Os Filmes Bacanas de Cada Ano que Vivi: 2000

1- Alta Fidelidade (High Fidelity)Deixar Alta Fidelidade fora de um top 5 seria uma heresia sem tamanho, heresia maior seria se uma idólatra da cultura pop em geral o fizesse. Absolutamente perfeito.

2- Quase Famosos (Almost Famous)A mesma coisa que disse sobre Alta Fidelidade vale para Quase Famosos. Coloca o bigode de volta, Billy Crudup!

3- O Exorcista (The Exorcist: The Version You’ve Never Seen)Uma frase: a dona aranha descendo pela escada. Só de lembrar disso tenho arrepios e olha que isso estava no trailer. Acho que estou sendo bem picareta colocando reciclagem de filmes de outras décadas, mas se foram lançados no circuitão vou fazer o quê?

4- E Aí, Meu Irmão, Cadê Você? (O Brother, Where Art Thou?)E lá se foram os Coen não apenas roubando Homero, mas dilapidando sem nenhuma culpa as idéias de Preston Sturges, ou melhor da personagem interpretada por Joel McCrea em Sullivan’s Travels, o cineasta que queria filmar O Brother, Where Art Thou? e se mete no mesmo tipo de viagem pessoal retratada pelos Coen. No final todo mundo chega à mesma conclusão: a consciência social está no cômico!

5- Corpo Fechado (Unbreakable)Sou daquelas pessoas devotas que consideram o Shyamalan a última bolacha do pacote, apesar de considerar Sinais sua obra prima tive que jogar fora o Garotos Incríveis do Curtis Hanson desse top e tascar o nosso super-herói moderno por aqui.

Real melhor filme do ano: The Heart Of the World

6 thoughts on “Os Filmes Bacanas de Cada Ano que Vivi: 2000

  1. Esse comecinho em que o Shyamalan posiciona a câmara no vão dos bancos… É de matar!!! Quase caí da cadeira do cinema ali mesmo – minutos de filme e eu já sabia que seria maravilhoso.

    Só mesmo os irmãos Coen para me fazer ter algum interesse na atuação de George Clooney. Amei o filme. Mas John Turturro passa talento pra o galã por osmose, mesmo.

    Vou ser sincera e confessar que NUNQUINHA na minha vida consegui ver “O Exorcista” inteirinho. Tem cenas que me fazem mudar de canal, tapar os olhos… Sim, eu tenho 6 anos. :)

    Ainda não consegui ver “Quase Famosos” por pura implicância com a Kate Hudson. E “Alta Fidelidade” é muito querido.

  2. oi Dri,

    Poxa, finalmente encontrei alguém que gosta de Sinais. Mesmo os gostadores do Shyamalan torcem o nariz para esses filme. Agora Corpo fechado eu gosto mais que Sexto Sentido que, depois que se sabe o fim, bem, dai perde um pouco do charme.

    Quase famosos e Alta Fidelidade tem uma trilha que não tem como errar. Me lembro de um cena do quase famosos em que o editor da Stone diz para o moleque:

    “Tem um máquina, chama-se fax, e pode mandar uma folha datilografa a cada 18 minutos para outra máquina de fax. Super veloz”, hehehehehehehehe

    abs

  3. dri, eu tô escrevendo um roteiro sobre exorcismo e assisti o exorcista recentemente pra entrar no clima. tirando todo o lance de terror e tentativa de deixar o público assustado, é impressionante como esse filme é bom, em todos os sentidos eu digo. cinematograficamente falando (putz palavrinha hein) é um dos melhores filmes já feitos.

    ps. nesse lance de ficar pesquisando para escrever alguma coisa, eu fiquei muito intrigado com os exorcismos feitos pelo papa joão paulo II. para precisarem chamar o próprio papa o negócio deve ter sido mesmo feio. de qualquer modo, daria um bom filme, hehe.

  4. Agora ESSA lista poderia ser a minha, sem tirar nada, colocando, inclusive, o Wonder Boys. O que me leva à seguinte indagação: por que diabos Curtis Hanson ficou tão, mas tão ruim nessa década? (Vi 8 miles, perdi a fé no homem. Nem vi In Her Shoes, mas duvido que tenha lá a sua graça). Quando lembro de L.A. Confidential… *suspiro*

  5. Dri,

    Você é de Londrina? não lembro bem,estou indo esse fim de semana para uma oficina de cinema em Londrina, quando voltar vou escrever algo no blog, nem que seja para tirar as teias de aranha! hehehe.

    A propósito adoro a música folk do filme dos Coen simplesmente sempre que esse filme está passando fico vendo ele só por causa dessa cena! (http://www.youtube.com/watch?v=TIKz1phnuCc)

  6. Patricia, eu gosto da kate Hudson justamente por causa de Quase Famosos! A Penny Lane que ela interpreta é completamente apaixonante, aliás, todo mundo naquele filme é apaixonante, mas tenho que confessar que a Frances McDormand e o Phillip Seymor Hoffman estão escandalosamente ótimos como o usual, a Frances nunca esteve tão engraçada.

    Ai Léo, Sinais é muito foda, artistica, filosófica e emocionalmente falando, ela só não está no meu top 5 do respectivo ano porque simplesmente esqueci, pois eu tiraria fácil qualquer um da lista para colocá-lo. Também nunca vou esquecer o fato de ter um brasileiro falando com sotaque gaúcho no filme, normalmente no brasil se fala “espanhol” nos filmes americanos como bem assinalou o Joaquin Phoenix, não imaginas como foi relevante alguém de Passo Fundo com sotaque gaucho… aquele “Lá trazzzz” virou até mantra na minha turminha de amigos. Mas eu vou te contar um segredo, não conta para ninguém, todos os filmes do Shyamalan são plágios cinematograficamente melhorados de algum episódio de Arquivo X, Sinais por exemplo, tem a mesma premissa desenrolar e alma de um episódio chamado All Things da sétima temporada, você fica até meio assustado se assistir um atrás do outro. E mais segredo ainda é o caso que gira em torno do roteirista Darin Morgan que foi assistir lépido e fagueiro ao Sexto Sentido no cinema e entrou em depressão profunda porque haviam roubado a idéia de um roteiro que ele havia escrito… Coisas de Hollywood.
    Quase Famosos é cheio das frases sensacionais, muitas delas realmente ditas pelas pessoas que inspiraram as personagens…

    Fred! Você já viu O Exorcismo de Emily Rose? Parece um filme saído dos anos 70 e o bacana é que mostra os dois pontos de vista da posse pelo caramunhão: o religioso e o científico. Esses exorcismos do Papa eram lances completamente políticos, pois é necessário sempre dar a tal da revitalizada na crença, o que é extremamente perigoso, porque a igreja acaba por alimentar neuroses de pessoas com distúrbios de personalidade e cuja “possessão” poderia facilmente ser controlada com um pouco de fluoxetina aqui, um pouco de sertralina ali. Aí você diz: e as línguas mortas que o possuído fala? e os cortes que aparecem do nada e outras coisas sem explicação plausível? Bom, aparentemente eu acredito muito mais em reencarnação, telecinese e inconsciente coletivo e que o demônio existe sim mas como arquétipo revitalizado pela mente perturbada do supostamente possuído.
    Por falar em manipulação da igreja, quando vai sair alguma foto do EWAN MCGREGOR VESTIDO DE PADRE das filmagens de Anjos e Demônios? Ron Howard é um tchongo, mas vou agradecê-lo eternamente por fazer de meu scotchy um maluquete de batina.

    Tiago, é verdade, a melhor coisa que o hanson fez nessa década foi aquela participação como marido da Meryl Streep em Adaptação, embora ele nem cheirasse o tal do pó verde, Wonder Boys é uma coisa maravilhosa e me doeu ter que tirá-lo da lista, uns meses atrás estreou nos EUA o tal do Lucky You, mas aparentemente também não é grande coisa. Sei lá, o cara faz dois grandes filmes seguidos e depois desandou legal, bem estranho… E putz, o cara é co-roteirista com Samuel Fuller de White Dog!!!

    Ricardo, você devia ter conhecido Londrina há uns 10 anos atrás, hoje em dia está tudo um saco e decadente. Ou será que fui eu que fiquei um saco e decadente, quiçá, exigente demais?
    Putz, adoro a trilha sonora também, adoro bluegrass, o bacana é que eles estão parecendo o ZZ Top nesta cena.

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