Estafei

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Assistir 82 episódios de House de uma tacada só foi foda, agora seria um bom momento para escrever um “tratado” sobre o seriado, mas acho que só citarei episódios isolados realmente imperdíveis, já que podem ser assistidos tranquilamente separados. Certo, isso faria com que se perdesse toda a evolução do exuberante, magnífico, sensacional, indispensável Greg (depois de ter se tornado meu muso e guru acho que posso chamar Dr. House de Greg, não que ele aprovasse esse tipo de liberdade), o personagem mais bem escrito e interpretado da tv desde sei lá quando.
Confesso que nunca gostei de dramas médicos e só assistia casualmente ER para ver George Clooney, mas depois de certa insistência de uma amiga de quem realmente suspeitava por ser enfermeira, sempre dizendo que eu tinha de assistir porque me apaixonaria pelo House, dei o braço a torcer e ela estava certa. Afinal, quem não se apaixonaria com um personagem insuportável, anarquista, manipulador, socialmente autista e que tem um rato chamado Steve McQueen?
Essa versão CSI da medicina é interessante, mas todos sabemos o que o faz um seriado interessante não é isso, mas o seu protagonista, uma clara homenagem a Sherlock Holmes com direito a vício químico, paixão por música, amigo inseparável, arquinimigo de nome Moriarty e ter como válvula mestra a resolução de enigmas.
A primeira temporada é toda impecável, é a temporada em que ele mais esteve insuportável e consequentemente a que me fez ter mais contorções de riso. Meu voto vai para o excepcional Three Stories como melhor episódio da temporada.
A segunda temporada começa um saco só, provavelmente por que House amando é um saco (como todo mundo o é), depois que ele chuta a vadia da vida dele é que o seriado começa a melhorar (por isso a prostituição é a melhor profissão do mundo). Chegando ao final da temporada, a semelhança com CSI com um toque de 24 horas chega ao cume, Greg quer chamar Jack Bauer no episódio duplo Euphoria e a relação ciência X religião é discutida com esmero, especialmente no excelente episódio House versus Deus. Mas o diagnóstico de melhor da temporada fica obviamente para a season finale “No Reason”, não só o melhor daquela temporada, mas de todo o seriado, mostra que até o subcosciente do doutor prima pela racionalidade e a participação do arquiinimigo Moriarty interpretado por Elias Koteas é ímpar. GENIAL. Por uma dessas coisas gloriosas “No Reason” foi a única experiência do roteirista David Shore na direção, o cara escreve tão bem que nem a falta de experiência poderia arruinar este episódio.
Na terceira temporada a parte irritante fica por conta do policial interpretado por David Morse, irritante no bom sentido de se ver um anarquista sendo importunado por um policial ressentido por terem-lhe enfiado um objeto pontudo na bunda, Morse é daqueles tipos que amamos odiar. Mas no geral a terceira temporada não foi boa, nenhum episódio com aura de genial despontou, a única coisa que segurou as pontas foi mesmo o fato de Greg ser completamente maluco.
Estamos na quarta temporada e os mesmos problemas da terceira continuam, a greve dos roteiristas não ajudou nada e a coisa se sustenta apenas pela performance de Hugh Laurie que ainda nos faz rir horrores mas sem um milésimo da profundidade das primeiras temporadas, coisas que te faziam parar para pensar não mais existem, aqueles tabefes na cara que não te deixavam dormir se foram.
E agora? O que será de minha vida até que Greg volte no final de abril? Vicodin à parte, House vicia.

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Nota: Só para não dizer que só tenho olhos para o Greg no seriado, acho a Dra. Cuddy (Lisa Edelstein) muito FODA e a mulher mais sexy da tv americana atual. Robert Sean Leonard faz um trabalho estupendo como Wilson, o Watson do House, sem ele House não existiria, completamente opostos e melhores amigos. Omar Epps me agrada, mas Jesse Spencer e Jennifer Morrison são fofinhos demais para o meu gosto.

13 pensamentos sobre “Estafei

  1. tenho uma amiga que tb é apaixonada pela série. gosto de personagens excentricos, por isso gostei muito do dexter e do hank moody. vou baixar alguns pra ver. abç

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  2. olá Dri.

    Que foto, que foto! Mas há algo errado. House é DEus, ou melhor que Deus dentro daquele hospital.
    E pensar que ele já foi o pai do Stuart Litle.
    Já a assisti a temporada de picado, mas penso seriamente fazer uma maratona. férias em um mês, me deseje sorte. hehehe

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  3. Lucas, sempre adorei essas luvas, aliás, vivia roubando dos amigos, mas as associava com outra coisa, err, deixa pra lá. hehehe

    Tide, nunca vi Dexter, mas algo me diz que criaram Californication baseados no tipo de sucesso que uma pessoa como o House faz, Hanky Moody está para a literatura o que Greg House está para a medicina (uma medicina quase ficção científica, é claro), com o lance de que considero a personalidade do Greg muito mais interessante.

    Marco, entra e faça o que tu queres, mi casa, su casa. Até eu surtar e expulsar todo mundo, hehehe

    Léo, cara! Surtei quando vi essa foto também, esse povo tem umas fotos de divulgação realmente sensacionais. Putz, quando o Steve McQueen apareceu pensei exatamente ‘Demorou para aparecer um rato na vida dele!’, mas sabe como é, o Stevie é o Stevie e o Little é o Little! Mas tenho boas lembraças do Laurie dos tempos ingleses em que fazia parte do clubinho Emma Thompson.

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  4. Ele é perfeito! E o mais estranho é que conheci duas pessoas que muito me lembram o House, uma é uma pessoa que amo que teve uma participação intrincada na minha vida e que coincidentemente também é little genius da área de saúde, através dessa mesma pessoa conheci um neurologista sensacional que tinha um bigodão mexicano e só usava camisas floridas de 5 reais (na época) compradas na 25 março, meu, ele era a versão simpática do House, averso ao sistema e também considerado um dos grandes profissionais médicos do país, nunca ri tanto com uma pessoa, na boa, foi uma das melhores baladas da minha vida, uma dessas pessoas que você conhece numa noite mas que vai lembrar para sempre.

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  5. Você tem razão House já foi bem melhor, mas ainda é uma das séries que eu não deixo de ver, porque sempre tem algo que me surpreende, além de ser divertidíssima!
    No post anterior sobre House você disse algo que é verdade, não conheço ainda a pessoa que assistiu a primeira temporada e não considerou largar tudo para fazer medicina! Hehehe.
    Vai, me ajuda, lembra de um episodio no qual House fala a razão pela qual ele se tornou médico? O David Shore bem que podia fazer um especial sobre esse acontecimento, quando ele fala que conheceu aquele médico fodão ( talvez curandeiro, não estou certo) de preferência que o papel do grande mestre caísse nas mãos do David Carradine.

    PS:. It’s never Lupus

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  6. Hahaha, tá tentando testas minha memória e capacidade de observação? Então dessa vez dei sorte, pois ele conta isso na terceira temporada para o cara do coma, oops vegetativo! naquela excursão divertidíssima em busca do sanduíche perdido. Isso aconteceu quando House era criança e o pai foi transferido para o Japão (putz, o pai do House é o Sargento Hartman do Nascido para Matar, céus)aí lá na clínica que ele teve que ir depois de se machucar tinha esse porteiro que ninguém dava valor, mas quando todos os outros doutores se fodiam nos diagnósticos, era para o tal “porteiro” que eles corriam para a ajuda. E apesar de Kung Fu e dos olhinhos pequeninos, acho que o tal cara devia ser mais japonês do que o Carradine
    Ah, teve aquele episódio em que gravavam um documentário do “Baby Elephant” em que ele dizia que se tornava médico por causa do Patch Adams, mas tenho a leve impressão que estava brincando, hehehe

    PS: Não aguento mais ouvir a palavra Lupus. Mas o mágico da quarta temporada tinha. It’s finally Lupus.

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  7. o pior é que eu pago essa porra e tenho que ficar vendo episódio repetido toda quinta por causa da greve. quanto a cuddy, é incrível mesmo como as narigudas quase sempre escondem uma generosidade comovente debaixo da roupa.

    ps. será que o pessoal daqui vai atirar em mim se eu disser que gosto de smallville?

    fred.

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  8. Smallville é bom, oras. Não acompanho, mas assisto de vez em quando se estou morgando na casa de alguém que está assistindo, dá para dizer que Smallville é o primeiro seriado clássico dessa geração.

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