25 atores – Parte 3

Giancarlo Giannini (Por um Destino Insólito/Travolti da un insolito destino nell'azzurro mare d'agosto, Lina Wertmüller, 1974)

Sam Rockwell (Confissões de uma Mente Perigosa/Confessions of a Dangerous Mind, George Clooney, 2002)

Jean-Pierre Cassel (O Discreto Charme da Burguesia/The Discreet Charm of the Bourgeoisie, Luis Buñuel, 1972)
Cadáveres Ilustres (Cadaveri Eccellenti, 1976)
Ou: A verdade nem sempre é revolucionária e é tudo culpa do Voltaire. Ainda bem.
Quase nos mesmos moldes de A Conversação datado de dois anos antes e como não poderia deixar de ser vindo do duo Francesco Rosi/Tonino Guerra, Cadaveri Eccellenti é um poliziesco político que atira para todos os lados e que toma assento durante o caos aflorado na Itália em meados dos anos 70 e que viria mais tarde culminar no caso Aldo Moro.
O filme mostra bem o clima de insanidade sócio-política que o país vivia naqueles idos, a partir de um suposto caso de vingança pessoal, somos levados a entrar numa narrativa que privilegia as amostras do caos estudantil, mafioso, policial, político e jornalístico, onde a única personagem a aparentemente enxergar as coisas claras e como verdadeiramente são é a vivida por Lino Ventura, um oásis de sensatez no meio daquela paranóia, manipulação e conflito a explodir por todo lado, ao evoluir de uma investigação corriqueira onde o investigador se mostra a peça central de sua própria investigação desenbocada em intrigas.
Menções especiais às participações de Tina Aumont mais linda do que nunca interpretando uma prostituta e ao discurso nem tão indelével de Max Von Sydow sobre como Voltaire começou toda aquela balbúrdia.
Esse filmaço me fez lembrar de pequenas verdades entranhadas em meu ser: não há nada como o cinema italiano e tal nacionalidade se converteu no tipo de cinema que mais me apetece, suas comédias são as melhores, seu cinema de horror, seus westerns e seu cinema político também, voltar ao cinema italiano, em especial o dos anos 60 e 70, é uma volta ao prazer da arte que há muito me escapava.
Nota: Tenho a ligeira impressão que envenenaram aquele gato de verdade. Ninguém é tão bom ator.

































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