Centenário de Carole Lombard – Parte 6

21- Casar por Azar (No Man of Her Own, Wesley Ruggles, 1932)Mais um filme chatinho do Wesley Ruggles que bem pouco sal colocou em seus filmes, aliás, pimenta pois bem gosto de comida sem sal e com muita pimenta. Nem é preciso dizer que o interesse aqui é Miss Lombard formando um casal com Mr Gable anos antes deles serem atingidos por um raio saído sabe lá de onde e juntarem os trapinhos. Nessa época eles estavam compremetidos com outras pessoas e a única química existente era na tela.

22- Virtue (Edward Buzzell, 1932)Bom filme dramático de Miss Lombard, embora ela seja sofisticada demais para conseguir passar veracidade como prostituta de rua quando a única forma de vê-la é como prostituta de luxo.

23- Tu és a Única (Sinners in the Sun, Alexander Hall, 1932)Primeiro dos três filmes em que Carole atuou ao lado de Cary Grant, ela já conquistara certa notabilidade com mais de dez anos de carreira, mas Grant ainda estava no seu segundo papel de uma carreira razoavelmente meteórica, é quase inadimissível que os dois maiores atores screwball não tenham dividido um filme sequer do gênero. A vantagem aqui é que este é um bom filme e Alexander Hall é um diretor bacana. Foi com esse filme que descobri uma das artimanhas do pre-code: sempre que uma mulher troca de roupa o telefone toca para que ela atenda e passe o maior tempo possível de lingerie na tela, Carole foi uma das rainhas dessa tática, pois seu corpo era um dos mais belos da época só rivalizado pelos de Joan Crawford e Jean Harlow.

24- O Homem do Mundo (Man of the World, Richard Wallace / Edward Goodman, 1931)Segundo filme em que Carole trabalha com seu então marido William Powell, a quem ela chamava de “único ator inteligente que conheci” e O Homem do Mundo reflete bem a personalidade culta e sofisticada pertencente a Powell. Mais um filme para explorar o novo casal hollywoodiano do que qualquer outra coisa.

25- It Pays to Advertise (Frank Tuttle, 1931)Carole ao lado da não menos diva Louise Brooks (que não se deu bem em Hollywood porque não se encaixava no esquema dos fuinhas). A idéia de fazer algo sobre propaganda e hoax é boa, mas a realização é ruim, faltou maior exploração cômica quanto a venda de um produto que não existe e o carisma dos envolvidos ficou em débito, até a sempre reluzente Carole perdeu o brilho e a participação de Brooks pós-Pabst é ínfima, mesmo que interessante.

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