Quixotando

Mary Ellen Mark: Seen Behind the Scene #2

Publicado em ANOS 60, ANOS 70, ANOS 80, ANOS 90, FOTOGRAFIA por Georgina Spiggott em Setembro 15, 2009
Edward Furlong e as Irmãs de Perpétua Indulgência no set de Nada a Perder (American Heart), Seattle, Washington, 1991

Edward Furlong e as Irmãs da Perpétua Indulgência no set de Nada a Perder (American Heart) - Seattle, EUA, 1991

Giuseppe Rotunno e Federico Fellini no set de Satyricon - Roma, Itália, 1969

Giuseppe Rotunno e Federico Fellini no set de Satyricon - Roma, Itália, 1969

Catherine Deneuve no set de A Sereia do Mississippi (La Sirène du Mississipi) - Grenoble, França, 1969

Catherine Deneuve no set de A Sereia do Mississippi (La Sirène du Mississipi) - Grenoble, França, 1969

Sydney Pollack & Dustin Hoffman no camarim de Tootsie - New York, USA, 1982

Dustin Hoffman e Sydney Pollack no camarim de Tootsie - New York, EUA, 1982

Marlon Brando e Jack Nicholson durante as filmagens de Duelo de Gigantes (The Missouri Breaks) - Missouri, EUA, 1975

Marlon Brando e Jack Nicholson durante as filmagens de Duelo de Gigantes (The Missouri Breaks) - Missouri, EUA, 1975

Johnny Depp no set de A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça (Sleepy Hollow) - Surrey, Inglaterra, 1999

Johnny Depp no set de A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça (Sleepy Hollow) - Surrey, Inglaterra, 1999

Brooke Shields no set de Sahara - Israel, 1983

Brooke Shields no set de Sahara - Israel, 1983

James Cagney no set de Na Época do Ragtime -  Londres, Inglaterra, 1980

James Cagney no set de Na Época do Ragtime - Londres, Inglaterra, 1980

Francis Ford Coppola dirigindo Apocalypse Now - Pagsanjan, Filipinas, 1976

Francis Ford Coppola dirigindo Apocalypse Now - Pagsanjan, Filipinas, 1976

Melanie Griffith e Don Johnson no set de Um Lance no Escuro (Night Moves) - Florida, EUA, 1975

Melanie Griffith e Don Johnson no set de Um Lance no Escuro (Night Moves) - Florida, EUA, 1975

Centenário de Elias Kazanjoglou – Parte 2

Publicado em ANOS 30, ANOS 40, ANOS 50, ANOS 60, ANOS 70, CURTAS, DRAMA, IMPRESSÕES, LIVROS, VIDEOS por Adriana Scarpin em Setembro 7, 2009

13- O Compromisso (The Arrangement, 1969) The Arrangement (1969) Kirk DouglasEveryone become a salesman here. If you don’t sell anything else, you sell yourself. Ours is a society dominated by business, and the economic pressure even at the upper-middle-class level is fantastic. The epitome of this business civilization is the advertising industry. Everyone feels some degradation, some violation of self, when they spend their lives selling. (Kazan: The Master Director Discusses his Films). Não vou dizer que se você é romancista e cineasta jamais adapte o seu próprio livro, pois Kazan já o fizera muitíssimo bem com America, America, o problema em The Arrangement é adaptação às mudanças do próprio cinema. Kazan quis se adaptar a um estilo que não lhe caiu bem, chega a ser mesmo irritante o estilo de montagem, o uso da trilha sonora e a inserção de devaneios constantes, essa certamente não era a praia do Kazan, como admirador confesso da Nouvelle Vague parece que ele quis fazer algo como Pierrot Le Fou, mas as coisas ficam bem bizarras quando se força a encarar um estilo que não é o seu.
O livro tinha grande potencial para adaptação, tendo o mesmo tom de coisas que voltariam à moda nos anos 80 e 90 como Beleza Americana, Clube da Luta e Como Fazer Carreira na Publicidade. Notoriamente a semelhança fica mesmo por conta de Mad Men, quando comecei a assistir o seriado, o livro de Kazan vinha à mente constantemente, digamos que Mad Men é tudo que Kazan poderia ter feito com seu filme mas dolorosamente desperdiçou.
Vale lembrar que o livro do homem é basicamente uma autobiografia “camuflada” de seu relacionamento com a excelente atriz Barbara Loden, com quem trabalhou no cinema em Wild River e Splendor in the Grass.

14- Laços Humanos (A Tree Grows in Brooklyn, 1945)A Tree Grows in Brooklyn 91945)The one thing I really liked about that film was the little girl. By far the most authentic thing about the film is Peggy Ann Garner’s face. Nothing compares with it except maybe Jimmy Dunn’s face. He was terrific. (Kazan: The Master Director Discusses his Films)
Kazan e seu assistente de direção conhecido como Nicholas Ray se encontram neste filme que delinearia muito do cinema futuro de ambos, em específico o traço da desestrutura familiar, um tema que foi muito caro em suas respectivas carreiras.  É mais um desses “filmes de ator” que Kazan fez e reitero o fato de que James Dunn era absolutamente apaixonante.

15- A Luz é para Todos (Gentleman’s Agreement, 1947)Gregory Peck & Dean Stockwell in Gentlemen's AgreementNo matter what I think of it today, what I remember most about Gentleman’s Agreement is that at time no one said ‘jew’. When it was being made, all the rich jews in California were against it. And the Catholic Church was against it because they don’t want the heroine to be a divorcee. There were hell of lot people who said to Zanuck, ‘We’re getting along all right. Why bring this up?’ (Elia Kazan Interview – Stuart Byron & Martin Rubin, 1971)
Esse é um dos filmes de que Kazan não gostava, porque é um produto de estúdio, com muita relevância história e nulidade autoral. Zanuck possuía um tino danado para jogar com esses filmes polêmicos e gostava de colocar a bomba na mão do Kazan porque o cineasta sempre fora um homem de coragem ao assumir seus pontos de vista e atitudes, não importando a merda que daria. Sob o ponto de vista atual Gentleman’s Agreement é bem truncado, mas se localizado no pós-guerra dá para imaginar a bomba que caiu nas casas das famílias cristãs de toda a América.

16- O que a Carne Herda (Pinky, Elia Kazan/John Ford, 1949)PINKY - Ethel Waters, Jeanne CrainSome years later I said to Zanuck, “Jack Ford never had shingles, did he?” And he said, “Oh hell, no. He just wanted to get out of it; he hated Ethel Waters and she sure as hell hated him”. I also think maybe he didn’t like the whole project. (Kazan: The Master Director Discusses his Films)
Mesmo possuindo um tema pelo qual Kazan tinha fascínio e passaria o resto de sua carreira reiterando-o, ele ainda não estava tão ciente da linguagem cinematográfica, deixando o peso do filme nas mãos das duas (grandes) atrizes Ethel Waters & Barrymore. Ford começou o filme, mas saiu por falta de afinidade com o assunto tão espinhoso, Kazan era um tipo mais moldado para mexer num vespeiro com direito a romance interracial e propaganda para que se trate o negro como um igual em fins dos anos 40. Está longe de ser um dos melhores filmes do homem, mas a sua importância histórica é inegável.

17- O Último Magnata (The Last Tycoon, 1976)The Last Tycoon (1976) Ray Milland, Tony Curtis, Theresa Russell, Robert De Niro, Jeanne Moreau, Robert MitchumNão gosto desse filme. Não interessa quantas estrelas dão as caras e nem o quanto o Irving Thalberg era interessante, muito menos com quantos scottfitzgeraldeharoldpinters se escreve um roteiro, o filme é muito chato e não tenho nada a dizer, mas justamente por isso talvez seja hora de revê-lo.

18- Os Saltimbancos (Man On a Tightrope, 1953)Man on a Tightrope (1953) Terry Moore & Cameron MitchellI hated McCarthy. It was embarrassing to be on the same side as him. But I didn’t terrorize people. He did. I didn’t lie. He lied. I never said there were so many and so many, holding up a blank piece of paper, claiming it was a list of subersives in the State Department. He did. He lied. I never told a lie in my life about that stuff. It was terrible to be aligned with McCarthy. But as far as doing it for money, it’s fantastic, really, because in the first place they didn’t threaten me and in the second place they couldn’t have and in the third place I didn’t need a job in Hollywood. The blacklist did not extend to Broadway and I was at the top of my theater career. All my testifying did was lose me certain things. I knew that I’d lose Arthur Miller’s plays. I knew a lot of guys would turn against me, which they did. I’ve lived through that. In some ways the whole experience made a man out of me because it changed me from being a guy, who was everybody’s darling and always living therefore for people’s approval, to a fellow who could stand on his own. It thoughened me a lot. I’m not afraid of anybody. People say that too – that I was afraid. I never was in my life. They avoided my eye. I didn’t avoid theirs. I have some regrets about the human cost of it. One of the guys that I told on I really liked a lot… well, pretty much. I really thought it was killing him. (Kazan: The Master Director Discusses his Films)
É bem deprimente carinha fazer filme para provar alguma coisa que não é. Além de Man On a Tightrope ser ruim, parecendo desesperado e feito às pressas, o contexto em que foi feito atrapalha ainda mais, se Kazan estivesse defendo uma idéia e não a si mesmo quando o fez, meu olhar sobre o filme talvez não fosse tão decepcionado.

19- Mar Verde (The Sea of Grass, 1947)The Sea of Grass (1947) Spencer Tracy & Katharine HepburnThe only miserable experience I had was The Sea of Grass. I should never have made that film, or I should have quit. (Kazan: The Master Director Discusses his Films)
Geralmente não concordo quando cineastas renegam suas obras, pelo contrário, sempre defendo que os caras são demasiado auto-críticos, mas dessa vez tenho que concordar com o desprezo: ô filminho sem eira nem beira. Há um elenco sensacional, há um roteiro promissor, mas Kazan nunca foi talhado para trabalhar no Star System, tanto que o cinema dele só pegou mesmo no tranco durante os anos 50 quando aquele sistema morreu definitivamente, muito por culpa do próprio Kazan que ajudou a instaurar a revolução.

Gadget Kazan – o ator

Uma Canção para Você (Blues in the Night, Anatole Litvak, 1941)Blues in the Night (1941) KazanBlues in the Night é o berço de muita gente, além de Kazan como ator, há Don Siegel trabalhando na montagem e Robert Rossen lidando com o roteiro. Um daqueles filmes mais lembrados por sua trilha sonora do que por qualquer outra coisa, é um noir-musical-melodramático, se é que tal definição possa existir. Aqui o senhor Kazan tem a honra de representar um membro da banda protagonista da história, ao som de muita música do duo Harold Arlen/Johnny Mercer, a surpresa fica por conta de ser um papel importante e não apenas um cameo, além de provar que se seguisse a carreira de ator teria um bom futuro, possuía desenvoltura nata e se adequou perfeitamente ao ritmo do filme, com seus diálogos rápidos e edição acelerada para acompanhar o ritmo da música.

Dois Contra uma Cidade Inteira (City for Conquest, Anatole Litvak/Jean Negulesco, 1940)City for Conquest (1940) Elia Kazan & James CagneyApesar de ser um dos melhores amigos do protagonista, o papel de Kazan aqui não é tão grande quanto em Blues in the Night, mas é de razoável importância, especialmente se ele faz as vezes do gangster-mor e isso num filme com Cagney é uma grande honra. Tenho o mesmo tipo de relação com o cinema do Anatole Litvak para com o do próprio Kazan, em geral gosto bastante de alguns do trabalhos de ambos, mas nada que faça com que eu professe um WOW e é interessante o fato de Litvak ter sido esse grande introdutor de Kazan em Hollywood.
E não interessa se o filme é bom ou ruim, se o Cagney está presente o prazer é garantido. Sempre.

Pie in the Sky (Ralph Steiner, 1935) Esse é da época que o Kazan era comunista. hehehe (Parte 2)

Nota 1: No livro O Século do Cinema de Glauber Rocha tem um capítulo interessante, onde Glauber, como sempre, desce a lenha no cinema do Kazan, mas que, ao mesmo tempo, conta sobre um encontro entre os dois narrado de forma bastante admirável.

Nota 2: Pelos próximos anos Scorsese estará ocupado envolvido com projetos sobre ícones que ele muito aprecia, alternando documentários e cineobios sobre gente como Sinatra, George Harrison e Roosevelt, tio Marty também está com um documentário sobre Kazan na gaveta, a intenção é dirigí-lo, mas veremos se o projeto vai para frente.

Nota 3: Enquanto fazia este post, acho que mudei de opinião, creio que o meu favorito é Um Rosto na Multidão, talvez seja o único filme de Kazan com o qual tenho grande afinidade, seguido de Splendor in the Grass.

25 atores

Publicado em BEEFCAKE, FOTOGRAFIA, MUSOS por Georgina Spiggott em Dezembro 14, 2008
Michael Caine (Carter - O Vingador/Get Carter, Mike Hodges, 1971)

Michael Caine (Carter - O Vingador/Get Carter, Mike Hodges, 1971)

Oliver Reed (Os Demônios/The Devils, Ken Russell, 1971)

Oliver Reed (Os Demônios/The Devils, Ken Russell, 1971)

Jean-Paul Belmondo (O Demônio das 11 Horas/Pierrot le fou, Jean-Luc Godard, 1965)

Jean-Paul Belmondo (O Demônio das 11 Horas/Pierrot le fou, Jean-Luc Godard, 1965)

James Mason (Intriga Internacional/North by Northwest, Alfred Hitchcock, 1959)

James Mason (Delírio de Loucura/Bigger Than Life, Nicholas Ray, 1956)

Jece Valadão (Boca de Ouro, Nelson Pereira dos Santos, 1963)

Jece Valadão (Boca de Ouro, Nelson Pereira dos Santos, 1963)

Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez, Coen Brothers, 2007)

Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez/No Country for Old Men, Coen Brothers, 2007)

James Cagney (Belezas em Revista/Footlight Parade, Lloyd Bacon, 1933)

James Cagney (Belezas em Revista/Footlight Parade, Lloyd Bacon, 1933)

Robert Downey Jr (Zodiac, David Fincher, 2007)

Robert Downey Jr (Zodiac, David Fincher, 2007)

Peter Lorre (M - O Vampiro de Dusseldorf, Fritz Lang, 1931)

Peter Lorre (M - O Vampiro de Dusseldorf, Fritz Lang, 1931)

Harpo Marx (O Diabo a Quatro/Duck Soup, Leo McCarey, 1933)

Harpo Marx (O Diabo a Quatro/Duck Soup, Leo McCarey, 1933)

Emil Jannings (Fausto/Eine deutsche Volkssage, FW Murnau, 1926)

Emil Jannings (Fausto/Eine deutsche Volkssage, FW Murnau, 1926)

Conrad Veidt ( O Gabinete do Dr Caligari/Das Cabinet des Dr. Caligari, Robert Wiene, 1920)

Conrad Veidt ( O Gabinete do Dr Caligari/Das Cabinet des Dr. Caligari, Robert Wiene, 1920)

Lon Chaney (A Trindade Maldita/The Unholy Three, Tod Browning, 1925)

Lon Chaney (A Trindade Maldita/The Unholy Three, Tod Browning, 1925)

Jean Gabin (A Grande Ilusão/La Grande illusion, Jean Renoir, 1937)

Jean Gabin (A Grande Ilusão/La Grande illusion, Jean Renoir, 1937)

Cary Grant (Intriga Internacional/North by Northwest, Alfred Hitchcok, 1959)

Cary Grant (Intriga Internacional/North by Northwest, Alfred Hitchcock, 1959)

John Barrymore (Suprema Conquista/Twentieth Century, Howard Hawks, 1934)

John Barrymore (Suprema Conquista/Twentieth Century, Howard Hawks, 1934)

Clint Eastwood (Três Homens em Conflito/Il Buono, il brutto, il cattivo, Sergio Leone, 1966)

Clint Eastwood (Três Homens em Conflito/Il Buono, il brutto, il cattivo, Sergio Leone, 1966)

Klaus Kinski (Aguirre - A Cólera dos Deuses/Der Zorn Gottes, Werner Herzog, 1972)

Klaus Kinski (Aguirre - A Cólera dos Deuses/Der Zorn Gottes, Werner Herzog, 1972)

Warren Oates (Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia/Bring Me the Head of Alfredo Garcia, Sam Peckinpah, 1974)

Warren Oates (Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia/Bring Me the Head of Alfredo Garcia, Sam Peckinpah, 1974)

Steve McQueen (Crown - O Magnifico/The Thomas Crown Affair, Norman Jewison, 1968)

Steve McQueen (Crown - O Magnífico/The Thomas Crown Affair, Norman Jewison, 1968)

Karlheinz Böhm (A Tortura do Medo/Peeping Tom, Michael Powell, 1960)

Karlheinz Böhm (A Tortura do Medo/Peeping Tom, Michael Powell, 1960)

Jeff Bridges (O Grande Lebowski/The Big Lebowski, Irmãos Coen, 1998)

Jeff Bridges (O Grande Lebowski/The Big Lebowski, Irmãos Coen, 1998)

Paul Muni (Scarface, Howard Hawks, 1932)

Paul Muni (Scarface, Howard Hawks, 1932)

Michel Piccoli (O Discreto Charme da Burguesia/Le charme discret de la bourgeoisie, Luis Buñuel, 1972)

Michel Piccoli (O Discreto Charme da Burguesia/Le charme discret de la bourgeoisie, Luis Buñuel, 1972)

Alan Rickman (Harry Potter and the Prisoner of Azkaban, 2004)

Alan Rickman (Harry Potter and the Prisoner of Azkaban, Alfonso Cuarón, 2004)

Marcello Mastroianni (8 1/2, Federico Fellini, 1963)

Marcello Mastroianni (8 1/2, Federico Fellini, 1963)

Lee Marvin (À Queima-roupa/Point Blank, John Boorman, 1967)

Lee Marvin (À Queima-roupa/Point Blank, John Boorman, 1967)

George Clooney (Irresistivel Paixão/Out of Sight, Steven Soderbergh, 1998)

George Clooney (Irresistível Paixão/Out of Sight, Steven Soderbergh, 1998)

Mesmo esqueminha de entre parênteses constar o meu filme favorito de cada. Por um motivo ou outro, esses caras me fazem tirar a bunda da cadeira para ir atrás de filmes em que estejam presentes. Mas aí alguém me pergunta, cadê Hugh Laurie, Peter Cook e Sellers da minha lista? Oras, haverá um Parte 2 de atores e atrizes, pois já é tempo de parar de fazer o coração sangrar.

Nota: Por falar em Hugh, aquele outro, o Jackman, será o apresentador do Oscar no ano que vem, diz aí se não será a melhor cerimônia de sempre? Ano passado Laurie esteve cotado para apresentar, mas não há prejuízo com Jackman, principalmente pelo histórico de apresentações do Tony em que esbanjava suas qualificações como showman.

O Mulherengo (Lady Killer, 1933)

Publicado em ANOS 30, COMÉDIA, GANGSTER, IMPRESSÕES, PRE-CODE por Adriana Scarpin em Setembro 8, 2008

Cagney é um cara engraçado. Muito engraçado. Isso somado a todos os seus outros infinitos talentos em psicose dramática, canto e dança, o torna uma das mais irresistíveis e talentosas estrelas de sempre. Depois de toda aquele rebombar de caras durões no início dos anos 30 ele se joga nessa auto-sátira sobre o meliente que se torna estrela de cinema por fazer o tipo “durão” já que a mulherada não se interessa mais pelos bibelôs dos anos 20, as mulheres dos anos 30 queriam ir ao cinema para ver homem bancando o macho e estapeando quem quer que fosse.
Lady Killer muito me lembrou a vida do George Raft, que antes de ser um dos maiores gangsters do cinema, fora um novaiorquino que vivia entre a máfia e mesmo em Hollywood mantinha seus laços com Bugsy Siegel.
Há muitas pequenas piadas sobre o mundo do cinema na época, especialmente auto referentes ao Cagney como a famosa grapefruit na Mae Clarke de Inimigo Público e o crítico de cinema jantando com uma sósia da Jean Harlow, a mesma Harlow por quem Cagney trocou Clarke no supracitado filme. Isso me soou bem maldoso, pois dá a entender que Harlow só fazia sucesso porque se “dava bem” com os críticos. Outro momento que vale prestar atenção é o de um senhor reclamando que não estava passando nada do Mickey Mouse naquela sala de cinema, tanto Lady Killer quanto o próprio Cagney eram da Warner naqueles idos e esta ainda engatinhava no setor de animação com desenhistas surrupiados da empresa do tio Walt, tal piada soa como um ultimato ao público: ou vocês vão ver o tal do Mickey Mouse ou James Cagney e seus coleguinhas animados plagiados do tio Disney.
Mas é o duo Cagney-Clarke que mantêm a diversão mesmo, Mae que nessa época já tinha passado até pelas mãos do monstro de Frankenstein ainda sofria nas mãos do Jimmy, mas ao contrário de sua personagem no filme anterior que não merecia a toranjada na cara, esta vaca teve o esculacho merecido. No mais o filme é mediano, principalmente se constatarmos que é datado do mesmo ano da obra prima Footlight Parade com o mesmo Cagney e o fato de que muitas das piadas só surtirão efeito aos atentos pela carreira dele nessa época, além dos rituais do cinema pre-code. Céus, nenhum período de Hollywood foi melhor que a curta temporada pre-code entre o início do cinema falado e a ascensão de Will Hays e seus asseclas almofadinhas.

Mae e Jimmy no maior e melhor pé na bunda (literalmente) da história

Porque James Cagney é maluco

Publicado em ANOS 30, ANOS 40, ANOS 50, COMÉDIA, DRAMA, GANGSTER, GUERRA, MUSICAL, POLICIAL, PRE-CODE, VIDEOS por Georgina Spiggott em Agosto 6, 2008

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A Noiva Caiu do Céu (The Bride Came C.O.D., 1941)

Publicado em ANOS 40, COMÉDIA, LONGAS, ROMANCE, SCREWBALL, VIDEOS por Georgina Spiggott em Março 20, 2008

Cupido Não Tem Bandeira (One, Two, Three, 61)

Publicado em ANOS 60, COMÉDIA, IMPRESSÕES, LONGAS, SÁTIRA, VIDEOS por Adriana Scarpin em Março 7, 2008

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Cupido Não Tem Bandeira é uma das grandes obras de Billy Wilder, mas por alguma razão desconhecida não é reverenciado como deveria. O que explicaria este fato talvez seja a premissa das piadas, praticamente todas são de natureza histórica, política ou cinematográfica, quase não há piadas puras que se possam entender sem ter assistido aquele filme dos anos 30 ou ter aquele livro de história a tira colo, isso o faz mais requintado, mas menos popular.
Baseado em uma peça de Ferenc Molnár, os diálogos são uma metralhadora enlouquecida, sobra para todo mundo: capitalistas, comunistas, nazistas e todos os outros istas do mundo. O filme foi rodado em Berlin durante a construção do Muro, o que dá um clima ainda mais caricato à situação, onde a filha meio cabeça frouxa de um poderoso executivo da Coca-Cola casa-se em segredo com um jovem comunista da Berlin Oriental e quem vai pagar o pato é Jimmy Cagney.
A verdade é que não via Cagney tão foda desde 1933 em Footlight Parade (outro filme que não recebe a devida reverência), com mais essa homenagem de Wilder às comédias screwball, Cagney pôde retornar à velha fórmula de diálogos ultra-ágeis dos anos 30/40 e mostrar o que ele tinha de melhor. Mas afinal, o que Cagney fez na carreira dele que não fora o melhor?

Nota: O poster, como deve ser óbvio, é de Saul Bass.

Anjos de Cara Suja (Angels with Dirty Faces, 1938)

Publicado em ANOS 30, DRAMA, GANGSTER, LONGAS, POLICIAL, VIDEOS por Georgina Spiggott em Fevereiro 9, 2008

James Cagney em Fúria Sanguinária (White Heat, 1949)

Publicado em ANOS 40, FOTOGRAFIA, GANGSTER, POLICIAL por Georgina Spiggott em Dezembro 31, 2007

Há 27 anos morria Raoul Walsh

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Centenário de Gordon Douglas

Publicado em ANOS 50, NOIR, POLICIAL, SCREENSHOT por Georgina Spiggott em Dezembro 15, 2007

Jimmy Cagney em O Amanhã Que Não Virá (Kiss Tomorrow Goodbye, 1950)

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