Hawks

Mr Hawks realmente muito preocupado com o salto de Miss Dickinson durante as filmagens de Rio Bravo (1959)
Cahiers: What period of work do you prefer? Script, shooting, editing?
Hawks: I hate editing.
Cahiers: But you do the editing of your films?
Hawks: Oh, yes! Simultaneously with the shooting, if possible. When I started out in this profession, the producers were all afraid that I made a film too short because I didn’t give them enough film for editing. And I say: “I don’t wanto the movie in the cutting room, I want to make it myself on the set, and if that doesn’t suit you, too bad”. That’s not to say that editing isn’t a chore, particurlarly when you haven’t done a good job with the shooting. Editing is a horror for me because I look at my work for a second time and say that’s pretty bad, and that, and also that – The difficult work is the preparation: finding the story, deciding how to tell it, what to show. Once you begin shooting you see everything in the best light, develop certain details, and improve the whole. I never follow a script literally and I don’t hesitate to change a script completely if I see a chance to do something interesting. I like to work in the scenarios. Some of my best movies were written in very little time. Scarface took only eleven days, story and scenario.
Howard Hawks Interview – Jacques Becker/Jacques Rivette/François Truffaut, 1956
Nota: Isso explica porque o homem gostava mesmo de fazer remakes dos próprios filmes.
Centenário de Dana Andrews
Apesar do nome feminino, Dana Andrews foi um mais inesquecíveis caras durões do cinema, em especial do cinema noir. Provavelmente um dos caras mais subestimados da golden age hollywoodiana, em qualquer filme que esteja presente é o seu magnetismo que se sobressai em relação a qualquer outra pessoa em cena (à excessão de Babs Stawyck, cujo brilho nunca ninguém conseguiu tirar), Andrews foi a definição precisa de astro numa década em que só quem realmente tinha carisma alcançava o reconhecimento. Então vai aí vai meu top 5 do homem:
1- Laura (Otto Preminger, 1944)
Um desses noires-unanimidade, marca a bem sucedida parceria de Preminger-Andrews que renderia frutos até os anos 60.
2- Bola de Fogo (Ball of Fire, Howard Hawks, 1941)
Aqui Andrews é o gângster antagonista só para levar porrada do mega-nerd Gary Cooper (mmmm… Gary Cooper). Mas do que estou falando? Foda mesmo é a Babs, o filme todo é dela à excessão de uns poucos minutos roubados por Mr Gene Krupa.
3- Passos na Noite (Where the Sidewalk Ends, Otto Preminger, 1950)
Depois de tantas parcerias com Preminger e Gene Tierney, ainda fazem Andrews passa o filme todo com o cu na mão, ficticionalmente é claro. Num dos papéis mais tensos que fez, inaugura o filão do policial que tem que esonder a própria culpa durante as investigações.
4- Os Melhores Anos de Nossas Vidas (The Best Years of Our Lives, William Wyller, 1946)
Tudo bem que Fredric March rouba o filme para si como o usual, mas esse drama pós-guerra e anti-belicista entra fácil nas obras máximas de todos os envolvidos.
5- Êxtase de Amor (Daisy Kenyon, Otto Preminger, 1947)
Fugindo dos noires, é Andrews dividindo a tia Joan com Henry Fonda num filme do Preminger. Grande filme e quase ignorado hoje.
Plus: Anjo ou Demônio (Fallen Angel, Otto Preminger, 1945)
Olha lá o Preminger colocando Mr Andrews novamente numa fria em meio a mulheres fatais. A curiosidade aqui é a presença de Alice Faye num filme denso como este, quando até então só fizera leves musicais românticos, deve tê-la traumatizado pois só voltaria a filmar quase 20 anos depois.





























