Momento futilidade pública ou quero Forest Whitaker como meu cafetão

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Whitaker alinhadíssimo em seu terno risca de giz com uma exuberante, indefectível e inigualável gravata púrpura para completar o visual pimp master classudo. Sem dúvida o melhor modelito do ano no cinema, ganhou até daquele vestido verde de Desejo e Reparação que exultava pela falta de recheio.

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Whitaker de outro ângulo, onde sua vultosa gravata se sobressai ao lado de Matt Parkman, também conhecido como piloto do vôo 815 e que toca bateria para caridade na banda do cara de azul (que é para combinar com os olhos), eventualmente no baile da polícia.

Nota 1: Sou assumdidamente fã da literatura policial-noir (não é pulp, mas quase. ou será pulp mas quase não é?) de James Ellroy e nessas ele resolveu co-escrever o roteiro original de Street Kings se aproximando em atmosfera mais da sua Trilogia Lloyd Hopkins passada nos anos 80, do que a tetralogia L.A. passada nos 40/50 ou da Trilogia Submundo Americano passada nos 60/70. Estranho é vê-lo fazendo essa evolução temporaral da polícia de Los Angeles diretamente para o celulóide, mais estranho ainda é o que vou dizer agora: não aprecio filme policial com estética de mano. Cinema de mano me dá nos nervos, a estética e a linguagem me incomodam deveras e como o diretor David Ayer adora tudo isso, o filme acabou por se tornar um pé no meu saquinho. E é isso que reflete na própria carreira literária do Ellroy, é meio foda dizer que a humanidade acabou nos anos 70 incluindo filmes policiais e que o que há de bom atualmente nesse gênero são puro resquício de décadas passadas, veja o exemplo de Tarantino e Steven Soderbergh e o que fizeram com Elmore Leonard em Jackie Brown e Irresistível Paixão, na mão de Ayer esses filmes teriam estética de mano, mas o que acontece são dois filmes policiais classudos. E definitivamente ainda não está na hora de Ellroy se dedicar a roteirização, muito menos com ambientação contemporânea, ele pegou o mesmo esqueleto narrativo que utiliza em seus livros e aplicou isso como roteiro, só que isso pode ser feito em literatura porque o leque estilístico é amplo e não depende primordialmente de como o diretor tratará cada cena. Quer fazer filme de mano? Chama o Craig Brewster, ele é branquelo e sulista mas ao menos tem as manhas.

Nota 2: PUTA QUE PARIU. Era mesmo necessário fazer aquele tipo de introdução ao Hugh Laurie? Está Keanu Reeves sentadinho de camisolão na cama do hospital, daí quem abre a cortininha sentado numa cadeira com rodinhas de um jeito bem característico? Greg! Barbeado! Parar com a auto-caricatura de vez em quando é bom e eu gosto, há quatro anos o cara não fazia cinema live-action (o pombo fodão de Valiant não vale) e quando volta, volta com uma caricatura de si, está certo que o cara é acima de tudo um comediante e o que menos faz é se levar a sério, mas não exageremos!

Publicado por Adriana Scarpin

Bibliófila, ailurófila, cinéfila e anarcafeminista. Really. Podem me encontrar também aqui: https://linktr.ee/adrianascarpin

6 comentários em “Momento futilidade pública ou quero Forest Whitaker como meu cafetão

  1. que maldade com a keira, dri. eu até achei que a moça tava menos magricela que o habitual no filme. aliás, eu também achava a keira a criatura mais sem graça do mundo até assistir the jacket e mudar completamente de opinião.

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  2. Sei não, ela tem um rosto lindo, mas a considero completamente insossa como atriz e me dá aflição olhar para o corpo dela, isso é anorexia nervosa: http://bemresolvida.files.wordpress.com/2007/02/keira-knightley_a-foto-da-discordia.jpg , embora nesta foto ela esteja bem mais apetitosa: http://img.dailymail.co.uk/i/pix/2007/12_01/KeiraKnightley_801x1000.jpg , mas como a primeira é mais confiável por ser de paparazzi e a segunda pode ter rolado um retoques avolumantes, pois ela vive processando deus e o mundo por dizerem que ela tem anorexia. E depois que soube que a Drew Barrymore (essa sim uma gostosa) se retocou digitalmente em As Panteras 2 porque não estava se sentindo bem por causa das magérrimas Liu e Diaz, não acredito mais nem no que vejo em movimento.
    E VIVA JAMES MCAVOY!!! Para ver como tenho olho clínico para futuros talentos, eu e o Stephen Fry que foi quem praticamente descobriu o garoto.

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  3. putz, dri, que segunda foto é essa?! até salvei, hehe. deve ser fake mesmo.
    agora o james mcavoy é foda mesmo. quero ver se esse negócio de interpretar o kurt coubain vai rolar mesmo. tomara que sim.

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  4. Oi Dri.

    Forest é uma interpretação elegante que só, não? O mais fantástico é que ele foge completamente da estética a lá holywwod, mas tá aí, como um lorde na interpretação.

    Assisti a Fraude , e que elegância!

    abs

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  5. Não vi A Fraude, mas o cara é foda, sua interpretação de Charlie Parker no filme do Clint me assombrará por toda eternidade.

    Nem diz nada, arrasto um caminhão pela Miss Portman, ela é uma puta atriz, sexy, linda e cheia de classe, desde o primeiro momento dela em O Profissional há quase 15 anos a guria mostrou a que veio e só fez melhorar, e outra, ela é magra e não anoréxica!

    Quando saiu Atonement eu tinha escrito um texto dizendo como era absurdo a mídia colocar a Keira no mesmo patamar que colocaram Helena Bonham Carter há 20 anos ou a Kate Winslet há 10, o da “guria inglesa de grande futuro”, hoje ela não lambe a friera do pé das supracitadas em seus inícios de carreira.

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