Cem anos de Simone Simon

Qualquer pessoa que tenha sido musa na vida e na arte de Max Ophüls e George Gershwin merece todos os louvores possíveis, como se não bastasse mérito tão elevado, Simon foi o protótipo de tudo que a mulher francesa representa para o cinema – indo da ingenuidade sexy à mais absoluta representação do devious, deixando sua aura ornada como uma figura materna imediata de Brigitte Bardot. Top-dúzia nela, então.

1- La Ronde (Max Ophüls, 1950)

 

2- Sangue de Pantera (Cat People, Jacques Tourneur, 1942)

 

3- O Prazer (Le Plaisir, Max Ophüls, 1952)

 

4- O Homem que Vendeu a Alma (The Devil and Daniel Webster, William Dieterle, 1941)

 

5- A Besta Humana (La Bête Humaine, Jean Renoir, 1938)

 

6- A Maldição do Sangue de Pantera (The Curse of Cat People, Gunther von Fritsch / Robert Wise, 1944)

 

7- La Femme en Bleu (Michel Deville, 1973)

 

8- Mademoiselle Fifi (Robert Wise, 1944)

 

9- Lac aux Dames (Marc Allégret, 1934)

 

10- Sétimo Céu (Seventh Heaven, Henry King, 1937)

 

11- Os Três Ladrões (I Tre Ladri, Lionello De Felice, 1954)

 

12- Mulheres Enamoradas (Ladies in Love, Edward H. Griffith, 1936)

Nota 1: Nossa mulher felina favorita pode ou não ter nascido há cem anos, metade das fontes dizem sobre 1910, a outra metade fala sobre 1911. Enfim, isso não importa.

Nota 2: Ainda me pergunto como Michel Deville conseguiu tirar Simon de uma aposentadoria de quase vinte anos para fazer o seu La Femme en Bleu, é uma participação pequena. Gosto do Michel Deville, alguns filmes dele realmente me apetecem e apesar de fazer parte da geração do cinema francês dos anos 60 e utilizar alguma influência narrativa, ele nunca é identificado como um membro da Nouvelle Vague.

Nota 3: Esse top me deu uma súbita vontade de rever La Ronde – especialmente pela minha atual intensa paixão por Anton Walbrook que hoje estaria num top 10 dos meus atores favoritos, digamos que ele e o James Mason poderiam dominar o universo fácil fácil. E também precisaria ver se La Ronde realmente é melhor do que Cat People, este que seria muito superior se não tivesse uns diálogos toscos que envergonham e uns atores que nada salvam à excessão de Simon e Tom Conway.

6 thoughts on “Cem anos de Simone Simon

  1. La Ronde é a perfeição. O filme parece que vai explodir de tanto tesão em alguns momentos. O Ophüls devia ter adaptado tudo do Schnitzler!

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  2. Já viu um filme chamado Nostos? É do Franco Piavoli. Eu nunca tinha nem ouvido falar no cara, até que ontem vi o nome sem querer enquanto lia outra coisa em algum site, aí resolvi baixar por curiosidade. Nem lembro qual foi o último filme que vi assim, sem saber o que esperar, mas esse eu já digo foi das melhores experiências que já tive. Como gosta de Jung e anda falando bastante dele e de Lost (do Desmond, principalmente), vim logo aqui recomendar. Sério, o treco é maravilhoso, é até sacanagem tentar descrever!

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    • Ah seu filho da mãe, sacanagem. Não é só Jung, Homero, Ulisses, Lost, Desmond, é James Joyce e Leopold Bloom também… mais precisamente a terceira parte do Ulysses. Estou aqui finalmente tranquila e você traz esse exu de volta na minha vida. Aliás, deviam terminar Lost como se o Joyce tivesse escrito, Finnegans Wake style (especialmente pela mitologia egípcia!) – isso sim seria lindo hehehe, mas é sério isso, toda a estrutura cíclica do livro cabe lindamente numa ficção científica com o herói clássico. A verdade é que o ideal seria que Lost terminasse exatamente no ponto onde começou, foi o que tentaram fazer com Matrix, mas alguma coisa não deu certo no meio do caminho. PQP, esse seriado é muito sensacional, todas as pistas estavam lá desde o início, lembrei agora do Locke choramingando para a escotilha na primeira temporada como se alí dentro estivesse as respostas para tudo.

      *Acabei de lembrar que o primeiro papel de Fionnula Flanagan no cinema foi na adaptação do Ulysses do Joyce em 67 onde ela era equivalente a Nausícaa… Coisa que me impressionou deveras na época de Flashes Before Your Eyes, embora a verdadeira Nausícaa naqueles idos tenha sido o Hurley.

      **Vou procurar o filme do italiano, é claro! Nunca tinha ouvido falar deste diretor e indo em busca li uma pequena frase que muito me agradou: Piavoli, more interested in the images and the sounds of nature than in dialog.

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  3. Sério, esse filme mudou minha vida. Não sei se pelo elemento surpresa, se por ser daqueles que parece que eu vi no momento certo, se por me lembrar do curta lá da faculdade, mil motivos, mas bateu forte. No mesmo dia, saí recomendando pra várias pessoas, é daquelas coisas que não tem como não querer compartilhar.

    E que coincidência (coincidência?), comprei o Ulisses há pouco mais de uma semana. Mas ainda quero ler O Retrato do Artista, e, se possível, antes desse, ler o Dublinenses em inglês, já que só li em português.

    E esse final de Lost vai praticamente me obrigar a rever a série inteira!

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    • Ainda bem que não tenho mais o seriado (dei tudo que gravei para outras pessoas), senão ia querer ver tudo de novo. Já estou colocando no cofrinho a grana para comprar o box completo e nisso devo agradecer por ter apenas seis temporadas!

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