Clint. Again.

“People are always trying to equate you with the roles you play. When you start going out and diversifying, they say, ‘Wait a minute, why is he doing this?’ In my earlier years, I found that people would be disappointed if I didn’t pull out a .45 Magnum.” He sounds even more uneasy today about the country at large. “We’re at a point now where nobody can have a political discussion without calling each other meatheads and idiots,” he says. “In the old days you ­discussed things. I guess we were more liberal then. Now it seems that no one is inter­ested in that. It’s very frightening.”

Elle Magazine

A questão é que ele ficaria mais assustado ainda se soubesse que não é apenas no EUA que isso acontece e nem é apenas em termos políticos. O mesmo vale para o lance de papéis e não apenas do ponto de vista do ator, mas de cineastas, escritores ou qualquer bêbado de boteco. Aleijou-se o raciocínio “não é porque se está defendendo um ponto de vista que este seja o MEU ponto de vista”. É deveras assustador notar que a linha de raciocínio predominante é que se você trata com respeito certo ponto de vista é porque concorda com ele, talvez por isso essa necessidade infame de chamarmo-nos uns aos outros de idiotas.
Estou dizendo essas coisas porque é meio insustentável ter que me apresentar como pacifista e libertária toda vez que vou dizer que amo algum filme de guerra extremamente belicista. Que saco isso.

Publicado por Adriana Scarpin

Bibliófila, ailurófila, cinéfila e anarcafeminista. Really. Podem me encontrar também aqui: https://linktr.ee/adrianascarpin

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