Não Toque na Mulher Branca (Touche pas à la Femme Blanche, 1974)

Touche pas à la Femme BlancheMastroianni para Deneuve: Você me lembra a Maureen O’Hara em E o Vento Levou (!?!).

Não tem Paul Newman, nem Joel McCrea ou Keith Carradine, o melhor Buffalo Bill do cinema é Michel Piccoli!!!
Ugo Tognazzi é um índio, Marcello Mastroianni é o General Custer, Serge Reggiani é o índio careca e maluco, Alain Cuny é o Touro Sentado e o pai do Piccoli é pai do Touro Sentado, enquanto um antropólogo comilão parece ter saído diretamente de La Grande Bouffe saracotenado no velho oeste em plena Paris e isso tudo sob a batuta do presidencialíssimo Richard Nixon. Mais um desses divertidíssimos tratados de Ferreri sobre a política internacional, academicismo e cultura de massa, não servindo apenas para os anos 70.

2 thoughts on “Não Toque na Mulher Branca (Touche pas à la Femme Blanche, 1974)

  1. Quer dizer que o Marco Ferreri chamou Mastroianni, Piccoli, Noiret e Tognazzi pra fazer outro filme e eu não sabia? E ainda por cima tem a Catherine Deneuve… Quero morrer! Acho ‘A Comilança’ fantástico… não sei porque não fui atrás de outros filmes dele ainda. Shame on me, shame on me…

  2. A Comilança ainda é meu favorito do Ferreri, este da Mulher Branca é extremamente influenciado por Buñuel e o Teatro do absurdo em geral também, é quase uma continuação ideológica de A Comilança, mas falta alguma coisa e não chega a ser tão bom quanto. O bom é que estou numa fase completamente apaixonada pelo Piccoli, ele é demais.

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