Dália Negra (The Black Dahlia, 2006)

É aquilo que eu dizia, quem acabou arrasando foi mesmo a Hilary, não somente porque a sua personagem era a minha preferida do livro, mas porque a mulher arrasa sempre. Se eu gostei do filme? Sim eu gostei do filme e estou procurando até agora porque diabos a crítica e o público têm metido tanto o pau. É o melhor filme do De Palma? Não. É a melhor adaptação de um livro do Ellroy? Não. Estou cansada de reclamações, relaxem e gozem, minha gente (a não ser que a broxada seja uma tendência recorrente e inevitável em suas vidas). Bom, relaxar é um pouco de exagero para esse filme, mas tesão há, tesão há.

Nota 1: Sabia que minha sensação ao ouvir a trilha de Isham antes de ver o filme e lembrar da música de Herrmann para Vertigo não seria nula, a cena de queda de Georgie e Blanchard é puramente Hitch, puramente Vertigo. Sem mencionar que é o melhor momento estético do filme.

Nota 2: Embora concorde com o que deixou o roteiro mais enxuto em relação ao livro, perdeu-se um momento inesquecível no México para um cineasta como o De Palma, aquele momento digno de Alfredo Garcia, onde se desenterra um cadáver putrefato. Delícia. Mas como isso foi substituído pelo “momento Vertigo” supracitado, ninguém saiu perdendo.

Nota 3: A sessão foi marcante porque aconteceu um dos grandes momentos de bizarrice que já passei numa sala de cinema (e olha que foram muitos esses episódios em minha vida).
Um cara, alojado algumas fileiras atrás de mim, saiu de sua cadeira pouco depois da cena em que é encontrado o corpo de Elizabeth Short, enfiou a cabeça na lixeira do cinema e vomitou. Vomitou com gosto por um bom tempo.

Vai Swank, coloca a Johansson para correr!
Vai Swank, coloca a Johansson para correr!

Explicações para esse momento inesquecível:
1- O cara foi pago para protagonizar essa pérola como marketing para o filme.
2- O cara tinha comido uma refeição do inferno e passou muito mal.
3- O cara era mesmo extremamente sensível, ou melhor, exageradamente sensível, porque o cadáver e a narração sobre a tortura foram bem amenos comparada ao que foi descrito no livro (confesso que o detalhamento de Ellroy no livro também fez-me revirar as entranhas)

Publicado por Adriana Scarpin

Bibliófila, ailurófila, cinéfila e anarcafeminista. Really. Podem me encontrar também aqui: https://linktr.ee/adrianascarpin

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