50 anos de Mr. Laurie
Jeeves and Wooster
Blackadder The Third
A Bit of Fry and Laurie
Blackadder Goes Forth
Nota 1: Emma Thompson está escrevendo o roteiro do remake de My Fair Lady e sugeriu que o antigo namorado dos tempos de faculdade seja escalado no papel de Higgins. Não poderia concordar mais.
Nota 2: Stephen Fry é o Gato de Cheshire do Tim Burton. Absolutamente perfeito.
*Da série: Este post foi programado, eu não estou aqui!
Top 5 espécimes masculinos dos seriados americanos atuais
1- Hugh Laurie (Gregory – House M.D.)
Profissão: Médico e pentelho
Combustível: Tudo que você possa imaginar (ainda estou esperando ele chamar o Ledger de amador por ter morrido de overdose de Vicodin)
2- Henry Ian Cusick (Desmond – Lost)
Profissão: Ex-Padre, ex-militar, ex-apertador de botão, ex-esportista, etc etc etc
Combustível: Álcool
3- John Slattery & Jon Hamm (Roger & Don – Mad Men)
Profissão: Publicitários e pegadores
Combustível: Álcool e cigarro
4- John Terry & Josh Holloway (Christian & James – Lost)
Profissão: ex-médico e puxa-saco do Jacob (Christian)/ ex-pilantra e xerife do Dharma (James)
Combustível: Álcool
5- David Duchovny (Hank – Californication)
Profissão: Escritor e autodestrutivo
Combustível: Tudo que você possa imaginar
25 atores – Parte 2

Peter Sellers (Dr Fantástico/Dr Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb, Stanley Kubrick, 1964)

Al Pacino & Robert de Niro (O Poderoso Chefão II/ The Godfather Part II, Francis Ford Coppola, 1974)

Gian Maria Volontè (Investigação Sobre um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita/Indagine su un cittadino al di sopra di ogni sospetto, Elio Petri, 1970)
Nota: Desta vez abri uma excessão para a televisão com um dos meus scotchs favoritos, pois nada que ele tenha feito no cinema pode equivaler aquele escocês maluco daquele seriado mais maluco ainda. Certo, eu poderia até colocar aquele Jesus Cristo, mas apesar de ter abandonado o catolicismo quando tinha dez anos, a culpa católica ainda está impregnada e ter pensamentos luxuriosos com Jesus não é legal. hehehe
Os 25 anos de Blackadder
Olha que coisa bunita, que coisa meiga, que coisa amada. Em outubro, aquela porcaria de tv inglesa (cuspite BBC) comemorou os 25 anos de Blackadder com várias declarações de amor, dentre elas esses documentários onde podemos relembrar dessa gente chata, sem graça e sem talento como Stephen Fry, Peter Cook, Hugh Laurie, Rowan Atkinson, Miranda Richardson, Richard Curtis, Tony Robinson, Ben Elton, Tim McInnerny, Jim Broadbent, Rik Mayall (woof! woof!), Simon Jones e mais uma porrada de gente insuportável. Se bem que é bem pouco em se tratando da melhor sitcom já produzida.
Blackadder: The Whole Rotten Saga
Blackadder’s Most Cunning Moments
Os Filmes Bacanas de Cada Ano que o Cinema Viveu: 1995
1- Uma Jornada Pessoal Através do Cinema Americano (A Personal Journey with Martin Scorsese Through American Movies, 1995)
E tio Martin nos cem anos de cinema dividindo sua sabedoria conosco, os reles mortais, lembro de ter assistido isso na finada rede Manchete, onde era exibido um episódio por domingo. Nem é preciso dizer que é a inspiração desses meus tops 5’s pessoais em detrimento ao que deveria ser os melhores filmes.
2- Barrados no Shopping (Mallrats)
Céus, há como não amar Jason Lee? Obrigado Kevin Smith por ter tirado este homem de cima do skate, se Mallrats não existisse é provável que nem o bigode do Earl. Ah, para quem está perdido com este título nacional podre, é porque a Brenda Walsh também está no elenco.
3- Napoleon (1995)
Tenho meio que pavor desses filmes com cachorro que passam na Sessão da Tarde (com excessão de Milo & Otis, é claro), mas pqp o Napoleon, ele é diferente! Primeiro lugar, não é uma daquelas tosquices da Disney e sim uma produção australiana (ó o bom gosto do povo de novo), em segundo lugar é que ele é o Apocalypse Now dos filmes de cachorro, é o Sullivan’s Travels dos filmes infantis!!! Soberbo.
4- Razão e Sensibilidade (Sense and Sensibility, 1995)
Tem Hugh Laurie e Alan Rickman dividindo a mesma cena com cara de nojinho para um bebê. Basta.
5- Don Juan DeMarco (1995)
Alguém faz idéia de quantas dezenas de vezes assisti este filme por causa do Johnny Depp de capa, espada e máscara? Puta que pariu Johnny Depp.
Real Melhor Filme do Ano: The Beatles Anthology (1995)
(Lembra a loucura que foi quando lançaram os cds e este documentário?)
A greve das enfermeiras
Não adianta, nenhum seriado atualmente é melhor escrito do que House. Compare com Lost que é o melhor seriado da tv americana hoje, mas é uma grande wikipedia televisiva, feita por uns poucos roteiristas, mas ainda uma coisa que só pára em pé devido à overdose de informação, tire isso e só vai restar o sorrizinho do Ben. House não, tire todos aqueles casos de medicina alienígena que arrematam a história e cada episódio fica quase que intacto, pois cada fala é um diamante lapidado, tirando as frases sobre a porcaria do Lupus, é claro.
Esse primeiro episódio pós-greve dos roteiristas é pleno de sua excelência, enquanto coisas como Heroes deitou-se na mais profunda mediocridade pela falta dos tipinhos que optaram por purgação voluntária, o recém visto episódio de House voltou como se fosse a própria ascensão do senhor. Sim, há a ironia profunda da greve das “enfermeiras”, um auto-flagelo genial da parte dos roteiristas, especialmente no momento em que uma das grevistas tem que abrir mão do panfleto ideológico para salvar algo que ama, afinal, eles destruiriam esse seriado perfeito por conflitos de menor valia?
Mas não só de auto-flagelo vivem os roteiristas, o melhor ficou para os minutos finais, na dolorosa e afiada conversa entre Cuddy e House sobre comandante e comandado, este aos olhos do público médio aparentemente sem muito valor nas palavras de Greg: “Elas voltaram? Nem notei. O que as enfermeiras fazem exatamente por aqui?”. Afinal, não tem como os roteiristas deixarem por muito tempo o Greg, em que outro lugar eles poderiam fazer-se ouvir como o fazem das entranhas do cara da bengala? Id maior não há.
Greg quando ainda era enfermeira na Inglaterra.
Momento futilidade pública ou quero Forest Whitaker como meu cafetão
Whitaker alinhadíssimo em seu terno risca de giz com uma exuberante, indefectível e inigualável gravata púrpura para completar o visual pimp master classudo. Sem dúvida o melhor modelito do ano no cinema, ganhou até daquele vestido verde de Desejo e Reparação que exultava pela falta de recheio.
Whitaker de outro ângulo, onde sua vultosa gravata se sobressai ao lado de Matt Parkman, também conhecido como piloto do vôo 815 e que toca bateria para caridade na banda do cara de azul (que é para combinar com os olhos), eventualmente no baile da polícia.
Nota 1: Sou assumdidamente fã da literatura policial-noir (não é pulp, mas quase. ou será pulp mas quase não é?) de James Ellroy e nessas ele resolveu co-escrever o roteiro original de Street Kings se aproximando em atmosfera mais da sua Trilogia Lloyd Hopkins passada nos anos 80, do que a tetralogia L.A. passada nos 40/50 ou da Trilogia Submundo Americano passada nos 60/70. Estranho é vê-lo fazendo essa evolução temporaral da polícia de Los Angeles diretamente para o celulóide, mais estranho ainda é o que vou dizer agora: não aprecio filme policial com estética de mano. Cinema de mano me dá nos nervos, a estética e a linguagem me incomodam deveras e como o diretor David Ayer adora tudo isso, o filme acabou por se tornar um pé no meu saquinho. E é isso que reflete na própria carreira literária do Ellroy, é meio foda dizer que a humanidade acabou nos anos 70 incluindo filmes policiais e que o que há de bom atualmente nesse gênero são puro resquício de décadas passadas, veja o exemplo de Tarantino e Steven Soderbergh e o que fizeram com Elmore Leonard em Jackie Brown e Irresistível Paixão, na mão de Ayer esses filmes teriam estética de mano, mas o que acontece são dois filmes policiais classudos. E definitivamente ainda não está na hora de Ellroy se dedicar a roteirização, muito menos com ambientação contemporânea, ele pegou o mesmo esqueleto narrativo que utiliza em seus livros e aplicou isso como roteiro, só que isso pode ser feito em literatura porque o leque estilístico é amplo e não depende primordialmente de como o diretor tratará cada cena. Quer fazer filme de mano? Chama o Craig Brewster, ele é branquelo e sulista mas ao menos tem as manhas.
Nota 2: PUTA QUE PARIU. Era mesmo necessário fazer aquele tipo de introdução ao Hugh Laurie? Está Keanu Reeves sentadinho de camisolão na cama do hospital, daí quem abre a cortininha sentado numa cadeira com rodinhas de um jeito bem característico? Greg! Barbeado! Parar com a auto-caricatura de vez em quando é bom e eu gosto, há quatro anos o cara não fazia cinema live-action (o pombo fodão de Valiant não vale) e quando volta, volta com uma caricatura de si, está certo que o cara é acima de tudo um comediante e o que menos faz é se levar a sério, mas não exageremos!
Stephen Fry: Guilty (2007)
Swearing is a really important part of one’s life. It would be impossible to imagine going through life without swearing, and without enjoying swearing. There used to be made silly, prissy people who said swearing was a sign of a poor vocabulary. It is such utter nonsense. The people I know who swear the most tend to have the widest vocabularies, and the kind of person who says swearing is a sign of a poor vocabulary, usually have a pretty poor vocabulary themselves. The sort of twee person who thinks swearing is in any way a sign of a lack of education or a lack of verbal interest is just fucking lunatic.
Stephen Fry
Fry & Laurie em três tempos
Blackadder (1983 – 1989)
Não conhecia Rowan Atkinson para além de seus papéis de comicidade suspeita, mas o cara não era apenas bom como Blackadder, ele era ótimo. Outro tipinho extraordinário era o, até então desconhecido por mim, Tony Robinson na pele do impagável Baldrick (aka I have a cunning plan).
O seriado que entra fácil nas listas das melhores sitcoms de todos os tempos foi dividido em quatro temporadas, todas protagonizadas por um Blackadder em algum período da história:
The Black Adder (1983): O período em que se passa é fins do século XV. Nem Fry, nem Laurie participaram desta, mas o pai-de-todo-mundo-cômico-inglês Peter Cook participa e isso não é pouca coisa. Ninguém conhece Rowan Atkinson até ver isto, é verdadeiramente genial.
Blackadder II (1986): Se passa em tempos de Elizabeth I. Aqui Fry é um dos atores principais e Laurie é ator convidado. Miranda Richardson e e Rik “WOOF WOOF” Mayall também fazem parte da trupe e a série continua engraçadíssima.
Blackadder The Third (1987): O tempo é do louco Rei George, Laurie interpreta seu filho e Fry é o ator convidado desta vez. Robbie Coltrane dá as caras e o seriado continua a gerar gargalhadas sinceras.
Blackadder Goes Forth (1989): O período é da primeira guerra mundial, tanto Fry quanto Laurie são atores fixos. O conteúdo antibelicista e kick-your-ass em seu ápice, o final da temporada chega ser mesmo depressivo. Miranda Richardson e Rik Mayall voltam a fazer uma participação.
Especial Blackadder: The Cavalier Years (1988): Especial para o Comic Relief em tempos de Cromwell , o atual Príncipe Charles (que é assumidamente fã de Fry & Laurie) é satirizado por Fry e Laurie faz figuração só para marcar presença.
Especial Blackadder’s Christmas Carol (1988): Especial de natal cínico em cima de Charles Dickens. Fry & Laurie, Jim Broadbent, Miriam Margolyes, Robbie Coltrane (já fantasiado de Hagrid) e Miranda Richardson participam.
Especial Blackadder Back and Forth (1999): Esse especial soa como uma grande homenagem às temporadas passadas, Fry & Laurie se sobressaem como duas divas romanas loiras e de mini-saia durante o Grande Império. Colin Firth, Miranda Richardson e Kate Moss participam.
Jeeves and Wooster (1990 – 1993)
Este é um seriado de classe. Literalmente de classe. Lembro-me de ter lido em algum lugar que ao se mencionar a criação desse seriado falou-se o quão disparatada era a idéia de transpôr a obra de Wodehouse para a tv, mesmo para a televisão britânica, e em pleno anos 90.
Por volta dos anos 20/30, a vida do milionário britânico Bertie Wooster gira em torno de arrumar os relacionamentos dos amigos e fazê-los casar – praticamente uma alcoviteira, mas quando é mencionado um casamento para si próprio entra em pânico, para consertar todos os seus planos mirabolantes que jamais dão certo existe seu brilhante mordomo Jeeves.
Wodehouse é preciso ser lido, ouvido e visto, estranhamente há poucos grandes escritores cômicos no mundo e Wodehouse é um deles, seu estilo é de uma elegância incomparável, ele extrai das pequenas mazelas da vida um mundo. Mas tudo isso pode ser meio suspeito de minha parte, já que para me fazer feliz é só entregar em minhas mãos um livro escrito entre 1880 e 1930, mas é sinceramente delicioso e faz-me falta ficar longe de Jeeves e Wooster, seja na versão escrita ou na versão televisiva.
Um artigo que Laurie escreveu no fim dos anos 90 ficou famosíssimo em virtude das considerações feitas de como Wodehouse pôde salvar uma vida, no caso a dele, pois sofre de depressão (em compensação o House não faz muito bem para Laurie e teve que intensificar o seu tratamento). Fry é bipolar, assim como Peter Sellers e John Cleese, é quase que uma maldição todos os gênios cômicos da Inglaterra sofrerem de algum transtorno mental.
A Bit of Fry and Laurie (1987-1995)
Isso é uma verdadeira maravilha, por esse programa Fry & Laurie chegaram a ser comparados aos míticos Peter Cook & Dudley Moore nos anos 60, o que não é pouca coisa. A meta aqui ainda é a rebuscada linguagem cômica inglesa com seus jogos de semântica e sintaxe, como disse o próprio Laurie quando participou do SNL americano: “Não farei aqui piadas britânicas porque vocês demorarão dois dias para entender”, afinal comicidade britânica é mais estilo de linguagem do que qualquer outra coisa, claro que o ato de derrubar a quarta parede é um dos métodos mais usados e que constroem os melhores sketchs do programa.
Mas nada, nada suplanta um sketch em que Laurie encarna um tipo Clint Eastwood misturado a Steve McQueen (não por acaso ambos são ídolos seus), ele chega até a ficar fisicamente parecido, é claro que o seu formato de rosto, nariz e olhos ajudam mas o seu domínio da expressão facial é quase que assustador. Em compensação desfaleço porque Stephen Fry é o professor de linguística no melhor estilo sonho de consumo que sempre quis. Esses dois sketches podem mostrar o que os fazem diferentes e complementares, Fry é mais gênio e Laurie é mais ator, Fry é cérebro e Laurie é corpo. Enquanto Fry se sobressai onde se use exclusivamente a mente, Laurie é empurrado para uma genialidade que necessita da coordenação motora como a música e as suas qualidades de ator completo.
Nota 1: Bloody hell. Assistir tudo isso me deu uma compulsão incrível por chá. E nem é por sempre ter achado Earl Grey o chá mais saboroso do mundo.
Nota 2: É claro que existem mais infinitos trabalhos de Fry com Laurie espalhados por aí, seja no cinema ou principalmente na tv, mas esses 3 são os principais. Inclusive há o Afresco, uma das primeiras coisas pós Footlights Group. Footlights Group era uma turma de teatro de Cambridge onde Stephen Fry fora apresentado a Hugh Laurie por Emma Thompson, tal grupo é lendário por boa parte do Monty Python ter se conhecido neste mesmo grupo anos antes. Típico “feitos um para o outro”.
Vejam Fry & Laurie entregando o “prêmio” The Silver Dick ao ídolo John Cleese:
Nota 3: Deixe-me exaltar um pouco a Stephen Fry… O cara é um típico cara renascentista, aquele cara que sabe tudo de tudo mas de forma alguma é afetado por isso, muito pelo contrário, ele é um desses casos raros que jamais usam o seu conhecimento com o intuito de ferir alguém, ele poderia cortar gargantas com uma reles frase, mas não o faz. E, convenhamos, é lindo ver pessoas assim por aí ainda, já que isso é considerado completamente fora de moda (bom, isso também pode ser chamado convenientemente de maturidade).
Lembram daquela música do Zeca Baleiro chamada “Por onde andará Stephen Fry?”, ela é baseada num famoso episódio de sua vida, onde Fry desapareceu da face da terra por alguns dias devido a uma crise bipolar, então fica a recomendação do excelente documentário conduzido por Fry: The Secret Life of the Manic Depressive. Bacana ver pessoas fazendo algo para “aclarar” um pouco com a sua própria experiência as mazelas dos diagnosticados com algum tipo de transtorno de personalidade ou de afetividade. O interessante é que durante minha “pesquisa” em torno de “A Bit of Fry and Laurie” pude notar alguns sketches em que ele brincava com a própria doença, onde Fry dava aquelas aulas frenéticas de sapiência e verborragia para de repente se deprimir.
Nota despropositada do dia: Neste exato momento acaba de passar um bêbado na rua gritanto “Eu sou Escócia, Inglaterra não, eu sou Escócia! Freedom!”, a revolução começa aqui, a independência da Escócia está nas mãos dos brasileiros agora. Feriado da Paixão é uma coisa linda, não?
Estafei
Assistir 82 episódios de House de uma tacada só foi foda, agora seria um bom momento para escrever um “tratado” sobre o seriado, mas acho que só citarei episódios isolados realmente imperdíveis, já que podem ser assistidos tranquilamente separados. Certo, isso faria com que se perdesse toda a evolução do exuberante, magnífico, sensacional, indispensável Greg (depois de ter se tornado meu muso e guru acho que posso chamar Dr. House de Greg, não que ele aprovasse esse tipo de liberdade), o personagem mais bem escrito e interpretado da tv desde sei lá quando.
Confesso que nunca gostei de dramas médicos e só assistia casualmente ER para ver George Clooney, mas depois de certa insistência de uma amiga de quem realmente suspeitava por ser enfermeira, sempre dizendo que eu tinha de assistir porque me apaixonaria pelo House, dei o braço a torcer e ela estava certa. Afinal, quem não se apaixonaria com um personagem insuportável, anarquista, manipulador, socialmente autista e que tem um rato chamado Steve McQueen?
Essa versão CSI da medicina é interessante, mas todos sabemos o que o faz um seriado interessante não é isso, mas o seu protagonista, uma clara homenagem a Sherlock Holmes com direito a vício químico, paixão por música, amigo inseparável, arquinimigo de nome Moriarty e ter como válvula mestra a resolução de enigmas.
A primeira temporada é toda impecável, é a temporada em que ele mais esteve insuportável e consequentemente a que me fez ter mais contorções de riso. Meu voto vai para o excepcional Three Stories como melhor episódio da temporada.
A segunda temporada começa um saco só, provavelmente por que House amando é um saco (como todo mundo o é), depois que ele chuta a vadia da vida dele é que o seriado começa a melhorar (por isso a prostituição é a melhor profissão do mundo). Chegando ao final da temporada, a semelhança com CSI com um toque de 24 horas chega ao cume, Greg quer chamar Jack Bauer no episódio duplo Euphoria e a relação ciência X religião é discutida com esmero, especialmente no excelente episódio House versus Deus. Mas o diagnóstico de melhor da temporada fica obviamente para a season finale “No Reason”, não só o melhor daquela temporada, mas de todo o seriado, mostra que até o subcosciente do doutor prima pela racionalidade e a participação do arquiinimigo Moriarty interpretado por Elias Koteas é ímpar. GENIAL. Por uma dessas coisas gloriosas “No Reason” foi a única experiência do roteirista David Shore na direção, o cara escreve tão bem que nem a falta de experiência poderia arruinar este episódio.
Na terceira temporada a parte irritante fica por conta do policial interpretado por David Morse, irritante no bom sentido de se ver um anarquista sendo importunado por um policial ressentido por terem-lhe enfiado um objeto pontudo na bunda, Morse é daqueles tipos que amamos odiar. Mas no geral a terceira temporada não foi boa, nenhum episódio com aura de genial despontou, a única coisa que segurou as pontas foi mesmo o fato de Greg ser completamente maluco.
Estamos na quarta temporada e os mesmos problemas da terceira continuam, a greve dos roteiristas não ajudou nada e a coisa se sustenta apenas pela performance de Hugh Laurie que ainda nos faz rir horrores mas sem um milésimo da profundidade das primeiras temporadas, coisas que te faziam parar para pensar não mais existem, aqueles tabefes na cara que não te deixavam dormir se foram.
E agora? O que será de minha vida até que Greg volte no final de abril? Vicodin à parte, House vicia.
Nota: Só para não dizer que só tenho olhos para o Greg no seriado, acho a Dra. Cuddy (Lisa Edelstein) muito FODA e a mulher mais sexy da tv americana atual. Robert Sean Leonard faz um trabalho estupendo como Wilson, o Watson do House, sem ele House não existiria, completamente opostos e melhores amigos. Omar Epps me agrada, mas Jesse Spencer e Jennifer Morrison são fofinhos demais para o meu gosto.





































leave a comment