28 de outubro de 2011

4 thoughts on “28 de outubro de 2011

  1. Queria comentar no post anterior, como não consigo, vou perguntar aqui: viu a versão sueca de Os Homens Que Não Amavam as Mulheres? Não li o livro, mas sempre fiquei na dúvida se vejo o do sueco antes do Fincher, se vale a pena ou se pode atrapalhar um pouco nas surpresas do americano (mesmo sabendo que provavelmente serão bem diferentes). Como estou enrolando tanto há mais de um ano, talvez só venha a assistir depois do Fincher mesmo.

    • Particularmente acho uma perda de tempo assistir aquele filme. Fico meio passada com gente xingando os “americanos” por fazerem um remake de um filme supostamente perfeito. Primeiro porque não é um remake e sim uma nova versão do livro, segundo porque o filme sueco é horroroso, seja a versão longa ou seja a curta. Tem que estar muito insano em achar que o Fincher não pode fazer melhor que aquilo, mesmo que seja pior que aquela abominação chamada Benjamin Button, que no final das contas era horroroso por conta do roteiro de merda que destruiu toda a estrutura narrativa e meio que se tornou óbvio que o Fincher só faz grandes obras se ele tem um grande roteirista como respaldo.
      Um único exemplo que deixa claro que o filme do Fincher será melhor? O Gato. Sério. Aqueles suecos estavam muito loucos quando cortaram o gato da versão deles. Lição número um para adaptação: se você tem um livro chamado O Homem que Odiava as Mulheres que trata de violência e estupro, você NÃO retira o gato da trama. Simples assim. Isso não é uma questão de gosto ou perspectiva, é simplesmente a constatação de que um mais um são dois. Especialmente se levarmos em conta que o gato foi sacrificado num ritual em homenagem a antepassados nazistas e qualquer um que sabe um pouco de história também sabe que o treinamento de um Übermensch da SS era coroado com o fato deste ser ou não capaz de arrancar os olhos de um gato depois de passar um mês alimentando-o e cuidando dele – curiosamente o mesmo tipo de tratamento que o nosso vilão dá às mulheres no cativeiro (o que também me faz lembrar de certa pessoa que conheço, hehehe).
      A segunda coisa que me incomodou na versão sueca é o tratamento dado ao Blomkvist. Para exaltar a fodisse da Salander, eles transformaram o cara num idiota e o Blomkvist é foda e completamente apaixonante, é claro que a Salander é ultra-mega-foda e por isso mesmo não era preciso diminuir o Blomkvist para isso. E nisso o Fincher também tem um ponto à frente: acho pouco provável que Daniel Craig seja capaz de se passar por idiota. E isso são apenas os problemas de construções de personagens, mas no final das contas o filme todo é estetica e narrativamente um porre.
      E pasme! Nenhuma das versões tem o Max Von Sydow como chefe da família! Isso é um verdadeiro milagre. Rá.

  2. Olhando o trailer do Fincher só posso chegar à conclusão de que ele viu isso aqui:

    Se não foi essa a inspiração, bem, DEVERIA TER SIDO.

    • WOW WOW WOW. O conceito é exatamente o mesmo. Puta que pariu. O que vem a acrescentar o porquê acredito que o filme em si não será tão bom quanto àquele teaser-trailer, que para ser perfeito mesmo deveria ter acrescentado a estrofe do “How soft your fields so green, can whisper tales of gore…” com alguns flashs de sangue e cenas de crime. Na versão red band tem algum sangue e nudez, mas foram meramente trocadas no lugar de algumas dessas imagens mais limpinhas.

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