que é necessário para imaginar se o James Bond fosse francês e interpretado por Belmondo está aqui. Puta que pariu o Belmondo nesse filme. PUTA QUE PARIU. É tudo que tenho a dizer.
10- Interlúdio de Amor (Breezy, Clint Eastwood)
Embora o primeiro filme de Clint (Perversa Paixão) goze de definitivo prestígio e eu o admire em diversos pontos, é nesse Breezy que o homem realmente mostra a que veio. Ele traz William Holden e Kay Lenz num relacionamento sincero de uma adolescente com um homem evidentemente mais velho, Clint mostra um filme tão maduro e com personagens tão interessantes que me assusta o fato desse trabalho não ser tão famoso quanto deveria. Calha que no mesmo ano Clint também fez outro de seus trabalhos máximos: High Plains Drifter.
11- O Diabo na Carne de Miss Jones (The Devil in Miss Jones, Gerard Damiano)
Isso não é só uma homenagem ao Jerry Damiano que morreu há pouco tempo, esse é um dos melhores pornôs da história. Para quem duvida da importância de Damiano tanto para a história do cinema quanto para a história política dos EUA, recomendo o documentário Inside Deep Throat de 2005.
12- Dillinger (John Milius)
É Warren Oates como Dillinger, precisa mais? Quero ver se Johnny Depp terá culhão suficiente para encarar um papel que já passou por Warren Oates e Lawrence Tierney, mas tá com Michael Mann está deveras bem acompanhado. Acho que deveria proibir filmes com o Warren Oates por aqui e tascar logo um especial dele.
13- Os Três/Quatro Mosqueteiros (The Three/Four Musketeers, Richard Lester)
You will find, young man, that the future looks rosiest through the bottom of a glass. (palavras de Ollie, é claro). Versão definitiva da obra de Dumas Pai, dividida em dois filmes que bem parecem ser apenas um, é a boa e divertida aventura de sempre sem CGI e outras coisas broxantes, há Oliver Reed, Christopher Lee, Raquel Welch, Richard Chamberlain, Michael York, Frank Finlay, Geraldine Chaplin, Jean-Pierre Cassel, Spike Milligan, Georges Wilson, Faye Dunaway, Charlton Heston, Joss Ackland, Sybil Danning e sabe deus quem mais! O único porém é que Raquel Welch não combina com todo aquele pano em volta dela.
Real Melhor Filme do Ano: Amarcord, Holy Mountain, Pat Garrett & Billy The Kid, A Noite Americana, Cenas de um Casamento.
Mas como já disse, quando houver dúvida coloca o Peckinpah para desempatar que ele coloca todo mundo para correr. Mentira! Ninguém ganha de Cenas de um Casamento do Bergman.
Hollywood Portfolio 2009 da Vanity Fair por Annie Leibovitz
O Clint é tão foda, mas tão foda que ele se basta sozinho.
Our Man Clint
I once met Clint Eastwood, and it was remarkable. I studied him as I spoke to him. I looked down, and his pants were a little short — they showed a bit too much of his socks. There was something so timid and shy and almost gawky about him in real life. I remember thinking to myself, Someone should have cast him in Meet John Doe, the Frank Capra movie, because that’s the real him. There’s not a wisp of aggression about him. That’s the real essence, not the guy who says, “Make my day.” – Dustin Hoffman
Ennio Morricone (1995)
Nota: Agora vê a foto do Leone com o Morricone juntos quando eram crianças e tenta esconder o cisco no olho.
Centenário de Joshua Logan
Os Aventureiros do Ouro / Os Maridos de Elizabeth (Paint Your Wagon, 1969)
Logan foi o filho da puta que colocou o Lee Marvin junto ao Clint Eastwood num faroeste musical, nisso quem saiu ganhando é a Jean Seberg, mais uma vez encarnando a musa libertária dos anos 60, casando com Clint e Lee ao mesmo tempo. Muitos o classificam como pior musical de todos os tempos, do que discordo prontamente não apenas porque o adoro, mas principalmente porque o pior musical de todos os tempos é Xanadu.
Só porque Logan tinha colocado o Richard Harris para cantar em Camelot (o Franco Nero não, ele fora dublado) achou que podia com tudo, Férias de Amor (Picnic) e Nunca Fui Santa (Bus Stop) se tornam irrelevantes perto do mito Paint Your Wagon. Por alguma razão desconhecida Logan ficou traumatizado e nunca mais pisou num set de filmagem depois deste filme. E se você não gosta dele, MORRA!
Nota: Essa obra prima rendeu um dos melhores momentos dos Simpsons, s9e11 All Singing, All Dancing,
com um bônus do Lee Van Cleef
Corregindo heresias: As Pontes de Madison (The Bridges of Madison County, 1995)





Me deu um aperto ter que tirar esse filme da minha lista de 95, talvez seja o meu filme preferido do Clint como diretor, é o chamado “Brokeback Mountain pra macho” mas no final das contas é um filme de mulherzinha mesmo. Foi o primeiro filme do Clint que jurei nunca mais assistir, o segundo foi Menina de Ouro.
Os Filmes Bacanas de Cada Ano que o Cinema Viveu: 1992
1- Fome Animal (Braindead, Peter Jackson)
E sou apresentada a Peter Jackson. Obra prima obra prima obra prima. Quem diria que o gênio neozelandês do cinema B da virada da década se tornaria o que se tornou, hein? Marca de uma era, reunião na casa de AMK para ver filmes de terror aos sábados! Sam Raimi e Peter Jackson reinavam absoluto nos terrir que tanto gostávamos. Anos depois também virou praxe no Cine Trash apresentado pelo Mojica. Puta que pariu o Cine Trash, por que não há mais programas como esse na TV? Lembro de ter visto até o Nosferatu do Herzog por alí, era nos moldes dos programas da Vampira e da Elvira.
2- Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, Quentin Tarantino)
E sou apresentada a Quentin Tarantino. Basta
3- Os Imperdoáveis (Unforgiven, Clint Eastwood)
E sou apresentada a Clint Eastwood. Peraí, é o Clint velho de guerra, esse já conheço! Esse ano coincidentemente também marca minha mudança da zona rural para a urbana e, na boa, eu devia ter ficado por lá plantando feijão e o William Munny também. Que foi, ninguém come feijão?
4- Vício Frenético (Bad Lieutenant, Abel Ferrara)
Foda-se tudo, quem domina o mundo é Harvey Keitel.
5- O Último dos Moicanos (The Last of the Mohicans, Michael Mann)
Daniel Day Lewis indião cabeludo num filme do Michael Mann? De quebra o livro do Fenimore Cooper era um dos meus preferidos de quando era criança. Precisando urgentemente rever para melhor apreciação do poderio inesgotável de Michael Mann, pois o poderio do Day Lewis a gente vê pela foto.
Real melhor filme do ano: Comida (Jídlo, Jan Svankmajer)
Nota: Viu? Viu? Num mesmo post citei Herzog e Bad Lieutenant e fiquei quieta! hehehe
Plymouth Fury 1970 preto, Jeff, Clint, o cara biruta de Deliverance e os malditos coelhos de O Último Golpe (Thunderbolt and Lightfoot, 1974)
Você pensa em coisas bem estranhas quando a primeira coisa que se vê é Clint de óculos pregando num púlpito em plenos anos 70, mas tudo volta ao normal quando Jeff adentra nosso campo de visão vestindo uma calça de couro, fingindo ter uma perna postiça e roubando um carro. Filme da época em que Michael Cimino era fodão e estreante na direção, Jeff Bridges tinha 25 aninhos e Clint Eastwood estava no auge.
Os Filmes Bacanas de Cada Ano que Vivi: 2006
1- Pelts
Dario Argento muito foi acusado de fazer uma “propaganda para PETA” com esse episódio de Masters of Horror, mas como sou vegetariana e gosto de bichinhos felpudinhos vivos, em momento algum me senti ofendida como as donzelas anti-PETA ao verem os escalpeladores de fufus tendo o seu devido desenrolar cármico. Ui, moços sensíveis. Como se qualquer tipo de ideologia tivesse algo a ver com o fato de Argento ser um dos cineastas mais fodaços de sempre.
2- Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n'Roll
Quem tinha aquelas Chiclete com Banana amareladas sabe do peso de um filme como esse. Sabe como é, primeira Rê Bordosa a gente nunca esquece, a minha foi a morta.
3- Sonhando Acordado (La Science des Rêves)
É um filme fofo. Tudo é fofo nesse filme, Gondry, Gael, Gainsbourg, o cenário, a trilha sonora, tudo fofo. Diz-se à boca miúda que as únicas pessoas que gostam desse filme são as que se identificam com a personagem de Gael, eu me identifico. Ame ou odeie.
4- O Homem Duplo (A Scanner Darkly)
Gosto do Linklater, gosto do estilo de animação dele que na prática cai como uma luva na teoria de Phillip K. Dick. Um tipo de adaptação que caiu bem nas mais distintas perspectivas. Hoje já disse que amo o Bob?
5- O Cheiro do Ralo
Típico filme que te ganha só com a atuação do ator principal, no caso Selton Mello, mas de brinde ainda leva um texto incrível e perícia cinematográfica dentre as melhores vistas não só naquele ano, mas de toda essa década.
Real melhor filme do ano: Cartas de Iwo Jima (Letters from Iwo Jima)




































































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