Os Filmes Bacanas de Cada Ano que Vivi: 2004

1- CollateralPára tudo, é Michael Mann em seu auge. Com o uso mais exorbitante e megalomaníaco de trilha sonora de que tenho notícia (com ajuda do filho do Ziraldo) saí do cinema aturdida, amplamente satisfeita e com a certeza absoluta de que Mann é um dos seres ainda viventes que mais entendem de cinema no mundo. De brinde ainda dá para levar meus dois morenos talentosos e preferidos: Javier Bardem e Mark Ruffalo.

2- Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind)Mais um Gondry fofo. E Mark Ruffalo dançando de cueca. Basta.

3- Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (Harry Potter and the Prisoner of Azkaban)Ninguém antes ou depois fez mais pelo Harry Potter do que Alfonso Cuáron, depois daqueles dois primeiros filmes insuportáveis o homem me aparece com essa real obra prima infanto-juvenil, do tipo que não vejo desde os tempos que eu mesma era criança. Aposto que o Cuarón, como eu, queria o Michael Caine como Dumbledore, por isso no seu filme seguinte tascou lá o Caine maluco e cabeludo, afinal, minhas duas maiores frustações são Caine e Hugh Laurie por nunca terem entrado em quaisquer HPs.

4- Bem Me Quer, Mal Me Quer (Je t’aime… moi non plus: Artistes et critiques)Documentário feito por Maria de Medeiros que retrata o amor e ódio entre os críticos e cineastas, não é um primor em qualidade mas é um relato verdadeiramente interessante, está todo mundo lá: Cronenberg, Woody Allen, Almodóvar, Egoyan, Gitai, Kaurismäki, Wenders, Loach, até Caetano Veloso, Rubens Ewald Filho e o rei da Troma Lloyd Kaufman dão as caras. Mas de todos os relatos o que mais se mostrou amargurado para com seus “oponentes” foi o do Win Wenders afirmando que uma atriz sua já tentara se matar por causa de um crítico, clamando que não se importava em ser agredido, desde que deixassem seus atores em paz.

5- Má Educação (La Mala Educación)Um noir-gay hitchcockiano não é todo dia que se vê e Gael naquele vestido verde é qualquer coisa transcendental.

Real melhor filme do ano: Kill Bill Volume 2

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7 thoughts on “Os Filmes Bacanas de Cada Ano que Vivi: 2004

  1. Colateral é muito genial, puta merda. Ainda faço referência àquele coiote vagando pela cidade, anota aí.

  2. Não sei se sabe, mas o Kléber Mendonça Filho parece que fez um filme sobre críticos também. “Crítico”, o nome.

  3. Aquele coiote resume tudo, toque de mestre por excelência.

    Imagino que este do Mendonça seja bem melhor e mais elaborado do que o da Medeiros, o o dela foi feito no calor da hora, estava lá a galera em Cannes e ela resolveu sair com uma câmera na mão entrevistando meio mundo. Se bobear ela deu uma roubadela no próprio projeto do Mendonça, que como tudo no Brasil estava sendo construído séculos antes do lançamento.

  4. oi Dri,

    Vou te dizer.

    1 , esse esquema retroceder, está daqui oh

    2, assisti Brilho e Collateral um atrás do outro, e o que é a mudança não só de visual mas de atitude do Mark Ruffalo!

    3, Poxa, depois do Cuaron, bem que poderiam colocar o Guilherme del Toro com um dos diretores do Harry Porter.

    4, esse é o único filme que assisti do Almodovar, me perturbou e muito. É um grande contador de histórias.

    5, Por onde nadará dAvid Carradine?! ;)

    abs

  5. 1- Na verdade empaquei na minha lista de 2002 e só quero chegar nas próximas décadas logo, descobri que a presente década é um saco para o cinema.

    2- Aí você pensa no Ruffalo dançando Thriller no mesmo ano em De Repente 30 http://br.youtube.com/watch?v=aJcgjX-Ce54 e tem a absoluta certeza o que é a definição de versatilidade.

    3- Bacana, nunca tinha pensado no Del Toro para Harry Potter, tenho uma amiga que é maluca para que o Tim Burton dirija, o homem já é até casado com a Bellatrix, especailmente depois de Sweeney Todd que além da Carter, tinha mais outros dois comensais da morte no elenco: Rickman e Timothy Spall… Mas parece que o Del Toro é um dos fortíssimos candidatos a dirigir O Hobbit, o que seria ótimo e ao mesmo tempo bizarro já que O Hobbit é um livro infantil mesmo, nos moldes dos primeiros Harry Potters e acabaria se tornando muito mais sombrio do que os filmes do Peter Jackson.

    4- Dá um jeito de ver Carne Trêmula, é obra prima!

    5- Aparentemente ele voltou para os filmes B que quase ninguém assiste. Uma pena.

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