Centenário de Terry-Thomas (ou International Talk Like Terry-Thomas Day)

The cad has a long and honourable place in British film tradition. In fictional terms, he (it is always a him) has his antecedents in the raffish army officers who inhabit the pages of Jane Austen and Thomas Hardy, in Mr Jingle, the flashy ne’er-do-well of Dickens’s Pickwick Papers, in the eighteenth-century rake, or in Patrick Hamilton’s anti-hero, Ernest Ralph Gorse. As seen in British films, he is liable to have a ‘magnificent masher’ of a moustache, drive a sports car and light up like a fruit machine whenever a woman takes his eye. Examples of this breed include Guy Middleton, the lecherous sports master in The Happiest Days of Your Life (1950), Donald Sinden’s louche young medical student in Doctor in the House (1954), and, most memorably of all, Terry-Thomas. Born Thomas Terry Hoar Stevens, he is the upper-class Englishman as bounder and poltroon, the type who cheats at sports (witness him as the crafty pilot in Those Magnificent Men in Their Flying Machines, 1965, or as the master of one-upmanship on the tennis court in School for Scoundrels, 1960). He uses every underhand method at his disposal to get his hands on money and women. He rattles off his dialogue in a nasal whinny and snorts rather than laughs. In Terry-Thomas’ case, the gap between his front teeth, which stick out beneath his moustache like tusks (he has a well-nigh permanent, insincere smile affixed to his face), invariably makes him look all the more untrustworthy.

Searching for stars: stardom and screen acting in British cinema – Geoffrey Macnab

Esqueçam a Bastilha, hoje é dia de Terry-Thomas. Top-dúzia, então:

1- Audácia de um Canalha (The Naked Truth, Mario Zampi, 1957)

2- Papai é Nudista (I'm All Right Jack, John Boulting, 1959)

3- Diabolik (Mario Bava, 1968)

4- Private's Progress (John Boulting, 1956)

5- A Grande Escapada (La Grande Vadrouille, Gérard Oury, 1966)

6- The Green Man (Robert Day/Basil Dearden, 1956)

7- Ladrões de Casacos (Make Mine Mink, Robert Asher, 1960)

8- Escola de Pilantras (School for Scoundrels, Robert Hamer / Hal E. Chester / Cyril Frankel, 1960)

9- Too Many Crooks (Mario Zampi, 1959)

10- O Abominável Dr. Phibes (The Abominable Dr. Phibes, Robert Fuest, 1971)

11- A Cripta dos Sonhos (The Vault of Horror, Roy Ward Baker, 1973)

12- Brothers in Law (Roy Boulting, 1957)

É recomendável assistir todos os filmes com ele, porque o próprio é um desses casos raros de atores que salvam tudo em que aparecem, mesmo nos não-tão-bons ou piores filmes suas participações são imperdíveis, seja o adúltero neurótico de Diário de um Homem Casado, seja nos filmes que fez com George Pal – Brothers Grimm e Pequeno Polegar, seja como mordomo de Jack Lemmom em Como Matar sua Esposa, seja o intelectualóide provinciano de Lucky Jim, seja o pau mandado na república das bananas em Carlton-Browne, seja o espião do The Mouse on the Moon, seja o inglês irresistível de Bachelor Flat, seja o Mortimer do Sherlock Petercookiano, enfim, seja Terry Thomas.
Até gostaria de ter colocado alguns dos filmes “corrida maluca” que ele fez (Deu a Louca no Mundo, Esses Homens Maravilhosos e Suas Máquinas Voadoras, Os Intrépidos Homens e Seus Calhambeques Maravilhosos) não só por tais filmes terem feito parte de minha infância, mas em especial porque Thomas (ao lado de Jack Lemmon em A Corrida do Século) foi a inspiração de ninguém menos que Dick Vigarista, mas minha memória afetiva está cruel no momento.

Dick Vigarista original

A presença de Thomas abrange também o mundo dos quadrinhos, não se resumindo apenas à sua participação em Diabolik, sendo a inspiração de Sir James Jaspers, além de ter se tornado alvo das tirinhas de Roy Wilson. Como se não bastasse, Thomas também é um fenômeno na arquitetura, devidamente homenageado com o Terry Thomas Building – um lugar muito arejado, diga-se. Se procurar provavelmente achamos nome de bactéria, de planeta distante e de equação em sua homenagem. No futuro haverá até um elemento na tabela periódica com tal nome, o famoso Tt.

James Jaspers

Em geral, Thomas é famoso por certos bordões somados ao jeito aristocrático de falar (daí o tal International Talk Like Terry-Thomas Day) mesmo que se virasse no cockney muito bem como visto em Brothers in Law (onde está parecido com o Bogarde, rá!), mas o que gosto mesmo dele são as caras e reações, como bem apontado aqui, sempre lembradas por George Clooney em seus papéis cômicos – o que leva a mais um paralelo entre os Irmãos Boulting com os Coen. Momentos como a cara de nojo ao ver um “representante da ralé” guspindo no chão de Make Mine Mink ou a retirada do monóculo para ser reconhecido vestido de alemão em La Grande Vadrouille, coisas que mostram porque ele se tornou alvo de gente como Alan Moore, Hanna & Barbera, Alan Davis, Roy Wilson, Dave Thorpe, Frank Tashlin e Mario Bava, por si só Thomas já é uma ilustração.Nota: Reza a lenda que Thomas estaria no elenco de Things to Come do Menzies, mas como evidentemente não me lembro dele alí, presumo que ele é apenas um extra, especialmente porque foi mesmo só no pós-guerra que o cara ganhou alguma notoriedade. Aliás, ninguém vai lançar esse filme em Blu-Ray, não?

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