Top-dúzia: David Edward Samuel Ernest Peckinpah Jr.

Você confiaria num homem com um nome desses? Bloody Sam soa muito mais respeitável.
Morreu há exatos 25 anos e 59 é muito jovem para se morrer.

1- Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia (Bring Me the Head of Alfredo Garcia, 1974)

2- Meu Ódio Será tua Herança (The Wild Bunch)

3- Sob o Domínio do Medo (Straw Dogs, 1971)

4- Pat Garrett & Billy the Kid (1973)

5- Cruz de Ferro (Cross of Iron, 1977)

6- Os Implacáveis (The Getaway, 1972)

7- Junior Bonner (1972)

8- A Morte não Manda Recado (The Ballad of Cable Hogue, 1970)

9- O Casal Osterman (The Osterman Weekend, 1983)

10- Comboio (Convoy, 1978)

11- Elite de Assassinos (The Killer Elite, 1975)

12- Major Dundee (1965)

Nota: Agora deixe-me evidenciar o porquê prefiro Convoy a obras mais bem quistas como Ride the High Country e The Deadly Companions, ambos que muito aprecio, mas o limite era mesmo de uma dúzia. Ride the High Country é um prenúncio de tudo que o cinema de Peckinpah irá se tornar, todos os elementos que ele trabalharia à exaustão durante os anos 70 podem ser vislumbrados de forma bastante tímida no High Country, enquanto o Deadly Companions além de ser sua estréia na tela grande ainda possui a virtude de delinear a melhor personagem feminina de toda sua filmografia – prova de que ele podia lidar com personas femininas tão complexas quanto as masculinas, mas que não eram condizentes com a ambientação que Peckinpah retratava, esta que sempre foi injustamente acusada de ser uma filmografia misógina, quando existe uma diferança considerável entre um filme tratar de um ambiente misógino e o ser propriamente misógino, muitas pessoas podem não perceber, mas o mundo era sexista há cem anos, era há quarenta e ainda o é hoje e as mulheres de Peckinpah nada mais fazem do que retratar a realidade onde se encontra esse tipo de visão pueril sobre elas – afinal Peckinpah não retrata o círculo de intelectuais de New York ou Paris, oras bolas. Agora quanto a Convoy, o meu apreço por tal filme reside no fato de ser um road-movie libertário e isso já é motivo suficiente para constar entre meus favoritos, mas o filme possui uma carga considerável de defeitos também, dos quais o mais gritante é o fato de ter sido feito em 1978, quando a maioria dos road-movies libertários dos anos 70 já tinham sido feitos ao longo daquela década.

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