Quixotando

Camp Freddie & Charlie Croker

Posted in ANOS 60, GATOS by Georgina Spiggott on September 9, 2009

Tony Beckley & Michael Caine - Italian JobI shouldn’t let her do that, dear. That gives them ideas.

*Um Golpe À Italiana (The Italian Job, Peter Collinson, 1969)

Cem anos de James Mason – Parte 4

Posted in ANOS 40, ANOS 50, ANOS 70, ANOS 80, IMPRESSÕES, MUSOS by Adriana Scarpin on May 15, 2009

37- Brincadeira de Criança (Child’s Play, Sidney Lumet, 1972)Child's Play - JAMES MASONTenho trauma e medo de professores de latim, especialmente daqueles que passaram por seminário, para meu desespero Mr Mason encarna uma dessas pragas, com maestria já que ele me fez recordar exatamente como eram: mesquinhos, venenosos, sádicos e moralistas. É um filme pesado e peculiar do Lumet, pode-se dizer que é um filme de terror pouco usual, psicológico sobretudo, onde mais uma vez dominam as atuações. Um fato curioso sobre este filme é que Marlon Brando estava escalado para viver o antagonista de Mason e quando soube que este teria um papel melhor, simplesmente pulou fora. Tolinho egóico, não sabia Brando que melhores papéis sempre vão para os melhores atores?

38- Mundos Opostos (East Side, West Side, Mervyn LeRoy, 1949)East side West side - BARBARA STANWYCK & JAMES MASONYou’re spoiling what was a beautiful memory. I don’t remember you as being this cheap. Melodrama interessante com um elenco de dar calafrios, Babs Stanwyck e Mason formam um dos casais mais elegantes e charmosos que já pude ver nas telas, enquanto Ava Gardner é a destruidora de lares habitual com quem James forma um segundo casal muito mais tórrido e com direito aos habituais tabefes de Mr Mason, o que obviamente muito apetece a tia Ava. Até o usualmente insuportável Van Heflin está deveras apaixonante aqui, a juvenil Cyd Charisse e a futura primeira dama americana, Nancy Reagan, também dão o ar da graça e é esse elenco que carrega o filme nas costas. A fofoquinha deste filme é que na vida real Ava Gardner estava de fato tendo um caso com o marido da Stanwyck, Robert Taylor, naqueles idos.

39- Os Destruidores (The Marseille Contract, Robert Parrish, 1974)Marseille Contrat - Michael Caine, James MasonMr Mason sofrendo das fatalidades dos anos 70: interpretando um barão da droga e enfrentando Michael Caine. Provalmente um dos filmes mais injustiçados de sua carreira, naufragou na bilheteria e não é lançado em DVD em lugar algum, mas é um baita thriller de ação que só os anos 70 sabiam produzir e não por acaso foi amplamente homenageado em 007 Contra Goldeneye. Mason vive o bandidão chiquérrimo que precisa ser detido, para isso é necessário que alguém igualmente chiquérrimo se infiltre no seu círculo, cargo que vai parar obviamente nas mãos de Michael Caine. Memorável trilha sonora de Roy Budd.

40- They Were Sisters (Arthur Crabtree, 1945)They Were Sisters (1945) - Phillis, Pamela e JamesÓ céus, lá vamos nós de novo. Mason no melhor do sadismo, aterrorizando psicologicamente esposa e filha, esta interpretada por sua esposa Pamela, o que carrega ainda mais na atmosfera psicanalítica de incesto. A premissa lembra muito aquele The Sisters com a Bette Davis e o Errol Flynn, mas o desenvolvimento é bastante distinto, especialmente pelo aterrorizante caráter da personagem de Mr Mason, tingindo as nuances da persona que futuramente desenvolveria em Bigger Than Life.

41- O Prisioneiro de Zenda (The Prisoner of Zenda, Richard Thorpe, 1952)The Prisoner of Zenda (1952) - JAMES MASON & STEWART GRANGERWomen are never in their right senses, thank goodness! Falemos seriamente, aquela luta de espadas entre Stewart Granger e James Mason é sensacional, realmente adoro lutas de esgrimistas e espadachins, mas dessas artesanais, hoje ninguém consegue colocar uma luta sem ter um CGI no meio. Cruzes. Mason está deliciosamente mau, muito mau, na pele de Rupert of Hentzau, um dos seus papéis mais irresistíveis, voltando a se encontrar com seus companheirinhos de tempos de ilha: Stewart Granger e Deborah Kerr. Granger foi o rei do capa-espada dos anos 40/50, mas Mason não faz nada feio em graça e desenvoltura, não à toa a fascinação de Mason por felinos foi excencial para sua própria carreira, não apenas na forma de olhar, como em seus movimentos, é só vê-lo aqui saltando e se esgueirando como um gato.

42- The Man in Grey (Leslie Arliss, 1943)The Man in Grey (1943) - JAMES MASON & MARGARET LOCKWOODComo o homem de cinza, Mason dá início ao seu reinado no Gainsborough Studios esbanjando escrotisse, mau humor e cabelos encaracolados ao viver Lord Rohan, é aqui que o termo “sexy sadism” vira sinônimo de sua presença em cena e o acompanhará nos próximos anos. Os filmes da Gainsborough funcionavam basicamente com a mesma dinâmica, onde Mason sempre era o sádico/vilão/anti-herói, Margaret Lockwood era a perversa, Stewart Granger era o herói e Phyllis Calvert era a heroína, de vez em quando alterava-se o elenco, mas o ciclo era sempre mais ou menos este. Claro que sendo o filho da puta, Mason sempre acabava chamando mais atenção, embora Granger tenha garantido seu posto como futuro herói hollywoodiano de capa-espada nesta mesma época.

43- La Polizia Interviene: Ordine di Uccidere (Giuseppe Rosati, 1975) The Left Hand of the Law - Leonard Mann & James MasonNeste poliziottesco Mason faz as vezes do burocrata político, num dos seus muitos papéis pequenos mas de grande efeito dramático e narrativo, apesar do filme ser algo menor do sub-gênero e contar com um dos seus ícones Leonard Mann. Também serve para vê-lo dividindo cena novamente com Stephen Boyd, matando saudades de alguns dos filmes que fizeram juntos, em especial de A Queda do Império Romano, uma outra era italiana de que também fizeram parte.

44- O Fim de Sheila (The Last of Sheila, Herbert Ross, 1973)Last of Sheila - James Mason, Rachel Welch, Joan Hackett, Ian McShane, Dyan Cannon & Richard BenjaminTirando a rápida e exuberante participação inicial de James Coburn, sem dúvida a de Mason é o ponto forte de todo o filme. A cena em que tentam assassinar Mason com fantoches é no mínimo bizarra, tanto quanto sua interpretação de um cineasta pedófilo filmando com criancinhas, mas nada paga o gozo de ver James Coburn como uma freira-travesti-putona. Isso tudo saiu das mentes de Anthony Perkins e Stephen Sondheim, dois doentes natos, é claro.

45- O Declínio dos Anos Dourados (The Shooting Party, Alan Bridges, 1985)James Mason & John Gielgud in The Shooting PartyMy fellow murderers are rather hot blooded. Último filme gravado por Mason antes de morrer e felizmente um ótimo desfecho de carreira, estando muito bem acompanhado de Sir Edward Fox, Dame Dorothy Tutin e Sir John Gielgud. Produção que influenciou o excelente Gosford Park de Robert Altman, mostra plebe e aristocracia, empregados e patrões, envoltos em intrigas, traições, romances, marcando o final da era vitoriana e da aristocracia britânica. Aqui a presença em cena de Mason é especialmente brilhante, marcada por poucas falas e atitudes, mas cheia de um resplancer de alguém que muito viu e viveu, de que nada mais pode ser feito além de observar e esperar, marcando não apenas o fim daquela fatídica era da cultura britânica para a personagem, como marca o fim de uma era de atores tais como ele próprio. Uma cena em particular entre o anfitrião Mason e o vegetariano ativista Gielgud tornou-se notória pela sua excelência, um momento engraçadíssimo de como dois homens maduros e bem educados jogam para escanteio as diferenças ideológicas, marcando o reencontro e partilha final dos dois monstruosos atores.

46- O Céu Pode Esperar (Heaven Can Wait, Warren Beatty/Buck Henry, 1978)Heaven Can Wait - Warren Beatty, Buck Henry, James MasonThe likelihood of one individual being right increases in direct proportion to the intensity with which others are trying to prove him wrong. Nunca é demais recordar: este não é remake do filme do Lubitsch e sim do Here Comes Mr. Jordan do Alexander Hall. Mason fica a cargo do papel-título que fora de Claude Rains na versão de 41, o que é interessante, já que sempre pode-se notar certa semelhança física entre Mason e seu conterrâneo Rains. Mr Jordan é o filho da mãe que escolhe quem vai entrar no céu ou não, ou seja, finalmente deram um papel à altura do poder de Mr Mason.

47- Raposa do Deserto (The Desert Fox: The Story of Rommel, Henry Hathaway, 1951)DESERT FOX - JAMES MASONMason é até hoje o Rommel definitivo, antes dele Von Stroheim encarnara o general em Five Graves of Cairo do Billy Wilder, mas era 1943 e isso fez com que Stroheim fosse pouco lisongeiro ao interpretá-lo, anos depois Mason veio e deu-lhe um pouco mais de humanidade criando um dos seus personagens mais interessantes, apesar de soar um tanto inacurado historicamente, é a criação do pacifista Mason que se vê e não o estrategista impecável.

48- Resgate Suicida (North Sea Hijack, Andrew V. McLaglen, 1979)Anthony Perkins, James Mason, Roger Moore - NORTH SEA HAILJACKÉ bem estranho ver Roger Moore pronunciando sua famosa frase “I like cats, and I don’t like people who don’t” olhando inquisitivamente para Mason enquanto este faz cara de culpado. Mason, foi provalmente o ator mais apaixonado por gatos de que já tive notícia, inclusive co-escreveu com sua então esposa Pamela e ilustrou um livro chamado “The Cats in Our Lives“. É um filme de ação, mas também é um filme sobre gatos, onde Mason tem que aturar o misógino, excêntrico e gatófilo personagem de Moore para que este acabe com a brincadeira de Anthony Perkins que teima em explodir uma plataforma de petróleo. Este filme é o pai biológico de Duro de Matar.

Caine e a mulherada

Posted in ANOS 60, CHEESECAKE, FOTOGRAFIA, MUSOS, PLAYBOY by Georgina Spiggott on May 6, 2009

Promo shoots for a Too Late the Hero movie, starring Michael Caine. Playboy Magazine, October, 1969.Promo shoots for a Too Late the Hero movie, starring Michael Caine. Playboy Magazine, October, 1969.Promo shoots for a Too Late the Hero movie, starring Michael Caine. Playboy Magazine, October, 1969.Promo shoots for a Too Late the Hero movie, starring Michael Caine. Playboy Magazine, October, 1969.Promo shoots for a Too Late the Hero movie, starring Michael Caine. Playboy Magazine, October, 1969.Promo shoots for a Too Late the Hero movie, starring Michael Caine. Playboy Magazine, October, 1969.Promo shoots for a Too Late the Hero movie, starring Michael Caine. Playboy Magazine, October, 1969.Playboy, Outubro, 1969 – Ensaio promocional para Assim Nascem Os Heróis (Too Late the Hero, Robert Aldrich, 1970)

Imagina a minha alegria ao visitar o blog do Rudá e dar de cara com este ensaio que ele encontrou no Design You Trust. Roubei sem dó, é claro.

Dia Mundial do Livro

Posted in ANOS 00, ANOS 40, ANOS 60, ANOS 70, ANOS 90, LIVROS, MUSAS, MUSOS by Georgina Spiggott on April 23, 2009
Emile Hirsch - Na Natureza Selvagem (Into the Wild, Sean Penn, 2007)

Emile Hirsch - Na Natureza Selvagem (Into the Wild, Sean Penn, 2007)

Jean-Pierre Léaud e Claude Jade - Domicílio Conjugal (Domicile Conjugal, François Truffaut, 1970)

Claude Jade e Jean-Pierre Léaud - Domicílio Conjugal (Domicile Conjugal, François Truffaut, 1970)

Bud Abbott e Lou Costello - Perdidos no Harém (Lost in a Harem, Charles Reisner, 1944)

Bud Abbott e Lou Costello - Perdidos no Harém (Lost in a Harem, Charles Reisner, 1944)

Vivian Wu - O Livro de Cabeceira (The Pillow Book, Peter Greenaway, 1996)

Vivian Wu - O Livro de Cabeceira (The Pillow Book, Peter Greenaway, 1996)

Michael Caine e Joaquin Phoenix - Contos Proibidos do Marquês de Sade (Quills, Philip Kaufman, 2000)

Michael Caine e Joaquin Phoenix - Contos Proibidos do Marquês de Sade (Quills, Philip Kaufman, 2000)

Anna Karina e Jean-Paul Belmondo - O Demônio das Onze Horas (Pierrot Le Fou, Jean-Luc Godard, 1965)

Anna Karina e Jean-Paul Belmondo - O Demônio das Onze Horas (Pierrot Le Fou, Jean-Luc Godard, 1965)

Sir Michael Caine: A Career in Pictures

Posted in ANOS 00, ANOS 60, ANOS 70, ANOS 80, ANOS 90, MUSOS by Georgina Spiggott on April 17, 2009

Just remember this: in this country they drive on the wrong side of the road. - Charlie Croker

You’re useless in the kitchen, why don’t you go back to bed? – Harry Palmer

Not gods – Englishmen. The next best thing. – Peachy Carnehan

I’m going to sit in the car and whistle “Rule Britannia”. – Jack Carter

My understanding of women only goes as far as the pleasure. When it comes to the pain I’m like any other bloke – I don’t want to know. – Alfie

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Filmes bacanas de cada ano que o cinema viveu: 1969

Posted in ANOS 60, MELHORES FILMES by Georgina Spiggott on April 15, 2009

1- Um Beatle no Paraíso (The Magic Christian, Joseph McGrath)The Magic Christian - JOHN CLEESE, RINGO STARR & PETER SELLERSYul Brynner é uma drag cantando para um Roman Polanki bêbado, Laurence Harvey faz um show de striptease representando Hamlet, Richard Attenborough treina Graham Chapman em Oxford, Christopher Lee é um vampiro, Raquel Welch é a gostosa habitual, Spike Milligan é um guarda e Graham Stark é um garçon, ambos tentando fazer as vontades do milionário Peter Sellers e seu filho Ringo Starr. Meu coração palpita só de lembrar da cena do museu envolvendo Sellers, Ringo e John Cleese: um Goon, um Beatle e um Python. Qualquer pessoa que tenha um mínimo de apreço pela comédia britânica em toda sua anarquia e glória deve assistir tal filme, nesse caso o oportunista título nacional faz todo o sentido, é mesmo um paraíso.

2- A Mulher de Todos (Rogério Sganzerla)A MULHER DE TODOSEla gosta é de boçaaaaaaal! Homem bacana dá muito trabalho. Aqui vê-se o porquê a Helena Ignez não tem espaço na mídia nacional de merda, essa mulher deveria ter uma estátua em cada canto desse país. Como Ignez e Florinda Bolkan (que trabalhou com os maiores cineastas europeus dos anos 60 e 70) pouco são lembradas só porque não fazem novelinhas da globo, enquanto a galera fica babando ovo de umas atrizinhas de merda. Na boa, creio piamente que Ignez é a maior atriz brasileira de sempre.

3- Uma Sobre a Outra (Una Sull’Altra, Lucio Fulci, 1969) One on Top of the Other - Marisa Mell, Malisa Longo & Elsa MartinelliÉ uma espécie de remake de Vertigo. E que remake! Fulci adaptou o Vertigo de Hitchcock para a linha giallica, com tudo que tinha direito, inclusive locações em San Francisco, num suspense erótico que reina a deusa absoluta Marisa Mell, a mulher mais bonita que já vi não apenas no cinema, como em qualquer parte fora dele.

4- Mulheres Apaixonadas (Women in Love, Ken Russell)Women in Love (1969) Alan Bates, Oliver ReedUIA, mesmo que não seja apreciado como um tôdo, creio ser pouco provável não dar o braço a torcer ao menos com uma cena: aquela envolvente, espetacular e perfeita sequência homoerótica de machos suados lutando nus protagonizada por Alan Bates e Oliver Reed. É Russell envolvido com DH Lawrence mais uma vez e dá-se a impressão que o literato e o cineasta nasceram para tal união, cada qual no meu hall pessoal de autores favoritos em suas respectivas artes. O elenco perfeito não atrapalha.

5- Charity, Meu Amor (Sweet Charity, Bob Fosse)Sweet Charity - SHIRLEY MCLAINEFosse quase não gostava de Fellini. Nessa versão musical de Cabiria, Shirley MacLaine mostra porque é uma estrela completa que dança, canta, sapateia e atua. A mulher é um monstro e hoje está relegada a papéis secundários em filmecos meia-boca.

6- The Bed Sitting Room (Richard Lester)Bed Sitting Room - Cook & Moore Não tem como não ser fã de um filme cujos créditos iniciais os atores aparecem em ordem de altura e pasmem: Rita Tushingham é mais baixa que Dudley Moore! Peter Cook é o mais alto, claro. Ficção Científica pós apocalíptica que mistura o melhor da comédia britânica dos anos 60, dos Goons, passando por Beyond the Fringe até o mestre absoluto que liga todo esse povo bom: Richard Lester, especialmente por ter criado toda a estrutura visual que revolucionaria o humor britãnico a partir dos anos 50. Indispenável para quem gosta de Monty Python mas não conhece toda essa galera que os influenciou.

7- Os Deuses Malditos (La Caduta degli dei, Luchino Visconti)La Caduta degli dei Incesto, Dirk Bogarde, orgias nazistas, Ingrid Thulin, pedofilia, Helmut Berger, traições, Florinda Bolkan, prostituição, Helmut Griem, travestis, Charlotte Rampling, assassinatos. Ah… toda essa decadência!

8- Orgasmo/Così Dolce… Così Perversa/Paranoia (Umberto Lenzi)A quiet place to kill - Carroll Baker & Jean SorelNão sei se é admissível ver o Lenzi sendo tratado como um cineasta podreira por uma porrada de gente, posso entender esse tratamneto para com o Jess Franco, mas não com o Lenzi. O homem sabia muito bem o que fazia e legou quantidade suficiente de obras que nos fazem cair o queixo, especialmente a série de filmes que fez com a Carroll Baker como protagonista, a qual teve início com esses Orgasmo, Così Dolce… Così Perversa e Paranoia. Lenzi e Baker ainda fariam um quarto filme em 72, mas este ainda não vi, embora ache pouco provável que tenha atingido a qualidade dessa trilogia que é mesmo o ápice da carreira do diretor. Nessa trilogia se encontra tudo que há de melhor do suspense francês, italiano e inglês, algumas cenas chegam a parecer refilmagem quadro-a-quadro de obras de cineastas que todos conhecemos (especialmente Hitchcock – o rei da influência giallica – Clouzot e Antonioni), mas de modo algum soa como plágio, mas sim como homenagem e aí que reside o talento de Lenzi, ele pega um imaginário que todo mundo conhece, costura tudo e monta um guarda roupa totalmente novo. Para diferenciar um filme do outro, lembre-se dos protagonistas masculinos: Orgasmo é com Lou Castel, Così dolce… così perversa é com Jean-Louis Trintignant e Paranoia é com Jean Sorel, este último é o meu Lenzi favorito e sempre foi confundido com Orgasmo por causa do título internacional.

9- Os Aventureiros do Ouro / Os Maridos de Elizabeth (Paint Your Wagon, Joshua Logan) AAAAAAAhhhhh! Clint cantando.

10- Um Golpe À Italiana (The Italian Job, Peter Collinson) AAAAAAAhhhhh! Caine cantando.

11- Vênus das Peles (Le Malizie di Venere, Massimo Dallamano)Venus in Furs - Laura AntonelliAinda com sua sina de adaptações literárias transpostas para o ambiente contemporâneo, Dallamano se joga em Sacher-Masoch numa das poucas adaptações para o cinema de alguma obra do autor e, ao meu ver, a melhor de todas. Belo tratado sobre obsessão, tendências e emoções da infância adaptadas à vida sexual adulta e a natureza das sensações. Não à toa Laura Antonelli é conhecida como deusa do sexo, é musa absoluta.

12- Cega Obsessão (Môjû, Yasuzo Masumura) Blind Beast - Mako Midori Continuando nos ensinamentos do seu Masoch, a verdade é que o filme do Dallamano parece filme da Disney comparado a esta pequena obra prima nipônica. Arte, obsessão e dor.

13- A Sereia do Mississipi (La Sirène du Mississipi, François Truffaut)La Sirène du Mississipi - Catherine Deneuve, Jean-Paul BelmondoTruffaut volta a idolatrar Hitchcock e a seguir os passos de Cornell Woolrich. Meio inadmissível Belmondo ter trabalhado uma única vez com Truffaut.

14- Um Assaltante bem Trapalhão (Take the Money and Run, Woody Allen) Take the Money and RunPrimeiro filme dirigido por Allen e um dos mais engraçados, sem dúvida.

Real Melhor Filme do Ano: Meu Ódio será tua Herança (The Wild Bunch, Sam Peckinpah)The Wild BunchPeckinpah me cansa. mençoes honrosas para A paixão de Ana (Bergman), A Via Láctea (Buñuel), Matou a Família e Foi ao Cinema (Bressane), Akage (Okamoto), Z (Costa Gavras) e sabe-se lá mais o quê.

Roger Moore & Michael Caine vestem kilts

Posted in ANOS 90, KILTS E BATINAS, MUSOS by Georgina Spiggott on April 4, 2009

ROGER MOORE & MICHAEL CAINEMorra de inveja Sean Connery!

*Em tempos de Ladrão de Ladrão (Bullseye! Michael Winner, 1990)

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Centenário de Joseph L. Mankiewicz

Posted in ANOS 50, ANOS 70, COMÉDIA, DRAMA, IMPRESSÕES, MUSICAL by Georgina Spiggott on February 11, 2009
Joseph L. Mankiewicz, Ava Gardner - The Barefoot Contessa (1954)

Mankiewicz a ensinar Ava Gardner como é que se faz em A Condessa Descalça (The Barefoot Contessa, 1954), filme este veladamente inspirado na vida de Rita Hayworth.

Top 5 do homem:

1- Trama Diabólica/Jogo Mortal (Sleuth, 1972)Laurence Olivier, Michael Caine - SLEUTH (1972)Laurence Olivier e Michael Caine num duelo até a morte? Aqui Mankiewicz levou ao topo sua obsessão com o tema de duelo de egos que perpassou toda a sua carreira, nada mais adequado do que transitar a vida real para o cinema quando Sir Olivier era o grande astro da atuação inglesa e Sir Caine era a ameaça para roubar-lhe o trono.

2- A Malvada (All About Eve, 1950)ANNE BAXTER & BETTE DAVIS - All About Eve (1950)Outrora seu irmão Herman ajudara a debicar o casal Hearst/Davies em Cidadão Kane, agora era vez de Joseph mexer com certos egos Hollywoodianos, mas especificamente o casal Tallulah Bankhead e Lizabeth Scott. A inspiração é tão descarada que até o figurino de Miss Davis chega a ser cópia exata de roupas que Bankhead outrora usara, sem mencionar o cabelo, a maquiagem, o modo de falar e até o jeito de segurar o cigarro, enquanto Anne Baxter se esbalda no jeito aparentemente doce de Miss Scott. Mas estamos em 1950 e o código ainda era vigente em Hollywood, portanto os resquícios de homossexualismo só ficam à mercê dos mais atentos.

3- Eles e Elas (Guys and Dolls, 1955)MARLON BRANDO, JEAN SIMMONS, FRANK SINATRA & VIVIAN BLANE (Guys and Dolls)Alguém que não canta nem dança tem que ter muito culhão para aceitar fazer um musical ao lado de Frank Sinatra. Marlon Brando teve. É quase como se Mankiewicz quisesse nos mostrar se Brando estava mesmo apto a ser o astro do momento, dois anos antes já o obrigara a encarar Shakespeare ao lado de James Mason e Sir John Gielgud em Julio Cesar, agora o colocara a cantar ao lado de Sinatra. Ao contrário do que possa aparentar, Mankiewicz não queriar derrubar Brando com tais desafios, mesmo porque feio não fez em nenhum deles e só ajudou a firmá-lo como o maior astro de todos os tempos.

4- De Repente, no Último Verão (Suddenly, Last Summer, 1959)Suddenly, Last Summer (1959) - ELIZABETH TAYLORNos anos 50 Hollywood estava obcecada por Tennessee Williams, o que lhes fez muito bem como transição para a saída completa do agonizante Código Hays. Gore Vidal ficou com o roteiro, este que sempre fora perito em destrinchar roteiros sobre homossexualismo velado, aqui se esbaldou por ser muito mais às claras do que todos estavam acostumados. Ó meu deus, comeram o Sebastian! Tolinhos.

5- Ninho de Cobras (There Was a Crooked Man… 1970) There Was a Crooked Man... (1970) KIRK DOUGLAS & HENRY FONDAHenry Fonda! Warren Oates! Kirk Douglas! Burgess Meredith! Hume Cronyn! Michael Blodgett pelado! É Mankiewicz juntando todo esse povo bom num western/men in prison para falar sobre onde começa e termina a moralidade do ser humano, quanto a aplicabilidade de circunstâncias e a área limítrofe onde se coloca em xeque toda a sua forma de pensar até então. Ah, é deveras divertido também.

Os Filmes Bacanas de Cada Ano que o Cinema Viveu: 1975

Posted in ANOS 70, CURTAS, MELHORES FILMES, VIDEOS by Georgina Spiggott on December 28, 2008

1- The Rocky Horror Picture Show (Jim Sharman) Frank N. Furter é uma das melhores personagens do cinema, sem exagero. O mais bizarro é que Tim Curry se envergonha realmente deste papel, do que ele tem orgulho então, Esqueceram de Mim 2? É fácil um dos meus filmes favoritos de sempre e merece muito ser o objeto de culto que é.

2- Lisztomania / Tommy (Ken Russell)Lisztomania - Ringo Starr & Roger DaltreyAh vá, não diga que Ken Russell pegou um lugar duplo e dividiu com Roger Daltrey.

3- Picnic na Montanha Misteriosa (Picnic at Hanging Rock, Peter Weir)Picnic at Hanging RockApesar do nome de filme da Disney, essa obra prima aussy é tão rica e complexa, de tantas e louváveis interpretações, de uma climatização e beleza extrema, que desafio qualquer pessoa a assistí-lo apenas uma vez sem que não se tenha a ânsia de revê-lo e revê-lo.

4- O Homem que Queria Ser Rei (The Man Who Would Be King, John Huston)Man Who Would Be King - CAINE & CONNERY Huston é um dos meus xodós de todos os tempos, mas a quem estou querendo enganar? Esse filme está aqui listado pela dobradinha do Harry Palmer com James Bond.

5- Ilsa, She Wolf of the SS (Don Edmonds)Ilsa, She Wolf of the SSNazi-exploitation é um gênero deveras problemático, mas porra, a Ilsa é mestra. É só ver alí uma dominatrix sádica no âmbito sexual e esquecer o estereótipo nazi, mesmo porque ela nem se importava com isso contanto que tivesse um orgasmo.

6- Dolemite (D’Urville Martin)DolemiteDANCE MUTHA-FUCKA, DANCE! Como assim alguém tem coragem de dizer que este é um filme ruim? É claro que tem um ou outro problema, mas puta que pariu, Dolemite é certeiro por todos aqueles diálogos do além, presença em cena dos tipinhos mais bizarros e o negão kung-fu recém falecido Rudy Ray Moore.

7- Hedgehog in the Fog (Yozhik v Tumane, Yuriy Norshteyn) Poesia transformada em animação. Não se espante se alguém disser que esta é a melhor animação já feita.

8- Grey Gardens (Maysles Brothers)grey gardens - Little Edie in pants Fantástico documentário sobre pessoas ainda mais fantásticas, uma espécie de Sunset Boulevard encontra O Que Terá Acontecido a Baby Jane? da vida real. Tenho a ligeira impressão que ficarei velha e biruta tal qual uma daquelas senhoiras, cruzes.

9- Os Quatro do Apocalipse (I Quattro dell’apocalisse, Lucio Fulci)Four of the Apocalypse (1975) - TOMAS MILIAN, FABIO TESTIEste está aqui listado mais por justiça do que qualquer outra coisa, já ouvi tanta gente metendo pau nesse filme despropositadamente, pois o que muitos apontam como defeitos é justamente o intentado. Num dos westerns mais peculiares da Itália, Fulci espelha a atualidade insana daqueles idos num complexo emaranhado de relações humanas e simbolismo, especialmente por ter Tomas Milian num dos melhores personagens dos spaghettis. O único problema aqui é o Fabio Testi, pois todo filme em que ele está presente fico a pensar: tira a roupa logo, desgraçado! E isso obviamente tira minha atenção do tôdo.

10- Corrida com o Diabo (Race with the Devil, Jack Starrett)Race with the Devil (1975) - WARREN OATES, PETER FONDADá para imaginar algo mais legal do que Warren Oates e Peter Fonda sendo perseguidos por caipiras adoradores de satã no Texas? Deliverance encontra Um Drink no Inferno encontra O Bebê de Rosemary encontra A Morte Pede Carona encontra Encurralado encontra Quadrilha de Sádicos encontra O Homem de Palha.

Real Melhor Filme do Ano: Monty Python em Busca do Cálice Sagrado (Mønti Pythøn ik den Høli Gräilen, Terry Jones)Monty Python and the Holy GrailAre you suggesting coconuts migrate? Mas será possível que não havia filmes de gente normal em 1975 e que boa parte deles não fossem de ingleses birutas? Menções aos corriqueiros Saló (Pier Paolo Pasolini), Barry Lyndon (Stanley Kubrick), Dersu Uzala (Akira Kurosawa) e Boris Grushenko (Woody Allen), Um Dia de Cão (Sidney Lumet) e Prelúdio para Matar (Dario Argento). Pensei seriamente em proibir certos cineastas nessas minhas listas. Povo sem graça, como se dizia no Tarantino’s Mind, esse povo é samurai, não conta.

Nota: O que está rolando com esses três milhôes de filmes em cada lista? É a década dos excessos, oras, quando chegar os anos 60 volto com os 5 habituais.

25 atores

Posted in BEEFCAKE, FOTOGRAFIA, MUSOS by Georgina Spiggott on December 14, 2008
Michael Caine (Carter - O Vingador/Get Carter, Mike Hodges, 1971)

Michael Caine (Carter - O Vingador/Get Carter, Mike Hodges, 1971)

Oliver Reed (Os Demônios/The Devils, Ken Russell, 1971)

Oliver Reed (Os Demônios/The Devils, Ken Russell, 1971)

Jean-Paul Belmondo (O Demônio das 11 Horas/Pierrot le fou, Jean-Luc Godard, 1965)

Jean-Paul Belmondo (O Demônio das 11 Horas/Pierrot le fou, Jean-Luc Godard, 1965)

James Mason (Intriga Internacional/North by Northwest, Alfred Hitchcock, 1959)

James Mason (Delírio de Loucura/Bigger Than Life, Nicholas Ray, 1956)

Jece Valadão (Boca de Ouro, Nelson Pereira dos Santos, 1963)

Jece Valadão (Boca de Ouro, Nelson Pereira dos Santos, 1963)

Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez, Coen Brothers, 2007)

Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez/No Country for Old Men, Coen Brothers, 2007)

James Cagney (Belezas em Revista/Footlight Parade, Lloyd Bacon, 1933)

James Cagney (Belezas em Revista/Footlight Parade, Lloyd Bacon, 1933)

Robert Downey Jr (Zodiac, David Fincher, 2007)

Robert Downey Jr (Zodiac, David Fincher, 2007)

Peter Lorre (M - O Vampiro de Dusseldorf, Fritz Lang, 1931)

Peter Lorre (M - O Vampiro de Dusseldorf, Fritz Lang, 1931)

Harpo Marx (O Diabo a Quatro/Duck Soup, Leo McCarey, 1933)

Harpo Marx (O Diabo a Quatro/Duck Soup, Leo McCarey, 1933)

Emil Jannings (Fausto/Eine deutsche Volkssage, FW Murnau, 1926)

Emil Jannings (Fausto/Eine deutsche Volkssage, FW Murnau, 1926)

Conrad Veidt ( O Gabinete do Dr Caligari/Das Cabinet des Dr. Caligari, Robert Wiene, 1920)

Conrad Veidt ( O Gabinete do Dr Caligari/Das Cabinet des Dr. Caligari, Robert Wiene, 1920)

Lon Chaney (A Trindade Maldita/The Unholy Three, Tod Browning, 1925)

Lon Chaney (A Trindade Maldita/The Unholy Three, Tod Browning, 1925)

Jean Gabin (A Grande Ilusão/La Grande illusion, Jean Renoir, 1937)

Jean Gabin (A Grande Ilusão/La Grande illusion, Jean Renoir, 1937)

Cary Grant (Intriga Internacional/North by Northwest, Alfred Hitchcok, 1959)

Cary Grant (Intriga Internacional/North by Northwest, Alfred Hitchcock, 1959)

John Barrymore (Suprema Conquista/Twentieth Century, Howard Hawks, 1934)

John Barrymore (Suprema Conquista/Twentieth Century, Howard Hawks, 1934)

Clint Eastwood (Três Homens em Conflito/Il Buono, il brutto, il cattivo, Sergio Leone, 1966)

Clint Eastwood (Três Homens em Conflito/Il Buono, il brutto, il cattivo, Sergio Leone, 1966)

Klaus Kinski (Aguirre - A Cólera dos Deuses/Der Zorn Gottes, Werner Herzog, 1972)

Klaus Kinski (Aguirre - A Cólera dos Deuses/Der Zorn Gottes, Werner Herzog, 1972)

Warren Oates (Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia/Bring Me the Head of Alfredo Garcia, Sam Peckinpah, 1974)

Warren Oates (Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia/Bring Me the Head of Alfredo Garcia, Sam Peckinpah, 1974)

Steve McQueen (Crown - O Magnifico/The Thomas Crown Affair, Norman Jewison, 1968)

Steve McQueen (Crown - O Magnífico/The Thomas Crown Affair, Norman Jewison, 1968)

Karlheinz Böhm (A Tortura do Medo/Peeping Tom, Michael Powell, 1960)

Karlheinz Böhm (A Tortura do Medo/Peeping Tom, Michael Powell, 1960)

Jeff Bridges (O Grande Lebowski/The Big Lebowski, Irmãos Coen, 1998)

Jeff Bridges (O Grande Lebowski/The Big Lebowski, Irmãos Coen, 1998)

Paul Muni (Scarface, Howard Hawks, 1932)

Paul Muni (Scarface, Howard Hawks, 1932)

Michel Piccoli (O Discreto Charme da Burguesia/Le charme discret de la bourgeoisie, Luis Buñuel, 1972)

Michel Piccoli (O Discreto Charme da Burguesia/Le charme discret de la bourgeoisie, Luis Buñuel, 1972)

Alan Rickman (Harry Potter and the Prisoner of Azkaban, 2004)

Alan Rickman (Harry Potter and the Prisoner of Azkaban, Alfonso Cuarón, 2004)

Marcello Mastroianni (8 1/2, Federico Fellini, 1963)

Marcello Mastroianni (8 1/2, Federico Fellini, 1963)

Lee Marvin (À Queima-roupa/Point Blank, John Boorman, 1967)

Lee Marvin (À Queima-roupa/Point Blank, John Boorman, 1967)

George Clooney (Irresistivel Paixão/Out of Sight, Steven Soderbergh, 1998)

George Clooney (Irresistível Paixão/Out of Sight, Steven Soderbergh, 1998)

Mesmo esqueminha de entre parênteses constar o meu filme favorito de cada. Por um motivo ou outro, esses caras me fazem tirar a bunda da cadeira para ir atrás de filmes em que estejam presentes. Mas aí alguém me pergunta, cadê Hugh Laurie, Peter Cook e Sellers da minha lista? Oras, haverá um Parte 2 de atores e atrizes, pois já é tempo de parar de fazer o coração sangrar.

Nota: Por falar em Hugh, aquele outro, o Jackman, será o apresentador do Oscar no ano que vem, diz aí se não será a melhor cerimônia de sempre? Ano passado Laurie esteve cotado para apresentar, mas não há prejuízo com Jackman, principalmente pelo histórico de apresentações do Tony em que esbanjava suas qualificações como showman.

Os Filmes Bacanas de Cada Ano que o Cinema Viveu: 1980

Posted in ANOS 80, CURTAS, MELHORES FILMES, SCREENSHOT, VIDEOS by Georgina Spiggott on November 8, 2008

1- Os Irmãos Cara de Pau (The Blues Brothers, John Landis) Tá no meu Top 20 de favoritos de sempre. Com personagens saídos diretamente de um quadro do Saturday Night Live, é inadmissível não amar cada segundo do filme, é inadmissível não amar cada som produzido, é inadmissível não amar cada cameo e, principalmente, é inadmissível não amar Dan Aykroyd e John Belushi.

2- O Império Contra Ataca (The Empire Strikes Back, Irvin Kershner)Nuuuuuussa a Princesa Leia ama o Han Solo e ele sabe disso. Nuuuuussa O Darth Vader é pai do Luke.

3- O Anel dos Nibelungos (Der Ring Des Nibelungen, Brian Large/Patrice Chéreau/Pierre Boulez) Tetralogia megalomaníaca de Wagner montada por Patrice Chéreau e Pierre Boulez, é a mais intensa e visualmente elaborada montagem de ópera já filmada. Aprendi a gostar de ópera com Wagner (com uma ajudinha do Puccini e do Verdi), mas foi com essa filmagem que aprendi que não deve ser apenas ouvida, mas sobretudo vista.

4- Vestida para Matar (Dressed to Kill, Brian De Palma)Fazer o público imaginar Michael Caine vestido de enfermeira psicopata é uma das glórias do De Palma.

5- Werner Herzog Eats His Shoe (Les Blank)Ele come, oras.

Real Melhor Filme do Ano: O Iluminado (The Shining, Stanley Kubrick)Existem dois motivos para ter escolhido esse filme, o primeiro é porque é mesmo o melhor filme daquele ano (ó céus, Berlin Alexanderplatz? Touro Indomável? Agonia e Glória?), o segundo e mais convincente é porque se não colocasse este o Lucas cortaria meus peitos com um machado.

Os Filmes Bacanas de Cada Ano que o Cinema Viveu: 1981

Posted in ANOS 80, MELHORES FILMES, SCREENSHOT, VIDEOS by Georgina Spiggott on November 6, 2008

1- Fuga de Nova York (Escape from New York, John Carpenter)Olha lá o filho submundo-pós-apocalíptico do Clint. Onde tem para vender um Snake Plissken? De verdade, claro.

2- Sedução e Vingança (Ms. 45 / Angel of Vengeance, Abel Ferrara)Olha aí meu Ferrara favorito e nem é porque Zoe Lund está vestida de freira na sensacional sequência final. Essa mistura de Desejo de Matar com Repulsa ao Sexo tem um título nacional que muito me intriga, a tal da sedução é o estupro? Êita, só por esses filmes já dá para notar que os anos 70 se aproximam.

3- O Profissional (Le Professionnel, Georges Lautner)E tem início a era Belmondo em reverso. Um dos melhores filmes policiais dos anos 80, quiçá o melhor.

4- Bonitinha mas Ordinária ou Otto Lara Rezende (Braz Chediak) Me fode, Cadelão! Não tem nada mais clássico no cinema nacional do que a Lucélia Santos gritando. Pena que no vídeo acima faltou a melhor parte, sabe como é a exuzada moralista do tubete.

5- A Mão (The Hand, Oliver Stone) Único filme do Oliver Stone de que sou real e sinceramente fã, mais pela interpretação do Michael Caine do que por qualquer outra coisa. É uma espécie de Os Dedos da Morte (The Beast with Five Fingers, 1946) recauchutado.

Real Melhor filme do Ano: Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark, Steven Spielberg)

Batman – Cavaleiro das Trevas ( The Dark Knight, 2008 )

Posted in ANOS 00, HQ, POLICIAL, POSTERS by Georgina Spiggott on July 19, 2008

dark knight - JOKER - POSTER

Agora é fato consumado: Heath Ledger é a melhor enfermeira psicopata de todos os tempos.

Recomendo que se vá lá no Viver e Morrer no Cinema, onde o Caraça falou tudo e um pouco mais do que era necessário ser dito sobre o filme. Com ênfase na recomendação, porque acho pouco provável que você leia algo melhor e mais verdadeiro sobre o filme em qualquer outro lugar.

Nota 1: O que um elenco perfeito não faz por um blockbuster, hein?

Nota 2: Dêem prazo de validade eterno para o Christian Bale, por favor. Em todos os sentidos.

Nota 3: Nunca é tarde para recordar que antes de ser prefeito de Gotham, Nestor Carbonell já fora o primeiro e único BATMANUEL.

Michael Caine é Harry Palmer em Ipcress – O Arquivo Confidencial ( The Ipcress File, 1965 )

Posted in ANOS 60, MUSOS, SCREENSHOT by Georgina Spiggott on June 9, 2008

Ipcress File MICHAEL CAINE

Ipcress File HARRY PALMER

Ipcress File HARRY PALMER

A Loteria da Vida (The Wrong Box, 1966)

Posted in ANOS 60, COMÉDIA, GATOS, IMPRESSÕES, MUSOS by Adriana Scarpin on May 2, 2008

The Wrong Box (1966)

Posso encher isso aqui de “AVE MARIA! AVE MARIA! AVE MARIA!”, aos menos é isso que se pensa ao se deparar com um filme que reúne 4 dos seus grandes heróis: Michael Caine, Peter Sellers, Peter Cook e Dudley Moore, mas na verdade um estado de êxtase completo não necessita nada além do que meia dúzia de profanidades, quiçá, alguns ruídos incompreensíveis. A nata, o Crème de la Cream, a última bolacha do pacote da Inglaterra sessentista reunida neste filme. Bom, o páreo é duro se for escolher entre este elenco e o de Um Beatle no Paraíso que reune além de Sellers, Ringo Starr, John Cleese, Graham Chapman e Spike Milligan.
No final o que resta é a verdade irrefutável da materialização do paraíso idealizado: Uma casa bagunçada cheia de gatos com Peter Sellers e Peter Cook dialogando. Se eu for boazinha em vida quem sabe quando morrer não irei viver eternamente dentro desta cena.