O Moinho Negro (The Black Windmill, 1974)

Don Siegel indo pra Inglaterra e se unindo a Michael Caine só podia dar coisa boa, não? De qualquer forma valeria a pena só com a piada a respeito de um agente secreto comunista chamado Sean Connery que é de se contorcer de rir. Mas como ainda há muita beleza nessa vida, o filme não é só isso.
Os créditos iniciais entram em qualquer lista de inícios de filmes mais enganosos de todos os tempos, você vê aquelas malditas letrinhas infantis e duas crianças brincando e já imagina um daqueles filmes de criança e seu cachorro com todos os percalços que terão de percorrer para ficarem juntos (quando esse povo cresce trocam o cachorro por um homem ou uma mulher nas comédias-românticas, para ver como o amor nada mais é do que ter um animal de estimação – isso, acordei amarga hoje), mas o que posteriormente se vê são criancinhas sendo torturadas e drogadas com LSD, provando que música de corais infantis é símbolo que a barra vai pesar em breve.
Depois imagine John Vernon como o vilão (este homem nasceu para o mal) que seqüestra o filho do agente secreto Michael Caine que está sob o comando de Donald Pleasence num filme do Don Siegel. Imaginou? Sentiu o drama? Então, é esse resultado fodaço que você imaginou que acontece na tela. E só de imaginar eu já fico com medinho.

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