24 Frames: 55 Dias em Pequim (55 Days at Peking, Ray/Green/Marton, 1963)

One morning that summer looking up from his feet Nick told me while making 55 Days to Peking he’d had a nightmare and that when he woke up from the nightmare he knew he would not complete another film in this lifetime.

Susan Ray – I Was Interrupted: Nicholas Ray on Making Movies

Taí uma história que eu gostaria de ver refilmada, mas sem CGI em excesso e sem a baboseira usual, na verdade o único cineasta que vejo colocando a Batalha de Pequim da forma que deveria ser mostrada é o Clint Eastwood, da mesma forma que ele fez com Cartas de Iwo Jima, Eastwood é o único capaz de um verdadeiro “cut the bullshit” numa história dessas, mas estou esperando demais de um um senhor com mais de oitenta anos, não?
Só para não dizer que essa versão é um total desperdício de qualquer coisa, queria exaltar dois momentos de que particularmente gosto muito: a introdução passeando pelas bandeiras dos países que estão instalados em Pequim e a cena de reunião de todos os embaixadores (o próprio Ray é o embaixador americano) e o momento onde o embaixador russo diz que a Inglaterra ganhou mais uma guerra sem derramar uma gota de sangue, estamos em 63, em plena guerra fria e tenho a impressão que toda aquela cena memorável saiu diretamente de Robert Hamer, que é creditado como “diálogos adicionais”.

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