Variação do mesmo tema: Gato³

*Guerra ao Terror (The Hurt Locker, Kathryn Bigelow, 2008)

Não é Segunda Guerra e o gato está sendo focado em primeiro plano, mas ele ainda está próximo do caminhão onde estão nossos protagonistas num país ocupado e o fato de ser manco e não veloz como o usual é um toque deveras interessante. Relendo o simpósio de que Jung fala sobre gatos e sua representação do feminino, vejo que ele deixa claro que não é o ideal colocar o gato ao lado de uma mulher numa representação porque o gato já está dentro da mulher e o ideal seria sempre contrapô-lo a uma figura masculina. Também é discutido o fato do gato conseguir enxergar no escuro, mas nem por isso ele tem que ser uma representação da (sub) consciência em qualquer degrau específico, muito pelo contrário, a natureza divina do gato no antigo Egito era justamente pelo fato do felino conseguir olhar para o sol (a luz, a sabedoria) sem que seus olhos se ferissem, tornando-o assim símbolo de uma sabedoria infinita que poderia enxergar a verdade tanto na escuridão quanto na luz.

Publicado por Adriana Scarpin

Bibliófila, ailurófila, cinéfila e anarcafeminista. Really. Podem me encontrar também aqui: https://linktr.ee/adrianascarpin

3 comentários em “Variação do mesmo tema: Gato³

    1. Muito bom este post, mas que as referências parem alí, nada de ets, pelamordeus. Já foi suficientemente traumático a Elizabeth Mitchell ter saído de Lost para fazer remake de V.
      Só espero que deixem a coisa toda aberto, para rolar alguma coisa tipo Star Trek, onde poderão talvez retomar a mitologia do seriado com uma série alternativa ou um spin-off ou até para série de cinema. Mas no fundo no fundo a minha impressão é de que cada vez mais tudo se assemelha a Matrix, não em fatos, mas em conceitos de contrução filosófica. Aliás, esse tipo de leitura sempre me interessou mais do que o popular “que diabos de ilha é essa?”, inclusive estive lendo A Ilha do Huxley (livro brilhante, aliás) e existem umas sacadas sensacionais por alí que facilmente entram em convergência com Lost, dá até para imaginar que a primeira página do livro foi colado no início do roteiro do episódio piloto, tá lá o nosso protagonista abrindo o olho deitado no meio do mato numa ilha desconhecida depois de ter sofrido um acidente – mas não são esses fatos descritivos que aproximam o livro do seriado e sim toda a sua análise conceitual.
      E é verdade o que o cara disse sobre o Lostpedia, lá parece que a informação mantida só diz respeito a refências mais óbvias que aparecem (mesmo assim eles omitem referências mais do que óbvias – como é o caso do Coronel Blimp), o que é uma pena. Ano passado assiti um filme tão bacana dirigido pelo David Hemmings chamado The Survivor que muito me lembrou os momentos mais arrepiantes de Lost, aparentemente o autor do livro James Herbert tem toda uma história justamente de lidar com universos paralelos, sobrenatural e ficção científica em geral no seu trabalho.

      *Precisando rever Highlander urgentemente!

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