Quixotando

Bad (1987)

Posted in ANOS 80, CURTAS, MÚSICA, VIDEOS by Georgina Spiggott on June 25, 2009

Os Filmes Bacanas de Cada Ano que o Cinema Viveu: 1990

Posted in ANOS 90, MELHORES FILMES, SCREENSHOT, SERIADOS by Georgina Spiggott on September 24, 2008

1- Edward Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands – Tim Burton)E tem início a uma das mais férteis parcerias ator-diretor que se tem notícia. Pura poesia.

2- O Poderoso Chefão 3 (Godfather: Part III – Francis Ford Coppola)Tudo morre, só o Eli Wallach que não.

3- Cry Baby (John Waters)É John Waters saindo do gueto e Johnny Depp saindo da tv para virar o talentoso excêntrico (é, eu assistia Anjos da Lei só por causa dele). Waters já tinha ensaiado uma veia mais popular com Hairspray, mas este ainda tinha Divine a tira colo e aqui a lacuna de sua morte caiu nas costas de Traci Lords e Iggy Pop. Até Joe Dallesandro e habituais Mink Stole, Ricki Lake e Patty Hearst dão as caras.

4- Coração Selvagem (Wild at Heart – David Lynch)Fiquei anos querendo que alguém cantasse Love me Tender para mim, hoje me contento com Don’t Be Cruel.

5- De Volta para o Futuro 3 (Back to the Future Part III – Robert Zemeckis)O filme é protagonizado por Clint Eastwood. Basta. Ficção científica spaghetti é o que há!

Menção inevitável: Twin Peaks (David Lynch)Meu, isso passava todo domingo depois do Fantástico, ou seja, todo mundo ficava falando da maldita Laura Palmer. Seria picareta colocar um seriado-seriado que nem ao menos é uma minissérie nesta lista, mas foi marcante pra mim e Dale Cooper é o melhor personagem da tv mundial desde sempre. Putz, que ano difícil.

Real Melhor Filme do Ano: Os Bons Companheiros (Goodfellas – Martin Scorsese)Aprendi a cortar alho com o tio Sorvino! Ah, também é o melhor filme da década.

Os Filmes Bacanas de Cada Ano que o Cinema Viveu: 1993

Posted in ANOS 40, ANOS 90, MELHORES FILMES, SCREENSHOT, SERIADOS by Georgina Spiggott on September 20, 2008

1- Feitiço do Tempo (Groundhog Day)Sério candidato a maior comédia da década, com o mote roubado de um episódio do Twilight Zone de repente o dia da Marmota de Punxsutawney passou a ser comemorado no mundo todo (até por mim, diga-se), especialmente devido ao humor deadpan de Bill Murray ao qual o colega Caça-Fantasma Harold Ramis soube dar asas.

2- Batom no Colarinho (Lipstick on Your Collar) Sou uma dessas pessoas afortunadas que viram o Ewan McGregor antes mesmo dele se enfurnar no cinema com Peter Greenaway e Danny Boyle, quando esta minissérie do soberbo dramaturgo Dennis Potter passou na TV cultura. Paixão à primeira vista, quem diria que anos depois ele se tornaria O scotchy master.

3- É Tudo Verdade (It’s All True)Nosso amado Salve Salve Getúlio fez cara feia, um dos carinhas da Jangada morreu e a RKO mandou o diretor voltar para casa quando já tinham destruído a edição e o sentido de Soberba. Nesse ano foi lançado os resquícios do filme da política da boa vizinhança de Orson Welles e fica claro que este é expressivo demais para concorrer com o Zé Carioca. Tudo bem, isso acabou rendendo uma vida de obsessão ao Sganzerla.

4- A Época da Inocência (The Age of Innocence)Nunca um beijo na mão foi tão erótico e nem Scorsese mais subestimado.

5- Amor À Queima Roupa (True Romance)Taí um filme que … (Tony Scott filho da puta), mas que adoro. Tal qual Assassinos por Natureza não me canso de assistir, ambos são definitivamente românticos e saídos da mente de Tarantino, além de cults óbvios. Passei anos querendo uma saia com estampa de vaca igual da Patrícia Arquette, encontrei num brechó e não serviu. Gary Oldman rastafári cafetão, Val Kilmer de Elvis, Brad Pitt chapadão e o tal duelo entre Christopher Walken e Dennis Hopper, até o Tony Soprano e o Primo Cruzado dão as caras por alí. Bronson Pinchot é ídolo.

Real Melhor Filme do Ano: Blue do Derek Jarman

Os Filmes Bacanas de Cada Ano que o Cinema Viveu: 1995

Posted in ANOS 90, MELHORES FILMES by Georgina Spiggott on September 10, 2008

1- Uma Jornada Pessoal Através do Cinema Americano (A Personal Journey with Martin Scorsese Through American Movies, 1995)E tio Martin nos cem anos de cinema dividindo sua sabedoria conosco, os reles mortais, lembro de ter assistido isso na finada rede Manchete, onde era exibido um episódio por domingo. Nem é preciso dizer que é a inspiração desses meus tops 5’s pessoais em detrimento ao que deveria ser os melhores filmes.

2- Barrados no Shopping (Mallrats)Céus, há como não amar Jason Lee? Obrigado Kevin Smith por ter tirado este homem de cima do skate, se Mallrats não existisse é provável que nem o bigode do Earl. Ah, para quem está perdido com este título nacional podre, é porque a Brenda Walsh também está no elenco.

3- Napoleon (1995)Tenho meio que pavor desses filmes com cachorro que passam na Sessão da Tarde (com excessão de Milo & Otis, é claro), mas pqp o Napoleon, ele é diferente! Primeiro lugar, não é uma daquelas tosquices da Disney e sim uma produção australiana (ó o bom gosto do povo de novo), em segundo lugar é que ele é o Apocalypse Now dos filmes de cachorro, é o Sullivan’s Travels dos filmes infantis!!! Soberbo.

4- Razão e Sensibilidade (Sense and Sensibility, 1995)Tem Hugh Laurie e Alan Rickman dividindo a mesma cena com cara de nojinho para um bebê. Basta.

5- Don Juan DeMarco (1995)Alguém faz idéia de quantas dezenas de vezes assisti este filme por causa do Johnny Depp de capa, espada e máscara? Puta que pariu Johnny Depp.

Real Melhor Filme do Ano: The Beatles Anthology (1995) (Lembra a loucura que foi quando lançaram os cds e este documentário?)

Os Filmes Bacanas de Cada Ano que Vivi: 2005

Posted in ANOS 00, MELHORES FILMES, SCREENSHOT by Georgina Spiggott on August 7, 2008

1- O Guia do Mochileiro da Galáxia (The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy)

Qualquer fã do Douglas Adams estava salivando por uma adaptação para o cinema, comigo não era diferente. Se não foi o melhor filme do ano, ao menos feio não fez, especialmente pelas indefectíveis encarnações de Sam Rockwell na pele de Zaphod ou a voz de Alan Rickman dando toda a alma necessária a Marvin. Infelizmente não foi um sucesso de bilheteria e fatalmente não veremos uma adaptação de O Restaurante do Fim do Universo pelas próximas décadas.

2- No Direction Home: Bob DylanDeixem os documentários para quem sabe, no caso, tio Marty. Obra prima.

3- My Dad Is 100 Years OldNão é apenas uma das melhores declarações de amor de uma filha para um pai, mas um belo atentado amoroso ao próprio cinema. Curta este feito a quatro mãos por Isabella Rossellini e Guy Maddin.

4- Star Wars: Episode III – Revenge of the SithAh, vá! É o nascimento do Darth Vader, porra! E quem nunca foi numa pré-estréia de Star Wars não sabe o que é viver.

5- Beijos e Tiros (Kiss Kiss Bang Bang)Você pega os clichês mais podreiras que assolaram os policiais de ação por décadas, transforma numa sátira incrível e coloca o Robert Downey Jr para segurar as pontas. Tiro certeiro. Hoje já disse que amo o Bob?

Real melhor filme do ano: Marcas da Violência (A History of Violence)

Shine a Light

Posted in ANOS 00, DOWNLOAD, MÚSICA, ROCK, SOUNDTRACK by Georgina Spiggott on April 25, 2008

SHINE A LIGHT - ROLLING STONES

Soundtrack Deluxe Edition CD1
Soundtrack Deluxe Edition CD2

Depois de toda aquela obsessão nas trilhas sonoras de seus filmes tinha que chegar a hora em que Sorsese chegaria às vias de fato.

Sexy e Marginal (Boxcar Bertha, 1972)

Posted in ANOS 70, DRAMA, IMPRESSÕES by Adriana Scarpin on February 15, 2007

Boxcar Bertha (1972) - POSTERÀs vezes deixamos passar batido nas nossas vidas filmes que nem sabemos o porquê tivemos a audácia de não ter corrido atrás antes. A minha pérola do dia é um inevitável Scorsese de 1972 pré-Caminhos Perigosos: Sexy e Marginal ou, se preferir, Boxcar Bertha, baseado no livro escrito por Ben Reitman sobre a tal Bertha Thompson (Barbara Hershey) e seu amante Bill (David Carradine – !?! Não diga!) que apesar de muita gente achar que realmente existiram, são uma miscelânia de várias personas reais, incluindo, em relação à Bertha, a anarquista Emma Goldman (também conhecida como Red Emma) e obviamente Bonnie e Clyde.
Hoje em dia esse filme é conhecido como “o pior Scorsese” muitas vezes até sendo deixado de lado, mas cá entre nós, fazer um filme produzido com a pouca grana e tempo do Roger Corman devia dar um know-how desgraçado pra um cineasta, tanto é que boa parte dos tipos icônicos de hoje foram “descobertos” pelo Corman. Mas como acho que os filmes B é que dominam o mundo e o Scorsese já dá suas pinceladas nesse aqui de forma absolutamente cru, apesar da linguagem do filme nos remeter mais ao cinema dos anos 60 do que na sua situada década de 70, gosto bastante desse filme, no melhor exemplo que até o pior dos Scorseses ainda é muito bom. E desafio a não ficar extasiado com a cena da crucificação “vagonal” do David Carradine ao final do filme, se não gostar daquilo é porque é pecador e vai direto para as profundezas do inferno.

Nota 1: Na época das filmagens David e Barbara eram casados e ambos voltaram a trabalhar com o tio Martin, ele como o bêbado de Caminhos Perigosos e ela como a acachapante Maria Madalena de A Última Tentação de Cristo. O mais curioso é que Bertha é simbolicamente uma Maria Madalena, é o ex-quase-padre Scorsese adaptando para os tempos da depressão o anarco-cristianismo.

Nota 2: O chefão da família Carradine, John, tem um papel no filme. Imagino a emoção do tio Martin em ter uma lenda do cinema no elenco de um filme seu no início de carreira. Numa das cenas ele contracena lindamente com seu filho David, pela qual provavelmente também foram gratos a Scorsese.

Nota 3: Muito se acreditou que a tal Bertha Thompson realmente tenha existido (principalmente porque o autor declarou sua existência real e na própria introdução do filme dá-se a entender que é uma biografia), mas a personagem fora mesmo uma criação do anarquista Ben Reitman (cujo alter-ego é provavelmente o Bill) baseado em várias mulheres. Emma Goldman foi sua amante. Até hoje ainda há muitas pessoas que realmente acreditam em sua existência, mas é mais um ato bem ao estilo “JT LeRoy de ser”.

Nota 4: Emma Goldman aparece no filme Reds de Warren Beatty sobre a Revolução Russa e tem um povo que jura que o Emmanuel Goldstein do 1984 do Orwell tem esse nome por causa da tia Emma.Boxcar Bertha (1972) - BARBARA HERSHEY & DAVID CARRADINENota 5: E por falar em David Carradine e Bill o que diabos vem a ser esse filme: Being Michael Madsen? É uma espécie de “Quero Ser Michael Madsen”? Se for, eu também quero! E o mais mais curisoso é ir até o fim da página e encontrar isso: If you like this title, we also recommend… Bambi II (2006) !?!

Sessão dupla com Almodóvar e Scorsese: Satisfação garantida

Posted in ANOS 00, DRAMA, IMPRESSÕES, POLICIAL by Adriana Scarpin on November 12, 2006

Os Infiltrados (The Departed, 2006)
Puxa, nem sei como começar a falar daquele que aparentemente é o melhor filme do tio Martin desde Os Bons Companheiros (demorou para eu conseguir afirmar com segurança isso, passando por cima de Cassino e A Época da Inocência) e que, ao meu ver, não é pouca coisa.
Os Infiltrados já começa com Gimme Shelter dos Stones, o que soa mais como uma auto-referência ao GoodFellas, aliás toda a seqüência introdutória nos remete mesmo a Os Bons Companheiros. Mas aí tudo muda… Mesmo com inúmeras das tais auto-referências espalhadas pelo filme (incluindo um Leonardo DiCaprio surpreendentemente musculoso malhando na prisão aludindo ao tio Bob em Cabo do Medo) ficou um quê de Fogo Contra Fogo do Michael Mann no ar (além de ser uma transposição do chinês Conflitos Internos para os EUA), não só pela premissa da caça de gato e rato (no caso rato e rato), mas no desenrolar estético do filme, por isso eu digo que esta nova obra prima do tio Martin me remeteu mais a Heat do que a Cassino ou Goofellas, o que considero com prazer mais um ato de genialidade do titio em não se tornar repetitivo e buscar outras formas de narrativa.
Mas, é claro, o banho de sangue continua lá. E que banho de sangue, hein! Daqueles que nos dão prazer supremo, nos minutos finais do filme até perdemos a conta de quantos cérebros foram espalhados pelo chão e pelas paredes.
E os atores? O QUE DIABOS É O TIO JACK NESSE FILME??? Mr. Nicholson é um assombro em todos os filmes que participa, independente da qualidade dos mesmos, mas vou ousar aqui também, talvez essa seja a melhor atuação do tio Jack desde O Iluminado. Está demoniacamente arrasador como Frank Costello, ele e sua personagem fazem girar o filme. Mas seria um grande erro da minha parte não dar o devido valor aos ex-garotos de ouro que agora já são homens e que fecham como as duas outras pontas do triângulo: Leonardo DiCaprio e Matt Damon. Especialmente DiCaprio está de meter medo de tão bom, o que também não é novidade, já que desde guri era excelente, o que evidencia mais o seu talento é ter que bater de frente com Nicholson em grande parte do filme.
E que venha o próximo filme do tio Martin, o documentário sobre os Stones, se for 1/3 do No Direction Home sobre o Dylan, nós continuaremos a agradecer de joelhos vossa santidade O Scorsese.

Nota: É interessante rever Leonardo DiCaprio e Mark Wahlberg atuando juntos de novo depois de mais de dez anos de Diários de um Adolescente, agora como homens mais seguros de si e sob a batuta do mestre. Aliás, o Wahlberg apesar do papel pequeno está maravilhoso como o “chefe” mau humorado e temperamental do DiCaprio, sem falar que se torna o grande fodão da história.

Volver (2006)
Agora nos voltemos ao sempre cinematograficamente irrestível Pedro Almodóvar… Com Volver a sua homenagem pelo amor ao cinema caiu nas suculentas mães fodonas do cinema italiano (especialmente do neo-realismo) com Penélope Cruz nos remetendo a uma Sophia Loren de Duas Mulheres ou pelo menos metade dos papéis da carreira de Anna Magnani.
Miss Cruz realmente me impressionou, nunca a vi como uma atriz especialmente boa (apesar daquela atuação dela no Sem Notícias de Deus ser estupenda, onde interpretou um mulherengo que reencarnou no corpo de uma mulher), embora lindíssima. Aqui ela não ficou devendo a nenhuma outra grande diva almodovariana incluindo as irretocáveis Marisa Paredes e Carmen Maura (que também está apaixonante em Volver).
Almodóvar nos coloca no seu mundo lírico novamente, o mais feminino dos cineastas, aliás, não conheço muitos homens que sejam ardorosamente fãs de Pedro (só se forem gays, é claro) como o são as mulheres, não são características das classes, mas são estatísticas. Mas de qualquer forma, algo é inegável, Pedro é um talento sem fronteiras que entende horrores de cinema e que continua em melhor forma do que nunca.
Depois de tantos fins de semana de porcariada estreando, é tão bom ter duas obras primas de uma tacada só… É para se dormir feliz esse fim de semana.